sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Inferindo...
- Mestre! Mestre! Te imploro que dês atenção ao meu filho, pois é o único que tenho. Um espírito o domina; de repente ele grita; lança-o em convulsões e o faz espumar; quase nunca o abandona, e o está destruindo. Roguei aos Teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram!
- Caramba! Que geração incrédula! Até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino! – disse Jesus.
Então, eles o trouxeram. Quando o espírito viu Jesus, imediatamente causou uma convulsão no menino. Este caiu no chão e começou a rolar, espumando pela boca.
- Há quanto tempo ele está assim? – perguntou Jesus ao pai do menino.
- Desde a infância! – respondeu ele. - Muitas vezes o tem lançado no fogo e na água para matá-lo. Mas... se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.
- Se podes!!!??? Tudo é possível àquele que crê!
- Eu creio! Ajuda-me a vencer a minha incredulidade! – exclamou o pai do menino.
Quando Jesus viu que uma multidão estava se ajuntando, repreendeu o espírito imundo, dizendo: "Espírito mudo e surdo, eu ordeno que o deixe e nunca mais entre nele".
O espírito gritou, agitou-o violentamente e saiu. O menino ficou como morto, a ponto de muitos dizerem: "Ele morreu!".
Mas Jesus tomou-o pela mão e o levantou, e ele ficou em pé.
Depois de Jesus ter entrado em casa, seus discípulos lhe perguntaram em particular:
- Pôxa! Por que não conseguimos expulsá-lo?
- Essa espécie só sai pela oração e pelo jejum! – respondeu-lhes Jesus.
Incríveis, as coisas que Jesus nos revela aqui! Primeiro, ao saber que Seus discípulos não conseguiram expulsar o espírito imundo do garoto, Ele vincula o fracasso da tentativa à falta de fé daqueles homens, Seus seguidores. Fé em quê? Fé na presença pessoal de Deus, junto a eles, apesar de Jesus não estar fisicamente lá com eles. Fé na ação de Deus através deles. Fé em que a libertação do menino, daquela opressão/possessão demoníaca, era a vontade de Deus. Uma fé que já deveria ter-se desenvolvido, pelo tempo que eles andavam com Jesus, aprendendo com Ele.
Depois, Ele questiona a fé do próprio pai do garoto. Mas, aí, já se trata de uma fé diferente. Esse homem não havia estado com Jesus, não havia aprendido nada com Ele, como Seus discípulos já haviam. Portanto, Jesus não poderia “cobrar” isto dele. Então, de que fé Ele está falando aqui? Daquela que faz as pessoas se aproximarem de Jesus: ouvindo a Seu respeito, se passa a crer que Jesus é o Filho unigênito de Deus, que é o poderoso Deus, o Salvador de todos os homens. E, nessa fé, as pessoas se aproximam dEle, para conferirem se isso é mesmo verdade. Assim, naquele momento, Jesus estava dizendo, àquele homem, em outras palavras:
“Você Me trouxe seu filho, porque, em um primeiro momento, você acreditou que Eu sou o Filho de Deus, o Messias prometido. Mas você ainda não tem certeza disto, porque você só ouviu falar a Meu respeito, sem, contudo, Me ver face a face, sem experimentar pessoalmente o Meu poder em sua vida. Por isto, Eu lhe digo: se você crer, realmente, que Eu Sou, tudo lhe será possível, desde que esteja de acordo com Minha vontade. Eu vim para dar vida! E, se a libertação de seu filho serve para dar vida a vocês, Eu quero e posso libertá-lo, porque todas as coisas Me estão subordinadas!”.
Depois disso tudo, da libertação do garoto, e da pergunta dos discípulos, o Senhor ainda nos revela mais: Ele diz que existe diferença entre espíritos, onde alguns resistem mais do que outros. Mesmo assim, todos devem obediência a Jesus. Desta forma, o que permite que alguns espíritos resistam mais do que outros?
Jesus deu a dica: falta de oração e jejum! Mas... será que o Senhor estava Se referindo à oração e jejum específicos no momento de expulsar demônios, ou de algo que deve estar associado à vida da pessoa? Como Ele mesmo não orou, nem jejuou com um fim específico antes de libertar o garoto, podemos inferir que Ele Se referia ao tipo de vida da pessoa, com relação a Deus. E, quando entendemos o que significa oração e o que significa jejum, para Deus, passamos a compreender a profundidade dessa declaração de Jesus, que aponta para algo bem diferente da nossa religiosidade em orar e jejuar.
Deus revelou em Sua Palavra, que devemos orar, falar com Ele o tempo todo. Que Ele Se agrada da oração do justo. E também nos revelou que esse orar não pode ser algo com uma forma pré-estabelecida, algo automático, que não mostra a verdade do nosso coração. Ele diz que esse nosso falar com Ele deve ser um constante reconhecer da nossa pequenez, em contraposição à Sua grandeza, Seu amor, Seu poder (ver Lucas 18.9-14, como um dos exemplos). Certamente, é dessa atitude de oração diária que Jesus falou aos discípulos.
E quanto ao jejum? Há diversos casos de pessoas jejuando, descritos na Palavra de Deus. E, em muitos deles, vemos o Senhor falando com as pessoas. Mas teria sido por conta do jejum, que o Senhor falou com elas? O caso mais comentado, talvez, seja o jejum de vinte e um dias, feito por Daniel. Mas, quando o anjo falou com Daniel, ele disse que a resposta de Deus era em conseqüência de seu jejum? Não! Disse o anjo: “Desde o primeiro dia em que você decidiu buscar entendimento e se humilhar diante do seu Deus, suas palavras foram ouvidas, e eu vim em resposta a elas” (Daniel 10.12).
O jejum a que Daniel se propôs foi o de só comer o básico, o nosso arroz com feijão, hoje em dia, e de beber água, como forma de deixar ainda mais evidente a grande diferença que existe entre o ser humano e Deus. Ele ficaria mais consciente disso, não Deus. Ele estaria em um estado de maior fraqueza verdadeiramente, não só como uma declaração vazia. Portanto, Daniel sabia que o jejum não servia para comover a Deus, mas para provocar um estado de maior consciência de sua fraqueza nele mesmo. E, principalmente, ele não buscava uma vantagem pessoal. Nenhuma vantagem pessoal! Ele buscava, apenas, uma compreensão maior, sobre os desígnios de Deus. Portanto, seu jejum não era arma de negociação!
Daniel conhecia bem o que Deus pensava a respeito do jejum, pois isto já havia sido declarado pelo próprio Espírito Santo, através de Isaías:
“Vocês não podem jejuar como fazem hoje e esperar que a sua voz seja ouvida no alto. Será esse o jejum que escolhi, que apenas um dia o homem se humilhe, incline a cabeça como o junco e se deite sobre pano de saco e cinzas? É isso que vocês chamam jejum, um dia aceitável ao Senhor?
O jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo? Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo?
Aí sim, a sua luz irromperá como a alvorada, e prontamente surgirá a sua cura; a sua retidão irá adiante de você, e a glória do Senhor estará na sua retaguarda.
Aí sim, você clamará ao Senhor, e ele responderá; você gritará por socorro, e ele dirá: Aqui estou. Se você eliminar do seu meio o jugo opressor, o dedo acusador e a falsidade do falar; se com renúncia própria você beneficiar os famintos e satisfizer o anseio dos aflitos, então a sua luz despontará nas trevas, e a sua noite será como o meio-dia.
O Senhor o guiará constantemente; satisfará os seus desejos numa terra ressequida pelo sol e fortalecerá os seus ossos. Você será como um jardim bem regado, como uma fonte cujas águas nunca faltam” (Isaías 58.4-11).
Certamente, Jesus está nessas palavras! Tudo isto é ter uma vida íntima com o Senhor, dia a dia. E até os demônios sabem disto! E é diante dessa intimidade com Jesus, que nenhum desses demônios pode resistir! Você pode até morrer de fome jejuando, mas, se não tiver esse amor presente em cada passo de sua vida, você será envergonhado! Continue lendo >>
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Discipulado
Eis aí o discipulado descrito por completo, do início ao fim!
Não há teologias! Não há conhecimento prévio de Quem é Jesus! Não há cumprimento de leis! Não há apego às “certezas” da vida e à sua comodidade!
Tudo que existe é o chamado pessoal de Jesus e a obediência da pessoa chamada! É isto mesmo: a obediência ao “siga-me” é o primeiro passo, seja pelo motivo que for! Os evangelhos nos dão conta disto, ao nos trazerem um pouco da história dos discípulos. Ali, percebemos que havia diferentes motivações entre eles, mas havia esse ponto comum a todos: a obediência de seguir a Jesus, quando chamados.
Esse chamado, que se mantém através do Espírito de Cristo, agora estendido a todas as pessoas, continua o mesmo: é um chamado à vida sem um roteiro pré-estabelecido; não há certezas! Pelo contrário: o que existe é um caminho apertado, de dúvidas, de incertezas, rumo ao desconhecido!
É um chamado que nos leva a largarmos tudo o que vivemos, até então, e a focarmos só e unicamente no Cristo, no Filho de Deus, no próprio Deus que Se tornou Homem. A meta, agora, é segui-Lo em cada passo Seu, aprendendo com Ele e imitando cada olhar, cada toque, cada abraço, cada acolhimento, cada atitude, cada comunhão, cada palavra, que Ele faz e diz! Agora, descartamos todas as fôrmas conhecidas, criadas e impostas pelo homem, que tentam encaixotar o Espírito!
E sem o “Siga-me” pessoal de Jesus, não adianta darmos nem um passo em Sua direção!
“Indo eles caminho fora, alguém lhe disse: Seguir-te-ei para onde quer que fores. Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.
A outro disse Jesus: Segue-me! Ele, porém, respondeu: Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Mas Jesus insistiu: Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e prega o reino de Deus.
Outro lhe disse: Seguir-te-ei, Senhor; mas deixa-me primeiro despedir-me dos de casa. Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que olha para trás, tendo posto a mão no arado, é apto para o reino de Deus” (Lc 9.57-62).
Essa passagem é a indicação de Jesus sobre a necessidade do Seu chamado, para sermos Seus discípulos. Mais do que isto, é uma demonstração da insanidade humana em tentar segui-Lo, sem que Ele chame, e da inutilidade do emprego de fôrmas ou leis como demonstração da capacidade própria de andar em Seu caminho:
No primeiro caso, a pessoa aborda a Jesus e diz que O seguirá a qualquer lugar. Imediatamente, Jesus demonstra que essa pessoa não tem a mínima noção do que está dizendo: Jesus fala da instabilidade e da incerteza de Seu caminho, que é em direção à Cruz, em direção ao sofrimento e ninguém tem como querer isto pra si mesmo!
Logo depois, é Jesus Quem chama uma pessoa. E a pessoa aceita o convite! Mas esta, provavelmente por conta da tradição humana da qual ouviu falar, pensa que precisa, primeiro, se preparar para seguir a Jesus! Ela acha que deve, antes de tudo, cumprir a Lei para, então, estar apta a seguir o Seu caminho. E Jesus diz a ela: “Dane-se a Lei! Seu compromisso é comigo; seu relacionamento, agora, é direto comigo; Eu vou falar diretamente com você, vou lhe ensinar tudo o que você precisa saber, vou lhe mostrar por onde ir e como agir!”.
“Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei. Portanto, por um lado, se revoga a anterior ordenança, por causa de sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma), e, por outro lado, se introduz esperança superior, pela qual nos chegamos a Deus” (Hebreus).
Por fim, o terceiro caso, onde a pessoa também diz que quer seguir a Jesus, sem ser chamada, e demonstra uma insanidade ainda maior que a primeira: além de não ter idéia do que teria pela frente como discípula, ela quer que o discipulado seja de acordo com a sua vontade, com as suas imposições, sem estar disposta a abrir mão de sua vida, sua segurança, suas certezas, e parece sonhar com viagens maravilhosas, cercadas de conforto, sob a tutela de um guru que irá providenciar todas as coisas para o seu bem-estar!
E Jesus rejeita isto! Com Sua resposta, Ele diz que não pode haver nada entre o chamado, o próprio Jesus, e a obediência, para que haja o discipulado! Não pode haver condições e nem leis entre Jesus e o discípulo. Se houver, deixa de ser discipulado, passando a ser um programa de vida de acordo com a vontade humana! Uma religiosidade!
Discipulado é compromisso única e exclusivamente com Jesus! Ao “Siga-me” segue-se o “levantou e O seguiu”, sem ponderações, sem questionamentos, sem condições. Discipulado é novidade de vida, largando-se o que até então se viveu! Isto não é uma auto-santificação, mas uma mudança de foco, de prioridades, de meta! Discipulado é caminhar com Jesus, aprendendo e sendo direcionado por Seu Espírito! Continue lendo >>
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Fácil Ser Cristão, Não?
"Outros enfrentaram zombaria e açoites, outros ainda foram acorrentados e colocados na prisão, apedrejados, serrados ao meio, postos à prova, mortos ao fio da espada. Andaram errantes, vestidos de pele de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos e maltratados. O MUNDO NÃO ERA DIGNO DELES" (Hb 11.36-38).
terça-feira, 26 de julho de 2011
Profecia?
“Então um deles, chamado Caifás, que naquele ano era o sumo sacerdote, tomou a palavra e disse: ‘Nada sabeis! Não percebeis que vos é melhor que morra um homem pelo povo, e que não pereça toda a nação?’. Ele não disse isso de si mesmo, mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus morreria pela nação judaica, e não somente por aquela nação, mas também pelos filhos de Deus que estão espalhados, para reuni-los num povo” (João 11.49-52).
Sem saber e, até mesmo, sem querer, Caifás profetizou conforme a vontade do Senhor! Ele não disse “Assim diz o Senhor”, como era comum aos profetas, no entanto, falou as palavras que o Senhor colocou em sua boca. Isto já ocorrera com Balaão: ao abrir a boca para profetizar contra o povo hebreu, ele acabou abençoando ao povo, dizendo todas as palavras que o Senhor também colocou em sua boca!
Entendo que o Senhor mantém essa prática ainda em nossos dias, a fim de que Seus propósitos sejam cumpridos. O Senhor diz: “Vejam! As profecias antigas aconteceram, e novas eu anuncio; antes de surgirem, eu as declaro a vocês" (Is 42.9). E sabemos que Deus não muda!
Recentemente, em uma entrevista à revista ‘Cristianismo Hoje’, o bispo primaz e presidente do Colégio dos Bispos da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida, Walter McAlister Jr., falou sobre o futuro da igreja ocidental institucionalizada, assunto de seu livro “O fim de uma era”, chegando a prever o seu fim.
Eis um pequeno trecho de sua entrevista:
“CRISTIANISMO HOJE – Em “O fim de uma era”, o senhor analisa a Igreja contemporânea, e o quadro que traça não é nada animador. Trata-se de uma instituição falida?
WALTER MCALISTER – Não, a Igreja nunca falirá. Ela é o corpo de Cristo e consegue sempre atravessar os séculos, mesmo que seja por meio de um remanescente fiel. Mas “O fim de uma era” trata do conceito atual de igreja no Brasil, e este sim, está prestes a falir. Ela está à beira de uma série de mudanças que serão percebidas como o fim, se não da Igreja como um todo, certamente de um “sonho” ou de um ideal que hoje ocupa o imaginário cristão.
CRISTIANISMO HOJE - No livro, o senhor chega a falar até mesmo do fim do atual modelo de cristianismo ocidental. Caso esteja certo em seu prognóstico, o que virá depois dele?
WALTER MCALISTER - Historicamente, o que geralmente se segue a épocas como a nossa é um período de perdas, perseguições e desencanto. Os que se preparam para tais épocas promovem reflexão, semeando para uma nova era de vigor e devoção. Em primeira instância, haverá muito choro, revolta e medo. Haverá quem vá perguntar o que deu errado e os que se calarão, pasmos pelas perdas. Muitos fugirão dos líderes desacreditados. As coisas podem piorar ainda mais. Mas há sempre a possibilidade de renovação em meio aos escombros. O remanescente fiel se voltará para Deus em oração. Haverá redutos de oração intercessória, contrição e comunhão".
Se as pessoas não anunciarem, o Senhor pode fazer até mesmo as pedras clamarem. Mas a voz de Walter McAlister Jr. não é única, isolada. Ela tem encontrado eco pelo mundo afora. O recentemente falecido pastor norte-americano David Wilkerson, por exemplo, também falou, diversas vezes, sobre o fim desse modelo institucionalizado de igreja e, assim como McAlister, apontou para a atuação de um remanescente cheio de intimidade com o Senhor, livre das atuais religiosidades impostas:
“Quando falo de um santo remanescente em treinamento, não me refiro a um exército de pastores, evangelistas e missionários. Estou falando de santos comuns – que amam a Jesus, os quais serão eles mesmos sinais e maravilhas para o mundo, cheios de paz e calma. Deus não deseja um exército profissional treinado por métodos humanos. Ele deseja homens e mulheres treinados em oração pelo Espírito Santo! Ele procura crentes que estejam trancados com Ele, preparando seus corações perante Ele, aprendendo a ouvir Sua voz” (David Wilkerson – O Oculto Exército de Deus Para os Últimos Dias).
Particularmente, não creio no fim imediato desse sistema religioso que usa o nome de Jesus a seu bel prazer, afinal, a própria Palavra nos dá conta de que esse sistema será destruído em época própria, conforme Apocalipse 17 e 18. No entanto, creio que o Senhor esteja, sim, formando um “exército de santos”, de pessoas comuns que têm como único objetivo uma vida de intimidade com o Senhor, falando com Ele a todo tempo, vivendo sob a orientação única e exclusiva do Espírito Santo, sem se preocupar em fabricar “frutos dignos do Evangelho”, por terem a consciência de que os únicos frutos dignos de aparecerem são os frutos da presença do Espírito de Cristo em suas vidas. E isto não se fabrica na própria força. Isto aparece naturalmente ao se aplicar na própria vida o “que diminua eu, para que Jesus cresça”.
Esse “exército” tem atendido ao chamado do Senhor “retire-se dela, povo meu, para não ser cúmplice de seus pecados”, feito em alusão à ‘Babilônia espiritual’, ou seja, a religião que tem o nome de Deus nos lábios, mas não O tem no coração! E por atender a este chamado, tais pessoas têm sofrido a conseqüente perseguição desse sistema religioso, sendo taxadas de rebeldes, insubmissas, desigrejadas, desobedientes e outras coisas mais.
É certo que o Senhor tem falado com todas as pessoas, de acordo com Sua eqüidade e justiça, mas muitas rejeitam esse chamado, por se estribarem em suas próprias árvores do conhecimento do bem e do mal e por se considerarem iguais a Deus, ou seja, por pensarem ter a capacidade de atingir um nível de perfeição e de santidade suficiente para colocá-las no Reino dos Céus eternamente.
Outras ainda não atenderam por insegurança, por falta de conhecimento do Senhor, por pressão do sistema, por medo de que as coisas não sejam bem assim e que têm que conduzir suas vidas individualmente, por não crerem que o Espírito Santo realmente as conduza o tempo todo, conforme a vontade do Pai. Estas têm a seu favor a paciência, a longanimidade e a misericórdia do Senhor, que continua chamando-as, ensinando-as e resgatando-as.
De uma forma ou de outra, o propósito do Senhor se cumprirá e todo esse sistema religioso humano que toma o nome do Senhor em vão ruirá a Seu tempo, evidenciando que ser humano algum tem a capacidade de se autojustificar diante de Deus, seja para alcançar a salvação, ou mesmo para mantê-la! O Senhor já havia anunciado isto e tem anunciado novamente nestes últimos dias, através de diversas pessoas, para que ninguém possa alegar, diante dEle, não ter sido avisado.
“Vejam! As profecias antigas aconteceram, e novas eu anuncio; antes de surgirem, eu as declaro a vocês" (Is 42.9). Continue lendo >>
sexta-feira, 25 de março de 2011
Intercedendo
E aí, depois de deixar seus afazeres e muito andar em direção a Jesus, ela intercedeu:
- Senhor, eu sei que Você é o Messias prometido, o próprio Deus que prometeu nos redimir, o Filho de Davi, por isto eu clamo a Você: tenha compaixão de mim e liberte minha filha, pois ela está horrivelmente endemoninhada! (Mt 15.22ss)
Silêncio... o seu clamor parecia não chegar a lugar nenhum, pois ela não obteve resposta!
As pessoas próximas ainda cochichavam entre si: “Que coisa ridícula! Quem essa mulher pensa que é, para incomodar o nosso Mestre? Ela não faz parte do nosso grupo e não tem direito nenhum de pedir alguma coisa a Ele! Se ela andasse com a gente, ainda vá lá! Mas vem lá não sei de onde, dizendo que sabe quem é Jesus, sem nunca ter tido uma aula conosco! Vê se pode! Mestre, manda essa mulher embora, que ela continua aí, aporrinhando a gente e dizendo que sabe quem Você é!” (15.23).
Não viram sua dor! Não viram que ela intercedia por uma pessoa, a fim de que esta fosse liberta e pudesse viver o amor de Cristo pelo resto da eternidade. Viram o exterior, a aparência, e pensaram que era mais um pedido para obter vantagem pessoal, afinal, pedia pela filha. Não entenderam que o “horrivelmente endemoninhada” significava uma vida de depravação e de mergulho de cabeça em direção à morte eterna! Não amaram, nem a uma, nem a outra mulher!
Mas Jesus nunca se fez de surdo com ninguém! Por que, então, o silêncio? Por que Ele não respondia? Porque, como sempre, Ele via muito além daquela situação específica. Ele via todo o futuro da humanidade e sabia que a história daquela mulher seria contada por todas as gerações futuras, para a edificação de muitos. Ele podia ter resolvido a questão em segundos, apenas com um gesto, ou mesmo com uma palavra. Mas o Seu propósito era muito superior, por isto, Ele permitiu que a situação se desdobrasse da forma que aconteceu. Assim, Ele preferiu provar publicamente a fé daquela mulher!
