"Portanto, ninguém se glorie em homens; porque todas as coisas são de vocês, seja Paulo, seja Apolo, seja Pedro, seja o mundo, a vida, a morte, o presente, ou o futuro; tudo é de vocês, e vocês são de Cristo, e Cristo, de Deus."
PENSE NISTO: "O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego!" (Albert Einstein).
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sábado, 11 de junho de 2011

A Palavra Escrita Também Diz...

Repostagem

- por René Burkhardt | 30 de Julho de 2010


Oh, insensatos! Vocês receberam o Espírito pelo esforço de vocês, ou pela pregação da fé? Estou falando desse mesmo Espírito que opera milagres imensos em vocês. O Espírito que guerreia contra a carne de vocês, para que vocês não façam aquilo que querem e para que vocês sejam purificados por meio da lavagem de água pela palavra, para serem apresentados ao Senhor Jesus como Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito.

E, agora, vocês agem como se tudo dependesse da força de vocês mesmos! Mas não foi assim que vocês aprenderam a Cristo, se é que, de fato, O têm ouvido e nEle foram instruídos, segundo é a verdade em Jesus, no sentido de que, quanto ao trato passado, vocês se despojem do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e se renovem no espírito do seu entendimento, e se revistam do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.

Vocês são assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estão, agora, se aperfeiçoando na carne? É um tal de não manuseie isto, não prove aquilo, não toque aquiloutro, segundo os preceitos e doutrinas dos homens! Mas todas estas coisas, com o uso, se destroem. Então, por que julgar e condenar os outros? Afinal, é para o próprio Senhor deles que eles estão em pé ou caem; mas estarão em pé, porque o Senhor é poderoso para os suster. Se o Senhor perdoou todas aquelas suas dívidas, vocês não deveriam, igualmente, se compadecer dos outros?

Vocês acham que, realmente, são vocês que têm vencido o pecado que habita em vocês? Não é o Espírito de Cristo que lhes redime e purifica? Vocês corriam bem; quem lhes impediu de continuarem a obedecer à verdade? Vocês estão pensando que podem confiar na sua própria carne, que, na sua força, vocês têm vencido o pecado. Já se esqueceram que Deus é quem efetua em vocês tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade?

Vocês têm coragem de dizer que não têm pecado? Claro que não! Porque vocês cumprem a lei de que quem disser que não tem pecado, faz de Jesus um mentiroso e a Sua palavra não está nele. Mas isto não é uma lei que se deve cumprir. Isto é uma verdade que se deve viver! Essas coisas foram ditas para que vocês não pecassem, mas, se pecassem, soubessem que têm um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo, que é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro, ou seja, aqueles que vocês condenam.

A lei tem sido cumprida por vocês: vocês não matam! Vocês não matam porque são fortes e se dominam? Ou é o Espírito Santo que os impede, de uma maneira ou de outra, de fazer isso? E, na verdade, todo aquele que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo. Mas não é exatamente isto que vocês têm feito, ao condenar aqueles que têm vivido a liberdade para a qual Cristo nos libertou? Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas. Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço.

Ainda que vocês tenham o dom de profetizar e conheçam todos os mistérios e toda a ciência; ainda que vocês tenham tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiverem amor, nada serão. E ainda que vocês distribuam todos os seus bens entre os pobres e ainda que entreguem o seu próprio corpo para ser queimado, se não tiverem amor, nada disso lhes aproveitará. O amor se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Se habita em vocês o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o seu corpo mortal, por meio do seu Espírito, que habita em vocês. Não serão vocês que se vivificarão, na sua própria força. E estejam certos de que esse mesmo Deus poderá fazer, naqueles que vocês condenam, a mesma obra que faz em vocês.

Não desprezem aos outros, por eles serem mais fracos. Nem julguem aos outros, por eles serem mais fortes. Cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus. Portanto, tomem o propósito de não porem tropeço ou escândalo ao seu irmão. Eu sei e estou persuadido, no Senhor Jesus, de que nenhuma coisa é de si mesma impura, salvo para aquele que assim a considera; para esse é impura. Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova. O reino de Deus é justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Aquele que deste modo serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens.

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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Fumar é pecado?

Recebi este texto do meu amigo Jessé, de autoria do Mário Persona.

