"Portanto, ninguém se glorie em homens; porque todas as coisas são de vocês, seja Paulo, seja Apolo, seja Pedro, seja o mundo, a vida, a morte, o presente, ou o futuro; tudo é de vocês, e vocês são de Cristo, e Cristo, de Deus."
PENSE NISTO: "O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego!" (Albert Einstein).
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Prosperidade

Repostagem de um texto que, apesar de longo, é extremamente necessário para muitas pessoas que têm sido enredadas nessa mensagem diabólica da busca pela prosperidade. Esta é uma tentativa de lançar um bocado de luz da Palavra sobre o assunto.

- por René Burkhardt | 15 de Setembro de 2004


"Conservem-se livres do amor ao dinheiro e
contentem-se com o que vocês têm,
porque Deus mesmo disse:
‘Nunca o deixarei, nunca o abandonarei’.” (Hb 13.5)



Nas últimas décadas, a Igreja tem sido invadida por uma pregação de prosperidade material, a ponto de já ser uma doutrina – denominada por muitos de teologia da prosperidade -, que tem causado dúvidas, discussões sobre sua validade no Evangelho verdadeiro e desânimo em muitos cristãos que não a alcançam, já que ela é vinculada à fé e a atitudes do próprio cristão.

Essa doutrina tem sido pregada não só nas igrejas, mas, principalmente, nos meios de comunicação de massa (rádio, tv, internet), onde atinge um sem número de não-convertidos, leigos, recém-convertidos, imaturos espiritualmente e débeis na fé, que a tudo recebem como verdade, já que está sendo dito por pessoas que (supõe-se) têm a autoridade e o conhecimento para fazê-lo. E, assim, pelo muito falar, passa-se a acreditar que tal discurso seja verdadeiro, a ponto de colocar em dúvida, até mesmo, pessoas mais firmadas na fé, que, por concordarem com o princípio bereiano (At 17.11), reexaminam as Escrituras, para saberem se realmente perderam algo em seu ensino.

Graças a Deus que, ao fazê-lo, descobrem que essa doutrina é fruto de um uso inadequado da Palavra, onde os textos que a apóiam são arrancados do grande contexto bíblico. A grande maioria dos textos utilizados é do Velho Testamento, onde Deus faz promessas de prosperidade ao povo de Israel e, todas elas, vinculadas à obediência da Lei. Todas condicionais! É bem verdade que o Velho Testamento é de suma importância para a Igreja, por ser a preparação da salvação, a fonte de conhecimento da história da criação, da evolução do mundo e para conhecermos o modo de agir e o caráter de Deus.

Mas tudo isso aponta para o Senhor Jesus, Rei dos reis, Senhor dos senhores, o próprio Deus, determinando que devemos ouvi-Lo, segui-Lo e imitá-Lo. Se aplicamos tais promessas à Igreja, devemos aplicar, também, as suas condições, ou seja, o cumprimento da Lei e, assim, anulamos a Cruz de Cristo. Na verdade, devemos guardar e praticar as palavras de Jesus e dos apóstolos, “a fim de viverdes [vivermos] de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus” (Cl 1.10).

“Toda Escritura é inspirada por Deus...” (2Tm 3.16) e por diversas vezes nos orienta a não buscarmos bens materiais, pois essa busca, que é a definição de avareza em qualquer dicionário, faz parte da nossa natureza terrena, a qual devemos fazer morrer, e é idolatria (Cl 3.5). “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1Jo 2.15-17).

Então, “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão” (1Tm 6.8-11).

Será que o Espírito Santo, que claramente nos orienta a fugirmos dessas coisas, ao mesmo tempo nos orientaria a buscá-las? “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1Jo 4.1) e não há criatura que não seja manifesta na presença da Palavra de Deus (Hb 4.12-13).

Na dispensação da Lei, época das promessas de prosperidade ao povo de Israel, o próprio EU SOU disse: “Não cobiçarás...” (Êx 20.17), deixando claro que o povo não deveria aplicar seu coração à busca de bens materiais, ainda que seu próximo tivesse fartura deles. E o Espírito Santo ainda registrou nas Escrituras as consequências impostas por Deus àqueles que insistissem nessa busca, a despeito da orientação divina.

Entre outros casos, nunca devemos esquecer de Balaão (Nm 22-24), “...que amou o prêmio da injustiça” (2Pe 2.15), ou seja, olhou apenas para as vantagens próprias, sendo envergonhado por um animal de carga falando com voz humana para refreá-lo (2Pe 2.16) e tendo, dessa forma, o seu nome como exemplo de falso profeta e pregador de falsas doutrinas (Ap 2.14) para sempre.

Também não podemos esquecer de Acã, que cobiçou uma bela capa, uma barra de ouro e um punhado de moedas e os tomou para si (Js 7.21), colocando todo o povo de Israel sob maldição, a ponto de ser derrotado na pequena e fraca cidade de Ai, e ele e sua família morrerem apedrejados. Outro que deve ser lembrado é Geazi, moço de Eliseu, que, em busca de prosperidade pessoal, pediu recompensa, que já havia sido recusada pelo profeta, ao general sírio Naamã (curado de lepra por Eliseu). A consequência foi a lepra de Naamã passar para Geazi e seus descendentes (2Rs 5). E, já no Novo Testamento, Ananias e Safira (At 5.1-11), provavelmente temendo passar alguma necessidade posterior, mas, ao mesmo tempo, não querendo perder a aparência de piedosos, foram levados a mentir ao próprio Deus, o que lhes custou a vida instantaneamente.

Estes exemplos não são dados como motivadores de medo do Deus cruel e irredutível, que é a imagem que Satanás tenta nos passar. Eles são uma demonstração de que a conquista dessa ambição não tem poder algum sobre contingências possíveis na vida de cada um. Todas essas pessoas foram movidas por princípios que são a base da doutrina da prosperidade, onde o direito de possuir está acima da nossa condição de adoradores do Deus Altíssimo em verdade e em espírito. E é com relação a isso que o Espírito de Cristo nos exorta: “Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas, porquanto o que vale é estar o coração confirmado com graça e não com alimentos, pois nunca tiveram proveito os que com isto se preocuparam” (Hb 13.9).

Muitos têm sido enredados por essa doutrina nociva, que os faz concentrar seu olhar nos encantos do mundo, crendo que estão no Caminho do Senhor, sem se aperceberem que os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições sufocam a Palavra, ficando infrutífera neles (Mc 4.19). O Senhor Jesus contou uma parábola, registrada em Lucas 12.16-21, na qual um homem rico se regozijava por ter em depósito muitos bens para muitos anos. “Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”(v.20).

E disse em outra vez: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?” (Mt 16.26). Mas, antes, ainda recomendou: “...Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lc 12.15). E, além disso, “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt 6.24). “Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome, porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”(Lc 12.33-34). “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra" (Cl 3.1-2).

Todos esses textos são claros indicativos de que a nossa prioridade não deve ser nós mesmos, mas, sim, Deus e, por consequência, as outras pessoas. Estamos no mundo, mas não somos dele (Jo 17.14) e, por isto, não podemos nos agarrar a ele, nem mesmo, quando consideramos ser alguma coisa bênção do Senhor, porque o nosso interesse não pode ser pelas bênçãos, mas pelo Abençoador. Nada tem valor se não tivermos a presença de Deus em nossas vidas.

Vejamos a situação descrita em Êxodo 33.1-4: Deus disse a Moisés para levar o povo a Canaã, que o Anjo iria adiante deles, que os inimigos (moradores da terra) seriam expulsos de lá, que eles tomariam posse de uma terra que mana leite e mel, porém, o próprio Senhor não iria com eles. Apesar de todas aquelas bênçãos prometidas por Deus, o povo “pôs-se a prantear, e nenhum deles vestiu seus atavios” (v.4), porque o Senhor não estaria com eles. Aquele povo estava cheio de pecados, mas teve a consciência de que o afastamento de Deus seria a pior coisa de sua vida, ainda que recebesse todas as bênçãos.

E foi esse reconhecimento, esse choro profundo, que fez o Senhor “voltar atrás”, anuindo com a oração de Moisés pelo povo, e refazer a aliança com o povo (Êx 34.10). Da mesma forma, devemos temer que o Senhor se retire de nossas vidas e, como já vimos, é o que Ele faz quando amamos o mundo, pois, quando o fazemos, o Seu amor não está em nós (1Jo 2.15-16), ou seja, Ele não está presente em nossas vidas.

Que coisa terrível é esta! Conhecermos ao Senhor Jesus e, depois, nos afastarmos de Seus princípios verdadeiros. Isso é apostasia! Isso é rejeitarmos o caminho apertado, a porta estreita e optarmos pelo caminho espaçoso, pela porta larga (Mt 7.13-14), pois só neles cabem todos esses nossos desejos pessoais, essas coisas que satisfazem a nossa carne. Não nos enganemos mais, “porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna” (Gl 6.8).

E, se é essa vida eterna com Deus que buscamos, temos que seguir a Cristo. E o Senhor não viveu aqui na terra em busca de bens móveis ou imóveis. Ele não fazia propósitos com Deus a fim de aumentar Seu patrimônio, Seu conforto, Seus meios para viajar, ou para ter manjares desejáveis a Sua disposição. A Sua preocupação única era fazer a vontade do Deus Pai, pregando a Palavra, consolando, exortando, orando sem cessar. Ao fazê-lo, todas as bênçãos de Deus apareciam, porque Ele estava presente.

Então, os alimentos se multiplicavam, os enfermos eram curados, os espíritos malignos fugiam, o dinheiro do imposto aparecia em um peixe, os mortos ressuscitavam e acontecia tudo o que, aos nossos olhos, era impossível. É isso que acontece quando temos Deus presente em nossas vidas ainda hoje, pois o Senhor disse: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará...” (Jo 14.12). Mas, antes, devemos ouvi-Lo dizer: “Vinde a mim...e aprendei de mim...” (Mt 11.28-29).

O Senhor Jesus quer que sejamos Seus discípulos, que O sigamos, que sejamos tais como Ele foi. Sem interesse pelo que é terreno, mas, sim, pelo que é dos céus. E só sendo discípulos do Senhor Jesus é que chegaremos ao Reino dos Céus. E só seremos Seus discípulos se abrirmos mão do nosso fascínio pelo que é do mundo, como Ele mesmo disse: “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lc 14.33). Aqui, Ele confirma que não podemos servir a dois senhores.

Como, então, vamos louvar a Deus e exigir a herança a que temos direito no mesmo culto? Quem é, verdadeiramente, o nosso senhor: Deus ou as riquezas? Quando damos ouvidos a uma doutrina de busca pela prosperidade, não estamos cercando-nos “de mestres segundo as suas [nossas] próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos” (2Tm 4.3b)? É bem verdade que o Espírito de Cristo nos disse: “Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra, como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre” (2Co 9.8-9).

Mas, aí, há dois pontos importantes: primeiro, quando diz “Deus pode”, afirma que Deus tem a capacidade para fazer algo, mas, apenas, quando for de Sua vontade. Segundo, que esse poder será exercido com o fim de que o beneficiado distribua com os necessitados aquilo que recebeu. Então, não podemos ficar exigindo de Deus esses benefícios. Nosso interesse não pode ser o acúmulo de bens. Isso é contrário à vontade do Senhor. “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo” (Jo 6.27). “Aquele que furtava, não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado” (Ef 4.28).