Mas, depois de algum tempo, Ele Se dirigiu a ela com palavras que poderiam cortar mais do que o silêncio anterior: “Mulher, Eu vim trazer a salvação aos judeus! Por que Eu deveria desperdiçar meu tempo e o Evangelho que trouxe para eles, com uma pessoa de fora desse grupo?” (15.24).
Não sei quanto a você, mas, eu, nessa hora, daria meia volta e sumiria dali, com o rabinho entre as pernas! E por que a mulher não sambou fora? Muito simples: porque ela tinha fé no Senhor! Sabia que Deus, o Messias, podia atender seu pedido. Mas, mais do que isto, ela havia se disposto a interceder, porque essa questão, em seu coração, era de vida ou morte, para ela! Se ela não tivesse tal sentimento, não se manteria firme em sua intercessão. Teria, apenas, falado o que falou e, diante da resposta negativa, voltaria para os seus e diria: “É! O caso dela não tem mais jeito! Está perdida mesmo!”. Só que ela compreendia o valor que cada vida tem para o Senhor que as formou. Então, se manteve firme, a despeito do sofrimento que tivesse que enfrentar.
Essa mulher aplicou toda a sua alma, todo o seu entendimento, todo o seu coração e toda a sua força, sabendo que não havia outra solução! E acredito que tenha sido o próprio Espírito do Senhor que tenha construído toda essa situação. Ele usou os graves acontecimentos na vida daquela mulher, a fim de levá-la a buscar a Cristo, o Salvador! Tendo feito isto, permitiu que a história se desenrolasse daquela forma, com os discípulos tecendo seus comentários, com a mulher perseverando atrás deles, para que tudo fosse registrado da forma que foi e muitos aprendessem mais um pouco sobre viver o Reino, pois a ação de Deus sempre tem uma amplitude que não se percebe no momento imediato que ela acontece!
Firme ela estava e firme ela continuou: “Ela veio e o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me!” (15:25). Não reclamou do silêncio de Jesus, não reclamou de Suas duras palavras! Ela O adorou, como o Deus que é, e continuou clamando por ajuda. Ela não iria desistir, até que tivesse uma resposta definitiva.
Mas, então, Jesus é ainda mais duro com a mulher: “Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos” (15:26). É importante que se entenda que os judeus religiosos daquela época consideravam os gentios menos do que cachorros aos olhos de Deus. É claro que Jesus não aceitava isto; Ele jamais daria uma conotação de inferioridade racial a qualquer das criaturas do Pai Criador. Mas Ele sabia que essa mulher estava consciente da atitude dos judeus em relação aos gentios. E, uma vez mais, Ele a estava provando.
E, diante disto, a mulher fecha a conversa com chave de ouro: “Senhor, eu continuo crendo no que afirmei a Seu respeito. Eu sei que Você é Deus e Se importa com todas as pessoas! Sei que Você é poderoso para sustentar todas as coisas! Por isto, não estou pedindo que Você deixe de atender a nenhum dos Seus. O que peço é que Você permita que eu também seja tocada por fragmentos da Sua Glória!”.
Que fé!!!! Que fé!!! Ela não se deixou abalar pelas circunstâncias negativas à sua volta! Ela olhou firme para Jesus! Ela não desviou o seu olhar de Jesus! Ela não considerou que sua filha pudesse não ser merecedora de ajuda! Ela não pensou que, talvez, ela mesma não fosse merecedora de ser atendida, mesmo diante das negativas que lhe foram apresentadas! Ela perseverou! Ela amou ao Senhor e amou a pessoa pela qual estava intercedendo, mais do que a si mesma, que estava ali sendo exposta à vergonha e ao desprezo!!!
Fico pensando o quanto ainda tenho que aprender com este exemplo... Continue lendo >>
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Tempestades...
- por René Burkhardt | 17 de Maio de 2010
Relâmpagos, trovões, ventanias, ondas gigantes... sinais de tempestade! Mas isto não se refere apenas às manifestações da natureza. Normalmente, as dificuldades pelas quais passamos também são tidas como tempestades.
Muitas vezes somos atingidos por relâmpagos, que quase nos destroem, por trovões, que nos ensurdecem, por ventanias, que quase nos derrubam, e por ondas gigantes, que nos jogam de um lado para o outro e quase nos fazem sucumbir. São as palavras ou as atitudes de alguém que nos machucam, são relacionamentos que se desgastam ou não dão certo, é o desemprego que nos deixa sem perspectiva de nada, é aquele dia-a-dia que parece nunca mudar, nunca melhorar...
Às vezes, nossa vida parece com as pessoas que estão naquele navio, em alto mar, atingido em cheio por uma tempestade, sendo jogado para cima e para baixo em ondas gigantescas, fazendo com que as pessoas sejam jogadas de um lado para o outro, precisando usar toda a força possível para se agarrar a qualquer coisa que esteja por perto, e não serem lançadas fora, ao mar, onde morreriam. No meio dessa situação, dessa angústia, a gente anda, cambaleia como ébrio, perde todo o tino.
Também pode parecer que a gente esteja junto ao povo de Israel, quando, saindo do Egito, chegou à beira do Mar Vermelho, com montanhas intransponíveis nos lados, e o inimigo, sedento de sangue, na retaguarda. Não há saída! E, para completar, começa a soprar um vento fortíssimo, capaz de mover tudo que estiver à sua frente. E dura toda a noite. O desespero cresce, porque não se pode fazer nada para resolver a situação, para fugir desse martírio.
Mas, mesmo nessas situações aparentemente impossíveis de se vencer, existe uma saída. O Espírito de Cristo nos diz que “aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas” (Hb 4.10). O Espírito Santo nos fala de Paz, aqui, independentemente das circunstâncias. E é da Paz que Jesus nos deixou (Jo 14.27), que Ele está falando. E como podemos ter essa Paz? Somente através da fé. Somente crendo que Deus cumpre Suas promessas. Somente confiando que Ele nos tem em Suas mãos e que, delas, ninguém, nem nada, vai nos tirar (Jo 10.28-29). Assim, descansamos de nossas obras, do nosso esforço próprio, da nossa luta para sair de situações ruins, porque Ele está no controle de nossas vidas e Ele nos conduzirá para onde Ele quiser que estejamos.
Como ter certeza disso? Como essa Verdade pode gerar Paz em nós, diante das piores tempestades? Simples! Quando sabemos que tais tempestades também fazem parte da vontade de Deus para nossas vidas, não por sadismo de Sua parte, mas por Seu amor e Sua vontade de que nos apresentemos perfeitos diante dEle.
O exemplo do navio em meio à grande tempestade é descrito no Salmo 107, versículos 25 a 30: o texto já começa dizendo que o próprio Deus fez levantar o vento tempestuoso. E, apesar das aparências, apesar do perigo de morte, o Senhor não faz isto desejando o mal das pessoas. Pelo contrário, o desejo do Senhor é que as pessoas se voltem para Ele e clamem a Ele, para Ele poder fazer cessar a tormenta e fazer as ondas se acalmarem. Assim, com o fim da tempestade, nos alegraremos com a bonança que o Senhor providenciou milagrosamente, sem que pudéssemos fazer nada para ajudar. Seu é o milagre e Sua é a glória!
Da mesma forma, no exemplo do povo de Israel encurralado diante do Mar Vermelho, vemos que toda aquela situação foi montada pelo Senhor. Até mesmo o fortíssimo vento oriental que soprou sobre o povo, por toda a noite, foi o milagre de Deus atuando naquelas vidas. Foi esse vento que dividiu o mar, e ele veio da parte de Deus, não foi uma coincidência (Êx 14.21). Apesar da terrível aparência daquela circunstância, era o Senhor que havia feito aquilo tudo, com o fim de salvar o povo. O resultado foi salvação! O resultado foi alegria de todo o povo, manifestada em cânticos, em danças e em festa (ver Êxodo 15.1-21)!
Por pior que seja a situação que enfrentamos, precisamos ter a confiante certeza de que o Senhor está nos dizendo: “Fui Eu que fiz isto!”. Em um dos piores momentos da existência de Israel, quando a nação se dividiu em duas partes, Deus disse ao povo: “Não subireis, nem pelejareis... porque eu é que fiz isto” (1Re 12.24). Em outras palavras, Ele estava dizendo que não era para as pessoas tentarem resolver o problema na sua própria força, porque o Senhor mesmo havia conduzido a situação até aquele extremo. Tudo que o povo tinha que fazer, tudo o que nós temos que fazer, é buscar ao Senhor com todo o nosso coração, com todo o nosso entendimento, colocar diante dEle nossas ansiedades, através de súplicas e orações, e aguardar por Seu livramento milagroso.
“Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” (Tg 1.2-4, 12).
“Fui Eu que fiz isto”, diz o Senhor, “porque Eu te amei desde os tempos eternos”. “Entre em Meu descanso, desde agora, para sempre, e viva a Minha Paz”. Continue lendo >>
domingo, 19 de dezembro de 2010
Criação x Evolução
Recebi esta apresentação de slides da nossa amada irmã Rita, do Blog 'Jesus, Amor, Justiça e Salvação!'. Fiquei sem palavras, diante da propriedade da abordagem ao assunto.
Para melhor visualização, sugiro clicar no Menu, que fica no canto inferior direito do vídeo, e, em seguida, clicar em View Fullscreen.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
O Bandido na Cruz
Gosto muito das canções do Sérgio Lopes. Nesta, creio que ele visualizou o bandido na cruz, que recebeu a promessa de salvação de Jesus, no momento derradeiro.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
A Queda do Cristão
Muitos cristãos têm falado sobre cair da graça, perder a salvação proporcionada por Jesus Cristo, depois de a ter recebido. E muitos crêem nisto, se baseando em textos como: “De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes” (Gl 5.4 – grifo meu), “Por causa da tua comida, não faça perecer aquele a favor de quem Cristo morreu” (Rm 14.15 – grifo meu) e “É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia” (Hb 6.4-6 – grifo meu).
Esses textos têm sido usados fora de contexto, a fim de justificar o ensino do “cair da graça”, que é contrário ao ensino da justificação e salvação definitivas, ofertadas por Jesus Cristo. Mas sabemos que as Escrituras nunca se contradizem, porque elas foram criadas pelo mesmo Autor, o Espírito Santo, que inspirou homens santos a escrevê-las (ver 2Pe 1.21). Assim, quando encontramos alguma dificuldade de interpretação, nós precisamos começar pelas certezas, pelas grandes declarações já bem definidas e explicadas. Além disto, há um grande ensino em toda a Escritura, uma grande mensagem estabelecida do início ao fim da Bíblia, que nunca pode ser contrariado por nenhum ensino específico.
Vamos relembrar algumas dessas declarações: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8.38-39 – grifo meu). Esta declaração, que conclui um ensino sobre a perseverança dos santos, já seria, por si só, suficiente para descartar a queda de algum cristão. Mas há, também, as palavras de nosso Senhor: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar” (Jo 10.28-29 – grifo meu). Além de: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16 – grifo meu). Essas declarações bastante conhecidas derrubam completamente qualquer possibilidade de se afirmar que seja possível um cristão verdadeiro ser destruído, perecer, ou ser separado do amor de Deus manifestado em Jesus Cristo, nosso Senhor.