Esta é uma pergunta interessante, porque gostamos de fazer uma lista de pecados e nos regozijar de cumpri-la, deixando fora da lista coisas que apreciamos mas não achamos prejudiciais. As religiões mais rigorosas e legalistas são as que mais inflam o ego das pessoas, porque as colocam na condição de juízes de quem não segue sua lista do que pode e não pode.

Não existe um versículo na Bíblia que condene o fumo, mesmo porque na época em que foi escrita o tabaco só existia nas Américas, onde era utilizado por praticamente todos os povos indígenas. Mas é bem provável que os povos, principalmente do Oriente, já praticassem algum tipo de inalação de fumaça ou vapores de substâncias estimulantes ou alucinógenas.

Embora prejudicial para a saúde, a Bíblia não condena diretamente o ato de fumar como condena a glutonaria, que dificilmente fará parte da lista de pecados da maioria das religiões, católicas ou evangélicas. Comer demais certamente é um pecado denunciado com todas as letras na Palavra de Deus. A glutonaria aparece ao lado de "invejas, homicídios e bebedices", em Gálatas 5:21; é companheira das "dissoluções, concupiscências, borrachices e bebedices e abomináveis idolatrias" em 1 Pedro 4:3 e Romanos 13:13; além de ter sido particularmente denunciada pelo próprio Senhor em Lucas 21:34.

Mesmo assim, você já deve ter visto muito crente obeso soltar o verbo contra um irmão fumante, esquecido do que o Senhor disse em Mat. 7:4: "Como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão".

O mesmo acontece com outro pecado que a sociedade moderna incentiva, e é comum nas igrejas que pregam a prosperidade. Falo da cobiça e particularmente do amor ao dinheiro. Hoje o ganancioso e ambicioso é louvado pela sociedade, e até por homens que se dizem cristãos. Este é o assunto de 2Tm 3:2: "Pois os homens serão amantes de si mesmos, GANANCIOSOS, presunçosos, soberbos... atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder".

Luc 16:13-14: "Nenhum servo pode servir dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar ao outro, ou há de amar a um e odiar ao outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. Os fariseus, que eram gananciosos, ouviam todas essas coisas e zombavam dele".

Não me entenda mal: não estou justificando o cigarro, ou dizendo que seja inofensivo, ou menos prejudicial que outros costumes largamente aceitos na cristandade, como a glutonaria e a ganância. O fumo prejudica sim o corpo do cristão, que é o templo do Espírito e deve ser tratado com cuidado. Eu mesmo, em minha atividade profissional, não faço palestras ou treinamentos para a indústria do tabaco, por não me sentir motivado a motivar sua equipe de vendas a vender mais.

Mas o cigarro não era considerado um mal pelos cristãos há algumas décadas. O fumo começou a ser considerado um pecado grave pelos protestantes na metade do século 20, quando também começaram a descobrir os malefícios da nicotina. Mas no passado era comum cristãos fumarem cachimbos e charutos, como faziam C. H. Spurgeon e C. S. Lewis. Obviamente isso não justifica o fumo, mas a falta de informação na época fazia o fumo ser considerado inócuo para o organismo. Nos anos 50 havia até propaganda de cigarro com a frase "Este os médicos recomendam".

Visto do ponto de vista dos prejuízos que traz à saúde do corpo, que é o templo do Espírito, o fumo é um pecado, como é também a droga ou qualquer vício, até mesmo os mais inocentes, como ser viciado em chocolate. Do ponto de vista do vício, 1Co 6:12 diz: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas".

Outra questão que pode transformar o fumo ou qualquer em pecado é se isso trouxer escândalo ou fizer desviar um irmão mais fraco. Se ele vê você fumando e isso o escandaliza, então evite fazer isso na presença dele, e isto vale também para comer ou beber certos alimentos e bebidas.

Rom 14:21-23: "Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça. Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado".

Se você achar que está pecando pelo fato de fumar, então procure parar. Eu sei que não devo beber vinho perto de alguns cristãos, mas fora disso não vejo problema em beber um cálice de vinho ou um copo de cerveja, o que não é suficiente para embebedar (a Bíblia condena a embriaguez com vinho, não o vinho, ou o Senhor não teria transformado água em vinho na festa de casamento).

