- por Caio Fábio D'Araújo Filho
O que Jesus veio fazer neste mundo teria falhado? Sim, é justo que se pergunte isto ante o que Sua mensagem e feitos [...] realizaram na experiência da existência histórica dos humanos ou coletivamente na História humana?
É verdade que Ele disse que o mundo odiaria a Sua Palavra e aos que por ela vivessem; e também que a melhor chance que o mundo teria de crer que Ele fora enviado pelo Pai seria mediante a prática simples do amor entre os Seus seguidores; e mais: é também verdade que Ele parecia crer que quando Ele voltasse outra vez [o Filho do Homem], não haveria fé na Terra.
Também é verdade que Ele disse que o Seu Caminho/Porta era estreito, e que apenas poucos entrariam por ele; e também é fato que nas Suas mensagens proféticas não se encontra nenhum traço de “vitória” associada ao que Ele chamou de “minha Igreja” [...] como ente a impor-se sobre o mundo.
É ainda inequívoco que Ele tenha dito que o futuro não aguardava os Seus discípulos com nenhuma Era de Paz e de Amor entre os homens; ao contrário, as Sua Palavras nos falam de ódio, divisão, de irmão entregando irmão; de casas divididas; dos inimigos do homem serem os da sua própria casa; e que Ele mesmo não viera trazer paz à Terra, mas espada.
Sim, a leitura das Palavras de Jesus não nos acende na alma a esperança de controlarmos os poderes do mundo, nem das nações, e nem da Civilização humana; antes disso, nos indica um caminho de fé entre poucos, uma vereda discreta, um pequenino rebanho, algo como o voar de vagalumes na escuridão da noite.
Nos evangelhos não encontramos essa Palavra de Vitória de Jesus sobre os Poderes da História, sobre o Mundo; e nem tampouco qualquer insinuação de que a Sua Igreja seria vitoriosa sobre as forças do Príncipe deste mundo como fenômeno de supremacia do bem sobre o mal.
Não, nem os evangelhos e nem o Apocalipse nos descrevem tais cenários. Portanto, outra vez, pergunto: de onde, pois, eles nos vieram, ao ponto de que hoje pensemos que alguma coisa tenha falhado?
Até ao 4º Século desta Era nenhum discípulo cria que viveria para ver a Igreja ser qualquer coisa além de um Fermento, uma Luz, um Sal na vastidão da terra, um Pequeno Rebanho entre Lobos, uma pequena Semente que cresceria como sombra e lugar de agasalho; mas não de triunfo.
Ora, e isto tudo ainda em meio a divisões internas, a apostasias, a negações, perversões e mortes espirituais de muitos grupos que, antes haviam crido, mas que, ante a imposição “da espera” [...] perderiam a fé; e, portanto, escandalizar-se-iam, trairiam, desistiriam; ou, então, tornar-se-iam “maus” e aproveitadores dos demais — conforme várias parábolas de Mateus, Marcos e Lucas nos deixam ver...
Todavia, o paradigma foi mudado para sempre nas falsificações das esperanças da Igreja que foi virando “igreja”, quando o Império Romano ungiu a “Igreja” e criou o “Cristianismo” como poder terrestre e mundano.
É daí que vem esse surto de Vitória Visível da Igreja de Jesus na Terra; e, consequentemente, a busca por tal poder entre os homens —; ou, em meio á frustração de não conseguir realizá-lo, a não ser pela espada e pelas forças do Príncipe deste mundo, vem a descrença, o sentimento de fracasso, de inviabilidade do Evangelho e da Igreja no mundo; instalam-se como descrença e cinismo na alma dos que antes criam e amavam.
Sim; tal sentimento decorre de que a Igreja passou a pensar como “igreja”, e de que o Evangelho tenha sido entendido como uma revolução inescapável a impor-se sobre os principados e potestades dos sistemas do planeta.
Desse modo, cada novo cristão se converte crendo que sua geração mudará o mundo; e que o que não aconteceu no passado, acontecerá hoje; e mais: crendo que a “vitória” da Igreja sobre o Império Romano provou tal possibilidade [...]; não enxergando eles jamais o oposto; ou seja: que, ali, naquela virada [ou melhor: naquela emborcada], quem estava sendo definitivamente derrotada era aquilo que até então, com todos os problemas previstos nas profecias, era, na sua fraqueza, forte; e na sua fragilidade e falta de densidade, invencível; a saber: a Igreja na sua melhor expressão histórica até então.
Sim, o Imperador Constantino se tornou o pai do sonho de supremacia da Igreja sobre o mundo; e, desde então, todos os grupos cristãos anelam pela volta de tais dias, ou mesmo pela reimplantação deles na sua geração. Daí os cristãos terem-se por tão honrados quando um governador se “converte”, ou quando uma “autoridade eclesiástica” é elevada de maneira pública, ou quando à “igreja” um poder politico atribua importância, significado e força histórica.
Jesus, todavia, nunca nos deu a menor margem de crença em tais coisas até ao fim. Jamais! O que Nele vemos é que apesar de tudo a Igreja não seria destruída e que as Portas do Inferno não prevaleceriam contra ela; mas, em momento algum, se vê Jesus afirmando que a Sua Igreja criaria um Milênio; algo como um impor da verdade e do amor sobre as forças do mundo e da história; ou ainda que ela tornar-se-ia reconhecida como o Oráculo divino falando aos homens.
Ao contrário, ao ouvirmos o que Jesus disse, o que percebemos é que tais possibilidades de “vitória” sempre seriam sinais de apostasia da fé; sempre seriam a declaração de que se teria aceito a cooptação das forças do Príncipe deste mundo; sempre seria algo que apenas nos poria no lugar de ungir a Besta no papel de um Falso Profeta.
Para Jesus, o reino de Deus não se manifestaria com demonstrações visíveis, mas invisíveis e interiores; seria um poder no olhar, no espírito, na existencialidade; seria algo somente discernível por quem tivesse nascido da água e do espírito; e que aconteceria sempre sob o signo do desprezo e das muitas batalhas.
Quanto a não permitir que qualquer impressão de supremacia da Igreja como Potestade se instalasse na mente dos Seus discípulos, Ele afirmou: “Não será assim entre vós; antes, o maior seja o menor; o grande seja o que sirva; o poderoso seja o fraco do amor e da entrega”. E, lhes lavando os pés, disse: “Compreendeis o que vos fiz? Eu vos dei o exemplo!”.
Pedro já advertia os discípulos dos seus dias, e que começavam a sofrer e a perguntar quando seria o tempo da vitória, dizendo-lhes que não lhes parecesse que algo teria dado errado, posto que o Senhor lhes garantisse que seria como estava justamente acontecendo...; e disse também que por tal equivoco de esperança surgiriam muitos perguntando “onde está a esperança da Sua vinda?”; ou mesmo indagariam acerca do “poder da Sua Presença” entre os homens...; visto que tudo continuara como desde o principio da criação que se pervertera.
Em Mateus 24 e 25 todas as Parábolas de Jesus nos falam de uma “espera” devastadora e desalentadora; de tal modo que alguns ficariam “maus e abusivos”, outros “dormiriam de desesperança”, outros “enterrariam seus dons de amor”, outros somente O veriam em “cenários sagrados” ou predeterminados; daí não serem capazes de vê-Lo entre os pobres, marginalizados, desterrados, doentes, abandonados e não desejados desta existência.
O fenômeno da Hermenêutica Constantiniana de interpretação do significado histórico da “Igreja” foi algo tão poderoso, e continua a ser, que, para muitos, parece que a mensagem de Jesus falhou; especialmente agora, quando o mundo se torna pós-cristão; ou seja: torna-se pós-constantiniano.
Jesus, no entanto, nos disse que a Igreja estaria aqui; e que testemunharia; e que morreria; e que não desistiria; e que não seria enganada; e que não viveria de contabilidades de poder humano; mas da força do Espírito e do olhar do Reino instalado nos corações de todos os que viram e entraram no Mistério do Indiscernível do Reino de Deus em sua atual manifestação não disponível ao mundo.
Enquanto isto [...], Jesus disse que o Espírito sopra aonde quer... [...], e que ninguém sabe de onde Ele vem ou para onde Ele vai... [...]; mostrando-nos assim que a Igreja é um ente levado [...]; e que para além do que ela própria veja [...], existe o que somente Deus vê; coisas essas nas quais os discípulos têm apenas que crer; crer enquanto servem, amam, esperam, se entregam, se sacrificam; nunca se deixando vencer do mal, mas sempre vencendo, em suas vidas, o mal com o bem.
É, portanto, o espírito do mundo, de Satanás, do Príncipe que oferece poderes terrenos [...] — aquele nos lança em surtos de “vitória terrena da Igreja” sobre as aparentes forças da História.
É a mesma voz que se fez ouvir no “alto monte” ou no Capitólio Romano nos dias de Constantino [...] a nos falar que existe um mundo a ser “conquistado” pela Igreja de Deus!
Para a verdadeira Igreja de Deus este mundo, com seus poderes, é apenas o lugar da morte, do sacrifício, do testemunho, do amor não correspondido e do serviço por nada; exceto pela obediência; posto que assim como foi com Jesus seria conosco; e isto conforme Ele próprio disse e repetiu em inúmeras formas e ocasiões diferentes.
Se esse paradigma diabólico, completamente presente nas falsas esperanças, no discurso e na prática da “igreja”, não der lugar ao que Jesus disse que seria e aconteceria [...], até mesmo a verdadeira Igreja terá seu poder minado pelo engano; havendo cada dia menos luzes de esperança e gosto de sal no testemunho do amor neste planeta marcado para o Grande Dia da Revelação.