Novamente o Senhor nos indica onde deve estar o nosso coração, ou seja, em agradá-Lo e ter uma vida piedosa. Por isso, “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”(Mt 22.37-40).

Sabemos que a Aliança da Lei foi substituída pela Nova Aliança em Cristo Jesus e que os Profetas, junto com os Apóstolos, nos dão o fundamento sobre o qual devemos edificar, que também é o Senhor Jesus. Então, sigamos as Suas determinações. Estamos próximos do tempo em que “Os mansos terão regozijo sobre regozijo no Senhor, e os pobres entre os homens se alegrarão no Santo de Israel, e os que erram de espírito virão a ter entendimento, e os murmuradores hão de aceitar instrução” (Is 29.19,24). Por isto, tenhamos em mente que “Melhor é o pouco, havendo o temor do Senhor, do que grande tesouro onde há inquietação" (Pv 15.16).

Busquemos ao Senhor e à Sua sabedoria, porque “A sabedoria protege como protege o dinheiro; mas o proveito da sabedoria é que ela dá vida ao seu possuidor” (Ec 7.12), pois nos orienta no Caminho que é a própria Vida. “Há caminho que parece direito ao homem, mas afinal são caminhos de morte” (Pv 16.25). E, se a busca pela prosperidade material é avareza, “Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais participantes com eles”(Ef 5.5-7), mesmo que se apóiem em alguns textos bíblicos, porque são textos “que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles. Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaiais de vossa própria firmeza; antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno”(2Pe 3.16b-18).

Quando éramos crianças, era comum tentarmos transferir nossa culpa para os outros dizendo: “foi ele que mandou” ou “ela fez primeiro”. Mas, agora que nos entregamos a Cristo e Ele nos aceitou, recebemos o Seu Espírito e tornamo-nos, ainda mais, indesculpáveis, porque foi pelo derramamento do Espírito Santo em nossa vida, que falou o profeta: “Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque TODOS ME CONHECERÃO, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Jr 31.34). Portanto, sejamos sóbrios e vigilantes, como disse o Senhor.

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a Sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (1Pe 1.3-5).

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Somos Santos?

Repostagem de Agosto de 2010

- por René Burkhardt | 15 de Agosto de 2010

“Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.16)

Quanta coisa se tem feito por causa dessa ordem. A religião arrancou essa passagem do contexto bíblico e a aplica das piores formas possíveis, sempre impingindo ao homem o fardo de obedecê-la integralmente, a despeito de sua [do homem] incapacidade para tanto. Verdade é, que essa ordem foi dada ao homem e deve ser cumprida, mas, como em todas as coisas ligadas ao nosso relacionamento com Deus, é o próprio Senhor que nos aponta o caminho a ser trilhado e nos capacita, no Espírito Santo, a alcançar a meta, se quisermos.

Jesus se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras. E boas obras, para que assim sejam consideradas, são o resultado do amor que enche a pessoa, a ponto de não poder mais ser contido e explodir em atitudes santas e santificadas, para com Deus e para com as outras pessoas. Elas nunca podem ser fruto da intenção racionalizada de se cumprir uma ordem. Quando dizemos: “Faço o bem e elimino meus pecados, porque a Palavra de Deus determina isto!”, na verdade, agimos como os fariseus, que pensam garantir sua salvação através do cumprimento da lei. Transformamos a Graça em Lei!

O que fazemos, nesse caso, é cuidar da aparência! Dizemos: “Não fumo, não bebo, não me drogo, não adultero, não sou assassino, não sou pedófilo, não sou homossexual, falo baixo, me domino em tudo, não vou a festas, não assisto nem vou ao futebol, não assisto televisão, vou sempre à igreja e faço tudo o que a Palavra de Deus manda!”. Sobrou alguma coisa para o Senhor operar em nós, a fim de Ele nos purificar para Si mesmo? Com esse discurso, o que realmente estaríamos dizendo é: “Não tenho pecado. Graças Te dou, meu Deus, porque eu não sou como esses outros, que fazem essas coisas!”. Mas, se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

E o Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração. É possível que alguém não faça nenhuma dessas coisas, na sua própria força. Por fora, esse alguém aparenta uma vida piedosa. No entanto, o seu interior está cheio de ódio pelas pessoas que tais coisas fazem. A todo momento, essa pessoa condenará às outras, porque elas não se esforçam para atingir esse padrão de “santidade” que ela atingiu, com o seu esforço. Ela sempre olha as outras pessoas de cima para baixo, como se ela fosse um ser humano melhor, perfeito, ainda que diga, da boca para fora, “Não sou perfeito! Também tenho meus pecados!”. Ela só diz isto, para não transgredir a “lei” de que não podemos afirmar que não temos pecado. Vemos uma pessoa dessas e a consideramos “santa”, porém, o Senhor sabe que o seu coração é enganoso, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto. Não tem amor!

O nosso Deus Pai e Criador nos indicou a forma para chegarmos à santidade que Ele requer de nós: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça”. Não sou pedófilo, mas devo confessar: “Senhor, sou homem e, enquanto estiver neste corpo carnal, estarei suscetível a cometer esse erro pavoroso. Não sou melhor do que as pessoas que caíram nesse erro, Senhor, por isto, não me deixe cair em tentação e livra-me do mal”. Não sou assassino, mas devo confessar a mesma coisa! E assim devemos fazer com todas as maldades que brotam em nosso coração, porque do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias. E são essas coisas que tornam o homem impuro, não-santo!

Assim também é, quando nos aproximamos do Senhor, ainda cansados e sobrecarregados de erros, atendendo ao Seu chamado. Devemos ter a confiança de estarmos assentados nos lugares celestiais, em Cristo Jesus, santificados por Ele, através do Espírito Santo, que milita contra nossa carne, para que não façamos o que, porventura, for de nossa vontade. E isto não acontece em um passe de mágica! É gradual! Todos os dias somos ensinados pelo Senhor! Todos os dias somos santificados por Ele, para que sejamos apresentados perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis, se é que permanecemos nessa fé, alicerçados e firmes. Com essa fé, de que é Ele quem nos purifica, e com a confissão sincera da nossa fraqueza e da nossa impossibilidade de nos aperfeiçoarmos, o Espírito de Cristo nos mostra o caminho a seguir, luta contra nossa carne, age nas circunstâncias, para que não sejamos tentados além de nossas forças, e coloca o Seu amor em nosso coração, a fim de que ele seja capacitado a ver às outras pessoas, como o Senhor as vê, em amor, além de não pensarmos mais do que convém, a nosso próprio respeito.

Mas a Palavra de Deus não está cheia de recomendações para que abandonemos o pecado? Sim, está! Mas, se isto fosse possível, na nossa própria força, Jesus não precisaria ter-Se dado em sacrifício por nós. Ele veio, como Cordeiro de Deus, exatamente por não nos ser possível a auto-santificação! E essa é a mensagem central do Evangelho: arrependimento de obras mortas! Isto significa nos conscientizarmos da nossa incapacidade de alcançar, pelo nosso esforço, a santidade, sem a qual ninguém verá a Deus. Essa consciência nos leva a confessarmos a nossa fraqueza a Deus e a entregarmos nossa vida em Suas mãos, confiando que Jesus é, realmente, o único Caminho para nos chegarmos a Deus. E esse Caminho, somente Ele, é a nossa sabedoria, nossa justificação, nossa santificação e nossa redenção! Aplicar isto à nossa vida é obedecer aos mandamentos para deixar o pecado.

"Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros" (Jo 13.35). É expressando amor, que nos tornamos discípulos de Jesus. “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos (Mt 5.44.45). É expressando amor, que nos tornamos filhos de Deus. Como ter esse amor, se do nosso coração só saem coisas ruins? Simples: reconhecendo que somos maus, a despeito de nosso esforço em parecermos ser santos! É diminuirmos, para que Cristo cresça em nós. E diminuir, aqui, significa pararmos de achar que somos capazes de fazer alguma coisa boa em nós mesmos.

É termos esta consciência: “O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a força do meu coração e a minha herança para sempre” (Sl 73:26). É para o Senhor, que estamos de pé, ou caímos. Mas estaremos de pé, pois o Senhor é poderoso para nos sustentar. Isto é a Graça de Deus, que, através do amor, encravou a Lei na Cruz. Isto é andar no Espírito. Nós, que amamos a Jesus Cristo, devemos romper definitivamente com os mandamentos e ensinos humanos, do tipo: "Não manuseie!", "Não prove!", "Não toque!". Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne. Só Jesus é a nossa santificação!

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quinta-feira, 28 de abril de 2011

A Paz de Cristo

Rev. David Wilkerson - 19/05/1931 a 27/04/2011
Ontem, 27 de Abril de 2011, o Reverendo David Wilkerson partiu para estar definitivamente com Jesus. Ele era verdadeiramente um homem de Deus, que usou toda a sua vida para tornar visível o Reino de Deus aqui na Terra. Vinte e dois dias antes de completar 80 anos, um acidente automobilístico ceifou sua vida.

Tristeza para nós, que ficamos sem receber os ensinos dados através desse precioso instrumento de Deus, mas, certamente, alegria para ele, que passou a viver junto do Senhor.

Este texto mostra um pouquinho do que ele aprendeu e, incansavelmente, tentava ensinar a todos nós.

Agradeço à Rô, do blog Mulheres Sábias, por ter me dado a notícia.

- por David Wilkerson | 05 de Novembro de 2009

Jesus sabia que os discípulos precisavam do tipo de paz que os acompanhasse por todo e qualquer tipo de situação. Ele disse a Seus discípulos: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (Jo 14.27). Esta palavra deve ter impressionado aos discípulos. A seus olhos, esta era uma promessa quase inacreditável: a paz de Cristo deveria se tornar a sua paz.

Esses doze homens se maravilharam com a paz que eles testemunharam em Jesus nos últimos três anos. Seu Mestre nunca teve medo. Ele sempre esteve calmo, nunca se perturbou com nenhuma circunstância.

Nós sabemos que Cristo era capaz de ter medo espiritual. Às vezes, Ele se emocionava e Ele sabia como chorar. Mas Ele levou Sua vida na terra, como um homem em paz. Ele tinha paz com o Pai, paz face às tentações, paz em momentos de rejeição e zombaria. Ele até tinha paz durante tempestades no mar, dormindo no convés do barco, enquanto os outros tremiam apavorados.

Os discípulos tinham visto Jesus ser arrastado ao cimo de um monte, por uma multidão enfurecida, a fim de matá-lO. Mas Ele, calmamente, saiu andando daquela cena, intocado e cheio de paz. Tudo isto deve ter causado discussão entre os discípulos: “Como Ele pôde dormir em uma tempestade? E como Ele pôde ficar tão calmo, quando aquela multidão esteve prestes a jogá-lO em um despenhadeiro? As pessoas zombam dEle, O insultam, cospem nEle, mas Ele nunca reage. Nada O perturba!”.

Agora Jesus estava prometendo a esses homens a mesmíssima paz. Quando ouviram isso, os discípulos devem ter olhado uns para os outros, maravilhados: “Você entende isto? Nós vamos ter a mesma paz que Ele tem? Isto é incrível!”.

