"Portanto, ninguém se glorie em homens; porque todas as coisas são de vocês, seja Paulo, seja Apolo, seja Pedro, seja o mundo, a vida, a morte, o presente, ou o futuro; tudo é de vocês, e vocês são de Cristo, e Cristo, de Deus."
PENSE NISTO: "O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego!" (Albert Einstein).

domingo, 10 de agosto de 2014

O Outro Lado da Moeda

Muitas vezes, passamos por situações terríveis em nossas vidas, tão dolorosas e incompreensíveis que chegamos a nos perguntar se há realmente um Deus Pai e Criador e, se há, pensamos que Ele não está conosco ou, pior ainda, que Ele nos odeia a ponto de nos deixar passar por tal sofrimento. Ficamos imaginando o que podemos fazer para sair daquela situação e o que podemos fazer para agradar a Deus de forma que Ele nos tire daquilo. Mas nada do que se pense ou se faça dá resultado. E nossa angústia aumenta e a dor ainda mais...

Desesperamos da vida, desesperamos da morte; muitas pessoas, das mais chegadas, se afastam... Perdemos contato... Isso aumenta nossa dor! Por outro lado, outras poucas pessoas, às vezes distantes, às vezes desconhecidas, se aproximam e, como por milagre, ajudam a “afofar nossa cama”, a diminuir nosso sofrimento, ainda que não consigam resolver nosso problema.

Então, nos voltamos novamente a Deus, questionamos, discutimos, agradecemos (às vezes, sem saber ao certo o quê), choramos, nos animamos, nos desanimamos... Por que isso tudo, Pai? E, muito ao longe, além de todo o silêncio que percebemos da parte d’Ele, ouvimos um sussurro que tenta nos reanimar e que, pelo menos, nos conforta um pouco, mesmo sem compreendermos bem a profundidade do que nos é dito:

“Você é uma pessoa muito especial para Mim!”, diz a Voz. “Amo você profundamente, desde que formei você, uma substância ainda informe! Mas também amo a cada um de seus irmãos, todos formados por Mim. Cada um de vocês é especial para Mim, de uma forma diferente! E tudo o que faço é para o bem de cada um de vocês! Mesmo sendo diferentes, cada um de vocês está ligado ao outro nessa vida e na eternidade. Eu fiz isso e assim é! E tenho dito isso há muito tempo!”.

Como? Onde estão essas palavras? Jesus é essa Palavra! Ele sempre (desde a eternidade) nos falou sobre o amor, sobre amar! E para amar são necessárias, no mínimo, duas pessoas. Mas nós, no nosso amor próprio, sempre nos imaginamos na posição do ser perfeito, que faz o que pode pelos outros e que, por isto, merece ser o centro, o objeto, de todo amor que existe! Sempre nos colocamos no lugar daquele que supre a necessidade dos outros e, portanto, o ser humano bom e digno de ser amado por todos. Pensando assim, um homem perguntou a Jesus “quem é meu próximo?”. Tudo o que ele (e todos nós) queria ouvir era que seu próximo seria qualquer pessoa que ele pudesse ajudar ou amar. Mas Jesus lhe contou a parábola do “Bom Samaritano” e, de certa forma, mostrou isso a ele. Porém, muito mais do que isso, Jesus inverteu a situação daquele homem, tirando-o da posição de “ajudador” e colocando-o na posição de “ajudado”. Ele não diz ao homem que o samaritano, ao socorrer o moribundo, estava ajudando ao seu próximo ou que ele havia encontrado o seu próximo. Pelo contrário! Ele pergunta ao homem “quem é o próximo daquele que foi socorrido?”! Com isto, Jesus demonstra que o próximo é cada uma das partes envolvidas em qualquer ato de amor! Ele ensina a lei natural (tão natural quanto a lei da gravidade) de que o amor é feito, no mínimo, de duas partes: aquela que ama e aquela que recebe esse amor. E isto gera o ciclo inverso, automaticamente.