Eu, porém, enquanto escrevo estas linhas, sinto o vento, e percebo seu bulício; por vezes mudando de direções [...], mas sinto que ele sopra em sua independência, visto que vejo o mover das árvores; sim, balançando ora pra lá, ora pra cá; e, algumas vezes, como agora, aparentemente parando de moverem-se... Mas eis que outra vez vem o vento!... Agora uma brisa sob meus pés... Sim! O mover não cessa nunca!
Desse modo entendo meu lugar na vida e no mundo segundo Jesus!
Sim, não sou o Gerente do Vento; nem sou o indicador do seu caminho; nem tampouco aquele que sabe quando e de onde ele virá. Não! Apenas o constato. Apenas o aproveito. Apenas celebro sua soberania invisível. E, conforme disse Jesus, apenas creio que do mesmo modo é todo aquele que é nascido do Espírito.
A Palavra de Jesus, portanto, não falhou; ao contrário, contra todos os esforços miseráveis, armados e dispostos a recorrer a todos os poderes deste mundo [conforme o tem feito o “Cristianismo” e ou a “Igreja” em todo este tempo], a Palavra de Jesus se impôs e prevaleceu; posto que ela teria falhado justamente se o Caminho dos Discípulos tivesse se tornado a Política Global deste Planeta; ou seja: se a ONU dissesse que é da “igreja” que procede a honra, a glória e o poder. Então era sinal de que o reino do anticristo estaria de fato definitivamente instalado.
Nele, que não nos deixou enganados quanto ao que fosse vitória e sucesso no andar do Reino, do Evangelho e da verdadeira Igreja de Deus,
Caio - 15 de janeiro de 2012 - Lago Norte – Brasília – DF
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PENSE NISTO: "O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego!" (Albert Einstein).
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domingo, 26 de agosto de 2012
quarta-feira, 9 de junho de 2010
A Igreja Fora dos Portões
Esta é uma maravilhosa pregação do Caio, feita há muitos anos, mostrando que ele não mudou sua maneira de pensar, de ver o Evangelho, apesar de ter mudado sua forma de falar e de denunciar os erros doutrinários e de vida. Como diz o nosso amigo Cláudio Nunes Horácio, essa mudança foi para melhor!
Vídeo extraído da Vem & Vê TV. Visite o site! Tem muito mais, lá, para nossa edificação!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Melhor Sabe da Graça, Quem Melhor Sabe da Queda!
- por Caio Fábio
Paulo disse que onde abundou o pecado superabundou a Graça.
Jesus disse que a pecadora que invadira o jantar que lhe fora oferecido por Simão, o fariseu, e que se jogara diante Dele... beijando-lhe os pés e enxugando-os com seus próprios cabelos... amava mais porque muito mais se sabia perdoada que a maioria naquele lugar — na casa de Simão o fariseu.
A mulher conhecia o pecado como prática observável no comportamento externo e suas conseqüências interiores... no ser.
Paulo, todavia, sentia igual ou maior gratidão, sem ter jamais feito nada que aos sentidos exteriores pudesse ser reprovado.
“Eu sou o principal pecador”—disse ele.
É neste ponto que o entendimento cristão das coisas se confunde.
Tem gente que pensa que conhece o pecado porque odeia os pecadores.
Há pessoas que pensam que conhecem o pecado porque já pecaram muito os pecados que são odiados pelos que julgam saberem o que é pecado.
Paulo sabia o que era pecado sem poder ser acusado de nenhum ato ignominioso.
Por quê?
Leia Romanos 7 e veja como ele se enxergava.
Ao final daquele exercício de autopercepção o grito dele é terrível:
Desventurado homem que sou!
Romanos 7 é a versão existencial do livro de Eclesiastes; só que concluindo sempre com a esperança da glória de Deus.
Assim como o Eclesiastes tira Deus da vida para que se possa enxergar a vacuidade da existência, assim também Paulo retira a Deus do ser, para que se possa enxergar a doença essencial do pecado que habita em mim — para então afirmar a esperança da glória de Deus.
Hoje um amigo que já está casado há mais de trinta anos me disse que casou virgem e que nunca jamais conheceu outra mulher...mas somente a sua esposa.
Fiquei olhando para ele e pensando nisto que agora escrevo.
Por quê?
Porque ele é um homem cheio de Graça e misericórdia... apesar de não ter jamais tido que sentir externamente o seu próprio pecar como conduta ou agravo exterior...ou como juízo ou julgamento.
Eu conheço o meu pecado como a pecadora que beijava os pés de Jesus, e também como Paulo, que se sabia o “principal”.
Entretanto, fico mais que feliz sempre que encontro gente que não precisou se arrebentar do lado de fora a fim de se enxergar do lado de dentro.
Afinal, se pecar trouxesse auto-revelação, nós, cristãos, estaríamos iluminados... pois não fazemos outra coisa... especialmente quando julgamos os demais.
Consciência de pecado é revelação!
Sem essa revelação você não discerne quem é... e sem tal percepção você jamais saberá o significado da Graça para você.
O melhor de tudo é que isto prescinde de ter que quebrar a cara... Basta quebrar e quebrantar o coração.
Assim, todo santo tem que se saber profundamente pecador... E todo pecador alcançado pela Graça se saberá cada vez mais pecador.
E isto tudo acontece sem culpose e sem neurose.
A revelação não adoece a alma!
Paulo podia saber do pecado sem ter que pecar como exercício cotidiano de anti-vida.
Mas quem não se enche de misericórdia, freqüentemente tem que quebrar a cara para se enxergar... Não que sempre que assim seja [...] o seja porque assim é.... Posto que haja outras razões boas para que o ser se entenda vitimado pela dor de sua própria transgressão.
O que importa é que a Graça jamais seja vã em nossa vida.
E que esse entendimento nos torne misericordiosos.
Assim como Deus em Cristo vos perdoou, assim também perdoai vós.
Era assim que Paulo via as coisas.
Nele,
Caio
08/07/03
Copacabana/RJ
<1º ano do site www.caiofabio.net Extraído de http://www.caiofabio.net/2009/conteudo.asp?codigo=00180 Continue lendo >>
Paulo disse que onde abundou o pecado superabundou a Graça.
Jesus disse que a pecadora que invadira o jantar que lhe fora oferecido por Simão, o fariseu, e que se jogara diante Dele... beijando-lhe os pés e enxugando-os com seus próprios cabelos... amava mais porque muito mais se sabia perdoada que a maioria naquele lugar — na casa de Simão o fariseu.
A mulher conhecia o pecado como prática observável no comportamento externo e suas conseqüências interiores... no ser.
Paulo, todavia, sentia igual ou maior gratidão, sem ter jamais feito nada que aos sentidos exteriores pudesse ser reprovado.
“Eu sou o principal pecador”—disse ele.
É neste ponto que o entendimento cristão das coisas se confunde.
Tem gente que pensa que conhece o pecado porque odeia os pecadores.
Há pessoas que pensam que conhecem o pecado porque já pecaram muito os pecados que são odiados pelos que julgam saberem o que é pecado.
Paulo sabia o que era pecado sem poder ser acusado de nenhum ato ignominioso.
Por quê?
Leia Romanos 7 e veja como ele se enxergava.
Ao final daquele exercício de autopercepção o grito dele é terrível:
Desventurado homem que sou!
Romanos 7 é a versão existencial do livro de Eclesiastes; só que concluindo sempre com a esperança da glória de Deus.
Assim como o Eclesiastes tira Deus da vida para que se possa enxergar a vacuidade da existência, assim também Paulo retira a Deus do ser, para que se possa enxergar a doença essencial do pecado que habita em mim — para então afirmar a esperança da glória de Deus.
Hoje um amigo que já está casado há mais de trinta anos me disse que casou virgem e que nunca jamais conheceu outra mulher...mas somente a sua esposa.
Fiquei olhando para ele e pensando nisto que agora escrevo.
Por quê?
Porque ele é um homem cheio de Graça e misericórdia... apesar de não ter jamais tido que sentir externamente o seu próprio pecar como conduta ou agravo exterior...ou como juízo ou julgamento.
Eu conheço o meu pecado como a pecadora que beijava os pés de Jesus, e também como Paulo, que se sabia o “principal”.
Entretanto, fico mais que feliz sempre que encontro gente que não precisou se arrebentar do lado de fora a fim de se enxergar do lado de dentro.
Afinal, se pecar trouxesse auto-revelação, nós, cristãos, estaríamos iluminados... pois não fazemos outra coisa... especialmente quando julgamos os demais.
Consciência de pecado é revelação!
Sem essa revelação você não discerne quem é... e sem tal percepção você jamais saberá o significado da Graça para você.
O melhor de tudo é que isto prescinde de ter que quebrar a cara... Basta quebrar e quebrantar o coração.
Assim, todo santo tem que se saber profundamente pecador... E todo pecador alcançado pela Graça se saberá cada vez mais pecador.
E isto tudo acontece sem culpose e sem neurose.
A revelação não adoece a alma!
Paulo podia saber do pecado sem ter que pecar como exercício cotidiano de anti-vida.
Mas quem não se enche de misericórdia, freqüentemente tem que quebrar a cara para se enxergar... Não que sempre que assim seja [...] o seja porque assim é.... Posto que haja outras razões boas para que o ser se entenda vitimado pela dor de sua própria transgressão.
O que importa é que a Graça jamais seja vã em nossa vida.
E que esse entendimento nos torne misericordiosos.
Assim como Deus em Cristo vos perdoou, assim também perdoai vós.
Era assim que Paulo via as coisas.