Jesus acrescentou: “não vo-la dou como a dá o mundo” (Jo 14.27). Esta não seria a assim chamada paz de uma sociedade alienada e inconsciente. Nem seria a paz temporária dos ricos e famosos, que tentam adquirir a paz de espírito com coisas materiais. Não, essa era a grande paz do próprio Cristo, uma paz que ultrapassa todo o entendimento humano.

Quando Cristo prometeu Sua paz aos discípulos, foi como se Ele estivesse dizendo a eles e a nós hoje: “Eu sei que vocês não compreendem os tempos que vocês enfrentam. Vocês não compreendem a Cruz e o sofrimento que estou prestes a enfrentar. Mas quero trazer o seu coração a um lugar de paz. Vocês não seriam capazes de enfrentar o que está por vir, sem ter a Minha paz eterna em vocês. Vocês precisam ter a Minha paz”.


Extraído de http://davidwilkersontoday.blogspot.com/2009/10/peace-of-christ.html
Traduzido por René Burkhardt

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domingo, 30 de janeiro de 2011

Oração de Coração

Às vezes a gente entra em parafuso... a gente olha em volta e não vê saída nenhuma! Está tudo escuro e não há pessoas, nem palavras, que possam nos levantar... e, nesses momentos, a gente costuma rever nossas vidas, nossos atos, tentando encontrar o motivo de tão grande isolamento, de tamanha provação, porque a gente esquece que o Reino dos Céus não é uma questão de causa e efeito... é uma questão de Graça de Deus!

Nessas horas, o melhor que temos a fazer é entrar em nosso quarto secreto e orar:


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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Onde Está a Felicidade?

- por René Burkhardt | 11 de Outubro de 2010

Todos buscam a felicidade! Mas poucos a encontram. Muitos pensam que os bens materiais são o melhor meio de se encontrar a felicidade e, por isto, se afundam no trabalho, a fim de terem condições de adquirir o máximo possível de coisas, de se encherem de riquezas.

Outros, com o mesmo fim, se entregam à ilegalidade e fazem qualquer coisa para ter aquilo que pensam ser o necessário para suas vidas, a ponto de até matarem por isto. Nunca se importam com as outras pessoas, que estão à sua volta, porque é a sua própria vida que mais importa.

Mas o Senhor Jesus disse que veio para nos dar vida, e vida em abundância! Era sobre fartura de tudo, que Ele estava falando? Se era, por que devemos imitar a Ele, que teve uma vida simples, sem posses, sem bens? Por que Ele teria nos alertado sobre aflições, sobre dificuldades? Exatamente! Porque não era sobre riquezas que Ele falava. Pelo contrário, Sua Palavra sempre alertou contra desejar riquezas:

“E direi a mim mesmo: ‘Você tem grande quantidade de bens, armazenados para muitos anos. Descanse, coma, beba e alegre-se’. Contudo, Deus lhe disse: ‘Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?’” (Lucas).

“Vendam o que têm e dêem esmolas. Façam para vocês bolsas que não se gastem com o tempo, um tesouro nos céus que não se acabe, onde ladrão algum chega perto e nenhuma traça destrói” (Lucas). E diversos outros alertas, como estes.

Salomão também já havia falado de forma semelhante:

“Havia um homem totalmente solitário; não tinha filho nem irmão. Trabalhava sem parar! Contudo, os seus olhos não se satisfaziam com a sua riqueza. Ele sequer perguntava: ‘Para quem estou trabalhando tanto, e por que razão deixo de me divertir?’. Isso também é absurdo. É um trabalho muito ingrato!” (Eclesiastes).

Em todas essas palavras, percebemos que a felicidade não está na quantidade de bens materiais que se tem. Então, onde ela está? O próprio Senhor Jesus nos responde esta pergunta, ao iniciar o sermão do monte: Ele diz que felizes serão aqueles que considerarem os outros superiores a si mesmos; os que preferem chorar o dano sofrido, do que se levantar contra o outro; os que forem mansos, ao invés de tentarem impor à força a sua vontade; os que buscarem o que é justo para todos os envolvidos, ao invés de tentarem canalizar todos os benefícios para si mesmos; os que se preocuparem em compreender as falhas dos outros; os que olharem com pureza para os outros e para todas as coisas; os que não sossegarem enquanto não virem a paz reinando entre inimigos; os que abrirem mão da própria liberdade e da própria vida, para poderem declarar a Jesus como Salvador; e os que amarem a Jesus, de tal forma, que injúrias e perseguição serão parte comum em suas vidas! Junto a tudo isto, o Senhor complementa que aqueles que assim procederem, estarão inseridos no Reino dos Céus!

O amigo do Caminho, Hugo Theóphilo, também captou a essência de onde a felicidade se encontra, nesse mesmo trecho das Escrituras: “O Reino de Deus é em qualquer lugar onde é possível ser feliz sendo pobre, por exemplo. Aí, você pergunta: ‘Onde é possível ser feliz sendo pobre?’. Vou repetir: ONDE A FELICIDADE NÃO ESTÁ VINCULADA AO BEM MATERIAL.

Bem-aventurados (felizes) os de espírito humilde, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacificadores, pois deles é o Reino dos céus; serão consolados, herdarão a terra, serão satisfeitos, obterão misericórdia, verão a Deus, serão chamados filhos de Deus.

Discurso do monte: Felicidade baseada em princípios... valores não mensuráveis
”.

A escritora cristã (na verdadeira acepção da palavra) contemporânea, Regina Farias, acrescenta mais um detalhe: “Ser feliz é crer - sem duvidar - que é amado por Deus! Isso é ser feliz, é estar pleno. Então se descansa nesse amor que é de graça. Descansa-se na Graça. Hoje!”.

Todas essas coisas nos indicam que amar a Deus e ao próximo é muito mais do que mandamento. Elas indicam que são o único caminho para a felicidade. Não há como ser feliz, se não buscarmos constantemente a felicidade do nosso próximo e a do nosso Deus Pai e Criador! E muitas pessoas têm dificuldade em cumprir o “amar” como uma ordem, como uma determinação de que o façamos por vontade própria, pelo pensamento equivocado de que o amor é algo espontâneo, que surge de forma repentina, sem o controle da pessoa.

Mas as palavras de Jesus demonstram que o verdadeiro amor deve ser cultivado por nós, através de nosso posicionamento e de nossas atitudes em relação às pessoas e às coisas. É algo que pode e deve ser praticado todos os dias, em todos os momentos, diferentemente daquela paixão que nos arrebata, de repente, em direção a alguém ou a algo, e depois desaparece com o passar do tempo. Na verdade, esse amor será uma decorrência natural de crermos e confiarmos que Deus nos ama: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19). E esse amor, descrito por Jesus, enche as outras pessoas de felicidade e, em conseqüência, também a Deus. E, quando percebemos a felicidade nos outros e em Deus, também ficamos felizes.

É na felicidade dos outros que está a nossa felicidade, se somos discípulos de Jesus!

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Não Tenha Medo de um Breve Sofrimento

- por David Wilkerson | 30 de Dezembro de 2010

A ressurreição de Cristo foi precedida por um curto momento de sofrimento. Nós morremos! Nós sofremos! Existe dor e sofrimento!

Não queremos sofrer ou sermos machucados. Nós queremos livramento da dor, intervenção sobrenatural. “Faça isto, Deus”, nós oramos, “porque eu sou fraco e sempre serei. Faça isto tudo, enquanto eu sigo meu caminho, esperando por um livramento sobrenatural!”.

Podemos culpar os demônios por nossos problemas. Buscamos um homem de Deus e esperamos que ele possa expulsar o demônio, de forma que possamos seguir nosso caminho, sem nenhuma dor ou sofrimento. Tudo feito! Voamos direto para uma vida pacífica de vitórias. Queremos alguém que imponha as mãos sobre nós e mande embora toda a aridez. Mas a vitória nem sempre é sem sofrimento e dor. Olhe para a sua dificuldade. Encare-a! Passe pelo sofrimento, assim como fez Jesus. Entre em Seu sofrimento. O sofrimento dura uma noite, mas a alegria sempre vem pela manhã!

O amor de Deus demanda uma escolha. Se Deus nos tirasse sobrenaturalmente de toda batalha, sem dor ou sofrimento, impediria todas as provas e todas as tentações; não haveria nenhuma livre escolha e nenhuma provação como que pelo fogo. Isto seria Deus impondo Sua vontade à humanidade. Ele prefere nos encontrar no nosso deserto e nos mostrar como este pode se tornar o caminho para uma nova vida de fé!

É freqüente a vontade de Deus de que passemos por desertos e, até mesmo, por dores: “Por isso mesmo, aqueles que sofrem de acordo com a vontade de Deus devem confiar suas vidas ao seu fiel Criador e praticar o bem” (1Pe 4.19).

Agradeça a Deus! O sofrimento sempre é o breve período anterior à vitória final! “O Deus de toda a graça, que os chamou para a sua glória eterna em Cristo Jesus, depois de terem sofrido durante pouco de tempo, os restaurará, os confirmará, lhes dará forças e os porá sobre firmes alicerces” (1Pe 5.10).

Extraído de http://www.worldchallenge.org/en/node/11244
Traduzido por René Burkhardt

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Tempestades...

Repostagem. Tem certas coisas que devemos nos lembrar, de vez em quando!

- por René Burkhardt | 17 de Maio de 2010

Relâmpagos, trovões, ventanias, ondas gigantes... sinais de tempestade! Mas isto não se refere apenas às manifestações da natureza. Normalmente, as dificuldades pelas quais passamos também são tidas como tempestades.

Muitas vezes somos atingidos por relâmpagos, que quase nos destroem, por trovões, que nos ensurdecem, por ventanias, que quase nos derrubam, e por ondas gigantes, que nos jogam de um lado para o outro e quase nos fazem sucumbir. São as palavras ou as atitudes de alguém que nos machucam, são relacionamentos que se desgastam ou não dão certo, é o desemprego que nos deixa sem perspectiva de nada, é aquele dia-a-dia que parece nunca mudar, nunca melhorar...

Às vezes, nossa vida parece com as pessoas que estão naquele navio, em alto mar, atingido em cheio por uma tempestade, sendo jogado para cima e para baixo em ondas gigantescas, fazendo com que as pessoas sejam jogadas de um lado para o outro, precisando usar toda a força possível para se agarrar a qualquer coisa que esteja por perto, e não serem lançadas fora, ao mar, onde morreriam. No meio dessa situação, dessa angústia, a gente anda, cambaleia como ébrio, perde todo o tino.

Também pode parecer que a gente esteja junto ao povo de Israel, quando, saindo do Egito, chegou à beira do Mar Vermelho, com montanhas intransponíveis nos lados, e o inimigo, sedento de sangue, na retaguarda. Não há saída! E, para completar, começa a soprar um vento fortíssimo, capaz de mover tudo que estiver à sua frente. E dura toda a noite. O desespero cresce, porque não se pode fazer nada para resolver a situação, para fugir desse martírio.