Deus prepara de antemão as boas obras para que o homem de bem ande nelas. Por isto, sempre nos colocamos na posição de “ajudadores” e, até, ficamos felizes com isto. Mas precisamos entender que, muitas vezes, nós mesmos podemos ser essas boas obras preparadas de antemão por Deus, para que alguém ande nelas. Pode ser que seja temporário, pode ser definitivo, mas, de uma forma ou de outra, o melhor a fazer é nos apropriarmos das palavras de Jó, que têm ecoado através dos séculos: “Temos recebido o bem de Deus, não receberíamos, porventura, também o mal?”. Esse mal é somente aparência, por mais que nos doa, porque, na verdade, ele é um bem eterno: é o amor de Deus, o nosso Pai Criador, por cada um de nós!

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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Pensando...

Vergonha = Sentimento de desgosto que excita em nós a ideia ou o receio da desonra.

Sentimento provocado pela queda de uma máscara na vida de uma pessoa. Por conta do mesmo pecado de Eva, a soberba, todos criam máscaras para diversas situações em suas vidas, formando, por trás delas, o que é chamado de intimidade ou individualidade. Assim que uma dessas intimidades é exposta publicamente (para uma ou mais pessoas), a pessoa fica envergonhada em um grau que varia de acordo com o quanto tal fato estava escondido.
Senão, vejamos: alguém tira uma nota baixa em uma prova e isto vem a público. Imediatamente, a pessoa fica envergonhada. Por quê? Por tentar passar a imagem de ser mais inteligente do que a nota demonstrou.
Alguém tem sua roupa arrancada por uma onda na praia... Normalmente, a pessoa fica envergonhada. Por quê? Porque outros têm a possibilidade de ver suas “imperfeições” físicas que somente a própria pessoa “conhece” e que passou a vida se esmerando em cobrir. Ou porque os outros podem pensar que a pessoa foi relapsa a ponto de perder suas roupas e agir com falta de decoro. Em ambos os casos, o que envergonha é o fato de os outros pensarem “menos” da pessoa do que ela própria pensa de si; é o fato de os outros constatarem que a pessoa não é tão perfeita quanto ela se considera e tenta demonstrar.
Assim, aplicando-se esse princípio a cada situação de vergonha, constata-se que ela nada mais é do que um ferimento na soberba.

Humildade = Demonstração de respeito, de submissão; modéstia.

É não pensar de si mais do que convém, sendo, portanto, o oposto da soberba. Humilde é aquele que não projeta em si mais do que realmente existe, que se satisfaz com o que é e tem, de forma que nunca será envergonhado. Não é ausência de aspirações, mas a consciência de que não se é menos ou menor, quando elas não se concretizam.

Deus não envergonha Seus filhos, mas permite que todos passem por situações de vergonha, exatamente para quebrantar, esmiuçar, acabar com a soberba de cada um, pois esta leva todos a se sentirem como o “sinete da perfeição” e “iguais a Deus”. Por isto Ele requer humildade em cada um, assim como Ele próprio demonstrou na Pessoa de Jesus.

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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Aos que Querem Ensinar a Palavra...

Recebi isto da minha irmã, Christine, e, por concordar em gênero, número e grau, publico aqui este texto do Caio Fábio...

"De quem é a responsabilidade pelo erro coletivo entre os que confessam o Nome?...

É claro que o povo é responsável também, mas, na Bíblia, a maior responsabilidade é de quem não é povo, como o rei, o sacerdote ou o falso profeta...

Na Bíblia os verdadeiros profetas não poupam o povo, mas o tratam como um menino tolo e enganável...

Oséias diz que assim como é o povo é o profeta, e assim como é o profeta é o povo...

No entanto, é o profeta que diz: “Eu tenho a Palavra do Senhor!...” — o povo apenas diz: “Conta-nos então...”; e, frequentemente, ouve sem saber discernir a mão direita da esquerda...

Por isto o povo sofre... Sim, em razão de seus profetas vendidos, sacerdotes gordos de conforto e reis corruptos e luxurientos...

Nos evangelhos vemos o amor e a compaixão de Jesus pela gente do povo, chamando-os de ovelhas sem pastor...

Assim Ele diz que quem sabia pouco e errou conforme o que sabia, esse levará “poucos açoites”, mas o que sabia muito e não curou os seus próprios caminhos, antes deliberadamente continuou em seu erro, esse levará “muitos açoites”...

As piores advertências do Novo Testamento são feitas a quem diz que sabe..., a quem diz que vê..., a quem diz que conhece e propõe que outros façam conforme ele diz saber...

As únicas vezes que Paulo menciona nomes negativamente nas suas cartas, todas elas têm a ver com aqueles que diziam que sabiam, mas ensinavam o erro...