Nele,
Caio
08/07/03
Copacabana/RJ
<1º ano do site www.caiofabio.net Extraído de http://www.caiofabio.net/2009/conteudo.asp?codigo=00180 Continue lendo >>
terça-feira, 20 de abril de 2010
Perdoem-me o Desgosto! ... Está Insuportável!
- por Caio Fábio
Perdoem-me, irmãos, eu confesso a tão aguardada confissão de minha boca. Sim, eu confesso que não posso mais deixar de declarar a minha alma. Para mim é questão de vida ou morte. Perdoem-me, irmãos, mas eu preciso confessar.
Sim, eu confesso…
Está insuportável. Se eu não abrir a minha boca, minha alma explodirá em mim.
É insuportável ligar a televisão e ver o culto que se faz ao Monte Sinai, que gera para escravidão. Os Gálatas são o nosso jardim da infância. Nós nos tornamos PHDs do retrocesso à Lei e aos sacrifícios. Pisa-se sobre a Cruz de Cristo em nome de Jesus. Insuportável! Seja anátema!
É insuportável ver o culto à fé na fé e também assistir descarados convites feitos em nome de Deus para que se façam novos sacrifícios, visto que o de Jesus não foi suficiente, e Deus só atende se alguém fizer voto de freqüência ao templo, e de dinheiro aos sacerdotes do engano e da ganância. Insuportável!
É insuportável assistir ao silêncio de todos os dantes protestantes — e que até hoje ofendem os cultos afro-ameríndios por seus sacrifícios, sendo que estes ainda têm razão para sacrificar, visto que não confessam e não oram em nome de Jesus — ante o estelionato feito em e do nome de Jesus, quando se convida o povo para sacrificar a Deus, tornando o sacrifício de Jesus algo menor e dispensável. Insuportável!
É insuportável ver o povo sendo levado para debaixo do jugo da Lei quando se ressuscitam as maldições todas do Velho Testamento, e que morreram na Cruz, quando Jesus se fez maldição em nosso lugar. Insuportável!
É insuportável ver que para a maioria dos cristãos a Lei não morreu em Cristo, conforme a Palavra, visto que mantém-na vigente como “mandamento de vida”, mas que apenas existe para gerar culpa e morte, também conforme a Escritura. Insuportável!
É insuportável ver e ouvir pastores tratando a Graça de Deus como se fosse uma parte da Revelação, como mais uma doutrina, sem discernir que não há nada, muito menos qualquer Revelação, se não houver sempre, antes, durante, depois, transcendentemente e imanentemente, Graça e apenas Graça. Misericórdia!
É insuportável ver a Bíblia sendo ensinada por cegos e que guiam outros cegos, visto que nem mesmo passaram da Bíblia como livro santo, desconhecendo a Revelação da Palavra da Graça do Evangelho de Deus. Insuportável tristeza!
É insuportável ver que os cristãos “acreditam em Deus”, sem saber que nada fazem mais que os demônios quando assim professam, posto que não estamos nesta vida para reconhecer que Deus existe, mas para amá-Lo e conhecê-Lo. Insuportável desperdício!
É insuportável enxergar que a mensagem do Evangelho foi transformada em guia religioso, no manual da verdade dos cristãos, mais uma doutrina da Terra. Insuportável humilhação!
É insuportável ver os que pensam que possuem a doutrina certa jamais terem a coragem de tentar vivê-la como mergulho existencial de plena confiança, mas tão somente como guia de bons costumes e de elevados padrões morais. Insuportável religiosidade!
É insuportável ver gente tentando “estudar Deus”, e a ensinar aos outros a “anatomia do divino”, ou a buscar analisar Deus como parte de um processo, no qual Deus está aprendendo junto conosco, não sabendo tais mestres que são apenas fabricantes de ídolos psicológicos. Insuportável sutileza!
É insuportável ver que há muitos que sabem, mas que nada dizem; vêem, mas nada demonstram; discernem, mas em nada confrontam; conhecem, mas tratam como se nada tivesse conseqüências… Insuportável…
É insuportável ver que se prega o método de crescimento de igreja, não a Palavra; que se convida para a igreja, não mais para Jesus; e que a cada cinco anos toda a moda da igreja muda, conforme o que chamam de “novo mover”. Insuportável vazio!
É insuportável ouvir pastores dizendo que o que você diz é verdade, mas que eles não têm coragem de botar a cara para apanhar, mesmo que seja pela verdade e pela justiça do evangelho do reino de Deus. Insuportável dissimulação!
É insuportável ver um monte de homens e mulheres velhos e adultos brincando com o nome de Deus, posando de pastores, pastoras, bispos, bispas, apóstolos e apóstolas, sendo que eles mesmos não se enxergam e não percebem o espetáculo patético no qual se tornaram, e o ridículo de suas aspirações messiânicas estereotipadas e vazias do Espírito. Insuportável jactância e loucura!
É insuportável ver Jesus sendo tratado como “poder maior” e não como único poder verdadeiro. Insuportável idolatria!
É insuportável ver o diabo ser glorificado pela freqüência com a qual se menciona o seu nome nos cultos, sendo que Paulo dele falou menos de uma dúzia de vezes em todas as suas cartas, e as alusões que Jesus fez a ele foram mínimas. No entanto, entre nós, o diabo está entronizado como o inimigo de Cristo e o Senhor das Culpas e Medos. E, assim, pela freqüência com a qual ele é mencionado, ele é crido; e seu poder cresce na alma dos humanos, a maioria dos quais sabe apenas do Medo da Lei, e nada acerca da Total Libertação que temos da Lei e do diabo na Graça de Jesus, que o despojou na Cruz. Insuportável culto!
É insuportável ver seres humanos sendo jogados fora do lugar de culto por causa de comida, bebida, cigarro, roupa, sexualidade, ou catástrofes de existência. Isto enquanto se alimenta o povo com maldade, inveja, mentira, politicagem, facções, e maldições. Insuportável é coar o mosquito e engolir o camelo!
É chegada a hora do juízo sobre a Casa de Deus!
De Deus não se zomba, pois aquilo que o homem semear, isto também ceifará. A eternidade está às portas. Então todos saberão que não minto, mas falo a verdade, conforme a Palavra do Evangelho de Jesus.
Com tremor e temor, porém certo da verdade de Jesus,
Caio.
Extraído de http://www.caiofabio.net/2009/conteudo.asp?codigo=02679 Continue lendo >>
Perdoem-me, irmãos, eu confesso a tão aguardada confissão de minha boca. Sim, eu confesso que não posso mais deixar de declarar a minha alma. Para mim é questão de vida ou morte. Perdoem-me, irmãos, mas eu preciso confessar.
Sim, eu confesso…
Está insuportável. Se eu não abrir a minha boca, minha alma explodirá em mim.
É insuportável ligar a televisão e ver o culto que se faz ao Monte Sinai, que gera para escravidão. Os Gálatas são o nosso jardim da infância. Nós nos tornamos PHDs do retrocesso à Lei e aos sacrifícios. Pisa-se sobre a Cruz de Cristo em nome de Jesus. Insuportável! Seja anátema!
É insuportável ver o culto à fé na fé e também assistir descarados convites feitos em nome de Deus para que se façam novos sacrifícios, visto que o de Jesus não foi suficiente, e Deus só atende se alguém fizer voto de freqüência ao templo, e de dinheiro aos sacerdotes do engano e da ganância. Insuportável!
É insuportável assistir ao silêncio de todos os dantes protestantes — e que até hoje ofendem os cultos afro-ameríndios por seus sacrifícios, sendo que estes ainda têm razão para sacrificar, visto que não confessam e não oram em nome de Jesus — ante o estelionato feito em e do nome de Jesus, quando se convida o povo para sacrificar a Deus, tornando o sacrifício de Jesus algo menor e dispensável. Insuportável!
É insuportável ver o povo sendo levado para debaixo do jugo da Lei quando se ressuscitam as maldições todas do Velho Testamento, e que morreram na Cruz, quando Jesus se fez maldição em nosso lugar. Insuportável!
É insuportável ver que para a maioria dos cristãos a Lei não morreu em Cristo, conforme a Palavra, visto que mantém-na vigente como “mandamento de vida”, mas que apenas existe para gerar culpa e morte, também conforme a Escritura. Insuportável!
É insuportável ver e ouvir pastores tratando a Graça de Deus como se fosse uma parte da Revelação, como mais uma doutrina, sem discernir que não há nada, muito menos qualquer Revelação, se não houver sempre, antes, durante, depois, transcendentemente e imanentemente, Graça e apenas Graça. Misericórdia!
É insuportável ver a Bíblia sendo ensinada por cegos e que guiam outros cegos, visto que nem mesmo passaram da Bíblia como livro santo, desconhecendo a Revelação da Palavra da Graça do Evangelho de Deus. Insuportável tristeza!
É insuportável ver que os cristãos “acreditam em Deus”, sem saber que nada fazem mais que os demônios quando assim professam, posto que não estamos nesta vida para reconhecer que Deus existe, mas para amá-Lo e conhecê-Lo. Insuportável desperdício!
É insuportável enxergar que a mensagem do Evangelho foi transformada em guia religioso, no manual da verdade dos cristãos, mais uma doutrina da Terra. Insuportável humilhação!
É insuportável ver os que pensam que possuem a doutrina certa jamais terem a coragem de tentar vivê-la como mergulho existencial de plena confiança, mas tão somente como guia de bons costumes e de elevados padrões morais. Insuportável religiosidade!
É insuportável ver gente tentando “estudar Deus”, e a ensinar aos outros a “anatomia do divino”, ou a buscar analisar Deus como parte de um processo, no qual Deus está aprendendo junto conosco, não sabendo tais mestres que são apenas fabricantes de ídolos psicológicos. Insuportável sutileza!