A grande mensagem central da Bíblia é que Deus fez o mundo, depois formou o homem à Sua imagem e semelhança, perfeito. Então, o Diabo entrou, tentou o homem, que deu ouvidos a ele e caiu. E todos os problemas do mundo decorrem disso. Para solucionar tudo definitivamente, Deus providenciou a vinda de Seu Filho, para, encarnado e sendo Deus ao mesmo tempo, morrer e ser ressuscitado. E esta providência divina não é imposta a ninguém. Ela tem efeito sobre todo aquele que crê em sua veracidade e eficácia e a recebe em sua vida.
Tendo essas informações como base, vamos analisar os textos citados como exemplo, à luz de seus contextos e da mensagem central do Evangelho e, portanto, da Bíblia:
1º - Gálatas 5.4: Aqui, no capítulo cinco, o apóstolo Paulo exorta aos gálatas quanto ao seu erro de seguirem os ensinos dos cristãos judaizantes, que insistiam em acrescentar o cumprimento da lei ao Evangelho. Ele deixa claro que ninguém é justificado pelas obras, pelo cumprimento de leis e regras. Só a fé justifica e aquele que se colocasse novamente sob o jugo da lei estaria negando a graça de Deus. E, fora dessa graça, as pessoas são levadas a cair. Não é o caso de caírem da graça depois de terem sido salvas, mas de caírem antes de se apropriarem da graça, que é a salvação pela fé em Cristo Jesus, concedida por Deus. Paulo diz que os gálatas estavam indo bem, que estavam quase se apropriando definitivamente dessa verdade, mas, agora, ouvindo uma pregação falsa, se desviavam do caminho verdadeiro e, por isto, não receberiam a graça de Deus. Estariam perdidos em uma busca de justificação através de seus próprios esforços, caso não voltassem atrás.
A maior tristeza é constatar que isso ainda acontece hoje na igreja. Muitas pessoas têm sido ensinadas que não serão salvas, se não cumprirem determinadas regras. Diversos líderes de igrejas acrescentam seus regulamentos ao Evangelho, insistindo que eles são essenciais. Mas vejam o que o apóstolo diz a este respeito em Romanos 4.4-5: “Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça”. Não é de trabalho secular que ele está falando, mas de obras em cumprimento da lei. Ele está falando de duas pessoas em situações diferentes, aqui. Uma, toma o cumprimento da lei, o esforço próprio, como necessário para a sua salvação, algo que lhe garanta o direito de cobrar isso de Deus no momento certo. A outra, simplesmente recebe a promessa de Deus em seu coração e passa a servi-Lo, certo de que não é esse serviço que a salva, mas o sangue do Senhor Jesus. E o seu servir, de acordo com a vontade de Deus, é a conseqüência da sua salvação, não a causa.
Assim, esse texto de Gálatas não fala de cair da graça, mas de não entrar nela, por seguir a falsos ensinos acrescentados ao Evangelho.
2º - Romanos 14.15: A palavra perecer, aqui usada, tem o mesmo significado que em João 3 e 10. Porém, verificamos, pelo contexto e pelas verdades já bem definidas, que o sentido é diferente. Em João 3.16 e 10.28-29, nosso Senhor declara que é impossível a um verdadeiro crente perder sua salvação, ou seja, perecer. Ninguém consegue tirar esse crente de Sua mão, ou da mão do Pai. É caso resolvido, não volta atrás. E em Romanos 8.38-39, o Espírito de Cristo garante que nada, nem ninguém, pode nos separar do amor do Deus Pai em Cristo Jesus. Sendo assim, precisamos nos perguntar: será que Paulo, em Rm 14.15, realmente está dizendo que eu posso fazer alguém perecer? Mas já temos a resposta: é impossível! Para alguém tirar uma pessoa das mãos de Deus, de Jesus, teria que ser mais poderoso que Ele. Aí eu pergunto: eu sou mais poderoso que Deus? Você é mais poderoso que Deus? Evidente que não! Então não temos poder para fazer isso. Não temos como arrebatar alguém da mão de Deus, de fazer esse alguém perecer, por piores que sejam nossos atos. Assim como a única maneira de alguém ser salvo é crer no Senhor Jesus, a única maneira de não ser salvo é não crer, não aceitar o Seu senhorio.
Outro aspecto desse pensamento é que a alma é muito importante para Deus e Ele nunca deixaria o destino final de alguém nas mãos de um ser humano. Nós somos muito falhos, mesmo na condição de cristãos. Se algo que disséssemos, ou fizéssemos, pudesse fazer alguém perder a salvação, perecer, a humanidade inteira estaria perdida, ninguém seria salvo, porque a todo momento fazemos, ou dizemos, coisas inconvenientes, ofensivas aos outros.
Há outra evidência a favor dessa declaração: o Diabo foi derrotado por Jesus na cruz do Calvário. Se fosse possível que, pelo menos, um filho de Deus (pessoa regenerada pelo Espírito Santo) perecesse definitivamente, o Diabo teria derrotado a Deus e todo o plano eterno do Senhor teria sido frustrado, a grandiosa obra da cruz teria sido invalidada. E sabemos que isto não é verdadeiro, pois, jamais, uma criatura de Deus O poderia derrotar. O servo não é maior que o seu senhor.
Outro fator a ser considerado é que a regeneração humana é obra do Espírito Santo, não do homem. É o Espírito de Deus que convence, ensina, transforma totalmente a vida das pessoas, e isto é definitivo. Nós não podemos entrar e sair disso a todo o momento. Nesse sentido, devemos considerar a diferença entre extraviar e perecer. É muito comum um cristão verdadeiro se extraviar, entrando em um processo de pecado que lhe dá a aparência de estar afastado do Senhor, ou, até mesmo, perdido. Mas Deus “...corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe” (Hb 12.6). E “É para a disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?” (v.7). Ou seja, o verdadeiro crente, o filho de Deus, ainda que se extravie por um longo tempo, não perecerá, pois o Senhor o trará de volta ao Seu caminho com o Seu amor e a Sua disciplina. Esta é uma verdade que não há como ser contestada.
3º - Hebreus 6.4-6: Este, talvez, seja o texto que mais cause confusão entre os cristãos. E há uma declaração parecida em Hebreus 10.26: “Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados”. Porém, devemos considerar que, em nenhum momento, esses textos mencionem estar se referindo a pessoas verdadeiramente crentes. Pelo contrário, em seus desfechos eles mostram claramente que a queda mencionada é reservada para os que não crêem, mesmo depois de terem sido iluminados pela Palavra. Nos versículos 7 e 8 de Hebreus 6, nós vemos o seguinte: “Porque a terra que absorve a chuva que freqüentemente cai sobre ela e produz erva útil para aqueles por quem é também cultivada recebe bênção da parte de Deus; mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada e perto está da maldição; e o seu fim é ser queimada”. Vejam que o autor aqui compara as pessoas à terra que recebe a chuva. Isto é o mesmo que foi dito pelo profeta: “E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne” (Jl 2.28), ou seja, sobre todas as pessoas, não somente sobre os que crêem nEle. E suas obras (erva útil, ou espinhos e abrolhos) os acompanharão e mostrarão quem é do Senhor e quem não é.
Com o Espírito de Deus sobre todas as pessoas, todas são iluminadas, provam o dom celestial, se tornam participantes do Espírito Santo, provam a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro. Mas há os que recebem essa palavra de Deus, recebendo bênção de Sua parte, e há os que a rejeitam, e o seu fim é serem queimados. Apesar de terem recebido todas essas coisas, não quiseram se submeter a Cristo e fazer parte do Reino de Deus. Portanto, eles não caem da graça. Apenas não entram nela. Este é o caso de Judas. Ele disse “sim” ao chamado do Senhor, conviveu e aprendeu com Ele. Foi comissionado junto com os outros discípulos, saiu com eles fazendo milagres, curando enfermos e expulsando demônios. Experimentou todos os poderes do mundo vindouro, mas, no momento de se decidir definitivamente por se entregar a Cristo, ele retrocedeu e O rejeitou! Ele não aceitou a graça de Deus, porque nunca havia se convertido verdadeiramente a Ele.
Em Hebreus 10.28, esse conceito fica ainda mais claro: “Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a Lei de Moisés”. Todo o povo de Israel recebeu a Lei, porém muitos a rejeitaram e seu fim foi a morte, apesar de terem provado sua justiça e seus benefícios. “De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?” (v.29). Em outras palavras, não deveriam também perecer aqueles que tiveram a revelação clara do sacrifício de Jesus, através do ensino do Espírito Santo, e o rejeitaram para suas vidas? O sangue de Cristo foi derramado para salvar todas as pessoas e as santificar, mas muitas pessoas profanam esse sangue, ao não aceitá-lo. Porém, tais pessoas não caíram da graça de Deus. Elas a rejeitaram, antes de entrar nela. Caso elas tivessem realmente caído, nunca mais poderiam ser salvas, pois estariam novamente crucificando para si mesmos o Filho de Deus. Isto significa que seria mais arriscado se converter a Jesus, do que não se converter, afinal, o não convertido ainda teria uma chance de salvação até o final de sua vida, enquanto o convertido que caísse não teria mais nenhuma chance.
Todas essas constatações já seriam suficientes para dirimir quaisquer dúvidas, mas elas são ainda mais reforçadas pela mensagem central da Bíblia.
Por que Deus enviou Seu Filho Unigênito, Jesus, ao mundo? A perfeita compreensão da resposta a esta pergunta é vital para entendermos esse assunto. Ora, Deus fez o homem à Sua imagem e semelhança, tão perfeito, que tinha (e tem) a capacidade de determinar o seu próprio destino, através do livre-arbítrio. A Palavra nos diz também: “Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1Co 15.21-22). Desta forma, o Senhor representa a humanidade através de dois homens. E qual a diferença entre eles? A diferença é simples: Adão poderia falhar (e falhou), assim como qualquer um de nós, que estivesse em seu lugar, falharia. Ele poderia cair, e caiu, e todos nós sofremos a conseqüência. Mas com o Filho de Deus, Jesus, foi diferente. Ele não poderia falhar. E não falhou.
O primeiro homem, Adão, foi provado e falhou. O segundo homem, Cristo, também foi provado, porém, não falhou. Deus, em Sua infinita sabedoria, não formou um novo ser humano, pois já havia formado o homem em perfeição e, mesmo perfeito, ele caiu. Um novo ser humano não poderia ser mais perfeito que Adão e, portanto, cairia também. Assim, Deus enviou o Seu próprio Filho, que, sendo Deus, assumiu a forma humana e sofreu todas as tentações dos seres humanos, em Sua carne, mas sem falhar (ver Hb 4.15). Então, Ele Se tornou o primogênito de muitos irmãos, a cabeça de um novo corpo, de uma nova humanidade, assim como Adão o foi. Adão foi o primogênito do homem natural, enquanto Cristo é o primogênito do homem espiritual. “Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão [Cristo], porém, é espírito vivificante... Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e, como é o homem celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial” (1Co 15.45, 48-49).