O mesmo se pode dizer de Pedro. Suas duas cartas lidam com os que diziam que sabiam e ensinavam errado...

Judas, o irmão do Senhor, também dedica a sua cartinha aos que diziam que sabiam e ensinavam, e, por isto, corrompiam o povo pelo engano de seus ensinamentos...

As duas últimas cartas de João se referem também aos que impediam o povo de ter acesso ao que era bom e verdadeiro...

Por último, à exceção da Carta à Igreja em Filadélfia, todas as cartas às Igrejas do Apocalipse, são textos de advertência ao “anjo”, ao mensageiro; e, além dele, aos que no grupo diziam que sabiam, e, portanto, ensinavam errado e corrompiam...

Tiago diz: “Não nos esqueçamos irmãos que aqueles que dizem que são mestres, esses receberão muito maior juízo!

O que pode qualificar então alguém para anunciar o que sabe?

Primeiro: saiba apenas o que está revelado... Todos os problemas acima mencionados com Paulo, Pedro, Judas, Tiago, João e outros, sempre se vincularam ao que os “mestres traziam como novidades”...

Segundo: ensine somente aquilo que você sabe que Jesus ensinou e que os apóstolos ensinaram; portanto, não invente...

Terceiro: veja quais são as implicações de suas opiniões em relação ao que já esteja revelado... Não tenha opinião que se choque com a revelação, nem ao menos de resvalo...

Quarto: creia que você se torna responsável pela mentira, pelo engano, pelo distorcimento, pela perda de rumo que seu ensino sugerir...

Quinto: saiba que sua falta de fé não deve ser sua mensagem, pois, por ela você será cobrado...

Sexto: por mais cheio de conhecimento que você seja..., ainda assim não pregue se você apenas souber sem fé... Não anuncie nada sem fé... Nem mesmo um grande conhecimento!...

Sétimo: saiba que aquele que ensina fabrica ideias e pensamentos... Portanto, veja o que você semeia na mente das pessoas... No fim você será cobrado por todas as sementes híbridas que plantou ou por todas as sementes que você anunciou como sendo de uma qualidade... , quando, de fato, eram de outra...

Leva tempo até que a Palavra seja decantada em nós... Por isto se diz que o “neófito”, ou “recém”, o “novinho”, “o jovem imaturo”, ou o “homem empolgado”..., não deve sair pregando; antes, precisa dar tempo ao tempo, e ver que qualidade de fruto será produzido em sua própria existência...

E mais: Se em sua casa, com os seus, você não frutifica o Evangelho, por que haveria você se pregar a outros... se você não faz o Evangelho mostrado em silencio pela sua própria vida?...

A seara é grande e os trabalhadores são poucos... Mas Jesus não mandou treinar e nem recrutar... Não! Ele disse que se deveria pedir ao Senhor da seara para que Ele mesmo mandasse trabalhadores para a Sua seara!

Assim, melhor do que uma multidão de pastores que não sabem discernir entre a mão direita e a esquerda... — é se ter apenas uns poucos pastores maduros, mas que façam tudo com amor e certeza em fé.

Não se apresse em levantar-se para pregar!... Deixe que a Palavra levante você!

Quanto ao mais, apenas compartilhe o que seja o amor de Deus em você, mas não se apresse em ensinar..."

Pense nisso!...

Nele,

Caio

18 de agosto de 2009

Lago Norte

Brasília

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segunda-feira, 6 de maio de 2013

O Conceito Jesus

"Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” (Jo 14.6)

No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus. Ela estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dela, e, sem ela, nada do que foi feito se fez. A vida estava nela e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela (Jo 1.1-5).

Vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver, que lhes foi transmitida por seus antepassados, MAS PELO PRECIOSO SANGUE DE CRISTO, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito, CONHECIDO ANTES DA CRIAÇÃO DO MUNDO, revelado nestes últimos tempos em favor de vocês (1Pe 1.18-20).