É insuportável ver que há muitos que sabem, mas que nada dizem; vêem, mas nada demonstram; discernem, mas em nada confrontam; conhecem, mas tratam como se nada tivesse conseqüências… Insuportável…
É insuportável ver que se prega o método de crescimento de igreja, não a Palavra; que se convida para a igreja, não mais para Jesus; e que a cada cinco anos toda a moda da igreja muda, conforme o que chamam de “novo mover”. Insuportável vazio!
É insuportável ouvir pastores dizendo que o que você diz é verdade, mas que eles não têm coragem de botar a cara para apanhar, mesmo que seja pela verdade e pela justiça do evangelho do reino de Deus. Insuportável dissimulação!
É insuportável ver um monte de homens e mulheres velhos e adultos brincando com o nome de Deus, posando de pastores, pastoras, bispos, bispas, apóstolos e apóstolas, sendo que eles mesmos não se enxergam e não percebem o espetáculo patético no qual se tornaram, e o ridículo de suas aspirações messiânicas estereotipadas e vazias do Espírito. Insuportável jactância e loucura!
É insuportável ver Jesus sendo tratado como “poder maior” e não como único poder verdadeiro. Insuportável idolatria!
É insuportável ver o diabo ser glorificado pela freqüência com a qual se menciona o seu nome nos cultos, sendo que Paulo dele falou menos de uma dúzia de vezes em todas as suas cartas, e as alusões que Jesus fez a ele foram mínimas. No entanto, entre nós, o diabo está entronizado como o inimigo de Cristo e o Senhor das Culpas e Medos. E, assim, pela freqüência com a qual ele é mencionado, ele é crido; e seu poder cresce na alma dos humanos, a maioria dos quais sabe apenas do Medo da Lei, e nada acerca da Total Libertação que temos da Lei e do diabo na Graça de Jesus, que o despojou na Cruz. Insuportável culto!
É insuportável ver seres humanos sendo jogados fora do lugar de culto por causa de comida, bebida, cigarro, roupa, sexualidade, ou catástrofes de existência. Isto enquanto se alimenta o povo com maldade, inveja, mentira, politicagem, facções, e maldições. Insuportável é coar o mosquito e engolir o camelo!
É chegada a hora do juízo sobre a Casa de Deus!
De Deus não se zomba, pois aquilo que o homem semear, isto também ceifará. A eternidade está às portas. Então todos saberão que não minto, mas falo a verdade, conforme a Palavra do Evangelho de Jesus.
Com tremor e temor, porém certo da verdade de Jesus,
Caio.
Extraído de http://www.caiofabio.net/2009/conteudo.asp?codigo=02679 Continue lendo >>
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Qual veio primeiro: “Haja luz!”, ou: “Haja Cruz!”?
“mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo...” (1Pe 1.19-20a).
Ora, se antes de Deus dizer “Haja luz!”, Ele disse “Haja Cruz!” — fica claro que antes de ter havido qualquer mundo, fosse ele de qualquer dimensão, houve provisão antecipada pela possibilidade da perversão de qualquer criatura em toda a criação. Daí, conforme Paulo, a natureza gemer, na expectativa da chegada do dia de sua redenção!
Portanto, tem-se que entender uma única coisa: se a Cruz vem antes de tudo, tudo o que vem depois da Cruz já carrega o potencial de sua Graça. A Graça está na meta-existência de todas as coisas!
Logo, não há como fugir da seguinte conclusão: no universo que Deus criou, onde pôs criaturas feitas à Sua imagem e semelhança e trilhões de outras segundo a sua própria espécie, nenhuma Lei ou Código seriam os elementos de qualquer forma de redenção, pois a Lei da Graça pré-existe a todas as coisas, as boas e as más. Daí todas elas poderem cooperar, conjuntamente, para o bem de quem ama a Deus.
É o Cordeiro quem banca a Criação, pois Ele foi imolado antes de haver qualquer mundo!
É a Cruz que garante a Luz, pois é dela que vem a revelação de quem somos e de quem Deus é para nós em Cristo!
É o Logos que sustenta o que Existe, pois Nele, tudo subsiste!
E o Seu propósito é um Dia reconciliar Consigo mesmo todas as coisas. Ou seja, chamar de volta para Si tudo o que existe, existiu ou venha a existir, pois, tudo foi criado por meio Dele e para Ele!
“Houve tarde e manhã o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto, o sexto dia — o do homem —; e houve tarde e manhã o sétimo Dia... E o Senhor Deus descansou no Sétimo Dia. E nós também temos Descanso no Fim-Começo desse Novo Eterno Dia, que Já começou para todo aquele que crê”.
Nós nascemos à tarde, no Sexto-Dia, conforme o Gênesis. Portanto, o amanhã traz o nosso Amanhecer, segundo Deus.
Na seqüência da Criação, primeiro vem a tarde, depois a noite e então o amanhecer! Há sombras e noite no caminho. Mas o Dia termina na Luz da Manhã. No Dia de Deus o Ocaso não é a-caso, é apenas um intervalo entre uma luz que se desvanece — a tarde — e o início de uma Luz que não se desvanece — a manhã! E que vai brilhando mais e mais até ser Dia Perfeito! Afinal, o Apocalipse diz que na Nova Jerusalém não haverá Noite, nunca mais!
No princípio havia trevas e caos.
Então Deus disse: “Haja Luz”.
E houve tarde e manhã o primeiro Dia.
O Dia de Deus começa e caminha para o Amanhecer como Fim-Meta.
Ora, o primeiro milagre do Cordeiro — do Verbo encarnado, do Emanuel, do Cristo, Jesus!—foi demonstrar que Nele as lógicas são subvertidas. Ele deixa o melhor para o Fim, conforme Seu milagre no casamento de Caná.
Afinal, Sua própria experiência como o Encarnado, também obedeceu à mesma lógica: padeceu primeiro, foi glorificado depois; humilhou-se antes para ser exaltado depois. Esvaziou-se de Deus para ser Glorificado acima de todo Principado, Potestade e Poder.
Essa é também a lógica do Logos:
“Se o grão de trigo não morrer, fica ele só; se porém morrer, produz muito fruto”.
“Semeia-se em corrupção, colhe-se em incorrupção; semeia-se corpo natural, ressuscita-se em corpo espiritual”.
Tudo que veio Dele, um Dia vai voltar para Ele!
E sabe por que isto é possível?
O Cordeiro de Deus foi imolado e seu Sangue foi conhecido antes da Fundação de todas as Fundações!
A Cruz vem antes de todas as Coisas, e, portanto, também antes de todas as Quedas. Só houve a possibilidade de haver Liberdade — incluindo os terríveis riscos de haver Quedas — porque, antecipadamente, já havia o Cordeiro e Seu Sangue conhecido com efeito antes da fundação do mundo — sim! Antes de todo e qualquer mundo.
“Haja Cruz”— foi o grito que nenhuma criatura ouviu ser bradado, pois, Quem o bradou estava só!
Esse clamor do Deus agonizante antes de parir Seus mundos — todos eles —, nenhuma criatura ouviu. Nem mesmo os anjos — os filhos de Deus que alegremente viram e cantaram a sabedoria de Deus na Criação — ainda não existiam para testemunhar esse Brado.
Afinal, eles vieram depois dele. Daí a Cruz ter sido e ser para eles um mistério, aliás, o Mistério!
Era um entendimento de Deus com Deus. E ninguém existia para ser Seu conselheiro. Daí ter sido também o Grande Mistério que nem Lúcifer conhecia.
“Deus meu, Deus meu, por que me desamparas-te?”—fez-se ouvir antes que qualquer criatura ou criação experimentasse consciência de queda e desamparo!
Pensar diferente é crer numa Cruz que veio depois, ou seja, sendo apenas uma tentativa divina de remendar Seus próprios erros como Criador e Sua culpa ante a Criação.
Quando se diz que o Cordeiro de Deus foi imolado antes da criação do mundo, diz-se também que a provisão da Graça é a única Liberdade possível na Terra, pois, essa certeza do Amor Gracioso, que se entregou pelos equívocos e pecados da Criação antes dela existir, carrega consigo uma profunda libertação da culpa de ser e de todas as fobias existenciais que ela patrocina.
Estou convencido de que somente vivendo com essa consciência em fé é que se pode experimentar a libertação de todo medo de ser, viver, existir e, também, pode-se assumir a própria consciência como o Santo dos Santos de cada indivíduo na Terra.
Aqui começa a liberdade. Nenhuma liberdade que não nasça da consciência em fé de que este universo tanto é fruto do Amor de Deus quanto também de Sua entrega Sacrificial pela Criação pode ser chamada de liberdade. Isto porque antes de qualquer Criação existir a Cruz foi Erguida!
Ora, é isto que pode nos fazer viver como pecadores livres do pecado-culpa de ser, que é a mais latente de todas as culpas que o ser humano conhece.
O Perfeito Amor lança fora o medo!
Só se perde o medo de ser quando se perde o medo de Deus!
E isto só acontece em plenitude mediante a Liberdade que nasce da Graça Pré-existente de Deus, na entrega do Cordeiro Eterno, que é Cristo Jesus, o Nosso Senhor!
No dia em que essa consciência em fé nos possui, acontece o funeral religioso da Teologia Moral de Causa e Efeito!
“O Cordeiro Imolado Antes da Fundação do Mundo”— é, para mim, a afirmação apostólica cujas implicações incidem sobre todos os aspectos de qualquer que seja a compreensão cristã da Existência!