A nicotina pode viciar e aí você se torna escravo dela, o que não é da vontade do Senhor. Mas nem sempre é o caso. Eu tinha um professor no ginásio que fumava um cigarro por dia, apenas. Depois das aulas, ele chegava em casa à noite, sentava em sua cadeira de balanço preferida, colocava um disco de música clássica, e fumava um cigarro. Aquilo não era vício, era terapia. Certamente devia fazer menos mal do que tomar um calmante após um dia estressante de aulas para alunos como eu, que não estavam muito interessados em aprender.

De qualquer forma, se puder livrar-se do vício, você só ganhará com isso. Hoje temos informação suficiente para saber que o cigarro causa câncer e não creio que devemos submeter nosso corpo a esse dano. O mesmo vale para medicamentos desnecessários e outras coisas. Talvez daqui a cem anos os cristãos perceberão que beber refrigerante ou consumir adoçante químico é até pior que fumar... Então essas coisas entrarão na lista dos pecados.

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domingo, 2 de janeiro de 2011

A Libertação do Pecado

- por René Burkhardt | 20 de Dezembro de 2010

O Senhor nos diz: "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, E EU LHES DAREI DESCANSO. Tomem sobre vocês o meu jugo E APRENDAM DE MIM, pois sou manso e humilde de coração, E VOCÊS ENCONTRARÃO DESCANSO PARA AS SUAS ALMAS. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve" (Mt 11). “Eu pedirei ao Pai, e ELE LHES DARÁ OUTRO CONSELHEIRO PARA ESTAR COM VOCÊS PARA SEMPRE, O ESPÍRITO DA VERDADE. O mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ELE VIVE COM VOCÊS E ESTARÁ EM VOCÊS. Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, LHES ENSINARÁ TODAS AS COISAS e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse. Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou” (Jo 14). “Que a paz de Cristo SEJA O JUIZ EM SEUS CORAÇÕES, visto que vocês foram chamados a viver em paz, como membros de um só corpo” (Cl 3). “Quando o Espírito da verdade vier, ELE OS GUIARÁ A TODA A VERDADE. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, E LHES ANUNCIARÁ O QUE ESTÁ POR VIR” (Jo 16).

E a Palavra ainda nos diz mais: “Ele se entregou [Cruz] por nós A FIM DE NOS REMIR DE TODA A MALDADE e PURIFICAR PARA SI MESMO UM POVO PARTICULARMENTE SEU, dedicado à prática de boas obras” (Tt 2). “Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo [Cruz] por ela PARA SANTIFICÁ-LA, TENDO-A PURIFICADO pelo lavar da água mediante a palavra, e APRESENTÁ-LA A SI MESMO COMO IGREJA GLORIOSA, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas SANTA E INCULPÁVEL” (Ef 5). “Se confessarmos os nossos pecados, ELE É FIEL E JUSTO PARA PERDOAR os nossos pecados E NOS PURIFICAR DE TODA INJUSTIÇA” (1Jo 1).

Amados, todas essas passagens querem dizer exatamente o que dizem: que o próprio Senhor Jesus nos chama a Ele e providencia, através de Seu Espírito, a nossa purificação, a nossa santificação. Quando Ele diz que o Espírito luta contra a nossa carne, para que a gente não faça o que, porventura, deseja fazer (Gl 5), Ele está dizendo que é Ele mesmo Quem opera a nossa santificação. E Ele acrescenta que Ele próprio é a nossa santificação (1Co 1).

Jesus veio e consumou a obra da Cruz, porque “aquilo que a lei fora incapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne, Deus o fez, enviando seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne, a fim de que as justas exigências da lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Rm 8). Em outras palavras, nem mesmo a perfeita Lei de Deus é capaz de nos levar à santificação, sem a qual não veremos o Senhor! Muito menos, leis que procedem de homens o farão! Somente o Espírito de Deus pode fazer essa obra!!!

“Mas como pode ser isto? Como que o Espírito Santo vai mudar alguma coisa em mim?”, perguntam alguns. “Se eu não derrotar o pecado que existe em mim, nunca chegarei ao Senhor!”, declaram outros. “Tudo bem, têm coisas que só o Espírito pode fazer, mas, muitos pecados, sou eu que devo derrotar!”, exclamam ainda outros.