Diante dessa “Cruz” que existe desde antes da fundação do mundo, TODAS AS PESSOAS têm um encontro pessoal com Jesus em algum (ou em vários) momento de suas vidas. Costumamos olhar para “Adão e Eva” e vê-los sozinhos diante de Satanás, mas a verdade é que a Palavra de Deus (Jesus) estava com eles, que o Espírito de Deus os relembrou dessa Palavra (“não comerás”), e que eles a rejeitaram em prol de sua própria carne, assim como todos os seres humanos o fazem. Alguns, depois, voltam atrás (“Arrependam-se!”, diz o Espírito ao nosso próprio espírito, após nos convencer do pecado) e se reconciliam com o Deus Pai e Criador, reconhecendo a Cruz de Cristo como único caminho que leva a Deus (Abel, por exemplo, reconheceu a necessidade do Sangue para essa reconciliação).

Esse encontro é direto entre o espírito da pessoa e o Espírito de Deus. Esse encontro promove uma mudança na pessoa, inicialmente, interior, que se fixa e evolui a ponto de ser visível externamente. Ela pode não ser aparente em um primeiro momento e, às vezes, também pode demorar a dar frutos aparentes. Mesmo assim, isso é operado pelo Espírito de Cristo paulatinamente e todo ser humano tem oportunidade de concordar com esse processo em sua própria vida ou de rejeitá-lo.

Por isto o “não julguem” (condenação espiritual da pessoa), porque “Deus não vê a aparência, mas o coração”. Jesus é esse Deus que avalia o coração de todos, que mantém à disposição de TODOS instrução, orientação, consolo... Jesus é esse Deus que existe desde sempre, ou melhor, que É... Jesus é esse Deus que Se faz presente em toda a Criação... E isso torna todos os seres humanos indesculpáveis! TODOS!

Poderíamos chamar a isso de “conceito Jesus”, que é revelado, de uma forma ou de outra, a todas as pessoas de todos os tempos. O arrependimento que vem desse encontro e a aquiescência a essa revelação trarão, no devido tempo, seus frutos, naturalmente, mediante revelação e ensino contínuos, pelo Espírito, a respeito da Verdade, que é o Amor, que é Jesus, o próprio Deus! Isso exclui totalmente os esforços do homem (do próprio ou de um terceiro) para sua “conversão”, ainda que uma pessoa seja usada como instrumento de Deus (preparada E comissionada por Jesus) no “chamado” de alguém para esse encontro: é apenas o instrumento (“servo inútil”)... Isso exclui totalmente a possibilidade de alguma organização humana ser responsável pela “salvação” ou “condenação” de quem quer que seja! Nada, nem ninguém, além do Cristo de Deus, o Jesus Eterno, através do Seu Espírito junto a cada ser humano, pode ser considerado agente na conversão/salvação de alguém!

Na prática, o conceito Jesus é a revelação pessoal do próprio Deus Pai e Criador a todas as pessoas, através da qual o ser humano pode se reconciliar com Ele. Essa revelação não depende do homem. Aceitá-la, apropriar-se dela e se conformar a ela, sim! Sempre foi assim, e isso foi preparado desde antes da fundação do mundo.

A transformação dessa Palavra (Jesus) em carne foi necessária para que a compreendêssemos melhor e tivéssemos ainda mais critérios para discernir o Amor. E se os que não O viram são indesculpáveis por não se reconciliarem com o Criador, quanto mais os que O viram ou os que vieram a saber d’Ele através desses.

Esse “conceito Jesus” revelado individualmente a cada ser humano faz com que aqueles que o compreenderam e aceitaram passem a viver essa “boa nova” em seu dia a dia, fazendo parte de uma Igreja invisível em termos de contornos, mas totalmente visível em termos de atitudes práticas de amor a Deus, ao próximo e a toda a Criação. E isso independe de aglomerações, pois essas pessoas seguem o caminho preparado de antemão e indicado pelo Espírito de Cristo, congregando todos os dias com as pessoas que o Espírito quer que congreguem, testemunhando e discipulando com suas próprias vidas a todos que ignoram o Deus Pai e Criador e o Seu Reino. E, ao encontrarem outros que assim também agem, celebram essa vida espiritualmente abundante, partilhando o pão e o vinho, a carne e o sangue de Jesus, o discernimento do caminho que leva a Deus e o próprio Caminho.

Com esse entendimento (e somente a partir disto), pode-se afirmar: “Só Jesus salva!”. Isto, sem mensagens subliminares de que esta é a verdade, mas que, no entanto, isso só é possível fazendo parte de algum grupo ou seguindo uma lista de regras pré-determinadas por homens “sábios” ou por uma tradição de longa data. “Onde há o Espírito do Senhor, aí há liberdade”!