Depois dela fica mais fácil entender como e porque Nele tudo subsiste, sem que isto implique em indiferença divina para com Sua Criação ou em solidariedade divina para com o mal que passou a habitar a Criação.
Do contrário, por que seria Ele a Fonte Criadora e Mantenedora de Todas as Existências, sendo Ele, ao mesmo tempo, o Criador Eternamente Separado de considerável parte de Sua própria Criação? E isto enquanto a alimenta com energia de existir que nem sempre é usada na direção da Vida?!
Num universo onde existe o mal, a inclusão dele como dependente da energia vital que
procede de Deus só faz sentido se o Cordeiro tiver sido imolado antes que as partes que se desintegraram de sua comunhão com o Criador houvessem sido criadas.
Isto porque é preciso diferenciar o Criador de toda e qualquer escolha que, na Criação, tenha implicado em Queda. Digo isto ao mesmo tempo em que sei que não é possível fazer tal diferenciação completamente. E por que? É que fora de Deus não existe nada absoluto. Ora,algo é Absoluto quando é Auto-Existente. Todavia, há um só Deus e Pai de todos, que age por meio de todos e está em todos!
Portanto, qualquer criatura existe em Deus, mesmo que sua livre escolha seja existir sem a Vida de Deus agora ou para sempre. Isto também é liberdade! E é sua mais terrível manifestação! A escolha pelo inferno de ser!
O Cordeiro imolado antes da fundação do mundo é também a garantia de que qualquer
criatura pode escolher existir eternamente danada, no inferno de suas resistentes escolhas enganadas. Afinal, até para que se tenha a liberdade de escolher não-ser-de-Deus tem-se que usar das graças naturais que Dele provêm a fim de nos manter existindo!
Daí haver a Hora chamada de o Grande Dia da Ira do Cordeiro. A Graça oferecida desde antes da fundação do mundo, em sendo pisada pelos pés conscientes da indiferença, gera, ao final da presente era da consciência caída, o Dia do Juízo, onde Aquele que deu — e deu tudo — pela Criação, haverá de se levantar em seu favor e contra os seus espoliadores conscientes e insensíveis.
O Grande Dia da Ira do Cordeiro é, paradoxalmente, o Dia da Graça para a Criação. É o juízo sobre os que devoram a Terra, seus recursos, suas criaturas, seus oceanos, fontes de águas, suas maravilhas, e suas produções naturais. É também o Dia da Vingança sobre as Civilizações que existem para fazer com que sua cidadania na Terra produza cataclismos gerados pela bomba da cobiça, pelo des-amor aos recursos do Planeta e por causa de sua tirania sobre as demais criaturas — humanas ou não!
Isto porque, como a Cruz vem antes da Criação e como as criaturas gemem esperando
o Dia da Redenção, então, pode-se dizer que toda a criação sente dores e agonias latentes pela Graça que pode redimir a toda criatura.
A última visão apocalíptica é, todavia, uma Comunhão Cósmica de todas as coisas e de
todos aqueles que escolheram-tendo-sido-escolhidos em Cristo.
Assim digo, porque não gostaria que você esquecesse que caminhamos para a Nova Jerusalém, onde não há santuários e onde até as folhas da Árvore da Vida são para a cura dos Povos.
A Nova Jerusalém não é religiosa, pois, nela não há santuários, portanto, não é exclusivista. Afinal, ela recebe gente de todos os tempos históricos, conforme nos disse Jesus quando afirmou que viriam “muitos do Norte, do Sul, do Leste e do Oeste, e que tomariam lugar à mesa com Abraão, Isaque e Jacó ”— como a rainha do sul que reconheceu a Graça na sabedoria de Salomão ou os Ninivitas que creram na pregação de Jonas—, enquanto os que viveram da presunção religiosa de serem os filhos do Reino seriam deixados de fora.
A Nova Jerusalém é a Cidade Iluminada pelo Cordeiro. É a Cidade que tem Portas Abertas em todas as direções. É também a Cidade das Individuações Absolutas em Cristo, que pode se manifestar como uma “pedrinha branca e um nome novo que ninguém conhece, exceto aquele que o recebe”. E, além disso, essa individuação é-será-também-como a revelação-segredo do novo nome de Jesus e que só o Pai conhece, o qual será dado a conhecer a todo aquele que perseverar em Sua Graça.
Extraído de “Sem Barganhas Com Deus” (1º Prólogo – pgs. 267 a 274), de Caio Fábio. Continue lendo >>
Ora, se antes de Deus dizer “Haja luz!”, Ele disse “Haja Cruz!” — fica claro que antes de ter havido qualquer mundo, fosse ele de qualquer dimensão, houve provisão antecipada pela possibilidade da perversão de qualquer criatura em toda a criação. Daí, conforme Paulo, a natureza gemer, na expectativa da chegada do dia de sua redenção!
Portanto, tem-se que entender uma única coisa: se a Cruz vem antes de tudo, tudo o que vem depois da Cruz já carrega o potencial de sua Graça. A Graça está na meta-existência de todas as coisas!
Logo, não há como fugir da seguinte conclusão: no universo que Deus criou, onde pôs criaturas feitas à Sua imagem e semelhança e trilhões de outras segundo a sua própria espécie, nenhuma Lei ou Código seriam os elementos de qualquer forma de redenção, pois a Lei da Graça pré-existe a todas as coisas, as boas e as más. Daí todas elas poderem cooperar, conjuntamente, para o bem de quem ama a Deus.
É o Cordeiro quem banca a Criação, pois Ele foi imolado antes de haver qualquer mundo!
É a Cruz que garante a Luz, pois é dela que vem a revelação de quem somos e de quem Deus é para nós em Cristo!
É o Logos que sustenta o que Existe, pois Nele, tudo subsiste!
E o Seu propósito é um Dia reconciliar Consigo mesmo todas as coisas. Ou seja, chamar de volta para Si tudo o que existe, existiu ou venha a existir, pois, tudo foi criado por meio Dele e para Ele!
“Houve tarde e manhã o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto, o sexto dia — o do homem —; e houve tarde e manhã o sétimo Dia... E o Senhor Deus descansou no Sétimo Dia. E nós também temos Descanso no Fim-Começo desse Novo Eterno Dia, que Já começou para todo aquele que crê”.
Nós nascemos à tarde, no Sexto-Dia, conforme o Gênesis. Portanto, o amanhã traz o nosso Amanhecer, segundo Deus.
Na seqüência da Criação, primeiro vem a tarde, depois a noite e então o amanhecer! Há sombras e noite no caminho. Mas o Dia termina na Luz da Manhã. No Dia de Deus o Ocaso não é a-caso, é apenas um intervalo entre uma luz que se desvanece — a tarde — e o início de uma Luz que não se desvanece — a manhã! E que vai brilhando mais e mais até ser Dia Perfeito! Afinal, o Apocalipse diz que na Nova Jerusalém não haverá Noite, nunca mais!
No princípio havia trevas e caos.
Então Deus disse: “Haja Luz”.
E houve tarde e manhã o primeiro Dia.
O Dia de Deus começa e caminha para o Amanhecer como Fim-Meta.
Ora, o primeiro milagre do Cordeiro — do Verbo encarnado, do Emanuel, do Cristo, Jesus!—foi demonstrar que Nele as lógicas são subvertidas. Ele deixa o melhor para o Fim, conforme Seu milagre no casamento de Caná.
Afinal, Sua própria experiência como o Encarnado, também obedeceu à mesma lógica: padeceu primeiro, foi glorificado depois; humilhou-se antes para ser exaltado depois. Esvaziou-se de Deus para ser Glorificado acima de todo Principado, Potestade e Poder.
Essa é também a lógica do Logos:
“Se o grão de trigo não morrer, fica ele só; se porém morrer, produz muito fruto”.
“Semeia-se em corrupção, colhe-se em incorrupção; semeia-se corpo natural, ressuscita-se em corpo espiritual”.
Tudo que veio Dele, um Dia vai voltar para Ele!
E sabe por que isto é possível?
O Cordeiro de Deus foi imolado e seu Sangue foi conhecido antes da Fundação de todas as Fundações!
O Cordeiro é a Pedra Angular de toda a Construção, A começar da Criação de todas as coisas e prossegue sendo a Pedra de Esquina até o Dia da Reconciliação de todas as coisas Nele.
A Cruz vem antes de todas as Coisas, e, portanto, também antes de todas as Quedas. Só houve a possibilidade de haver Liberdade — incluindo os terríveis riscos de haver Quedas — porque, antecipadamente, já havia o Cordeiro e Seu Sangue conhecido com efeito antes da fundação do mundo — sim! Antes de todo e qualquer mundo.
“Haja Cruz”— foi o grito que nenhuma criatura ouviu ser bradado, pois, Quem o bradou estava só!
Esse clamor do Deus agonizante antes de parir Seus mundos — todos eles —, nenhuma criatura ouviu. Nem mesmo os anjos — os filhos de Deus que alegremente viram e cantaram a sabedoria de Deus na Criação — ainda não existiam para testemunhar esse Brado.
Afinal, eles vieram depois dele. Daí a Cruz ter sido e ser para eles um mistério, aliás, o Mistério!
Era um entendimento de Deus com Deus. E ninguém existia para ser Seu conselheiro. Daí ter sido também o Grande Mistério que nem Lúcifer conhecia.
“Deus meu, Deus meu, por que me desamparas-te?”—fez-se ouvir antes que qualquer criatura ou criação experimentasse consciência de queda e desamparo!
Pensar diferente é crer numa Cruz que veio depois, ou seja, sendo apenas uma tentativa divina de remendar Seus próprios erros como Criador e Sua culpa ante a Criação.