E é nisto que temos a capacidade de determinar o nosso próprio destino: em optarmos por seguir e servir a Jesus Cristo, que nos concede a vida eterna junto ao Deus Pai e Criador, ou de O rejeitarmos, escolhendo uma vida de eterno sofrimento, afastados do Senhor. A partir do momento que optamos por seguir a Cristo, nos entregando totalmente a Ele, já estamos incluídos eternamente em Seu Reino. A porta desse Reino é estreita, mas é só de entrada, não de saída. Uma vez dentro, não se sai mais. Uma vez em Suas mãos, nada, nem ninguém, pode nos tirar dali. É eterno, a partir daquele momento. Quanto aos que O rejeitam, o Senhor continua derramando Sua misericórdia sobre eles, concedendo novas chances para se arrependerem e se entregarem a Ele, a fim de que sejam salvos, ou para que nunca tenham condições de dizer que não foram avisados, ou orientados. Mas, se mantiverem sua rejeição, Deus substitui Sua misericórdia por Sua ira, que é a condenação eterna.
“Essa é a razão por que provém da fé, para que seja segundo a graça, a fim de que seja firme a promessa para toda a descendência, não somente ao que está no regime da lei, mas também ao que é da fé que teve Abraão (porque Abraão é pai de todos nós, como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí.), perante aquele no qual creu, o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem” (Rm 4.16-17 – grifo meu). Paulo diz aqui que a salvação não depende do esforço humano, do cumprimento da lei, porque ela é concedida pela graça de Deus, a fim de que a promessa seja firme. Essa salvação é dada por Deus gratuitamente, para que seja firme, segura, definitiva. Se a salvação dependesse do homem, em qualquer ponto, ela seria instável, não seria definitiva, mas um desastre. Deus nunca confiaria a salvação – sua manutenção, ou não - ao homem, porque é a Sua palavra e a Sua honra que estão envolvidas nisso.
Amados, nenhum de nós, nem coisa alguma, pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus! E damos graças a Deus por isto! Se eu pudesse fazer algum irmão perecer, cair das mãos do Senhor, isto já teria acontecido, pois erro a todo o momento. Todos nós erramos muito com as outras pessoas e, fatalmente, as lançaríamos na perdição, caso o Senhor não tivesse domínio total sobre tudo e sobre todos. Não são as nossas obras que salvam, ou que fazem perecer, a quem quer que seja. Nem a nós mesmos, nem aos outros. Mais do que isto, quando verdadeiramente nos entregamos ao senhorio de Cristo, o Espírito Santo passa a habitar dentro de nós, nos ensinando todas as coisas relativas ao Reino de Deus e nos orientando quanto ao que, como e quando fazer. E isto é uma transformação diária. Nossas obras passam a ser o resultado disso. E, quando erramos agindo por nossa própria conta, Ele nos mostra que erramos e nos leva a buscar a reconciliação com aqueles a quem tivermos ofendido. Esse é o selo de Deus em Seus santos.
A salvação é o resultado de uma escolha pessoal, individual e intransferível, em crer no Senhor Jesus, em toda a Sua obra, e em toda a palavra de Deus a Seu respeito. Quando chegarmos diante do Senhor, em Sua Glória, não poderemos dizer: “Veja, Senhor, as coisas que fiz para chegar aqui! Fui piedoso com o próximo, cumpri a lei, me purifiquei dos meus pecados e não deixei que ninguém me fizesse cair!”, pois o Senhor, certamente, responderia: “Te afasta de Mim, porque nunca te conheci!”. Nossa única declaração, naquele momento, poderá ser: “Pela graça de Deus, sou o que sou; e a Sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã!”. Diante disto, o Senhor responderá: “Vem, bendito de meu Pai. Toma posse do Reino que te foi concedido desde os tempos eternos!”. Amém! Continue lendo >>
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
O Peso da Minha Cruz
Busco. Há muito tempo tenho buscado maior intimidade com o Senhor Jesus. Quantas vezes já perguntei: “Senhor, que farei para herdar a vida eterna?”. Quantas vezes lutei contra meus pecados, pensando em atingir tal santidade que permitisse ao Senhor ter comunhão comigo! Quantas vezes clamei ao Senhor, para que Ele resolvesse meus problemas, a fim de que eu tivesse condições de fazer a Sua vontade!
Quantas vezes condenei o meu próximo por errar, onde eu estava acertando, ao mesmo tempo em que me escusava por errar, onde ele estava acertando! Quantas vezes o julguei, por não ser como eu! Quantas vezes o desprezei, por não ser como eu! Quantas vezes, quantas vezes...
Como é difícil entender a verdade da Palavra do Senhor, que diz: “porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida...” (Mt 7.14 – grifo meu). Mas, graças a Deus, o Espírito Santo nos ensina todas as coisas. E, com o passar do tempo, com a evolução dos acontecimentos, Ele nos mostra que o caminho é apertado para aqueles que não seguem à risca a orientação de Jesus: “...Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23 – grifo meu).
NEGAR A SI MESMO
Negar a si mesmo é andar na “contra-mão” do mundo. Enquanto o mundo nos estimula (até exige) a cuidarmos da nossa aparência, buscarmos o maior conforto possível, satisfazermos todas as nossas vontades, tentarmos realizar todos os nossos sonhos, usarmos todos os meios disponíveis para alcançarmos a nossa felicidade, mesmo que isto cause a infelicidade de outros, o Evangelho nos leva a não nos preocuparmos com aparência, conforto, satisfação de vontades pessoais, nos leva a abrirmos mão de nossos sonhos em troca de cumprirmos a vontade do Pai, e nos ensina que o único caminho para a felicidade pessoal é buscar a felicidade de Deus e dos homens.
Normalmente, pensamos que, ao negarmos a nós mesmos, estaremos entrando em uma vida de dolorosos sacrifícios, de “pagamento de preços”. Porém, não é isto que acontece na prática. Como dizia o grande pregador americano do século XIX, Charles Finney, “a felicidade é a satisfação do desejo”. Quando, verdadeiramente, amamos a Deus e aos homens, o nosso desejo será o de que eles sejam felizes. Isto quer dizer que, quando eles ficarem felizes, automaticamente ficaremos satisfeitos e, portanto, felizes também.
Isso acontece quando, por exemplo, um criminoso condenado se entrega ao senhorio de Jesus. Não importa se tivemos participação nesta conversão, ou não. O que importa é que uma alma foi resgatada das mãos do inimigo. Esta alma estará feliz pela libertação de seu cativeiro espiritual e pela possibilidade de encontrar o tesouro que está oculto no campo (ver Mt 13.44). E nosso Deus Pai também estará feliz, por avistar ao longe o seu filho pródigo voltando. Se amamos a Deus e ao próximo, ficaremos felizes com a felicidade do criminoso e com a felicidade do nosso Senhor! Assim, esta é a receita que o Evangelho nos dá, para a nossa felicidade: “amem a Deus e ao próximo! Deixem que o Senhor acrescente tudo o que for realmente necessário para as suas vidas”.
Isso nos leva a concluir que, ao invés de “pagarmos um preço”, ao invés de entrarmos em uma vida de sofrimento, quando dizemos “não” para as nossas vontades, na verdade, estaremos andando no caminho que nos traz felicidade. Neste caminho, só iremos sofrer quando não quisermos abrir mão de uma vontade nossa, ao buscarmos a felicidade de Deus e dos homens. Se eu não abro mão de comer “manjares especiais”, vou sofrer muito ao ofertar meu dinheiro ao Senhor, porque não vai sobrar o suficiente para eu satisfazer o meu desejo. Se eu não abro mão de uma programação na televisão, vou sofrer muito ao ter que sair para fazer a obra de Deus, porque não vou satisfazer meu desejo de assistir meu programa favorito. Se eu não abro mão de julgar aos outros, vou sofrer muito ao ter que perdoar, porque não vou satisfazer o meu desejo de que os outros se dêem mal. Se eu não abro mão de contar o segredo de alguém para outra pessoa, vou sofrer muito ao ser repreendido, porque não vou satisfazer o meu desejo de ser o “dono da verdade e do conhecimento”. Se eu não abro mão da minha soberba também nas pequenas coisas, vou sofrer muito ao ser disciplinado pelo Senhor, porque não vou satisfazer o meu desejo de me assentar acima do Trono de Deus.
TOMAR A PRÓPRIA CRUZ DIA A DIA
E o Senhor me diz que, para O seguir, devo carregar a minha própria cruz, todos os dias. Que peso insuportável! Olho para o caminho à frente, em direção ao calvário, e ele parece não ter fim. Parece que não vou suportar o peso de todas as coisas que formam a minha cruz. O peso das minhas injustiças para com os outros. O peso da minha soberba impregnada em cada ato meu: uma soberba que sempre me levou a julgar àqueles que estavam em um estágio mais alto na fé, ao mesmo tempo que me levava a desprezar aos que eram mais fracos nela; soberba que sempre me levou a pensar que era o melhor cônjuge do mundo, o melhor pai, o melhor filho, o melhor estudante, o melhor trabalhador, o melhor amigo, o melhor colega, o melhor cristão, o melhor em tudo...
É essa soberba que me leva a discutir com os outros, sem considerar nada a favor deles, tão-somente, que eles estão errados e eu certo. É ela que me leva a não aceitar o arrependimento de alguém, porque essa pessoa não pode ser mais humilde que eu. É ela que me leva a não perdoar os erros dos outros, porque eles têm que ser perfeitos como eu. É ela que me leva a aprovar algo feito por outra pessoa, mas acrescentando que eu faria diferente, para que ficasse melhor. É ela que me leva a querer cumprir a lei sobre o pecado dos outros, mas exigir a graça sobre o meu pecado. É ela que me leva a pensar que posso ‘fazer’ alguma coisa para herdar a vida eterna, ao invés de aceitar o amor e o perdão de Deus, em Cristo Jesus crucificado e ressurreto, e confiar que o mais Ele fará. É ela que me leva a pensar que posso me santificar, para que o Senhor Se aproxime de mim. Aceitar a graça é confirmar que sou incapaz de fazer qualquer coisa que me justifique diante de Deus e isto é contrário ao que me diz a minha soberba.
Mas, graças a Deus, uma autoridade superior determinou que Simão levasse a cruz de Jesus até o Calvário (ver Mt 27.32). Da mesma forma, uma autoridade superior, Jesus, determinou que Ele próprio seria meu companheiro de jugo e dividiria o peso comigo. Mais do que isto, Ele disse que me aliviaria da minha sobrecarga, se eu tomasse sobre mim o Seu jugo e aprendesse com Ele. Assim, eu acharia descanso, porque o Seu jugo é suave e o Seu fardo é leve (Mt 11.28-30). Aprendendo com Ele, Seu Espírito me purifica dia a dia, através da Sua Palavra, e descubro que o peso vai sendo arrancado de meus ombros.