Essa é a Igreja, a Noiva de Cristo: todos aqueles que compreendem, aceitam e passam a viver de acordo com a orientação do Espírito, a partir da revelação pessoal de Jesus em suas vidas. E, isto, desde o princípio da Criação. 

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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Insuportável Propaganda Eleitoral

- por HUGO LUCENA TEÓPHILO

Não suporto a propaganda eleitoral. Não suporto ver os apelos dos "melhores" candidatos pressupondo a minha mediocridade, a minha inutilidade, os meus medos, a minha dependência do Mercado e do Estado, a minha falta de capacidade, a minha fraqueza! Não suporto enxergar o marketing por trás das falas dos mais íntegros e mais honestos.

Não suporto ver as estratégias, os ardis que exploram carências produzidas pelo próprio Sistema que se apresenta como solução! Não suporto identificar o marketeiro por trás de cada palavra, de cada tom de voz, de cada dente consertado e clareado, de cada aperto de mão às 7h da manhã no Terminal da Parangaba. Não suporto as centenas de sorrisos estampados ao lado da mesma foto de Lula e Dilma! Não suporto ver pessoas serem usadas como recurso humano, empunhando bandeiras a pleno sol em troca de R$ 40,00. Não suporto os adesivos do "Irmão Léo" pregados no meu muro e portão contra a minha vontade. Não suporto a falta de Ética que usa o nome de Jesus. Não suporto ver o rastro de sujeira por ondem passam. Não suporto as músicas que pressupõem o mau gosto. Não suporto o carro de som que não me deixa ouvir o que o meu filho diz enquanto brinca ou que interrompe uma roda de conversa comunitária. Não suporto a carreata que acorda a netinha do seu Pedro no domingo de manhã. Não suporto ver cavaletes obstruindo ciclovias. Não suporto a falta de respeito de quem impõe a sua vontade em detrimento daqueles a quem pretende servir. Não suporto o apelo que fazem à minha ignorância! Sinto-me ofendido e triste! Nunca pensei que sorrisos me ofenderiam!

Tirando o único Candidato que não me ofende, nenhum outro resiste a essa machadada de Ivan Illich: "A degradação da natureza, a destruição dos laços sociais e a desintegração do homem nunca poderão servir ao povo.".


--
hugo lucena theophilo

http://hugotheophilo.blogspot.com/

"Cada um de nós, e cada um dos grupos em cujo seio vivemos e trabalhamos, deve se tornar o protótipo da era que desejamos criar." - Ivan Illich

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Duro Este Discurso, Não?

- por René Burkhardt | 04 de Setembro de 2012

“Assim, Jesus também sofreu fora das portas da cidade, para santificar o povo por meio do seu próprio sangue. Portanto, saiamos até ele, fora do acampamento, suportando a desonra que ele suportou” (Hb 13.13 - NVI)

Não, não vou levantar outra discussão sobre “igrejados” e “desigrejados”, como poderia sugerir o texto epigrafado. Não quero me ocupar de aparências (rótulos), quando o que realmente importa é o conteúdo (coração/vida).

Sendo assim, me dirijo diretamente a você, que entregou de coração sua vida ao senhorio de Jesus; a você que tem estado intrigado com sua situação pessoal, principalmente por crer incondicionalmente nas promessas do nosso Mestre e não conseguir vislumbrar nada em sua vida que lembre a ‘vida abundante’ por Ele citada; a você que tem se sentido desprotegido, exposto; a você que tem sido atingido por tragédias, por maldades, por injustiças, por perdas...

Muitas vezes, apesar de nos colocarmos inteiramente nas mãos do Senhor, passamos por dificuldades financeiras, desemprego, endividamento, nossos planos não vão adiante, ficamos na dependência de terceiros, nos decepcionamos com pessoas próximas a nós, nas quais confiávamos, e até mesmo fazemos opções erradas e enveredamos pelo caminho da injustiça, recebendo, então, Sua disciplina.

Nesses períodos, que não costumam ser curtos, chegamos a duvidar que o Senhor esteja conosco e desanimamos da própria vida. Olhamos em volta e nada parece fazer sentido. Para piorar, ainda nos vem à memória a palavra que está logo após o discurso sobre os heróis da fé: “vocês ainda não resistiram até o ponto de derramar o próprio sangue” (Hb 12.4). Ou então: “considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações” (Tg 1.2).