Mas, mesmo nessas situações aparentemente impossíveis de se vencer, existe uma saída. O Espírito de Cristo nos diz que “aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas” (Hb 4.10). O Espírito Santo nos fala de Paz, aqui, independentemente das circunstâncias. E é da Paz que Jesus nos deixou (Jo 14.27), que Ele está falando. E como podemos ter essa Paz? Somente através da fé. Somente crendo que Deus cumpre Suas promessas. Somente confiando que Ele nos tem em Suas mãos e que, delas, ninguém, nem nada, vai nos tirar (Jo 10.28-29). Assim, descansamos de nossas obras, do nosso esforço próprio, da nossa luta para sair de situações ruins, porque Ele está no controle de nossas vidas e Ele nos conduzirá para onde Ele quiser que estejamos.

Como ter certeza disso? Como essa Verdade pode gerar Paz em nós, diante das piores tempestades? Simples! Quando sabemos que tais tempestades também fazem parte da vontade de Deus para nossas vidas, não por sadismo de Sua parte, mas por Seu amor e Sua vontade de que nos apresentemos perfeitos diante dEle.

O exemplo do navio em meio à grande tempestade é descrito no Salmo 107, versículos 25 a 30: o texto já começa dizendo que o próprio Deus fez levantar o vento tempestuoso. E, apesar das aparências, apesar do perigo de morte, o Senhor não faz isto desejando o mal das pessoas. Pelo contrário, o desejo do Senhor é que as pessoas se voltem para Ele e clamem a Ele, para Ele poder fazer cessar a tormenta e fazer as ondas se acalmarem. Assim, com o fim da tempestade, nos alegraremos com a bonança que o Senhor providenciou milagrosamente, sem que pudéssemos fazer nada para ajudar. Seu é o milagre e Sua é a glória!

Da mesma forma, no exemplo do povo de Israel encurralado diante do Mar Vermelho, vemos que toda aquela situação foi montada pelo Senhor. Até mesmo o fortíssimo vento oriental que soprou sobre o povo, por toda a noite, foi o milagre de Deus atuando naquelas vidas. Foi esse vento que dividiu o mar, e ele veio da parte de Deus, não foi uma coincidência (Êx 14.21). Apesar da terrível aparência daquela circunstância, era o Senhor que havia feito aquilo tudo, com o fim de salvar o povo. O resultado foi salvação! O resultado foi alegria de todo o povo, manifestada em cânticos, em danças e em festa (ver Êxodo 15.1-21)!

Por pior que seja a situação que enfrentamos, precisamos ter a confiante certeza de que o Senhor está nos dizendo: “Fui Eu que fiz isto!”. Em um dos piores momentos da existência de Israel, quando a nação se dividiu em duas partes, Deus disse ao povo: “Não subireis, nem pelejareis... porque eu é que fiz isto” (1Re 12.24). Em outras palavras, Ele estava dizendo que não era para as pessoas tentarem resolver o problema na sua própria força, porque o Senhor mesmo havia conduzido a situação até aquele extremo. Tudo que o povo tinha que fazer, tudo o que nós temos que fazer, é buscar ao Senhor com todo o nosso coração, com todo o nosso entendimento, colocar diante dEle nossas ansiedades, através de súplicas e orações, e aguardar por Seu livramento milagroso.

“Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” (Tg 1.2-4, 12).

“Fui Eu que fiz isto”, diz o Senhor, “porque Eu te amei desde os tempos eternos”. “Entre em Meu descanso, desde agora, para sempre, e viva a Minha Paz”.

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Jesus Não Morreu Pela Humanidade

- por René Burkhardt | 7 de Dezembro de 2010

Você está certo: uma frase dessas, a gente precisa conferir, mesmo, para saber o que está sendo dito. Afinal, o que sempre foi dito é que Jesus morreu por todos, ainda que, em certas teologias, esse ‘todos’ represente apenas um grupo determinado. Teologias à parte, é importante que entendamos o porquê dessa afirmação, que soa à blasfêmia, ser vital para todo aquele que crê na suficiência da obra vicária de Cristo, como meio de chegar a Deus, assim como é vital para aqueles que ainda não quiseram se entregar ao senhorio de Jesus.

E a resposta para isso é muito simples: quando dizemos que Jesus morreu pela humanidade, deixamos implícito um significado de uma lei geral, que esvazia a verdade da morte de Jesus. É como se afirmássemos que Jesus cumpriu com uma obrigação, pura e simplesmente. Estaríamos dizendo que o Deus Pai Lhe deu uma ordem e Ele obedeceu, apenas, para não desagradar ao Pai. É como se disséssemos que o Senhor não Se importa com suas criaturas, mas, somente, com o sucesso de Seu Plano.

Deus tem um Plano? Sim, é certo que sim! Este Plano trata de generalidades, sem dúvida, mas o que não podemos deixar de fazer, é crer que, em Sua infinita sabedoria, Deus considera todas as individualidades que fazem parte desse Plano geral: “Não se vendem cinco pardais por duas moedinhas? Contudo, NENHUM DELES é esquecido por Deus. Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais!” (Lc 12).

Ora, o Senhor demonstra que há muito mais a ser considerado, por trás desse Seu Plano geral, quando diz que nem um pardal é esquecido por Ele e que até os cabelos de nossa cabeça estão contados!! Ele está Se referindo a um plano individual, para cada vida, dentro do Seu Plano geral! É isto que O permite atender às orações de cada ser humano, sem que Seu Plano geral seja desfeito, ou mesmo prejudicado. E esse Seu plano individual tem uma motivação específica: AMOR!

É isto que cada ser humano precisa entender: Jesus não morreu pela humanidade, simplesmente. Ele morreu por CADA UM de nós!!! Ele nos amou de tal forma, que deu Sua vida por cada uma das pessoas que Ele formou, forma e ainda vai formar! “Jesus olhou para ele e o amou”, é o que diz em Marcos 10. Não foi amor por uma pessoa de fé, não foi amor por uma pessoa predestinada à salvação! Foi amor por uma pessoa que O rejeitou, que não O enxergou como o EU SOU, porque tinha Mamon como seu deus!

A Palavra diz, por diversas vezes, que Jesus teve compaixão pelas pessoas. Algumas salvas, outras não e, ainda outras, nem sabemos de seus destinos. Sua compaixão é sempre movida por Seu amor. E, neste momento, Ele olha para nós com compaixão, com muito amor, e Se oferece na Cruz por CADA UM DE NÓS, afinal, essa Cruz foi oferecida na eternidade, onde não há ontem, nem amanhã. Não é por todos! É por mim, é por você, individualmente! Não importa se o nosso nome é muito comum, porque Ele olha para cada um de nós, como uma pessoa única: “lhe darei uma pedra branca com um novo nome nela inscrito, conhecido apenas por aquele que o recebe” (Ap 2).

Jesus não morreu pela humanidade. Ele morreu por mim e por você!

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Vara e o Cajado

- por René Burkhardt | 6 de Dezembro de 2010

Um dos textos mais conhecidos da Bíblia é, certamente, o Salmo 23. Mas, talvez, exatamente por ser muito conhecido, às vezes a gente não presta muita atenção no que está sendo dito. Como alguém pode afirmar “a tua vara e o teu cajado me consolam” (v. 4)? Que consolo pode haver em uma vara e em um cajado?

O primeiro fato ao qual devemos atentar é que Davi começa dizendo: “O Senhor é o meu Pastor!”. Davi estava comparando o Senhor a um pastor de ovelhas, ou seja, aquele que cuida das ovelhas, se preocupa com elas, providencia água e comida para elas, providencia lugar de descanso para elas, lhes ensina os caminhos que levam a isso tudo, e fala com elas o tempo todo. E vara e cajado são instrumentos utilizados pelos pastores de ovelhas.

Mas esses instrumentos são utilizados de forma meio agressiva. Assim, como podem ser motivo de consolo? O cajado que o pastor utiliza para se apoiar, também é usado como uma “arma” contra eventuais predadores das ovelhas. Além disto, ele é usado para bater (sem uso de muita força) no lado da ovelha que começa a se desviar do caminho correto. E a vara também tem esta finalidade disciplinadora. Então, o salmista estava assumindo que era masoquista, que gostava de apanhar? Certamente que não!

Davi sabia que Deus era seu Pai! E “o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho... Pois, qual o filho que não é disciplinado por seu pai?” (Hb 12). Este é o grande consolo que existe na vara e no cajado: é saber-se filho de Deus! É ter a certeza de que o Senhor só utiliza a vara da disciplina em nossas vidas, através de dificuldades que enfrentamos, por amor a nós. É saber que, o tempo todo, Ele brada Seu cajado para nos defender dos ataques do maligno.

Mais do que isto, Davi tinha a certeza de que qualquer vale da sombra da morte (dificuldade) pelo qual tivesse que passar, seria na companhia de nosso Pai Celestial, sendo totalmente conduzido e dirigido por Ele. E cada um de nós pode ter esta certeza, esta confiança!

Jesus disse: “as ovelhas ouvem a sua [do pastor] voz, ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz... Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim” (Jo 10). A Sua vara e o Seu cajado são usados para o nosso bem, para a nossa proteção, para a nossa edificação, para o nosso aperfeiçoamento. Este é o nosso consolo!

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Uma Revelação do Amor

- por David Wilkerson | 29 de Novembro de 2010

Os irmãos de José não sabiam o quanto eles eram verdadeiramente amados, até Deus usar uma crise para revelar isto a eles. “Quando a fome já se havia espalhado por toda a terra, José mandou abrir os locais de armazenamento... Quando Jacó soube que no Egito havia trigo, disse a seus filhos... Desçam até lá e comprem trigo para nós... Assim dez dos irmãos de José desceram ao Egito para comprar trigo” (Gn 41.56; 42.1-3).

Vinte anos haviam passado, desde seu crime de vender José à escravidão, e, agora, ele era o Primeiro Ministro do Egito. Por sete anos ele estocou grãos, em preparação para o período de fome. Os filhos de Jacó achavam que iam ao Egito apenas para comprar milho, mas Deus tinha planos maiores e melhores. Ele os enviou para lá, para terem uma revelação de amor! Eles estavam indo experimentar misericórdia, perdão, restauração e aprender sobre tudo o que era a graça de Deus. Sem merecerem nada, além de juízo, eles estavam indo para receber pura graça!

Tendo em mente que José é um tipo de Cristo, foi-me impossível ler essa parte da história sem lágrimas. Ela é como uma bela imagem da graça e do amor do nosso Senhor Jesus Cristo, para todos que falharam com Ele.

Vinte anos de pecados e subterfúgios mantiveram os irmãos sem contato com José. Provavelmente eles assumiram que ele estava morto, a esta altura. Quando eles chegaram à corte de Faraó e ficaram diante de José, eles não o reconheceram, mas ele os reconheceu imediatamente (Gn 42.8). Lá estavam eles, se curvando diante dele, exatamente como ele tinha sonhado. José estava furioso e querendo vingança? Nunca! Seu coração estava cheio de compaixão, ao ver os irmãos que ele amava tão sinceramente.

Por que, então, ele falou severamente com eles e os acusou de serem espiões (Gn 42.7)? Já cheguei a pensar que José estava experimentando um pouquinho de vingança, mas, afinal, esse não foi o motivo dele. Ele estava, simplesmente, seguindo o direcionamento de Deus. Aqueles homens orgulhosos ainda não estavam prontos para uma revelação da graça e da misericórdia. Primeiro, eles precisavam ver a maldade excessiva de seus pecados e encarar sua culpa e vergonha. Eles precisavam chegar ao fim de si mesmos, de forma que nada além da misericórdia pudesse ajudá-los. Esta é a mensagem da cruz de Cristo: amor e perdão incondicionais para todos que chegaram ao fim de si mesmos!