Amados, se pudéssemos derrotar algum pecado em nós, conseguiríamos derrotar qualquer pecado, bastando, para isto, a aplicação diferenciada de esforço próprio! E, assim, o único caminho que leva a Deus seria a obediência a leis, não Jesus! “Aaahhh, mas Jesus veio em socorro dos fracos e oprimidos. Os outros podem e devem lutar contra o pecado e vencê-lo!”, alguém poderia argumentar. Mas isto seria verdade? É o que diz a Palavra da infinita sabedoria de Deus? Não! Ela diz: “Mas agora, SEM LEI, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos {e sobre todos} os que crêem; porque NÃO HÁ DISTINÇÃO, pois todos pecaram e [TODOS] CARECEM da glória de Deus” (Rm 3).

O grito desesperado de Paulo ecoa através dos séculos, no coração de cada pessoa: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7). Esta é a constatação inequívoca de que ninguém consegue se livrar do pecado, se não for pelo poder do Espírito Santo! Não adianta dizermos “tem misericórdia de mim, Senhor, que eu Te pagarei todas as minhas dívidas contigo!”, porque esta é a declaração de uma mente insana que desconhece o real valor dessas dívidas e, pior ainda, desconhece a sua própria condição miserável de incapacidade de vencer o pecado!

Jesus disse que não adianta nós dizermos que não matamos, não adulteramos, não cobiçamos, porque esses pecados estão entranhados em nós, muito antes de serem ou não cometidos de fato! Este é o grande problema humano diante do pecado: não reconhecer que ele está dentro da pessoa, ainda que esta faça um esforço sobre-humano para não cometê-lo de fato, de forma aparente! E o não reconhecimento disto impede o arrependimento, pois a pessoa se considera justa e justificada pelo seu esforço de não cometer aquilo que está enchendo a sua mente, o seu coração! E sem arrependimento não há salvação!

Enquanto nós dissermos que estamos no controle, que só precisamos de mais um tempinho, mais um pouco de esforço para eliminar um pecado, estaremos nos enganando e impedindo que o Espírito Santo atue na nossa plena purificação. O Espírito de Deus só age em nós, quando entregamos totalmente a Ele a responsabilidade de nos libertar do pecado. Sem isto, Ele deixa que façamos do nosso jeito, na nossa força, até chegarmos ao arrependimento de nossas obras mortas (esses esforços) e à confissão da nossa incapacidade de vencermos. Até isto acontecer, nós lutamos e caímos, lutamos e caímos, e chegamos a desesperar de nossa própria vida. Chegamos a pensar que a santificação é algo inatingível e que nunca veremos a Deus. É nesta hora que gritamos: “Miserável homem que sou!! Quem me livrará do corpo desta morte??”.

Então o Espírito Santo responde: “Graças a Deus, por Jesus Cristo!”. Aí, Ele entra no assunto e assume o controle total. Começa a grande luta contra a nossa carne. Enquanto Ele não vence definitivamente esta luta, Ele providencia para que nossos meios de cometer o pecado sejam cada vez mais enfraquecidos, até não existirem mais, ou que eles sejam usados somente para o bem, jamais para pecar. Ao mesmo tempo, Ele age nas próprias circunstâncias de nossa vida, para que não tenhamos mais a oportunidade para pecarmos. Isto Ele faz impedindo que haja a ocasião propícia, ou nos fazendo ter nojo, até mesmo raiva, do objeto do nosso pecado, ou ainda, colocando pessoas próximas de nós, diante das quais somos impedidos de pecar, por pura vergonha. Sua ação nos meios e nas oportunidades, claro, só duram o tempo necessário para Ele extirpar definitivamente o pecado da nossa carne.

Alguém, verdadeiramente cristão, fica planejando matar ou adulterar? Absolutamente, não! Mas você acha que não planeja matar ou adulterar, porque é obediente à Lei, ou porque pensa que agrada a Deus não fazendo tais coisas? Se é isto que você acha, saiba que você não está purificado desses pecados! Você não mata, ou não adultera, por medo das conseqüências desses atos! Isto quer dizer que seu coração não está verdadeiramente limpo e que depende da ação do Espírito nele. Você está suscetível a cometer esses atos, bastando que você tenha, ao mesmo tempo, motivos, os meios e a oportunidade para isso!