E é exatamente essa a questão: quanto mais nos envolvemos com Jesus, quanto mais temos intimidade com Ele, mais d’Ele há em nós, mais nos parecemos com Ele, mais vivemos como Ele viveu e mais participamos de Seu sofrimento! Como disse o Espírito de Cristo, através de Paulo: “a vocês foi dado o privilégio de, não apenas crer em Cristo, mas também de sofrer por ele” (Fp 1.29).

Portanto, quando nos indignamos por sofrermos, estamos nos baseando em falsos ensinos, em tradições destituídas da Verdade, em palavras de homens, não do Espírito! Porque Jesus mesmo disse que assim seria, e Seu Espírito confirmou isso através de Seus apóstolos e profetas! Tudo isso faz parte do “suportando a desonra que ele suportou”!

No entanto, Ele também nos diz para perseverarmos, “sabendo que os irmãos que vocês têm em todo o mundo estão passando pelos mesmos sofrimentos. O Deus de toda a graça, que os chamou para a sua glória eterna em Cristo Jesus, depois de terem sofrido durante pouco de tempo, os restaurará, os confirmará, lhes dará forças e os porá sobre firmes alicerces.” (1Pe 5.9-10).

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domingo, 26 de agosto de 2012

Quem Fez Você Crer no Sucesso da Igreja Segundo Este Mundo?

- por Caio Fábio D'Araújo Filho


O que Jesus veio fazer neste mundo teria falhado? Sim, é justo que se pergunte isto ante o que Sua mensagem e feitos [...] realizaram na experiência da existência histórica dos humanos ou coletivamente na História humana?

É verdade que Ele disse que o mundo odiaria a Sua Palavra e aos que por ela vivessem; e também que a melhor chance que o mundo teria de crer que Ele fora enviado pelo Pai seria mediante a prática simples do amor entre os Seus seguidores; e mais: é também verdade que Ele parecia crer que quando Ele voltasse outra vez [o Filho do Homem], não haveria fé na Terra.

Também é verdade que Ele disse que o Seu Caminho/Porta era estreito, e que apenas poucos entrariam por ele; e também é fato que nas Suas mensagens proféticas não se encontra nenhum traço de “vitória” associada ao que Ele chamou de “minha Igreja” [...] como ente a impor-se sobre o mundo.

É ainda inequívoco que Ele tenha dito que o futuro não aguardava os Seus discípulos com nenhuma Era de Paz e de Amor entre os homens; ao contrário, as Sua Palavras nos falam de ódio, divisão, de irmão entregando irmão; de casas divididas; dos inimigos do homem serem os da sua própria casa; e que Ele mesmo não viera trazer paz à Terra, mas espada.

Sim, a leitura das Palavras de Jesus não nos acende na alma a esperança de controlarmos os poderes do mundo, nem das nações, e nem da Civilização humana; antes disso, nos indica um caminho de fé entre poucos, uma vereda discreta, um pequenino rebanho, algo como o voar de vagalumes na escuridão da noite.

Nos evangelhos não encontramos essa Palavra de Vitória de Jesus sobre os Poderes da História, sobre o Mundo; e nem tampouco qualquer insinuação de que a Sua Igreja seria vitoriosa sobre as forças do Príncipe deste mundo como fenômeno de supremacia do bem sobre o mal.

Não, nem os evangelhos e nem o Apocalipse nos descrevem tais cenários. Portanto, outra vez, pergunto: de onde, pois, eles nos vieram, ao ponto de que hoje pensemos que alguma coisa tenha falhado?

Até ao 4º Século desta Era nenhum discípulo cria que viveria para ver a Igreja ser qualquer coisa além de um Fermento, uma Luz, um Sal na vastidão da terra, um Pequeno Rebanho entre Lobos, uma pequena Semente que cresceria como sombra e lugar de agasalho; mas não de triunfo.

Ora, e isto tudo ainda em meio a divisões internas, a apostasias, a negações, perversões e mortes espirituais de muitos grupos que, antes haviam crido, mas que, ante a imposição “da espera” [...] perderiam a fé; e, portanto, escandalizar-se-iam, trairiam, desistiriam; ou, então, tornar-se-iam “maus” e aproveitadores dos demais — conforme várias parábolas de Mateus, Marcos e Lucas nos deixam ver...