Deus mostrou essa verdade para José e ele colocou seus irmãos na prisão por três dias – não para puni-los, mas para dar a eles uma chance de encarar a verdade sobre seu pecado. Isto era a lei trabalhando, mostrando a eles sua natureza má. E funcionou! “E disseram uns aos outros: ‘Certamente estamos sendo punidos pelo que fizemos a nosso irmão. Vimos como ele estava angustiado, quando nos implorava por sua vida, mas não lhe demos ouvidos; por isso nos sobreveio esta angústia’" (Gn 42.21).

É impossível entender a graça de Deus, até que cheguemos ao fim de nossa própria capacidade e experimentemos Sua misericórdia! Essa graça liberta de toda vergonha e culpa!


Extraído de http://www.worldchallenge.org/en/node/10692
Traduzido por René Burkhardt

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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O Peso da Minha Cruz


- por René Burkhardt 26 de Junho de 2009

Busco. Há muito tempo tenho buscado maior intimidade com o Senhor Jesus. Quantas vezes já perguntei: “Senhor, que farei para herdar a vida eterna?”. Quantas vezes lutei contra meus pecados, pensando em atingir tal santidade que permitisse ao Senhor ter comunhão comigo! Quantas vezes clamei ao Senhor, para que Ele resolvesse meus problemas, a fim de que eu tivesse condições de fazer a Sua vontade!
Quantas vezes condenei o meu próximo por errar, onde eu estava acertando, ao mesmo tempo em que me escusava por errar, onde ele estava acertando! Quantas vezes o julguei, por não ser como eu! Quantas vezes o desprezei, por não ser como eu! Quantas vezes, quantas vezes...

Como é difícil entender a verdade da Palavra do Senhor, que diz: “porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida...” (Mt 7.14 – grifo meu). Mas, graças a Deus, o Espírito Santo nos ensina todas as coisas. E, com o passar do tempo, com a evolução dos acontecimentos, Ele nos mostra que o caminho é apertado para aqueles que não seguem à risca a orientação de Jesus: “...Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23 – grifo meu).

NEGAR A SI MESMO

Negar a si mesmo é andar na “contra-mão” do mundo. Enquanto o mundo nos estimula (até exige) a cuidarmos da nossa aparência, buscarmos o maior conforto possível, satisfazermos todas as nossas vontades, tentarmos realizar todos os nossos sonhos, usarmos todos os meios disponíveis para alcançarmos a nossa felicidade, mesmo que isto cause a infelicidade de outros, o Evangelho nos leva a não nos preocuparmos com aparência, conforto, satisfação de vontades pessoais, nos leva a abrirmos mão de nossos sonhos em troca de cumprirmos a vontade do Pai, e nos ensina que o único caminho para a felicidade pessoal é buscar a felicidade de Deus e dos homens.

Normalmente, pensamos que, ao negarmos a nós mesmos, estaremos entrando em uma vida de dolorosos sacrifícios, de “pagamento de preços”. Porém, não é isto que acontece na prática. Como dizia o grande pregador americano do século XIX, Charles Finney, “a felicidade é a satisfação do desejo”. Quando, verdadeiramente, amamos a Deus e aos homens, o nosso desejo será o de que eles sejam felizes. Isto quer dizer que, quando eles ficarem felizes, automaticamente ficaremos satisfeitos e, portanto, felizes também.

Isso acontece quando, por exemplo, um criminoso condenado se entrega ao senhorio de Jesus. Não importa se tivemos participação nesta conversão, ou não. O que importa é que uma alma foi resgatada das mãos do inimigo. Esta alma estará feliz pela libertação de seu cativeiro espiritual e pela possibilidade de encontrar o tesouro que está oculto no campo (ver Mt 13.44). E nosso Deus Pai também estará feliz, por avistar ao longe o seu filho pródigo voltando. Se amamos a Deus e ao próximo, ficaremos felizes com a felicidade do criminoso e com a felicidade do nosso Senhor! Assim, esta é a receita que o Evangelho nos dá, para a nossa felicidade: “amem a Deus e ao próximo! Deixem que o Senhor acrescente tudo o que for realmente necessário para as suas vidas”.

Isso nos leva a concluir que, ao invés de “pagarmos um preço”, ao invés de entrarmos em uma vida de sofrimento, quando dizemos “não” para as nossas vontades, na verdade, estaremos andando no caminho que nos traz felicidade. Neste caminho, só iremos sofrer quando não quisermos abrir mão de uma vontade nossa, ao buscarmos a felicidade de Deus e dos homens. Se eu não abro mão de comer “manjares especiais”, vou sofrer muito ao ofertar meu dinheiro ao Senhor, porque não vai sobrar o suficiente para eu satisfazer o meu desejo. Se eu não abro mão de uma programação na televisão, vou sofrer muito ao ter que sair para fazer a obra de Deus, porque não vou satisfazer meu desejo de assistir meu programa favorito. Se eu não abro mão de julgar aos outros, vou sofrer muito ao ter que perdoar, porque não vou satisfazer o meu desejo de que os outros se dêem mal. Se eu não abro mão de contar o segredo de alguém para outra pessoa, vou sofrer muito ao ser repreendido, porque não vou satisfazer o meu desejo de ser o “dono da verdade e do conhecimento”. Se eu não abro mão da minha soberba também nas pequenas coisas, vou sofrer muito ao ser disciplinado pelo Senhor, porque não vou satisfazer o meu desejo de me assentar acima do Trono de Deus.

TOMAR A PRÓPRIA CRUZ DIA A DIA

E o Senhor me diz que, para O seguir, devo carregar a minha própria cruz, todos os dias. Que peso insuportável! Olho para o caminho à frente, em direção ao calvário, e ele parece não ter fim. Parece que não vou suportar o peso de todas as coisas que formam a minha cruz. O peso das minhas injustiças para com os outros. O peso da minha soberba impregnada em cada ato meu: uma soberba que sempre me levou a julgar àqueles que estavam em um estágio mais alto na fé, ao mesmo tempo que me levava a desprezar aos que eram mais fracos nela; soberba que sempre me levou a pensar que era o melhor cônjuge do mundo, o melhor pai, o melhor filho, o melhor estudante, o melhor trabalhador, o melhor amigo, o melhor colega, o melhor cristão, o melhor em tudo...

É essa soberba que me leva a discutir com os outros, sem considerar nada a favor deles, tão-somente, que eles estão errados e eu certo. É ela que me leva a não aceitar o arrependimento de alguém, porque essa pessoa não pode ser mais humilde que eu. É ela que me leva a não perdoar os erros dos outros, porque eles têm que ser perfeitos como eu. É ela que me leva a aprovar algo feito por outra pessoa, mas acrescentando que eu faria diferente, para que ficasse melhor. É ela que me leva a querer cumprir a lei sobre o pecado dos outros, mas exigir a graça sobre o meu pecado. É ela que me leva a pensar que posso ‘fazer’ alguma coisa para herdar a vida eterna, ao invés de aceitar o amor e o perdão de Deus, em Cristo Jesus crucificado e ressurreto, e confiar que o mais Ele fará. É ela que me leva a pensar que posso me santificar, para que o Senhor Se aproxime de mim. Aceitar a graça é confirmar que sou incapaz de fazer qualquer coisa que me justifique diante de Deus e isto é contrário ao que me diz a minha soberba.

Mas, graças a Deus, uma autoridade superior determinou que Simão levasse a cruz de Jesus até o Calvário (ver Mt 27.32). Da mesma forma, uma autoridade superior, Jesus, determinou que Ele próprio seria meu companheiro de jugo e dividiria o peso comigo. Mais do que isto, Ele disse que me aliviaria da minha sobrecarga, se eu tomasse sobre mim o Seu jugo e aprendesse com Ele. Assim, eu acharia descanso, porque o Seu jugo é suave e o Seu fardo é leve (Mt 11.28-30). Aprendendo com Ele, Seu Espírito me purifica dia a dia, através da Sua Palavra, e descubro que o peso vai sendo arrancado de meus ombros.

Que alívio tremendo é estar chegando de volta à casa de meu Pai e perceber que Ele veio correndo até mim, antes mesmo que eu chegasse lá. É como um bálsamo sobre uma ferida sentir o amoroso abraço de nosso Pai Celestial, Seus beijos afetuosos, e Sua imensa alegria por minha volta à Sua casa. Que paz tremenda eu sinto ao perceber que Ele não quer que eu peça perdão pelos meus pecados, porque Ele já viu o arrependimento em meu coração, e nem quer mais que eu fique falando sobre eles. Que alegria eu sinto ao entender que tudo o que Ele mais quer é ter comunhão comigo, que eu não saia mais de Sua presença. Que felicidade é saber que Ele considera morto o meu “velho eu” e só Se interessa pelo “novo homem” que o Seu Espírito está formando em mim, agora.

SEGUIR A JESUS

Ao atender ao chamado de ir a Jesus, tomar sobre mim o Seu jugo e aprender com Ele, todo o peso da minha cruz está sendo desfeito. Seu Espírito está realmente me aliviando e me fazendo sentir a leveza de Seu fardo. O Senhor tem, dia a dia, arrancado de mim cada item que pesava contra mim. Isto me faz pensar que, ao dizer que devemos tomar nossa cruz dia a dia e seguí-Lo, o Senhor, na verdade, quer que reconheçamos as coisas que pesam sobre nós, para que Ele possa tratar, consertar, à medida que concordamos com Ele e que permitimos sermos moldados à Sua semelhança.

Seguir ao Senhor é estar consciente de que serei transformado todos os dias, até alcançar a perfeição de santidade que me permitirá ver ao Pai. É estar consciente de que em meus dias, aqui na terra, posso não ter nem onde reclinar minha cabeça. É estar consciente de que o mundo será contra mim e, mesmo assim, posso me animar, porque o Senhor venceu o mundo. É estar consciente de que posso passar por inúmeras privações, porém, o Senhor estará comigo e nada vai me separar do Seu amor. Seguir ao Senhor é não pensar mais em vantagens para a minha vida, porque já não sou mais eu que vivo, mas Cristo vive em mim. Seguir ao Senhor é andar no caminho apertado, aquele caminho onde não cabe nenhuma dessas nossas vontades.

Seguir ao Senhor me faz não pensar mais no peso da minha cruz, nem pensar no conforto e na segurança para mim mesmo. Eu o sigo com a certeza de que a minha vida é o despojo suficiente para mim, porque Ele sabe tudo o que é necessário para que Seu propósito se cumpra em mim, sem a necessidade (muito menos, a possibilidade) de que eu O dirija. Me alegro com Suas palavras: “Pois certamente te salvarei, e não cairás à espada, porque a tua vida te será como despojo, porquanto confiaste em mim” (Jr 39.18). Amém!

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domingo, 7 de novembro de 2010

Meu Novo Medo

Diz aí...
Como posso ter plena certeza de que não estou delicadamente saindo do Caminho sem perceber??
Meu novo medo momentâneo!!

Graça e Paz!

Resposta:

Então...

"Os passos do homem são dirigidos pelo SENHOR; como, pois, poderá o homem entender o seu caminho?" (Pv 20.24).

"Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster" (Rm 14.4).

"Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas" (Hb 4.10).

"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou" (Jo 14.27).

"o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade" (Jo 16.13).

"o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós" (Jo 14.17).

Essas promessas já são, por si só, suficientes pra vc não temer.

Junte a isto estas certezas:

- não são nossas obras que nos mantêm no Caminho. Não é policiando cada passo que damos, que teremos a certeza de estar no Caminho. Nos auto-examinar constantemente não é o mesmo que policiar. É verificar se mantemos a fé na suficiência da obra de Jesus, para consumar todas as coisas (Ele disse: "Está consumado!"). Também é verificar se estamos buscando a nossa própria vontade, ou a vontade do Pai. Independentemente do resultado desse auto-exame, temos descanso, porque, se mantemos a fé e buscamos a vontade do Pai, não há o que temer, mas, se não mantemos a fé, ou não buscamos a vontade do Pai, temos Advogado junto ao Pai. E, mediante a defesa dEle, o Pai nos disciplina e transforma o mal em bem.

- Cometer erros não é o mesmo que sair do caminho. Todos nós cometemos erros e vamos continuar cometendo, até não estarmos mais neste corpo corruptível. Mas todo erro que cometemos é corrigido por Deus. Ele os permite, até mesmo para o nosso crescimento na Sua Graça. Se não errássemos, sendo soberbos como somos, rapidamente estaríamos fora da Graça de Deus, porque andaríamos na nossa própria força e sabedoria. Portanto, "em tudo dai graças", até mesmo quando errar e passar por conseqüências dos erros. É para o nosso bem e para a glória do Senhor. "Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós" (2Co 4.7).

Viver na Graça de Deus, descansar nEle, é ter a certeza de que o Seu Espírito nos ensina todas as coisas, nos orienta, nos chama a atenção, não nos deixa cair em tentação, nos livra do mal e muitas outras coisas, conforme a vontade do Senhor.

Descanse. Deixe a Graça do Senhor comandar a sua vida! Apenas preste atenção nisto: "somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Ef 2.10), ou seja, quando alguma boa obra surgir no seu caminho, não se negue a ela, pois o próprio Senhor a preparou de antemão para que a cumpramos. Tais obras, normalmente, não têm nada a ver com ministérios em igreja, apesar de estes também serem usados por Ele para isso. O certo é que as Suas boas obras sempre têm algo a ver com o nosso próximo: rir com alguém, chorar com alguém, ler um livro para quem não pode ler, dar um copo de água para quem tem sede, emprestar os ouvidos para quem quer falar (desabafar), acompanhar alguém a algum lugar, lavar a louça para u'a mãe cansada, e tantas outras ''pequenas coisas'', que para Ele têm muita importância, porque Ele se importa com cada pequeno detalhe de nossas vidas.

Que a Paz do Senhor inunde o seu ser...
Abração,
René

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Satanistas na Política Brasileira

Originalmente publicado em 08 de Novembro de 2009

René,

Não sei se o q fala aki está de acordo com a Palavra de Deus, quer dizer, recebemos tantas informações q nós não sabemos se podemos confiar, me fale a respeito dessa, acho q o assunto é importante.

Graça e Paz...


Querido Pastor Jonas, tudo na paz!!

Me desculpe, mas esses final de semana foi muito corrido, teve seminário na missão Ágape e tive que trabalhar lá e por isso não deu tempo de eu estar ontem nos cultos da IBP.
Pastor, gostaria de estar passando ao senhor e aos pastores um recado que a Dra. Neuza Itioka, nossa líder aqui da missão ágape reconciliação (ministério de libertação e batalha espiritual) ela pediu para todos da equipe estarem passando aos pastores de suas igrejas.

Como o senhor deve saber estamos numa guerra espiritual violenta, hoje ganhou como presidente da câmara o deputado Michel Temer e como presidente do senado o senador José Sarney, ambos satanistas....Michel Temer é sacerdote do satanismo, alguns devem saber que ele é pai do Daniel Mastral, aquele ex satanista que se converteu e depois escreveu o livro Filho do Fogo (e que foi ministrado pela Neuza naquela época).

Após o ocorrido com a igreja Renascer, Michel Temer, mandou um recado, Dra. Neuza (que já foi ameaçada de morte por ele) ela que nos passou na reunião o recado que dizia assim: "Se vocês pensam que o que ocorreu foi erro de engenharia, vocês estão enganados, isso foi apenas o início da profecia....Eu era penas um mortal, mas Leviatã está de volta e com ele assumirei o trono, iniciaremos agora guerra a todos ministerios e igrejas de batalha espiritual..." Ele como eleito agora, na ausência do Lula, ele assume a presidência.
Resumindo ele se referiu que o ocorrido foi algo organizado pelos satanistas, ocorreu isso no dia 18, houve 9 mortos e 117 feridos, eles trabalham com o numero cabalístico 9. É difícil aceitar, mais isso é fato!!


É claro que satanás não pode fazer nada se não dermos combustível a ele, ministérios e igrejas com brechas ficam vulneráveis a receberem esses ataques, e todos sabemos, infelizmente, o que acontece na administração desta igreja. Kassab que juntamente com Sarney, Temer, Dantas e Dirceu, também é um deles, e Kassab já declarou em entrevista após esta tragédia: Já fechei 47 igrejas e continuarei a ser rigoroso, se precisar fecharei mais!! Deus é Soberano, mas temos que fechar as brechas, Ele vai avisando antes, para haver arrependimento, levanta seus profetas para avisar, não havendo mudança sua proteção saí.
Barack Obama em seu segundo dia de reinado exporetou a todas as nações milhões de dólares p/ ajudar os abortistas. Ele é a favor do aborto e homossexualismo, seu reinado será parecido com o do rei Acabe, cheio de sacrifícios de crianças e isto traz mais maldição aquela nação, verdadeiros crentes americanos estão tristes assustados.

Pastor , o recado que Dra. Neuza e uma equipe de apóstolos/profetas mandaram passar aos pastores (todos os pastores) é:

Arrumem a casa. Arrumem a casa espiritual e física. Coloquem em ordem as gavetas, mas olhem até o fundo da gaveta, pois às vezes fica algo escondidinho lá no fundo que não arrumamos, coloquem em ordem!! (engraçado que 2 dias antes dela nos dar esse recado na reunião, eu havia sonhado que eu e uma fila atrás do pessoal da equipe, estávamos arrumando nossas gavetas e ela vinha com uma tesoura e cortava nosso cabelo, mechas do cabelo), foi como uma testificação!!

Outro recado: A solução para as igrejas será ministrar o Batismo com Fogo.

Pois o Batismo com Fogo (Mt. 3:11), produz santidade juntamente com a palavra de Deus.

Ano de 2009 é um ano de recomeço (reiniciar, voltar as nossas bases), creio que a IBP está dentro da direção do Espírito Santo, pois 2009 está sendo o ano da oração.

Falando um pouco mais sobre o Batismo com Fogo, ele vem para nos purificar, nos santificar. O Batismo com o Espírito Santo vem e nos traz dons, poder e como crente, achamos que é o suficiente, as igrejas estão cheias de crentes batizados com o Espírito Santo, muitos dons, poder, mas pouca santidade, pureza, caráter limpo, etc.

O trigo para ser comido, antes tem que ser triturado, cozido, tem que tirar a palha e é essa palha que precisamos tirar para produzirmos bons frutos. A palha é algo que nos cobre. Temos que pedir a Deus nos ajudar nesta debulha.

Temos que ser descascados, mexidos, humilhados, para vivermos os planos do Senhor.

Às vezes ao invés de satisfazermos a Deus, nós queremos nos satisfazer, e o ministério pode ser um meio de nos satisfazer, achando que estamos satisfazendo a Deus. Temos que pedir a Jesus Cristo queimar e purificar nossa motivação!!

Em Sofonias 3:11-13 (especificamente o vers. 13) o fogo identificava os remanescentes fiéis.

O Fogo vem para refinar. Jesus vem para purificar o ouro. Quando o contato aperta é a oportunidade de experimentarmos o poder de Deus (1Pedro 4:12-17). Ler também (Gen.15 e 1Reis 18:30).

Um exemplo: A batata é uma em individual, cada um de nós somos uma batata, mas a batata para se tornar purê ela é cozida, amassada e se torna um só purê, ninguém identifica nela a batata melhor, ou maior, etc. , se tornou apenas uma.

O Batismo com Fogo traz isso, tira nossa individualidade para nos fazer corpo.

A perseguição está às portas, é tempo de toda Igreja orar, se humilhar, se arrepender para darmos bons frutos e levantarmos muros de resistência e estrutura contra o inimigo, fechar as brechas e se purificar!!

Que Deus nos abençõe e nos guarde, vamos orar e vigiar!! Nos falamos. Abraços!!

OBS.: Se considerar importante, favor repassar aos outros pastores e líderes.



RESPOSTA

Amada,

Graça e Paz para você!

Quem escreveu este email é visivelmente influenciada pela Drª. Neuza Itioka. Esta, por sua vez, concentra sua vida cristã em 'batalhas espirituais' e libertação. A Palavra do Senhor é: "porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes" (Ef 6.12) e muitas pessoas a têm usado para justificar uma 'batalha espiritual'. Mas o texto continua: "Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis" (v.13).

Isto, por si só, indica que toda a armadura de Deus, descrita nos versos seguintes, é armadura para defesa, para resistir, não para atacar. Tiago confirma esta idéia: "Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tg 4.7). Pedro também endossa isto: "Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo" (1Pe 5.8-9).

Além disto, temos o livro de Jó como um dos ensinos mais claros sobre este assunto. Ali, fica evidenciado para nós, que o diabo é obrigado a obedecer a Deus em tudo. Ele não pode fazer nada, sem o consentimento de Deus. E veja qual foi a reação de Jó, durante todo o tempo: em nenhum momento, ele se posicionou em 'batalha' contra o diabo. Jó sabia (portanto, nós que temos as escrituras, que ele não tinha à disposição, também devemos saber) que toda a sua vida, o que acontecia de bom ou de ruim, tinha que ser colocada diante de Deus e ser ''discutida'' com Ele. Deus é a causa de tudo: do universo, da vida, dos acontecimentos... não o diabo. Como tudo que foi criado por Deus, o diabo é só um agente para o cumprimento dos Seus propósitos eternos. Devemos temer ao diabo? Não! Devemos temer a Deus, que tem o poder não só para tirar a vida, como de lançá-la no lago de fogo e enxofre, que arde eternamente, pois esta é a manifestação da ira de Deus. O grande poder que o diabo tem é o de atiçar nos cristãos as suas próprias cobiças individuais. Por ser um anjo (caído, mas é anjo), ele é maior que os homens em estatura e poder, mas ainda maior é Aquele que está em nós! E Este só permite que aquele nos atinja na proporção que possamos suportar.

Tendo isto em mente, leia novamente o email para tirar as suas conclusões, pois o Senhor tem ensinado a você sobre isto. Este já é um alimento sólido, que você deve receber, por não precisar mais de leite. Olhe para tudo que tem acontecido em sua vida e você vai perceber que, em nenhum momento, Deus perdeu o controle sobre os acontecimentos. Se Ele permitiu que o diabo tocasse tanto em você, é porque Ele sabia que já a havia preparado para esse tanto. E coisas maiores ainda virão, a Seu tempo. Nosso descanso, nossa paz, é saber que o Senhor está no controle de tudo.