Quando se diz que o Cordeiro de Deus foi imolado antes da criação do mundo, diz-se também que a provisão da Graça é a única Liberdade possível na Terra, pois, essa certeza do Amor Gracioso, que se entregou pelos equívocos e pecados da Criação antes dela existir, carrega consigo uma profunda libertação da culpa de ser e de todas as fobias existenciais que ela patrocina.
Estou convencido de que somente vivendo com essa consciência em fé é que se pode experimentar a libertação de todo medo de ser, viver, existir e, também, pode-se assumir a própria consciência como o Santo dos Santos de cada indivíduo na Terra.
Aqui começa a liberdade. Nenhuma liberdade que não nasça da consciência em fé de que este universo tanto é fruto do Amor de Deus quanto também de Sua entrega Sacrificial pela Criação pode ser chamada de liberdade. Isto porque antes de qualquer Criação existir a Cruz foi Erguida!
Ora, é isto que pode nos fazer viver como pecadores livres do pecado-culpa de ser, que é a mais latente de todas as culpas que o ser humano conhece.
O Perfeito Amor lança fora o medo!
Só se perde o medo de ser quando se perde o medo de Deus!
E isto só acontece em plenitude mediante a Liberdade que nasce da Graça Pré-existente de Deus, na entrega do Cordeiro Eterno, que é Cristo Jesus, o Nosso Senhor!
No dia em que essa consciência em fé nos possui, acontece o funeral religioso da Teologia Moral de Causa e Efeito!
“O Cordeiro Imolado Antes da Fundação do Mundo”— é, para mim, a afirmação apostólica cujas implicações incidem sobre todos os aspectos de qualquer que seja a compreensão cristã da Existência!
Depois dela fica mais fácil entender como e porque Nele tudo subsiste, sem que isto implique em indiferença divina para com Sua Criação ou em solidariedade divina para com o mal que passou a habitar a Criação.
Do contrário, por que seria Ele a Fonte Criadora e Mantenedora de Todas as Existências, sendo Ele, ao mesmo tempo, o Criador Eternamente Separado de considerável parte de Sua própria Criação? E isto enquanto a alimenta com energia de existir que nem sempre é usada na direção da Vida?!
Num universo onde existe o mal, a inclusão dele como dependente da energia vital que
procede de Deus só faz sentido se o Cordeiro tiver sido imolado antes que as partes que se desintegraram de sua comunhão com o Criador houvessem sido criadas.
Isto porque é preciso diferenciar o Criador de toda e qualquer escolha que, na Criação, tenha implicado em Queda. Digo isto ao mesmo tempo em que sei que não é possível fazer tal diferenciação completamente. E por que? É que fora de Deus não existe nada absoluto. Ora,algo é Absoluto quando é Auto-Existente. Todavia, há um só Deus e Pai de todos, que age por meio de todos e está em todos!
Portanto, qualquer criatura existe em Deus, mesmo que sua livre escolha seja existir sem a Vida de Deus agora ou para sempre. Isto também é liberdade! E é sua mais terrível manifestação! A escolha pelo inferno de ser!
O Cordeiro imolado antes da fundação do mundo é também a garantia de que qualquer
criatura pode escolher existir eternamente danada, no inferno de suas resistentes escolhas enganadas. Afinal, até para que se tenha a liberdade de escolher não-ser-de-Deus tem-se que usar das graças naturais que Dele provêm a fim de nos manter existindo!
Daí haver a Hora chamada de o Grande Dia da Ira do Cordeiro. A Graça oferecida desde antes da fundação do mundo, em sendo pisada pelos pés conscientes da indiferença, gera, ao final da presente era da consciência caída, o Dia do Juízo, onde Aquele que deu — e deu tudo — pela Criação, haverá de se levantar em seu favor e contra os seus espoliadores conscientes e insensíveis.
O Grande Dia da Ira do Cordeiro é, paradoxalmente, o Dia da Graça para a Criação. É o juízo sobre os que devoram a Terra, seus recursos, suas criaturas, seus oceanos, fontes de águas, suas maravilhas, e suas produções naturais. É também o Dia da Vingança sobre as Civilizações que existem para fazer com que sua cidadania na Terra produza cataclismos gerados pela bomba da cobiça, pelo des-amor aos recursos do Planeta e por causa de sua tirania sobre as demais criaturas — humanas ou não!
Isto porque, como a Cruz vem antes da Criação e como as criaturas gemem esperando
o Dia da Redenção, então, pode-se dizer que toda a criação sente dores e agonias latentes pela Graça que pode redimir a toda criatura.
A última visão apocalíptica é, todavia, uma Comunhão Cósmica de todas as coisas e de
todos aqueles que escolheram-tendo-sido-escolhidos em Cristo.
Assim digo, porque não gostaria que você esquecesse que caminhamos para a Nova Jerusalém, onde não há santuários e onde até as folhas da Árvore da Vida são para a cura dos Povos.
A Nova Jerusalém não é religiosa, pois, nela não há santuários, portanto, não é exclusivista. Afinal, ela recebe gente de todos os tempos históricos, conforme nos disse Jesus quando afirmou que viriam “muitos do Norte, do Sul, do Leste e do Oeste, e que tomariam lugar à mesa com Abraão, Isaque e Jacó ”— como a rainha do sul que reconheceu a Graça na sabedoria de Salomão ou os Ninivitas que creram na pregação de Jonas—, enquanto os que viveram da presunção religiosa de serem os filhos do Reino seriam deixados de fora.
A Nova Jerusalém é a Cidade Iluminada pelo Cordeiro. É a Cidade que tem Portas Abertas em todas as direções. É também a Cidade das Individuações Absolutas em Cristo, que pode se manifestar como uma “pedrinha branca e um nome novo que ninguém conhece, exceto aquele que o recebe”. E, além disso, essa individuação é-será-também-como a revelação-segredo do novo nome de Jesus e que só o Pai conhece, o qual será dado a conhecer a todo aquele que perseverar em Sua Graça.
Extraído de “Sem Barganhas Com Deus” (1º Prólogo – pgs. 267 a 274), de Caio Fábio. Continue lendo >>
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
O "Politicamente Correto" é do Diabo
- por Caio Fábio
A pessoa “politicamente correta” é aquela que aprendeu e pratica a moral da civilização pós-moderna.
Ser “politicamente correto” é ser diplomático sempre. É não enfrentar nada, sempre em nome da boa educação — mas que pára o fluxo da sinceridade em amor.
Ser “politicamente correto” é seguir o fluxo civilizatório como dogma religioso. É ser contra falar qualquer coisa sobre qualquer tema controvertido. Têm suas opiniões, mas, em público, nada dizem sobre nada. Quando o tema é política, votam, mas jamais dizem o que pensam. E quando o tema é a fé, rebelam-se apenas contra os fanáticos estereotipados, mas não são capazes de dizer ao Dalai Lama o que pensam sobre Jesus, pois, para eles, seria deselegante.
A pessoa “politicamente correta” é mestre em comer galinha enquanto desmaia se vir cortarem-lhe a cabeça para preparar a panelada. Comem carne de animal, desde que não vejam a “maldade” da morte dele.
Assim, são grandes estetas. Vivem de aparências e de elegâncias. Controlam tudo o que dizem a fim de não serem interpretados como sendo “politicamente incorretos”. São os reis da imagem e do som.
Eu abomino o “politicamente correto”.
Sim, porque Jesus não foi “politicamente correto”. Ele dizia tudo o que era importante, e só não o dizia quando não era importante. E disse: “Vós sois aqueles que recebeis glória uns dos outros”. E acrescentou: “Aquilo, porém, que é elevado entre os homens, é abominação diante de Deus”.
Em Jesus vemos a liberdade de ser e crer em plena ação. Ele manda amar o inimigo e tratar a todos como gostaríamos de ser tratados. Porém, Nele não há média, nem política relacional, nem agrados a serem feitos conforme o que as pessoas queriam ouvir. Também Nele, não vemos nem esbanjamento de palavras e nem a sonegação ou omissão em relação a elas, quando os tempos e circunstâncias pediam que Ele se manifestasse.
Eu abomino o “politicamente correto”, porque quem o pratica enfraquece, se torna bobão, perde o tutano da alma, e vira um ser belamente mimético.
Eu abomino o “politicamente correto”, porque, se Jesus o praticasse, não haveria Evangelho, ou Cruz, ou a coragem para ser.
Jesus ensina a verdade, não a média. Assim, Seu grande prazer era fazer o bem, mas não tinha nenhum problema em dizer “não”. Não há em Jesus qualquer gestão que seja “politicamente correta”. Sim, porque as ações Dele, que parecem ser “politicamente corretas”, de fato, não são; sendo apenas a verdade; daí terem tido a anuência de Jesus. Entretanto, não são “politicamente corretas” apenas porque em outra ocasião (seja ela qual tenha sido) Jesus tenha feito algo que se assemelhasse a tal. Não! Muitas vezes o que se vê é Jesus fazendo a coisa oposta em relação àquela outra que Ele antes havia feito; pois, para Ele, havia o justo (justiça); e, o que é justo é sempre o que é justo. De tal modo que às vezes o que Jesus diz atende aos preceitos morais dos “politicamente corretos” — para, então, logo a seguir, Jesus desmontar outra alegria de anuência em relação a algo em relação a que se esperava Dele uma outra ação. Mas, quando em alguma outra circunstancia, Ele toma um partido em relação à vida, contra as etiquetas relacionais e contra as expectativas “politicamente corretas”, os seres “politicamente corretos” chamam a isto de gesto suicida.