Todavia, o paradigma foi mudado para sempre nas falsificações das esperanças da Igreja que foi virando “igreja”, quando o Império Romano ungiu a “Igreja” e criou o “Cristianismo” como poder terrestre e mundano.

É daí que vem esse surto de Vitória Visível da Igreja de Jesus na Terra; e, consequentemente, a busca por tal poder entre os homens —; ou, em meio á frustração de não conseguir realizá-lo, a não ser pela espada e pelas forças do Príncipe deste mundo, vem a descrença, o sentimento de fracasso, de inviabilidade do Evangelho e da Igreja no mundo; instalam-se como descrença e cinismo na alma dos que antes criam e amavam.

Sim; tal sentimento decorre de que a Igreja passou a pensar como “igreja”, e de que o Evangelho tenha sido entendido como uma revolução inescapável a impor-se sobre os principados e potestades dos sistemas do planeta.

Desse modo, cada novo cristão se converte crendo que sua geração mudará o mundo; e que o que não aconteceu no passado, acontecerá hoje; e mais: crendo que a “vitória” da Igreja sobre o Império Romano provou tal possibilidade [...]; não enxergando eles jamais o oposto; ou seja: que, ali, naquela virada [ou melhor: naquela emborcada], quem estava sendo definitivamente derrotada era aquilo que até então, com todos os problemas previstos nas profecias, era, na sua fraqueza, forte; e na sua fragilidade e falta de densidade, invencível; a saber: a Igreja na sua melhor expressão histórica até então.

Sim, o Imperador Constantino se tornou o pai do sonho de supremacia da Igreja sobre o mundo; e, desde então, todos os grupos cristãos anelam pela volta de tais dias, ou mesmo pela reimplantação deles na sua geração. Daí os cristãos terem-se por tão honrados quando um governador se “converte”, ou quando uma “autoridade eclesiástica” é elevada de maneira pública, ou quando à “igreja” um poder politico atribua importância, significado e força histórica.

Jesus, todavia, nunca nos deu a menor margem de crença em tais coisas até ao fim. Jamais! O que Nele vemos é que apesar de tudo a Igreja não seria destruída e que as Portas do Inferno não prevaleceriam contra ela; mas, em momento algum, se vê Jesus afirmando que a Sua Igreja criaria um Milênio; algo como um impor da verdade e do amor sobre as forças do mundo e da história; ou ainda que ela tornar-se-ia reconhecida como o Oráculo divino falando aos homens.

Ao contrário, ao ouvirmos o que Jesus disse, o que percebemos é que tais possibilidades de “vitória” sempre seriam sinais de apostasia da fé; sempre seriam a declaração de que se teria aceito a cooptação das forças do Príncipe deste mundo; sempre seria algo que apenas nos poria no lugar de ungir a Besta no papel de um Falso Profeta.

Para Jesus, o reino de Deus não se manifestaria com demonstrações visíveis, mas invisíveis e interiores; seria um poder no olhar, no espírito, na existencialidade; seria algo somente discernível por quem tivesse nascido da água e do espírito; e que aconteceria sempre sob o signo do desprezo e das muitas batalhas.

Quanto a não permitir que qualquer impressão de supremacia da Igreja como Potestade se instalasse na mente dos Seus discípulos, Ele afirmou: “Não será assim entre vós; antes, o maior seja o menor; o grande seja o que sirva; o poderoso seja o fraco do amor e da entrega”. E, lhes lavando os pés, disse: “Compreendeis o que vos fiz? Eu vos dei o exemplo!”.

Pedro já advertia os discípulos dos seus dias, e que começavam a sofrer e a perguntar quando seria o tempo da vitória, dizendo-lhes que não lhes parecesse que algo teria dado errado, posto que o Senhor lhes garantisse que seria como estava justamente acontecendo...; e disse também que por tal equivoco de esperança surgiriam muitos perguntando “onde está a esperança da Sua vinda?”; ou mesmo indagariam acerca do “poder da Sua Presença” entre os homens...; visto que tudo continuara como desde o principio da criação que se pervertera.