Que alívio tremendo é estar chegando de volta à casa de meu Pai e perceber que Ele veio correndo até mim, antes mesmo que eu chegasse lá. É como um bálsamo sobre uma ferida sentir o amoroso abraço de nosso Pai Celestial, Seus beijos afetuosos, e Sua imensa alegria por minha volta à Sua casa. Que paz tremenda eu sinto ao perceber que Ele não quer que eu peça perdão pelos meus pecados, porque Ele já viu o arrependimento em meu coração, e nem quer mais que eu fique falando sobre eles. Que alegria eu sinto ao entender que tudo o que Ele mais quer é ter comunhão comigo, que eu não saia mais de Sua presença. Que felicidade é saber que Ele considera morto o meu “velho eu” e só Se interessa pelo “novo homem” que o Seu Espírito está formando em mim, agora.
SEGUIR A JESUS
Ao atender ao chamado de ir a Jesus, tomar sobre mim o Seu jugo e aprender com Ele, todo o peso da minha cruz está sendo desfeito. Seu Espírito está realmente me aliviando e me fazendo sentir a leveza de Seu fardo. O Senhor tem, dia a dia, arrancado de mim cada item que pesava contra mim. Isto me faz pensar que, ao dizer que devemos tomar nossa cruz dia a dia e seguí-Lo, o Senhor, na verdade, quer que reconheçamos as coisas que pesam sobre nós, para que Ele possa tratar, consertar, à medida que concordamos com Ele e que permitimos sermos moldados à Sua semelhança.
Seguir ao Senhor é estar consciente de que serei transformado todos os dias, até alcançar a perfeição de santidade que me permitirá ver ao Pai. É estar consciente de que em meus dias, aqui na terra, posso não ter nem onde reclinar minha cabeça. É estar consciente de que o mundo será contra mim e, mesmo assim, posso me animar, porque o Senhor venceu o mundo. É estar consciente de que posso passar por inúmeras privações, porém, o Senhor estará comigo e nada vai me separar do Seu amor. Seguir ao Senhor é não pensar mais em vantagens para a minha vida, porque já não sou mais eu que vivo, mas Cristo vive em mim. Seguir ao Senhor é andar no caminho apertado, aquele caminho onde não cabe nenhuma dessas nossas vontades.
Seguir ao Senhor me faz não pensar mais no peso da minha cruz, nem pensar no conforto e na segurança para mim mesmo. Eu o sigo com a certeza de que a minha vida é o despojo suficiente para mim, porque Ele sabe tudo o que é necessário para que Seu propósito se cumpra em mim, sem a necessidade (muito menos, a possibilidade) de que eu O dirija. Me alegro com Suas palavras: “Pois certamente te salvarei, e não cairás à espada, porque a tua vida te será como despojo, porquanto confiaste em mim” (Jr 39.18). Amém! Continue lendo >>
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Fé Justificadora
Em nenhum lugar a Bíblia diz que os homens são justificados ou salvos pela fé, em decorrência de seu perdão. Eles são justificados pela fé como um meio, ou instrumento. Fé é a confiança em Deus que nos leva a amá-Lo e obedecê-Lo. Nós somos conseqüentemente justificados pela fé, porque somos santificados pela fé. A fé é o instrumento da nossa justificação, porque ela é o instrumento natural para tornarmo-nos santificados. Ela nos traz de volta à obediência e, conseqüentemente, é designada como o meio de obtermos as bênçãos dessa volta. A fé não nos é imputada através de um ato arbitrário, mas é o fundamento da real obediência a Deus.
Esse é o motivo de a fé ter sido feita o meio através do qual vem o perdão. Primeiramente, ela nos leva a obedecer a Deus como um princípio do amor a Deus. Temos nossos pecados perdoados por conta de Cristo. Nosso dever é arrependermo-nos e obedecermos a Deus e, quando fazemos assim, isto nos é imputado como realmente é: santificação, ou obediência a Deus. Mas, para o perdão de nossos pecados passados, precisamos confiar em Cristo.
A fé justificadora não consiste em crer que seus pecados são perdoados. Se isto fosse necessário, você teria que crer nisto antes que fossem perdoados. Lembre-se: seus pecados não são perdoados até você crer. Mas, se a fé salvadora é crer que eles já foram perdoados, isto é acreditar em algo antes que aconteça, o que é um absurdo. Você não pode crer que seus pecados foram perdoados, antes de ter evidências de que eles foram perdoados; e você não pode ter evidências de que eles foram perdoados, até que seja verdade que eles o foram - e eles não podem ser perdoados até você exercitar a fé salvadora.
Conseqüentemente, a fé salvadora precisa ser crer em algo mais. E a fé salvadora também não consiste em crer que você será salvo, afinal. Você não tem nenhum direito de crer que você será salvo até você exercitar fé justificadora ou salvadora. Mas, fé justificadora consiste em crer na expiação feita por Cristo, ou crer na Palavra que Deus deu sobre Seu Filho. A precisão desta definição tem causado dúvida e, confesso, minha própria mente havia resistido a uma mudança sobre esse ponto.
Abraão creu em Deus e isto lhe foi imputado para justiça. Mas em que Abraão acreditou? Ele acreditou que teria um filho. Qual a causa disto? Certamente, sua fé incluía a grande benção que dependia daquele evento (que o Messias, o Salvador do mundo, descenderia dele). Esta foi a grande questão da Aliança Abraâmica e dependia de que ele tivesse um filho. Evidentemente, a fé de Abraão incluía o "desejo das nações" - isto era fé em Cristo. O apóstolo Paulo mostrou em detalhes que o resultado da aliança foi: "em ti todas as nações serão abençoadas" (Gl 3.8). No verso 16 ele diz: "Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo."
O SACRIFÍCIO MAIS EXCELENTE
Algumas pessoas argumentam que no capítulo onze de Hebreus os santos não são todos descritos como se tivessem crido em Cristo. Mas, se você examinar cuidadosamente, você perceberá que, em todos os casos, a fé em Cristo também está incluída, ou implícita, no que eles acreditavam. Veja o caso de Abel. "Pela fé, Abel ofereceu a Deus sacrifício mais excelente do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio dela, também mesmo depois de morto, ainda fala" (Hb 11.4). Por que seu sacrifício foi mais excelente? Porque ele reconheceu a necessidade da expiação e "sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb 9.22). Caim foi um arrogante infiel e ofereceu o fruto do campo como um mero agradecimento (oferecido pela benção da Providência), sem admitir que era um pecador ou que necessitava de uma expiação. Ele não tinha um motivo pelo qual esperasse por perdão.
Uma pessoa pode exercitar fé justificadora, enquanto nega a divindade e a expiação de Jesus Cristo? Não! Todo o resultado e essência da profecia, como raios que se convergem, centralizam-se em Jesus Cristo e Sua divindade e expiação. Tudo o que os profetas e outros escritores do Velho Testamento dizem sobre salvação vem para Ele. O Velho e o Novo Testamentos, todos os tipos e sombras, apontam para Ele. Todos os santos do Velho Testamento foram salvos pela fé nEle. Sua fé dirigia-se ao Messias que estava para vir, como a fé dos santos do Novo Testamento dirigia-se ao Messias que já tinha vindo.
No livro de 1 Corínthios, o apóstolo Paulo mostra para que ponto ele dirigiria essa doutrina: "Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1Co 15.3-4). Marque essa expressão "antes de tudo". Isto prova que Paulo pregou que Cristo morreu pelos pecadores "primeiramente", ou como doutrina primária do Evangelho. E você vai verificar que, do início ao fim da Bíblia, a atenção dos homens foi dirigida para este novo caminho de vida, como o único meio de salvação. Esta verdade é a única que pode tornar os homens santificados. Eles podem acreditar em milhares de outras coisas, mas esse é o grande meio de santificação: "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo" (2Co 5.19). Isto, somente, pode ser fé justificadora.
Pode haver muitos outros atos de fé que possam ser corretos e aceitáveis para Deus. Mas nada é fé justificadora, exceto crer na Palavra registrada que Deus deu a respeito de Seu Filho. Simplesmente crer em qualquer coisa que Deus tenha revelado é um ato de fé; mas fé justificadora liga a Cristo, prende à Sua expiação e O adota como o único meio de perdão e salvação. Continue lendo >>
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Fé
Ainda outra vez quero explorar o maravilhoso texto de Lucas 17, desta vez abrangendo os versículos 3 ao 10. Esse capítulo, como vários outros trechos da Palavra, ressalta a importância e a necessidade de colocarmos o Senhor Jesus acima de tudo e de todos nas nossas vidas.
Nos versículos três e quatro o Senhor expõe aos discípulos a questão do perdão aos irmãos na fé, mostrando a longanimidade e a misericórdia que devemos ter de uma forma infinita. Apesar de o Senhor dizer que se deve perdoar ao irmão arrependido por sete vezes no mesmo dia, podemos considerar isso como uma disposição infinita para o perdão, já que, dificilmente, haveria tempo hábil para alguém pecar contra nós por sete vezes em um dia, se arrepender e vir a nós pedindo perdão. Além disso, na passagem paralela em Mateus 18.15-22 o Senhor diz que devemos perdoar 490 vezes, sem dizer que é no mesmo dia, ratificando a idéia de se perdoar infinitamente a quem se arrepende, já que ninguém ficaria contando, ou anotando em um caderninho, a quantidade de vezes que perdoa a uma mesma pessoa.
“Então, disseram os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé” (v. 5). Aqui temos a impressão de que o assunto abordado pelo Senhor foi mudado totalmente, já que Ele falava sobre perdão e os discípulos falaram em fé. Porém, na verdade, esses discípulos tiveram um entendimento perfeito do assunto que Jesus falava, percebendo que, para serem prontos a perdoar, necessitavam de fé no Deus Criador e em Seu Filho, a ponto de se sentirem seguros de que Ele os capacitaria a agirem dessa forma, sempre que necessário, uma vez que tinham certeza que, por si mesmos, nunca seriam capazes para tanto. Mas eles acharam que somente com uma fé muito grande no Senhor, eles seriam capacitados a amarem aos outros a ponto de perdoarem indefinidamente.
Em Sua resposta, Jesus demonstra que os apóstolos estavam certos ao relacionarem o perdão com a fé. Na verdade, parece que era exatamente deste assunto que o Senhor queria falar aos discípulos. Então Ele lhes diz: “Amados, eu quero lhes dizer algumas coisas a respeito da fé. Vocês conhecem muito pouco a respeito dela e precisam saber que seu tamanho não é o ponto mais importante. Ela é um dom do Deus Pai para vocês e, como tal, já vem no tamanho certo. Se vocês tivessem uma fé maior do que receberam, se ela chegasse a ter o tamanho de um grão de mostarda (v.6), vocês fariam coisas incríveis, como transportar montes, ou mandar que uma árvore se arrancasse do chão e fosse para outro lugar.