Todo ser “politicamente correto” é frouxo. Não se pode contar com tais pessoas para nada. Elas só estão ao seu lado se der prestígio, pois, se algo acontecer de ruim a você, logo o espírito de autopreservação deles haverá de se manifestar. Além de que eles mesmos haverão de demonstrar seu moralismo “politicamente correto”, o qual, é contra o moralismo dos antiquados, mas é moralismo assim mesmo. Sim, trata-se de um moralismo educado, porém igualmente judicioso; só que manifesto com carinhas sorridentes e simpáticas.
Além disso, o “politicamente correto” é uma ideologia poderosa. Por exemplo, a mídia mundial gosta de tentar ser “politicamente correta”. Ora, tomemos como exemplo o que acontece a Israel hoje. O mundo todo está contra Israel e nem sabe a razão.
Ouço na tevê: “O Hesbollah atacou Israel e 23 pessoas morrem. Israel, porém, retaliou, e apenas matou três militares, mas matou 13 civis”. Ora, quando se trata dos palestinos, diz-se que três militares foram mortos, e 13 civis inocentes. Entretanto, em Israel, parece não existir criança e nem civis, pois, tudo o que de lá se reporta tem a ver com números gerais, como se todo o país fosse militar...
Sim! Até as mães e as crianças brincando no parque!
Já entre os palestinos, a mídia trata a questão com uma simpatia “politicamente correta”, ainda que alienada e injusta na reportagem.
Ora, isto é fruto de uma atitude da “mídia politicamente correta” do mundo todo, a qual não olha fatos e nem enxerga a história, vendo apenas questões tópicas e recentes. Além disto, eles olham a situação já com a predefinição de que Israel é o agressor. Sim! Mesmo quando Israel não agride e quando nada faz, eles assim julgam. E mais: digo isto até para o ser mais fanático, estúpido e anti-Israel que exista — mas sempre em resposta... pois sei o que digo; e estou aceitando sair no “pau dialogal” com todo aquele que pense diferente.
Assim, a mídia está sempre vendo os árabes e palestinos como as vítimas que são oprimidas por Israel. Todos os que assim dizem, são jornalistas contaminados pela moda da própria mídia. Sim, eles cultuam no alienante altar do “politicamente correto” e que têm na mídia seus mais importantes sacerdotes e profetas.
Vejo o “politicamente correto” fazer uma perversão total do sentido de verdade. A verdade agora é a diplomacia. E toda verdade que não seja diplomática, é feia; e, portanto, deixada de lado.
Eu gostaria muito que os países detentores de mídia formadora de opinião mundial fossem expostos, em seus países, às mesmas coisas que acontecem em Israel, e, logo que tal se desse, veríamos essa horda de “politicamente corretos” tomarem posições muito mais radicais do que Israel pratica.
O ser “politicamente correto” vive como aquele que nada sente, posto que pimenta nos olhos dos outros é refresco!
O 11 de setembro, que foi mais espetacular do que calamitoso (calamidades acontecem todos os dias no mundo todo, mas sem show de pirotecnia, não impressionam), ainda não deu aos americanos e à sua mídia, nem de longe, a noção do que é viver a vida dos cidadãos de Israel. Porém, bastou o show de 11 de setembro para os americanos “politicamente corretos” dizerem: “é um absurdo” — pois, tais pessoas, são “politicamente corretas” apenas no quintal dos outros.
No Brasil há pastores “politicamente corretos”. Ora, quem são eles?
São os que são camaradas de todos, que ouvem todas as barbaridades em silêncio, que não batem de frente com nada, e que vivem para evitar qualquer enfrentamento. Em público, são generosos até com o diabo. Sim! Apenas alisam e fazem cafuné. Mas, no particular, expõem o que sentem. Então, eu me pergunto: Como conseguem viver assim?
Pastores “politicamente corretos”, literalmente dizem: “Não precisando de mim, disponha”.
São bons amigos enquanto você é um sucesso. Mas, se algum mal lhe acontecer, eles, os “politicamente corretos”, desaparecem como névoa. Temem ser identificados com o que é incorreto no momento. Se a tal pessoa se levantar, então, eles voltam. Mas só são amigos do sucesso e da aparência dele.
O espírito “politicamente correto” não teria trazido o Evangelho até nós.
O “politicamente correto” é a doutrina dos fariseus aplicada ao comportamento irreligioso dos pós-modernos.
Assim, não jejuam, mas comem com elegância. Não oram, embora digam: “Estou torcendo por você”. E mais: se dizem crer no Evangelho, só fazem tal revelação quando o interlocutor já disse que crê também. Do contrário, ficam sempre sorridentes e calados, não importando a loucura que lhes faça companhia mediante a presença de alguém.
O “politicamente correto” é um sentir escatológico. Sim, porque quem lê Mateus 25 logo vê que aqueles que não viram Jesus na História — são os “politicamente corretos”. Eles é que vêem, mas só fazem algo se for seguro. Eles é que sabem, mas, se o que sabem não lhes toca a porta da casa, então não lhes concerne.
Ser “politicamente correto” é chamar para si o status que permite não se envolver com nada que doa, ou que seja potencialmente controverso.
O “politicamente correto” é a ética dos que romperam com a moral careta e assumiram uma outra moral, com fachada sofisticada, com atitude de natureza psicologicamente evoluída, com mil etiquetas relacionais, com modos brandos e finos, e com total busca de isenção em relação a tudo o que lhes roube o chão.
Ser “politicamente correto” é decidir não correr riscos jamais!
Os seres “politicamente corretos” em geral são gentilmente arrogantes e são mestres em fazer discretas caretas de desprezo para aqueles que eles consideram “caretas”.
Quem se torna “politicamente correto” por convicção, acaba se tornando discípulo do diabo, e fazendo algo que o diabo ama: a evasão da vida comum, exceto da própria vida (egoísmo), enquanto a pessoa se assenta soberana, julgando que está num nível superior ao dos demais.
Deste modo, a Síndrome de Lúcifer se torna algo que é essencialmente ligado à presunção dessa superioridade dos “politicamente corretos”.
Portanto, quanto mais ideologia do “politicamente correto” existe em alguém, mais fria, descomprometida e alheia da existência a pessoa se torna.
O diabo, quando não cria monstros, cria bonecos de etiqueta. E tal etiqueta produz evasão da vida, das convicções, e da coragem para aceitar e lidar com a contradição. Por isto o diabo ama o “politicamente correto”, pois, por tal ideologia, o mundo acaba cheio de etiquetas, mas morto de vida.
O Evangelho é completamente politicamente incorreto. Pois, como disse, se tal ideologia estivesse presente em Jesus, o que se teria seria apenas uma sabedoria de sobrevivência, mas nunca a coragem de dar a vida pelo que é Vida, não importando as conseqüências. Afinal, no “politicamente correto” não há paixão, mas apenas avaliação da vantagem ou da autopreservação pessoal.
Se Jesus fosse “politicamente correto”, todos ainda estaríamos em nossos próprios pecados.
A história, todavia, nunca foi feita pelos discípulos dessa ideologia de mimetismo e diplomacia. Os profetas poderiam ser qualquer coisa — menos “politicamente correto”.
Ora, é por tudo isto que abomino o “politicamente correto”, pois é a ideologia da elegância do diabo.
Sim, o “politicamente correto” é o desfile das elegâncias do inferno!
No “politicamente correto” o Sim não é necessariamente sim, e o Não também não é necessariamente não. Pois, em tal ideologia de religiosidade secular, o que é, pode ser, dependendo das circunstâncias; posto que, se as circunstâncias não forem favoráveis, qualquer que seja a verdade, mesmo sendo, na prática não será assim tratada. Afinal, o ser “politicamente correto” só diz que o que é, é, se isto lhe for conveniente e bom para o culto à elegância.
Nele, que me dá de Seu Espírito e não me permite fazer médias, pois, para Ele o que é, é, e não é objeto de nenhum tipo de barganha ou de escolha de conveniência,
Caio
Extraído de http://www.caiofabio.com/2009/conteudo.asp?codigo=02480 Continue lendo >>
A pessoa “politicamente correta” é aquela que aprendeu e pratica a moral da civilização pós-moderna.
Ser “politicamente correto” é ser diplomático sempre. É não enfrentar nada, sempre em nome da boa educação — mas que pára o fluxo da sinceridade em amor.
Ser “politicamente correto” é seguir o fluxo civilizatório como dogma religioso. É ser contra falar qualquer coisa sobre qualquer tema controvertido. Têm suas opiniões, mas, em público, nada dizem sobre nada. Quando o tema é política, votam, mas jamais dizem o que pensam. E quando o tema é a fé, rebelam-se apenas contra os fanáticos estereotipados, mas não são capazes de dizer ao Dalai Lama o que pensam sobre Jesus, pois, para eles, seria deselegante.
A pessoa “politicamente correta” é mestre em comer galinha enquanto desmaia se vir cortarem-lhe a cabeça para preparar a panelada. Comem carne de animal, desde que não vejam a “maldade” da morte dele.
Assim, são grandes estetas. Vivem de aparências e de elegâncias. Controlam tudo o que dizem a fim de não serem interpretados como sendo “politicamente incorretos”. São os reis da imagem e do som.
Eu abomino o “politicamente correto”.
Sim, porque Jesus não foi “politicamente correto”. Ele dizia tudo o que era importante, e só não o dizia quando não era importante. E disse: “Vós sois aqueles que recebeis glória uns dos outros”. E acrescentou: “Aquilo, porém, que é elevado entre os homens, é abominação diante de Deus”.
Em Jesus vemos a liberdade de ser e crer em plena ação. Ele manda amar o inimigo e tratar a todos como gostaríamos de ser tratados. Porém, Nele não há média, nem política relacional, nem agrados a serem feitos conforme o que as pessoas queriam ouvir. Também Nele, não vemos nem esbanjamento de palavras e nem a sonegação ou omissão em relação a elas, quando os tempos e circunstâncias pediam que Ele se manifestasse.