Se os principais políticos do Brasil e do mundo são satanistas, o que importa? Tudo o que eles vão conseguir é cumprir o propósito de Deus, fazendo a verdadeira Igreja se fortalecer em oração e comunhão com Deus. Não oração contra Satanás, mas ações de graças e orações pela salvação dos perdidos. É para isto que fomos comissionados! Este tipo de email e também o vídeo que você me mandou outro dia (Oração que sacode o inferno), só servem para tirar o foco dos cristãos. Este é o grande perigo: é o que parte de dentro da ''igreja'', como manifestação dos lobos em pele de cordeiros, desviando as pessoas da comunhão íntima com o Senhor! Esta, sim, é uma das armas mais utilizadas por Satanás e a que tem sido a mais eficiente.

Já disse uma vez para você, e é importante que a gente entenda bem isto: que a grande arma de Satanás não é o ateísmo, ou o demonismo, mas é a religião! Esta é que tem enredado os cristãos em ciladas terríveis, fazendo com que eles vivam de forma contrária a tudo o que Jesus ensinou. Não podemos esquecer: ninguém foi melhor religioso do que os fariseus, escribas e intérpretes da lei, nos tempos de Jesus. Mas foi exatamente contra essas pessoas que Jesus se levantou e fez Seus discursos mais duros! Aqueles que diziam fazer e acontecer, se cercando de ''orações poderosas'', de ''boas obras'' para os necessitados, de jejuns para obterem vantagens para si mesmos, de pregações com toda a ''sabedoria'' da letra, e mais um monte de outras coisas ''santas'' e ''justas'', receberam a dura palavra do Senhor: "Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?" (Mt 23.33). Esta palavra não é para incrédulos, mas para crentes!

Só para terminar, ''arrumar as gavetas'' é obra do Espírito em nós, não nossa. Nosso trabalho (nosso esforço) é abrir a porta do nosso coração para que Jesus entre (batismo com fogo, como é dito no email, apesar de o assunto ser bem mais complexo) e ali faça morada. Isto significa que o nosso coração é uma casa e, para Jesus arrumar tudo ali, precisamos abrir as portas de todos os cômodos. Não podemos deixar nenhuma porta trancada. Isto quer dizer que precisamos ser sinceros com Ele, em todo o tempo, e permitir que Ele arranque todo o lixo que Ele for encontrando e nos mostrando. Esta é a verdadeira santificação operada pelo Espírito. Ele não nos santifica em nada, se não tiver a nossa permissão. Também isto não ficou claro no email.

E esse negócio de dizer que este é o ano disto e aquele é o ano daquilo, não tem o menor fundamento bíblico. O que realmente temos, é: "Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração" (Hb 4.7). Não nos cabe saber tempos e épocas que o Senhor reservou pela Sua exclusiva autoridade!(At 1.7).

Um beijão para você e fique na Paz do Senhor!

Se não esclareci bem a coisa, certamente, o Senhor vai lhe dar o entendimento de tudo.

René

Magé, RJ, 22/10/09

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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Amanhã

Que, a cada dia, a gente possa viver o 'hoje' com toda a intensidade, sem temer o 'amanhã'!

Que, a cada dia de dificuldade, a gente possa olhar com esperança para o 'amanhã'!

Que essa esperança seja a de que, a nossa, será uma louca alegria! Porque a luz do nosso astro rei, Jesus, vai brilhar intensamente! E, ainda que alguns não queiram, esse 'amanhã' será daqueles que esperam o dia raiar! E esse dia, sem ódios ou rancores, será pleno! SERÁ PLENO!!!

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Questões de um homossexual

René,

Recebi este e-mail da mãe de um rapaz que trabalhou comigo [...]. Este rapaz se converteu ao Evangelho, pois ele viveu nos Centros de Espiritismo, se converteu e foi qdo eu o conheci. E ele foi um rapaz q ajudou muito ao meu filho, qdo adolescente e cheio de rejeição. Caramba, depois q deixamos de ter contato, ele voltou pro homossexualismo e faz parte daquela Igreja q tem na Lapa, que se diz Evangélica, onde os Pastores são homossexuais. Este texto abaixo é dele. Ele manda um monte de coisas pela Internet pra eu ler [...], mas estou sem dar algum retorno. Agora sua mãe pede q oremos pelo seu filho. Esse rapaz era uma benção!

Bjs.


É, minha amada... é muito triste a gente constatar o mal que a religião faz às pessoas. Essa pobre alma está sendo esmagada por conceitos muito mais letais que os preconceitos.

Esse rapaz reconheceu "os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade... por meio das coisas que foram criadas" (Rm 1.20), acreditou na pregação, que veio pela Palavra, e amou ao seu Criador. Mas, aí, ao invés de ser convencido do pecado pelo Espírito Santo, teve seus pecados apontados pelo homem, pela religião. O fardo da religião é insuportável, para qualquer pessoa, e Jesus já havia denunciado isto (Mt 23.4). No entanto, o fardo de Jesus é leve e Ele mesmo nos ajuda a suportar o jugo, tornando-o suave (Mt 11.30).

Influenciado pela religião, esse jovem se "armou" contra tudo e contra todos, e resolveu seguir o caminho que ele considerou o mais correto, porque ele foi levado a uma encruzilhada espiritual, onde, de um lado, ele vê o Deus Pai e Criador; de outro, pessoas que não têm o Espírito, mas estão cheias de pedras nas mãos, prontas para executarem um juízo que não lhes pertence; acima, ele vê o Evangelho que lhe foi pregado; abaixo, vê uma cruz e uma coroa de espinhos prontas para ele, exigindo dele um esforço impossível para sua auto-santificação, como se o Senhor Jesus não tivesse sofrido isso por ele, e por todos nós, em Seu próprio corpo, e como se o Senhor Jesus não fosse nossa sabedoria, e justificação, e santificação, e redenção (1Co 1.30).


Ele ainda não recebeu em si mesmo a Verdade que liberta, por ter recebido todas essas coisas da mesma fonte: a religião. Esta fonte jorra águas que são doces ao chegarem aos nossos lábios, mas são amargas ao entrarem em nós.

Gostaria de analisar o texto dele com você (comento em negrito, logo após cada trecho):


Liberdade...
O que significa esta palavra?
Existe liberdade?
Sou livre para matar?
Sou livre para não ser morto?
Sou livre para não aceitar um homossexual em minha religião?
Sou livre para ser um homossexual e estar em uma religião?
Sou livre para ofender um homossexual?
Sou livre para ser um homossexual e não ser ofendido?



"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas" (1Co 6.12) e "Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam" (1Co 10.23). Então, existe liberdade? Claro! Sou livre para matar? Sim, mas em que isto traz edificação para mim ou para meu próximo? Sou livre para não ser morto? Evidente, mas minha vida pertence a Deus e está a Seus cuidados. Se vou morrer de acidente, de morte natural, ou de assassinato, será de acordo com o propósito de Deus e, tenho certeza, minha morte, assim como minha vida, será para Sua honra e para Sua glória. Sou livre para não aceitar um homossexual em minha religião? Sim, se a religião é minha, faço dela o que eu quiser. Mas, em se tratando do Reino de Deus, isto é impossível, já que todos nós somos doentes em estado terminal e carecemos da Graça do Senhor, seja qual for o pecado que esteja latente em nossa vida. Sou livre para ser um homossexual e estar em uma religião? Não, porque religião é invenção do diabo, que criou um deus para os homens soberbos e egoístas seguirem. E estes, "santos" que são, não permitem "pecadores" em seu meio, em sua religião. Sou livre para ofender um homossexual? Certo que não! E nem a qualquer outro ser humano. Sou livre para ser um homossexual e não ser ofendido? Com certeza, mas sempre tendo a convicção "de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo" (1Pe 5.9). Outras pessoas, que amam ao Senhor, também têm sido ofendidas por conta de seus pecados, pelo mundo afora.

A grande questão aqui é: "onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade" (2Co 3.17). Não é o Espírito que nos convence do pecado (Jo 16.8)? Não é o Espírito que milita contra a nossa própria carne, a fim de que não façamos o que, porventura, seja do nosso querer (Gl 5.17)? E o Pai Celestial não nos dá (a nós que somos maus e, mesmo assim, fazemos coisas boas para nossos filhos) o Seu Espírito, quando O pedimos (Lc 11.13)? Então, viver a liberdade significa pedir o Espírito Santo ao Pai, crer que o Pai cumpre Suas promessas (inclusive esta), crer que o Espírito nos mostra os nossos pecados e nos purifica deles, quando, arrependidos de pecarmos contra Deus, permitirmos que o Espírito aja em nós. Enquanto isto, ainda que se julgue que a promessa é demorada, perseveramos na fé de que o Senhor nos amou e vai virar o mundo do avesso, para nos apresentar puros e sem mácula diante Dele mesmo.



- “Eu não posso ensinar o que está na Bíblia a alguém de minha igreja? Serei proibido? O texto diz que o homossexualismo é uma abominação, mas estarei incitando o ódio se fizer tal menção?” – indagou Senador Marcelo Crivella.

Estamos falando da mesma bíblia que diz que a mulher deve estar calada na igreja e não é permitido o casamento após o divórcio? Não tem uma proibição também para carnes suínas, peixes, uvas, sábados, períodos menstruais e corte de cabelos?

A mesma que diz que é abominação a idolatria? Sou abominável por ter como ídolo o precursor do iluminismo, Bento de Espinosa?



Aqui, nós temos estampada a grande arma da religião: a escritura! Como coisa de homem, vale o escrito, não importando se o que está escrito contradiz o que está sendo dito. É verdade! Está escrito: "olho por olho, dente por dente" (Êx 21.24). Mas o que é dito, não é "amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem" (Mt 5.44)? E como se explica isto? Ora, não só está escrito, como também é dito, que "A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor" (tanto no NT, Rm 12.9, como no VT, Dt 32.35). Assim, o "olho por olho" é verdadeiro, mas pertence ao Senhor!

Isto quer dizer que a Bíblia é a mesma, sim, mas está sendo lida de inúmeras formas diferentes. A maioria das pessoas esquece o "Está consumado!" (Jo 19.30) e, por isto, não recebe a obra da Cruz em sua própria vida e não a ensina para as outras pessoas, aquelas que estão chegando, prontas para deixarem o pecado. O efeito disto é que os novos "convertidos" passam a agir como os seus mestres, usando a Bíblia como um porrete, ao invés de a usar como fonte de Vida. E seguem adiante, passando para os outros a violência que recebem, em vez de passarem a Paz que deveriam ter recebido.

Veja: este jovem está usando a escritura como uma arma, a mesma arma que o apunhalou pelas costas. Em algum momento, o Espírito o convenceu de algum pecado e alguém jogou sobre ele o fardo de ter que cumprir a Lei, ao invés de lhe mostrar a regeneração que há em Cristo Jesus, operada pelo Espírito de Cristo. Assim, ele não só ficou sem a purificação do pecado que o Espírito queria fazer nele, como ainda perverteu o Evangelho já pervertido que recebeu.