Imaginem vocês com tamanho poder, mas agindo com sua própria justiça corrompida. Cada vez que vocês se sentissem ofendidos por alguém, ou vissem uma pessoa ser injustiçada, dentro do seu próprio conceito de justiça, vocês usariam esse poder para exercer juízo sobre quem tivesse cometido a afronta. Vocês exterminariam tal pessoa, sem amor e sem misericórdia, sem exercitar perdão, sem considerar o amor de Deus por ela, o mesmo amor que Ele teve por vocês. Vejam isto: começamos a conversa falando sobre perdoar indefinidamente, da mesma forma que o Pai os tem perdoado. Mas, dessa forma, vocês prefeririam condenar, a perdoar. Facilmente, vocês sairiam da vontade do Pai. A verdade sobre a fé é como ela deve ser direcionada, não o seu tamanho”.
Então, Ele continuou (vs. 7-10): “Vocês precisam direcionar essa fé, que receberam, ao Deus Pai e a Mim. Se vocês tivessem um servo, vocês também esperariam que ele os servisse de acordo com a vontade de vocês e em todo o tempo que vocês necessitassem dele, que os obedecesse fielmente, pois foi para isso que ele foi arregimentado. O fato de ele cumprir com suas obrigações não lhe dá direitos especiais, muito menos, permite que ele seja colocado acima de vocês. Esse servo fará tudo o que lhe foi determinado, em todo o tempo, por amor ao seu senhor, que é quem lhe dá todas as coisas que ele necessita para sua vida. Ao final do dia ele apenas poderá dizer que é um servo inútil, pois fez apenas o que devia fazer. E por que ele é inútil? Porque qualquer um pode fazer o que foi determinado somente. Assim, ele poderia ser substituído a qualquer momento, por qualquer pessoa. Mas ele sabe que não será substituído, porque ele ama ao seu senhor e tudo o que ele faz, é por amor ao seu senhor. E ele sabe que o seu senhor também o ama, se agrada dele e nunca deixará de suprir suas necessidades”.
“Assim, amados, por essa fé em seu senhor e em seu amor, o servo vive o seu dia em perfeita harmonia com o seu senhor. Esse servo não coloca suas vontades, suas necessidades, ou seus sonhos, acima de seu senhor. A sua prioridade é satisfazer a vontade de seu senhor em todo o tempo, sem se importar com os riscos que possa correr, com o cansaço que possa sentir, com as adversidades que possa enfrentar, sem temer por seu alimento, ou por sua moradia, pois, para ele, o mais importante é o seu senhor. Esta é a fé sobre a qual edificarei Minha Igreja, amados, contra a qual as portas do inferno não prevalecerão (ver Mt 16.18). Esta é a fé que vence o mundo (ver 1Jo 5.4)”.
É impressionante como deixamos de exercitar essa verdade fundamental, encontrada em toda a Palavra de Deus. Vejam o caso de Pedro andando sobre o mar, olhando fixamente para o Senhor Jesus, até que olhou para si mesmo e teve medo de morrer (Mt 14.28-31), e começou a afundar. Pedro, ali, desviou a sua fé no Senhor, para si. Deixou de ver o Senhor como Aquele que a tudo sustenta pela palavra do Seu poder, para olhar a sua própria condição miserável de fraqueza e impotência. E o Senhor lhe perguntou: “...por que duvidaste?”.
Qual foi a dúvida de Pedro? Ele duvidou que Jesus é o Senhor sobre todas as coisas e está no controle de tudo. Ele duvidou que, olhando apenas para o Senhor Jesus, sairia vencedor daquele desafio. Naquele momento de sua vida, Pedro negou a primazia a Cristo. Mas Paulo afirma: “Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude” (Cl 1.18 – grifo meu). O próprio Deus Criador fez residir a plenitude em Cristo. E só resta a nós, obras de Suas mãos, dirigir a Ele toda a nossa fé, nossa confiança, nossa esperança, e O ter como nossa prioridade em cada momento de nossas vidas.
Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). E a nossa própria salvação, que é pela graça de Deus, nos é concedida mediante a fé (Ef 2.8). Mas, será que consideramos essa extensão da fé em nosso viver diário? O que o Senhor Jesus diz a nosso respeito, quando olha para as nossas vidas? O Espírito de Cristo deixou registrado em Lucas 14, nos versículos 16 a 24, a parábola da grande ceia, onde Ele nos revela mais algumas “coisas ocultas desde a criação” (Mt 13.35), para nossa exortação e atenção.
A parábola fala de um certo homem, que representa o próprio Deus, e de muitos convidados, que representam os cristãos, ou seja, as pessoas que tinham um relacionamento íntimo o bastante com o anfitrião, a ponto de serem seus convidados para a grande festa (v. 16). Na hora da ceia, momento de comunhão mais estreita, o homem manda seu servo, representando aqui o Espírito Santo, avisar aos convidados que o grande momento havia chegado (v. 17). Era o momento de todos se reunirem, se fartarem, colocarem a conversa em dia, festejarem, se alegrarem, desfrutarem de uma grande comunhão entre todos. Podemos imaginar a felicidade daquele servo que sai para chamar os convidados, certo de que todos se alegrarão por ter chegado a hora tão esperada de se reunirem com o anfitrião, para a grande ceia há tanto tempo anunciada.
Porém, cada um dos convidados mostrou o que realmente estava em seu coração. Cada um deles mostrou que sua prioridade não era o homem que preparou a grande festa. Um deles se preocupava mais com seu trabalho, com seus negócios imobiliários. Ao invés de se alegrar e, o mais rápido possível, se preparar para ir à ceia, preferiu ir ver o resultado de seu último grande negócio e se deleitar com ele (v. 18). Outro convidado se preocupou mais com sua propriedade e com os bens que conseguia agregar a ela. Tal como o primeiro, sua prioridade não era a comunhão com aquele que se propunha a ser seu amigo, mas se rejubilar com o resultado de seu esforço próprio (v. 19). Ambos poderiam deixar o que tinham a fazer, para o dia seguinte. Ambos pediram perdão por sua falta, mas sem ter a menor idéia do que estavam realmente fazendo. O deus deles era o próprio umbigo.
Um terceiro convidado colocou sua família acima de tudo. Disse que, por ter se casado, não poderia comparecer à grande ceia. Ao invés de aproveitar a oportunidade para levar sua família consigo e a apresentar ao seu grande amigo, para também ela poder passar a desfrutar daquela amizade inigualável, preferiu ficar em casa, satisfazendo seu próprio corpo, usando a esposa como desculpa para não atender ao chamado que ele já sabia que seria feito a qualquer momento (v. 20). Com esse tipo de atitude, podemos constatar a verdade nas palavras de Paulo: “Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas. Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.18-20).
Incrível o que o Senhor Jesus está dizendo aqui a nós, seus discípulos: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos (ver 2Co 13.5). Será que vocês não estão se vendo nesses exemplos? Qual é a prioridade verdadeira de vocês? Vocês têm certeza que têm buscado a Deus para ter uma comunhão íntima com Ele? Para O servir em qualquer circunstância? Para O adorar como Deus Todo-Poderoso que é? Por reconhecer que Ele é o grande Deus Criador? Ou vocês O têm buscado para que Ele satisfaça suas próprias vontades, realize seus sonhos, supra todas as suas necessidades? Quando Eu chamar, vocês atenderão prontamente, ou terão que sair ”para comprar azeite” (ver Mt 25.1-13), por não terem dado a importância devida às minhas palavras?
Servos, atentem ao que Eu lhes digo: nada em suas vidas pode ser colocado acima de seu Deus. Eu sei que vocês têm os seus problemas pessoais. Eu sei da dificuldade de se ter um filho envolvido com drogas, uma filha que se prostitui, a agressividade no lar, o casamento a ponto de ser desfeito, a falta de trabalho, a falta de dinheiro para pagar as contas essenciais, a perseguição de familiares e de colegas de trabalho, a enfermidade, a morte de entes queridos, o ministério que parece não se desenvolver, a incompreensão dos irmãos da igreja, o pecado que parece não ser purificado em vocês. Mas, todas essas coisas e outras mais, estão sob o Meu controle, sob o Meu cuidado. Ocupem-se, apenas, de elevar seu coração a Mim, em todos os momentos do seu dia. A cada passo, Me convidem para os acompanhar, para que Eu tenha a primazia em suas vidas e possa agir através do Meu Espírito em vocês, com vocês e por vocês. Assim, vocês farão “bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus” (Lc 12.33).
Meus irmãos, aqui eu quero chamar atenção para um fato importante. Esses convidados, que recusaram o convite, não estavam fazendo coisas erradas. Aparentemente, eles não estavam vivendo em pecado. Trabalhar, cuidar dos bens e da família, são obrigações nossas. A própria Palavra do Senhor determina que sejamos zelosos com tais coisas. Porém, quando as colocamos como prioridade em nossas vidas, quando nos empenhamos em atender ao chamado de tais coisas, sem, primeiro, falar com o Senhor Jesus para vir conosco e fazer, por nós e através de nós, conforme a Sua vontade, escolhemos o juízo de Deus sobre nós, ao invés de Seu amor, Sua misericórdia, Seu perdão e Sua salvação.
Vejam o que o Senhor nos diz em Lucas 17.26-29: “Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos. O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos”. Sabemos que nos dias de Noé e de Ló, a iniqüidade do ser humano chegou até ao céu, provocando o juízo de Deus. Mas, reparem que o Senhor não mencionou essa iniqüidade no Seu sermão. Ele citou coisas “boas”, coisas normais que as pessoas estavam fazendo em seus dias. Coisas que não prejudicavam aos outros. Coisas que nós mesmos fazemos atualmente. Apesar disso, o juízo de Deus foi derramado sobre elas. Por quê? Porque a vaidade do ser humano o leva a adorar a si mesmo, o leva a achar que é auto-suficiente e que pode agir sozinho, resolvendo seus problemas, conquistando suas vitórias, construindo sua vida sobre a sua própria noção de justiça. Com isto, na verdade, estamos nos considerando iguais a Deus e estamos exaltando o nosso trono acima das estrelas de Deus (ver Is 14.13). Este é o nosso pecado, que nos leva a rejeitar ao Espírito Santo e a blasfemar contra Ele. O Senhor está nos dizendo que esse é o pecado que nos leva ao Seu juízo.
Essas coisas o Senhor confirma no restante da parábola (Lc 14.21-24). Ali vemos o servo, triste, trazendo a notícia ao seu senhor. Ele conta ao seu senhor que aquelas pessoas, que por tanto tempo haviam se relacionado com ele, não aceitaram seu convite, pois estavam muito ocupadas com suas vidas, tendo negócios a resolver e famílias para cuidar. É evidente que o senhor ficou muito irado. Ele disse: “Muito bem! Há muito tempo que tenho dito que daria essa ceia. A hora chegou e não é mais o caso de tentar convencer a essas pessoas, que já estavam avisadas, a virem. Preparei muitos lugares e eles não podem ficar vazios. Vamos substituir essas pessoas por outras, que se agradem de estar comigo. Saia por aí e convide a todos que parecem não ser dignos, que não sejam justos a seus próprios olhos e nem aos olhos daqueles outros. Quero minha casa cheia e minha vontade vai se cumprir. Quanto àqueles primeiros convidados, nenhum deles vai comer comigo. Nenhum deles vai entrar em minha casa”.