Eu abomino o “politicamente correto”, porque quem o pratica enfraquece, se torna bobão, perde o tutano da alma, e vira um ser belamente mimético.
Eu abomino o “politicamente correto”, porque, se Jesus o praticasse, não haveria Evangelho, ou Cruz, ou a coragem para ser.
Jesus ensina a verdade, não a média. Assim, Seu grande prazer era fazer o bem, mas não tinha nenhum problema em dizer “não”. Não há em Jesus qualquer gestão que seja “politicamente correta”. Sim, porque as ações Dele, que parecem ser “politicamente corretas”, de fato, não são; sendo apenas a verdade; daí terem tido a anuência de Jesus. Entretanto, não são “politicamente corretas” apenas porque em outra ocasião (seja ela qual tenha sido) Jesus tenha feito algo que se assemelhasse a tal. Não! Muitas vezes o que se vê é Jesus fazendo a coisa oposta em relação àquela outra que Ele antes havia feito; pois, para Ele, havia o justo (justiça); e, o que é justo é sempre o que é justo. De tal modo que às vezes o que Jesus diz atende aos preceitos morais dos “politicamente corretos” — para, então, logo a seguir, Jesus desmontar outra alegria de anuência em relação a algo em relação a que se esperava Dele uma outra ação. Mas, quando em alguma outra circunstancia, Ele toma um partido em relação à vida, contra as etiquetas relacionais e contra as expectativas “politicamente corretas”, os seres “politicamente corretos” chamam a isto de gesto suicida.
Todo ser “politicamente correto” é frouxo. Não se pode contar com tais pessoas para nada. Elas só estão ao seu lado se der prestígio, pois, se algo acontecer de ruim a você, logo o espírito de autopreservação deles haverá de se manifestar. Além de que eles mesmos haverão de demonstrar seu moralismo “politicamente correto”, o qual, é contra o moralismo dos antiquados, mas é moralismo assim mesmo. Sim, trata-se de um moralismo educado, porém igualmente judicioso; só que manifesto com carinhas sorridentes e simpáticas.
Além disso, o “politicamente correto” é uma ideologia poderosa. Por exemplo, a mídia mundial gosta de tentar ser “politicamente correta”. Ora, tomemos como exemplo o que acontece a Israel hoje. O mundo todo está contra Israel e nem sabe a razão.
Ouço na tevê: “O Hesbollah atacou Israel e 23 pessoas morrem. Israel, porém, retaliou, e apenas matou três militares, mas matou 13 civis”. Ora, quando se trata dos palestinos, diz-se que três militares foram mortos, e 13 civis inocentes. Entretanto, em Israel, parece não existir criança e nem civis, pois, tudo o que de lá se reporta tem a ver com números gerais, como se todo o país fosse militar...
Sim! Até as mães e as crianças brincando no parque!
Já entre os palestinos, a mídia trata a questão com uma simpatia “politicamente correta”, ainda que alienada e injusta na reportagem.
Ora, isto é fruto de uma atitude da “mídia politicamente correta” do mundo todo, a qual não olha fatos e nem enxerga a história, vendo apenas questões tópicas e recentes. Além disto, eles olham a situação já com a predefinição de que Israel é o agressor. Sim! Mesmo quando Israel não agride e quando nada faz, eles assim julgam. E mais: digo isto até para o ser mais fanático, estúpido e anti-Israel que exista — mas sempre em resposta... pois sei o que digo; e estou aceitando sair no “pau dialogal” com todo aquele que pense diferente.
Assim, a mídia está sempre vendo os árabes e palestinos como as vítimas que são oprimidas por Israel. Todos os que assim dizem, são jornalistas contaminados pela moda da própria mídia. Sim, eles cultuam no alienante altar do “politicamente correto” e que têm na mídia seus mais importantes sacerdotes e profetas.
Vejo o “politicamente correto” fazer uma perversão total do sentido de verdade. A verdade agora é a diplomacia. E toda verdade que não seja diplomática, é feia; e, portanto, deixada de lado.
Eu gostaria muito que os países detentores de mídia formadora de opinião mundial fossem expostos, em seus países, às mesmas coisas que acontecem em Israel, e, logo que tal se desse, veríamos essa horda de “politicamente corretos” tomarem posições muito mais radicais do que Israel pratica.
O ser “politicamente correto” vive como aquele que nada sente, posto que pimenta nos olhos dos outros é refresco!
O 11 de setembro, que foi mais espetacular do que calamitoso (calamidades acontecem todos os dias no mundo todo, mas sem show de pirotecnia, não impressionam), ainda não deu aos americanos e à sua mídia, nem de longe, a noção do que é viver a vida dos cidadãos de Israel. Porém, bastou o show de 11 de setembro para os americanos “politicamente corretos” dizerem: “é um absurdo” — pois, tais pessoas, são “politicamente corretas” apenas no quintal dos outros.
No Brasil há pastores “politicamente corretos”. Ora, quem são eles?
São os que são camaradas de todos, que ouvem todas as barbaridades em silêncio, que não batem de frente com nada, e que vivem para evitar qualquer enfrentamento. Em público, são generosos até com o diabo. Sim! Apenas alisam e fazem cafuné. Mas, no particular, expõem o que sentem. Então, eu me pergunto: Como conseguem viver assim?
Pastores “politicamente corretos”, literalmente dizem: “Não precisando de mim, disponha”.
São bons amigos enquanto você é um sucesso. Mas, se algum mal lhe acontecer, eles, os “politicamente corretos”, desaparecem como névoa. Temem ser identificados com o que é incorreto no momento. Se a tal pessoa se levantar, então, eles voltam. Mas só são amigos do sucesso e da aparência dele.
O espírito “politicamente correto” não teria trazido o Evangelho até nós.
O “politicamente correto” é a doutrina dos fariseus aplicada ao comportamento irreligioso dos pós-modernos.
Assim, não jejuam, mas comem com elegância. Não oram, embora digam: “Estou torcendo por você”. E mais: se dizem crer no Evangelho, só fazem tal revelação quando o interlocutor já disse que crê também. Do contrário, ficam sempre sorridentes e calados, não importando a loucura que lhes faça companhia mediante a presença de alguém.
O “politicamente correto” é um sentir escatológico. Sim, porque quem lê Mateus 25 logo vê que aqueles que não viram Jesus na História — são os “politicamente corretos”. Eles é que vêem, mas só fazem algo se for seguro. Eles é que sabem, mas, se o que sabem não lhes toca a porta da casa, então não lhes concerne.
Ser “politicamente correto” é chamar para si o status que permite não se envolver com nada que doa, ou que seja potencialmente controverso.
O “politicamente correto” é a ética dos que romperam com a moral careta e assumiram uma outra moral, com fachada sofisticada, com atitude de natureza psicologicamente evoluída, com mil etiquetas relacionais, com modos brandos e finos, e com total busca de isenção em relação a tudo o que lhes roube o chão.
Ser “politicamente correto” é decidir não correr riscos jamais!
Os seres “politicamente corretos” em geral são gentilmente arrogantes e são mestres em fazer discretas caretas de desprezo para aqueles que eles consideram “caretas”.
Quem se torna “politicamente correto” por convicção, acaba se tornando discípulo do diabo, e fazendo algo que o diabo ama: a evasão da vida comum, exceto da própria vida (egoísmo), enquanto a pessoa se assenta soberana, julgando que está num nível superior ao dos demais.
Deste modo, a Síndrome de Lúcifer se torna algo que é essencialmente ligado à presunção dessa superioridade dos “politicamente corretos”.
Portanto, quanto mais ideologia do “politicamente correto” existe em alguém, mais fria, descomprometida e alheia da existência a pessoa se torna.
O diabo, quando não cria monstros, cria bonecos de etiqueta. E tal etiqueta produz evasão da vida, das convicções, e da coragem para aceitar e lidar com a contradição. Por isto o diabo ama o “politicamente correto”, pois, por tal ideologia, o mundo acaba cheio de etiquetas, mas morto de vida.
O Evangelho é completamente politicamente incorreto. Pois, como disse, se tal ideologia estivesse presente em Jesus, o que se teria seria apenas uma sabedoria de sobrevivência, mas nunca a coragem de dar a vida pelo que é Vida, não importando as conseqüências. Afinal, no “politicamente correto” não há paixão, mas apenas avaliação da vantagem ou da autopreservação pessoal.
Se Jesus fosse “politicamente correto”, todos ainda estaríamos em nossos próprios pecados.
A história, todavia, nunca foi feita pelos discípulos dessa ideologia de mimetismo e diplomacia. Os profetas poderiam ser qualquer coisa — menos “politicamente correto”.
Ora, é por tudo isto que abomino o “politicamente correto”, pois é a ideologia da elegância do diabo.
Sim, o “politicamente correto” é o desfile das elegâncias do inferno!
No “politicamente correto” o Sim não é necessariamente sim, e o Não também não é necessariamente não. Pois, em tal ideologia de religiosidade secular, o que é, pode ser, dependendo das circunstâncias; posto que, se as circunstâncias não forem favoráveis, qualquer que seja a verdade, mesmo sendo, na prática não será assim tratada. Afinal, o ser “politicamente correto” só diz que o que é, é, se isto lhe for conveniente e bom para o culto à elegância.
Nele, que me dá de Seu Espírito e não me permite fazer médias, pois, para Ele o que é, é, e não é objeto de nenhum tipo de barganha ou de escolha de conveniência,
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