Você leu isso no original grego? Você tem certeza que está escrito na bíblia que amar um ser do mesmo sexo é pecado, depois das dezenas de traduções que a bíblia sofreu?


Esta é uma declaração por falta de conhecimento de Deus. E não é só um erro deste jovem. É, infelizmente, um erro cometido por milhões de pessoas que se consideram cristãs. Deus é poderoso para inspirar a escrita original da Bíblia, para orientar quais os livros que Ele quer fazendo parte dela, e para cuidar que cada tradução seja feita conforme a Sua vontade, fiel aos originais. Se duvidamos disto, ficamos perdidos, à mercê do diabo e de homens maus. E anulamos totalmente o poder de Deus e os motivos para O seguirmos. Ou seja, se fosse possível que a Bíblia tivesse erros, teríamos que duvidar de toda e qualquer coisa escrita nela, tornando impossível a nossa reconciliação com Deus em Jesus Cristo.


O meu Jesus me ensinou que pecado é tudo aquilo que faz mal para mim ou para outra pessoa. Que mal eu lhe faço sendo homossexual? Adotar os filhos dos heterossexuais é fazer mal?


Tendo esta consciência, voltamos à questão de que é o Espírito que nos convence de pecado. Posso não estar fazendo mal aos outros, mas estou fazendo mal a mim mesmo. Um prazer que eu sinta, não significa que esteja me fazendo feliz. Um assassino psicopata sente prazer ao matar, mas isto vai trazer felicidade a ele? Um fumante sente prazer em cada tragada, assim como o alcoólatra sente prazer em cada gole, mas isto traz felicidade a eles? E Deus quer a nossa felicidade, tanto que nos deu a receita para a alcançarmos: amar a Deus e ao próximo. Não o amor da carne, mas o amor que vem do Espírito. É assim que fazemos mal a nós mesmos: não cumprindo a vontade de Deus para as nossas vidas.

Quanto a adotar filhos, sendo homossexual, eu estaria fazendo mal, sim, a esses filhos, no tocante ao conhecimento de Deus. Porque assim que eles tivessem consciência da verdade de Deus, de que Ele formou homem e mulher para que enchessem a terra, eles olhariam para seus pais adotivos, ambos do mesmo sexo, e considerariam Deus um mentiroso. E se afastariam Dele, caminhando para a morte, em vez de se aproximarem Dele e alcançarem a vida.



Já parou para imaginar se a igreja tivesse inventado que homossexualismo fosse pecado para transformarem em padres os homossexuais que amassem a Deus?


Esta é uma declaração a respeito da religião de Roma (fala em padres), que, como já vimos sobre a religião, nada tem em Jesus Cristo. O pecado do homossexualismo não foi inventado por uma religião. Deus diz, de diversas formas e vezes, que esta prática é abominável para Ele. Mas Ele mesmo diz que purifica a Sua Igreja (todos nós, não instituições) de todo e qualquer pecado, quando temos fé em Seu Filho, Jesus, e em tudo que está escrito a Seu respeito. O nosso pecado verdadeiro não é o homossexualismo, o tabagismo, o alcoolismo, ou qualquer outro "ismo". O nosso grande pecado é, por nos considerarmos superiores a tudo e a todos (deuses), rejeitarmos a Palavra de Deus, a atuação do Espírito Santo em nossas vidas e a santificação em Cristo Jesus. Blasfemar contra o Espírito, ou seja, achar e declarar que Ele não tem poder para nos santificar, é pecado de morte! E é Ele Quem nos ensina que a Palavra de Deus é verdadeira, não tem erros, e que Jesus é nossa sabedoria, justificação, santificação e redenção.


Como um heterossexual pode afirmar categoricamente que ninguém nasce homossexual? Ele já foi homossexual para ter tanta certeza?


Deus afirma: "Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea" (Gn 2.18) e: "Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou" (Gn 1.27). Deus queria que o homem povoasse toda a terra, se reproduzindo. Pessoas de um sexo não se reproduzem com outras do mesmo sexo. E é Deus que forma todas as pessoas. E Deus não muda! Ele continua querendo que a sua criação se reproduza! Mesmo assim, o próprio Senhor disse que há pessoas que nascem sem a condição de ter relação sexual. Mas isto não é o mesmo que homossexual.


O que Jesus quis dizer quando falou sobre os eunucos que nasceram do ventre de suas mães? Será apenas coincidência que ambos, eunucos e homossexuais, têm dons para moda, beleza, arte e decoração?


"Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto para o admitir admita" (Mt 19.12). Esta é a declaração de Jesus a respeito dos eunucos. Veja que Ele está respondendo a uma afirmação dos discípulos de que "não convém casar" (v.10). Então, no versículo 11, Ele diz que "Nem todos são aptos para receber este conceito". E é sobre esta declaração que ele cita os eunucos, no verso 12.


Jesus estava falando sobre o divórcio, sobre a dureza do coração do homem na questão do relacionamento matrimonial, e manifestou como Ele via o assunto. Mas o ápice de Seu discurso recai justamente sobre o ser eunuco. Aí, Ele diz que Deus já fez algumas pessoas assim. Maldade? Claro que não! É porque Deus tinha um propósito específico para tais pessoas, que não buscariam casamento e, assim, poderiam servir integralmente ao Senhor! É como disse Paulo: "O que realmente eu quero é que estejais livres de preocupações. Quem não é casado cuida das coisas do Senhor, de como agradar ao Senhor, mas o que se casou cuida das coisas do mundo, de como agradar à esposa" (1Co 7.32-33). Se eu não gosto de mulher, não tenho interesse nisto, então eu vou cuidar das coisas do Senhor, não procurar satisfazer meu corpo com uma pessoa do mesmo sexo que eu. "Quem é apto para o admitir, admita".


Esses eunucos, mencionados por Jesus em Mateus 19.12, foram formados com uma diferença da maioria dos outros, assim como os cegos, mudos, etc. Mas, por formar o homem dessa maneira, Deus não está dando uma autorização especial para que eles se sodomizem. Se fizerem isto, estarão indo contra a vontade de Deus. Agora, veja o que diz o Espírito de Cristo, em Isaías 56.4-5: "Aos eunucos... que escolherem o que me agrada e se apegarem à minha aliança, a eles darei, dentro de meu templo e dos seus muros, um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas, um nome eterno, que não será eliminado".



Que promessa, hein? Basta escolher o que agrada ao Senhor, não o que expressamente O desagrada, para receber um nome melhor do que filhos e filhas. Diante disto, podemos questionar o propósito de Deus em formar pessoas assim? É um propósito de engrandecê-las, colocá-las em um patamar superior ao dos outros!



Sobre os dons para "moda, beleza, arte e decoração", é evidente que não são dons distribuídos por Deus aos que não são homens. O eunuco é homem, quer ele queira, quer não. O homossexual masculino é homem, quer ele queira, quer não. O que acontece é que a própria sociedade, com seu moralismo incoerente, taxou tais profissões como sendo afeminadas. Mas isto não é verdade. Trabalho é trabalho. Há diversos homossexuais que têm o dom do futebol. Por isto, teríamos que afirmar que o futebol é um trabalho para afeminados? Absurdo! E muitos que não são eunucos, nem homossexuais, são destaques nas profissões aqui citadas. O diabo nos ataca em nossas fraquezas. Assim, ele diz para os eunucos e para as pessoas que não conseguem ser atraídas pelo sexo oposto, que eles são homossexuais e devem buscar o seu prazer com pessoas do mesmo sexo deles. Ele conta a mentira de que este é um direito deles e que eles não podem abrir mão disto. Infelizmente, muitos acreditam e deixam de fazer a vontade do Senhor, para fazer a sua própria vontade.



Você já leu a PLC 122/06? Pode me citar em que momento ela lhe proíbe de dizer que o homossexualismo é pecado?


No exato momento em que ela toma como discriminação (passível de penalidades) toda e qualquer palavra dita contra essa prática. Na verdade, qualquer homossexual que se sentir ofendido por ouvir o que diz a Palavra de Deus sobre o homossexualismo, sem ter o conhecimento de toda a Verdade, poderá processar a pessoa que tiver lido a Palavra, ou a instituição na qual ela foi lida. Isto é proibir por constrangimento legal.


Agora imagine só seu filho ou filha sé homossexual, ele ou ela foi assassinado brutalmente como os 122 homossexuais assassinados este ano no Brasil. Investigar pra quê? Vai dizer o delegado, é uma bichinha ou um sapatão a menos.


Realmente seria terrível! Agora, imagine se um de meus filhos é assassinado por ser judeu. Seria só um judeu a menos, diriam os neo-nazistas. Imagine se ele fosse assassinado por ser negro. É um negão a menos, diriam os que insistem em que a raça humana não é uma só. E por ser pobre. É um a menos para pedir favores, diriam os políticos que só se interessam por si mesmos. E por ser cristão. É menos um para tentar nos mostrar a Verdade, dizem todos os egoístas.


Em qualquer desses casos, seria terrível. Mas, repito, tanto minha vida, como minha morte, são para a honra e glória do Senhor. Se alguém morre ou sofre por causa da injustiça, o Senhor retribuirá, ao carrasco e à vitima, com a Sua Justiça.



“Querem proibir nosso direito de livre expressão” Frase utilizada pelo Senador Magno Malta.
Com certeza sua mãe lhe ensinou que seu direito termina quando o meu começa!
Sou cristão, sou protestante, sou salvo por Cristo Jesus, sou filho de Deus igual a você.



Quando declaro isto, devo cumprir diariamente a Palavra, que diz: "Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados" (2Co 13.5). Porque: "Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? E eu, porventura, tomaria os membros de Cristo e os faria membros de meretriz? Absolutamente, não" (1Co 6.15).

Então, devo ouvir o Espírito, para que Ele me dê a convicção de que SOU pecador (não somente que estou pecando), devo me arrepender disto (também pelo Espírito) e confiar minha vida ao Senhor, para que Ele a regenere.



Misericórdia, graça, paz,
sabedoria, verdade, justiça,
fé, esperança e amor,
mas dentre todos estes o principal é o AMOR
Seu irmão,
Embaixador do Reino de Deus


Imagine o que aconteceria se o Lula mandasse um de seus embaixadores dizer ao Obama, que está ansioso para os dois se sentarem à mesa para fazerem uma parceria poderosa, mas, ao invés disto, o embaixador dissesse que o Lula o estava chamando para uma guerra, com a intenção de matá-lo. Qual seria o resultado disso? Ausência de paz, mortes... Este seria o resultado da mentira. Mas, e se o Obama resolvesse falar diretamente com o Lula, para saber de suas reais intenções, o que aconteceria? A verdade prevaleceria, haveria paz e vida.

Com isto, quero dizer que os embaixadores precisam ser fiéis àqueles que eles representam, não se desviando da verdade, nem para um lado, nem para o outro, certos de que estão recebendo instrução correta diretamente da fonte.

A verdade é uma só. De um lado e de outro, está a mentira, a morte.



Que a Paz do Senhor Jesus esteja com você, minha amada, e que as palavras acima possam, de alguma forma, ajudar essa alma tão amada pelo Senhor a sair da cilada em que se encontra e possa, assim, desfrutar da Verdade com Liberdade, não a do corpo, mas a do Espírito, que, afinal, se manifestará também no corpo.

Beijão,


René

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