Em Mateus 24 e 25 todas as Parábolas de Jesus nos falam de uma “espera” devastadora e desalentadora; de tal modo que alguns ficariam “maus e abusivos”, outros “dormiriam de desesperança”, outros “enterrariam seus dons de amor”, outros somente O veriam em “cenários sagrados” ou predeterminados; daí não serem capazes de vê-Lo entre os pobres, marginalizados, desterrados, doentes, abandonados e não desejados desta existência.

O fenômeno da Hermenêutica Constantiniana de interpretação do significado histórico da “Igreja” foi algo tão poderoso, e continua a ser, que, para muitos, parece que a mensagem de Jesus falhou; especialmente agora, quando o mundo se torna pós-cristão; ou seja: torna-se pós-constantiniano.

Jesus, no entanto, nos disse que a Igreja estaria aqui; e que testemunharia; e que morreria; e que não desistiria; e que não seria enganada; e que não viveria de contabilidades de poder humano; mas da força do Espírito e do olhar do Reino instalado nos corações de todos os que viram e entraram no Mistério do Indiscernível do Reino de Deus em sua atual manifestação não disponível ao mundo.

Enquanto isto [...], Jesus disse que o Espírito sopra aonde quer... [...], e que ninguém sabe de onde Ele vem ou para onde Ele vai... [...]; mostrando-nos assim que a Igreja é um ente levado [...]; e que para além do que ela própria veja [...], existe o que somente Deus vê; coisas essas nas quais os discípulos têm apenas que crer; crer enquanto servem, amam, esperam, se entregam, se sacrificam; nunca se deixando vencer do mal, mas sempre vencendo, em suas vidas, o mal com o bem.

É, portanto, o espírito do mundo, de Satanás, do Príncipe que oferece poderes terrenos [...] — aquele nos lança em surtos de “vitória terrena da Igreja” sobre as aparentes forças da História.

É a mesma voz que se fez ouvir no “alto monte” ou no Capitólio Romano nos dias de Constantino [...] a nos falar que existe um mundo a ser “conquistado” pela Igreja de Deus!

Para a verdadeira Igreja de Deus este mundo, com seus poderes, é apenas o lugar da morte, do sacrifício, do testemunho, do amor não correspondido e do serviço por nada; exceto pela obediência; posto que assim como foi com Jesus seria conosco; e isto conforme Ele próprio disse e repetiu em inúmeras formas e ocasiões diferentes.

Se esse paradigma diabólico, completamente presente nas falsas esperanças, no discurso e na prática da “igreja”, não der lugar ao que Jesus disse que seria e aconteceria [...], até mesmo a verdadeira Igreja terá seu poder minado pelo engano; havendo cada dia menos luzes de esperança e gosto de sal no testemunho do amor neste planeta marcado para o Grande Dia da Revelação.

Eu, porém, enquanto escrevo estas linhas, sinto o vento, e percebo seu bulício; por vezes mudando de direções [...], mas sinto que ele sopra em sua independência, visto que vejo o mover das árvores; sim, balançando ora pra lá, ora pra cá; e, algumas vezes, como agora, aparentemente parando de moverem-se... Mas eis que outra vez vem o vento!... Agora uma brisa sob meus pés... Sim! O mover não cessa nunca!

Desse modo entendo meu lugar na vida e no mundo segundo Jesus!

Sim, não sou o Gerente do Vento; nem sou o indicador do seu caminho; nem tampouco aquele que sabe quando e de onde ele virá. Não! Apenas o constato. Apenas o aproveito. Apenas celebro sua soberania invisível. E, conforme disse Jesus, apenas creio que do mesmo modo é todo aquele que é nascido do Espírito.

A Palavra de Jesus, portanto, não falhou; ao contrário, contra todos os esforços miseráveis, armados e dispostos a recorrer a todos os poderes deste mundo [conforme o tem feito o “Cristianismo” e ou a “Igreja” em todo este tempo], a Palavra de Jesus se impôs e prevaleceu; posto que ela teria falhado justamente se o Caminho dos Discípulos tivesse se tornado a Política Global deste Planeta; ou seja: se a ONU dissesse que é da “igreja” que procede a honra, a glória e o poder. Então era sinal de que o reino do anticristo estaria de fato definitivamente instalado.

Nele, que não nos deixou enganados quanto ao que fosse vitória e sucesso no andar do Reino, do Evangelho e da verdadeira Igreja de Deus,

Caio - 15 de janeiro de 2012 - Lago Norte – Brasília – DF

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