Amados, duro é esse discurso, não? Assim diz o Senhor: “...as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida. Contudo, há descrentes entre vós. Pois Jesus sabia, desde o princípio, quais eram os que não criam e quem o havia de trair... À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele” (Jo 6.63-64, 66). Isto quer dizer que não adianta tentarmos enganar ao Senhor. Não adianta fazermos de conta que temos uma vida justa, piedosa. Ele conhece cada passo que damos, cada pensamento que formamos. Ele sabe qual é a nossa prioridade.
E nós, sabemos qual é nossa prioridade? Estamos realmente dispostos a abrir mão de sonhos, para seguir o duro caminho trilhado pelo Filho do Homem, que não tinha nem onde reclinar Sua cabeça? Estamos realmente dispostos a reconhecer que nossos pais, irmãos e amigos, são aqueles que crêem que Jesus Cristo é o Senhor? Estamos confiantes em trabalhar, “não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna” (Jo 6.27), ou nosso trabalho está acima de nosso amor por Deus? Se chegamos à conclusão que o Senhor Jesus não é a nossa prioridade, aproveitemos essa Sua exortação para mudarmos essa realidade. O Senhor não quer que nenhum se perca. Busquemos em oração ao Senhor, para que possamos dirigir, em todo o tempo, nossos atos e nossos pensamentos a Ele, em primeiro lugar. Amém. Continue lendo >>
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Descanse no Amor do Pai
Você já teve um amigo, ou amou alguém que, de repente, tenha lhe perguntado: “Você está brabo comigo? Fiz algo errado?”?
Você pode, simplesmente, estar quieto, perdido em pensamentos... Então, você responde: “Não, não estou brabo! Você não fez nada que me machucasse! Eu, apenas, estou quieto, agora”.
Mas a pessoa pressiona você: “Foi alguma coisa que eu disse?”.
- Não, você não disse nada. Tá tudo bem!
Finalmente, para convencer a essa pessoa, você tem que abraçá-la: “Olha, eu amo você! Não estou chateado. Mas, se você continuar com isso, aí você vai me deixar chateado!”.
Amados, é assim que nós tratamos o nosso Pai Celestial! No fim do dia, vamos para o nosso cantinho secreto e dizemos: “Vamos ver, agora, como eu fiz Jesus sofrer hoje. O que eu fiz de errado? O que eu esqueci de fazer? Eu sou todo errado, não sei como Ele pode me amar. Senhor, me perdoe mais uma vez. Um dia eu vou ser tão obediente, que vai ser fácil Você me amar!”. Mas Deus está lá o tempo todo, esperando para abraçar você! Ele quer mostrar o quanto Ele o ama e quer que você deite e descanse em Seu amor!
Quando o filho pródigo veio para casa, ele foi bem recebido de volta à casa do Pai. Ele recebeu novas vestimentas, comeu na mesa de seu pai e foi totalmente perdoado. A única coisa que esse filho sabia, era que ele estava em segurança no amor de seu pai! Ele sabia que seu pai iria ter com ele, trabalhar com ele, amá-lo. É assim que o nosso Pai Celestial faz conosco.
Não importa o quanto a gente possa ter se afastado do nosso Pai. Nós temos acesso contínuo, para retornar. Mas precisamos crer no que diz a Palavra de Deus: Ele nos aceitou “gratuitamente no Amado” (cfe. Efésios 1.6).
Ele espera com os braços estendidos, para abraçar a todos que aceitam seu direito de entrar e voltam para o Seu amor.
Extraído de http://www.worldchallenge.org/en/node/10276
Traduzido por René Burkhardt Continue lendo >>
sábado, 16 de outubro de 2010
Examinem-se
Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem-se a si mesmos. Não percebem que Cristo Jesus está em vocês? A não ser que tenham sido reprovados!” (2Co 13.5)
Esta é a recomendação feita a toda a Igreja: um auto-exame constante, diário, porque somos ordenados a viver um dia de cada vez. Assim, precisamos verificar o estado de nossa fé diariamente. Deus nos transforma, de glória em glória, à imagem de Seu Filho, pelo Espírito (2Co 3.18). Isto quer dizer que a verdadeira fé salvadora sempre traz uma mudança na conduta, no coração daquele que exercita a fé, e essa transformação se desenvolve a cada dia.
Se o fato de nos examinarmos conscientemente permite sabermos se estamos andando em fé ou não, então Paulo está nos indicando duas coisas, aqui, em relação à fé: quando ele diz para nós nos examinarmos, ele nos indica que é necessário termos uma convicção em nossa mente, de que a verdade pregada deve ser aplicada em relação a nós, que deve atuar na nossa conduta. E ele também diz que essa verdade, que ouvimos na pregação da Palavra, precisa gerar uma mudança correspondente no coração. Isto quer dizer que, quando o homem é convencido pela pregação e admite a verdade em relação a si mesmo, então ele deve aplicar esta verdade em sua própria vida, gerando mudança na sua conduta.
As pessoas podem ouvir belos sermões sobre o plano de salvação, sobre o caráter e a soberania de Deus e, até, ficarem maravilhadas com a glória e a excelência mostradas. Elas podem até aplaudir com entusiasmo e pensarem que têm fé. Mas, na verdade, elas não têm nem um pingo de fé salvadora, porque até os demônios agem assim, desde que não tenham que aplicar essa verdade em suas próprias vidas.
Essas pessoas (e os próprios demônios) vêem o Evangelho como verdade, mas não o aprovam, porque ele interfere diretamente no seu egoísmo. Passam a odiar a Deus e se rebelam contra Ele, porque Deus, o seu Criador, está totalmente em oposição a esse seu egoísmo. Então, essas pessoas aceitam o Evangelho como verdade, se alegram em ouvir certas pregações e chegam até a dizer que estão sendo alimentadas por elas. Mas, depois, vão embora e não aplicam em suas vidas aquilo que ouviram.
Tiago também comenta sobre isto: "Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos" (Tg 1:22). Em outras palavras, ele está dizendo que qualquer um que não pratica aquilo que admite ser verdade, engana a si mesmo.
E, amados, essas coisas estão sendo ditas para pessoas que carregam o nome de cristãs. Mas a Palavra comprova que tais pessoas são, na verdade, hipócritas. Algumas são hipócritas por tentarem enganar aos outros, como os fariseus faziam, através de sua religiosidade, suas longas orações, seus jejuns, seus dízimos e diversas outras coisas que possam tornar públicas. Outras, como diz Tiago, são hipócritas por enganarem a si mesmas, pensando que são boas cristãs, mas sem buscarem a santificação em Cristo Jesus e sem praticarem os preceitos básicos da Palavra.
Tanto Paulo, quanto Tiago, indicam que a verdadeira fé vai resultar em boas obras. Mas essas boas obras não são o cumprimento da lei, pura e simplesmente. Ambos apontam para o cumprimento da essência da lei, como disse Jesus, que é, primeiramente, a transformação do íntimo da pessoa, fazendo com que ela tenha prazer em exercitar justiça, misericórdia e fé (Mt 23.23).
Nossa grande dificuldade, atualmente, tem sido a de definir o que é andar em fé. Temos nos deixado levar por doutrinas e preceitos humanos, ao invés de imitar o povo de Beréia e buscar nas Escrituras, para saber se as coisas são realmente assim. Também não temos orado para que o Espírito Santo nos ensine qual seja a perfeita vontade de Deus para as nossas vidas. Desta forma, permitimos sermos manipulados por pessoas que não têm o Espírito de Cristo e que nos levam a cumprir fetiches religiosos, como se fossem demonstrações de fé.
Já que “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm 3.16-17), certamente, ela também nos ensina sobre o andar em fé:
Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24). Na seqüência, o Senhor diz que essa atitude é que vai resultar na salvação da alma da pessoa. Ele está dizendo que, para seguir a Jesus (andar, viver por fé), existem condições e que, sem cumprir essas condições, ninguém alcançará a salvação de sua própria alma. Ele diz que as pessoas que tentarem salvar suas próprias vidas, ou seja, insistirem em satisfazer o seu próprio “eu” (v. 25), não se salvarão da condenação do inferno. Por outro lado, quem abrir mão da satisfação de seus desejos pessoais (a si mesmo se negar), será salvo dessa condenação e viverá eternamente junto ao Deus Pai e Criador.
Amados, o que o Senhor Jesus está dizendo é muito simples, porém, é extremamente difícil de ser cumprido por nós. É difícil, porque se trata de nossa morte, não física, mas espiritual. Para nos negarmos a nós mesmos, precisamos fazer morrer a nossa natureza, que sempre busca o nosso próprio bem-estar, através de conforto e satisfação emocionais e físicos. Nossa natureza também nos leva a satisfazer a nossa soberba, aquela que nos faz pensar que somos merecedores de tudo do bom e do melhor, que somos superiores a tudo e a todos, e que somos capazes de fazer qualquer coisa, inclusive de cumprirmos preceitos (religiosidades) que nos dêem direito à salvação.
O que o Senhor está dizendo, em outras palavras, é que devemos nos arrepender de termos vivido, até este momento, achando que somos soberanos sobre nossas próprias vidas, e que devemos nos aproximar, em humildade, do Senhor, para fazermos um conserto definitivo com Ele!
O Senhor Deus nos dirá: “Meu amado, estou feliz por você ter ouvido e ter atendido à Minha Palavra. Estou feliz por você ter recebido o Meu Evangelho e ter perseverado para entrar em Minha Presença. Agora, quero fazer um conserto com você, mas é necessário que você concorde com algumas coisas, a fim de que você esteja, a partir de agora e por toda a eternidade, em Minhas mãos”.
“Em primeiro lugar, amado, me entregue essa sua religiosidade, essa sua idéia de que pode fazer coisas como cumprir regras e leis, ou fazer boas obras, para se justificar e Me agradar. Essas coisas, da forma e com a intenção que são feitas, são imundas e fétidas para Mim. Coloque isso aos pés da Cruz do Meu Cristo e lhe darei a Justificação em Jesus”.
“Me entregue também essa sua tentativa inútil de se santificar através do seu esforço próprio, da sua própria capacidade que, na verdade, não o santifica em nada, apenas esconde no seu íntimo aquilo que deveria ser arrancado de você, e lhe dou a Santificação definitiva em Cristo Jesus”.
“Por último, filho Meu, me entregue todos os seus sonhos, seus desejos, seus planos, que eu lhe dou o próprio Cristo para viver em você”.
Evidentemente, não podemos afirmar que o apóstolo Paulo tenha tido esse diálogo com o Senhor, mas sabemos que, em certo momento, ele afirmou confiantemente: “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.19-20).
Esta declaração nos mostra que o apóstolo passou pelo processo de crucificação com Jesus, onde o seu próprio “eu” foi morto definitivamente. Isto significa que ele aplicou em sua vida o fato de que apenas Jesus é “sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” (1Co 1.30).
Crer nisso e aplicar isso em nossas vidas é o verdadeiro “andar em fé”. Amém. Continue lendo >>