Imagine que você se encontre diante de uma pessoa que acabou de espancar alguém que você ama muito. Essa pessoa ainda tem sangue, daquele que você ama, em suas mãos. Vocês estão em um lugar ermo, sozinhos, e você tem um porrete em suas mãos. Você sabe que essa pessoa já fez isso antes e que, certamente, continuará fazendo. É aquela pessoa que chamamos de incorrigível. Você está com raiva dela, tem os meios e a oportunidade de dar uma porretada nela. Você o fará? Mas seja sincero (a)! Talvez este exemplo não seja aquele que mexe com você. Então, imagine aquela pessoa de quem você já sentiu raiva, em algum momento, e imagine você diante dela, tendo os meios e a oportunidade para lhe dar um bom “corretivo”. Sinceramente, você o faria?

O mesmo vale para o adulterar. Você já se imaginou na situação de José, que nos é apresentada na Bíblia? Você diante de uma pessoa que ativa toda a sua libido... ninguém por perto e ninguém por chegar nas próximas horas... seu cônjuge já não desperta todo aquele interesse em você, ou, talvez, você esteja sozinho (a) há muito tempo (não seria adultério, mas fornicação)... Talvez, só em ler estas palavras e imaginar uma situação, você já sinta algo aquecendo dentro de você... Então, você acha que não cometeu esse pecado, até agora, por ser obediente à Lei e, por isto, tem agradado ao Senhor?

Meus amados, saibam que, se vocês não cometeram esses pecados (ou outros) ainda, foi porque o Espírito de Deus os impediu, não dando a oportunidade propícia para isso, ou não lhes dando os meios para isso, enquanto Ele opera, em seu coração, a libertação total do pecado! E, se vocês já cometeram, foi porque vocês disseram que eram fortes o suficiente para resolver o problema do pecado e nunca cometê-lo! No momento da provação, caíram, porque confiaram em si mesmos, não no poder do Espírito de Deus! Confiando nEle, enquanto seu coração não estivesse totalmente liberto, Ele não permitiria que você tivesse meios ou oportunidades para cometer o pecado! Isto é fato! Isto é real! Creiam! Não diminuam o poder do Espírito de Cristo! Não apaguem o Espírito!

Crer nisto e viver desta forma é colocar nossas vidas nas mãos do Senhor. Mas não podemos esquecer, nunca, que o tempo de Deus não é o nosso tempo! Ele faz a obra de purificação em nós, sim, mas a Seu tempo. E, talvez, a não compreensão deste fato é que esteja levando tantas pessoas a pensarem que precisam, que devem, se santificar na sua própria força. Mas isto é impossível! Paulo disse que queria fazer o bem, mas acabava fazendo o mal que estava entranhado nele. Você se acha mais “santo” que Paulo, ou mais forte do que ele? Não! Isto acontece com todas as pessoas! E a mesma solução que ele encontrou está à disposição de todos: Jesus! Ele, através de Seu Espírito, é a única possibilidade que temos de alcançar a libertação do pecado!


Como complemento a este texto, talvez sejam interessantes os textos “O Pecado – Um Breve Resumo” e “A Soberba e o Pecado Mortal”.

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sábado, 1 de janeiro de 2011

O Pecado - Um Breve Resumo

Faço esta repostagem e trago o texto "A Soberba e o Pecado Mortal" para o topo da página, por serem, ambos, pertinentes à próxima postagem.

- por René Burkhardt - 15 de Setembro de 2008

Origem: Deus é infinito em tudo, sabe todas as coisas (Jo 21.17) e tem poder para tudo (Jó 42.2). Ele não foi criado, pois existe eternamente sem princípio ou fim de dias (Sl 90.2, etc.). Não há nada, nem ninguém que seja superior a Ele, ou que possa ser comparado a Ele (Is 40.25). Nada mais justo que um Ser assim seja adorado. Por isto e por não haver quem fizesse isso por Ele, Deus criou os Seus adoradores: primeiro os anjos, depois o homem (Jó 38.4-7). Para que esses adoradores O louvassem, era necessário que eles reconhecessem o que é belo, o que é perfeito e, também, que eles eram seres criados por um Deus Criador superior a tudo e a todos. Com o passar do tempo, essa capacidade foi usada por um dos querubins (Is 14.13-14; Ez 28.17) para adorar a si mesmo (soberba), desviando o olhar do verdadeiro Objeto de adoração, que era Deus, não permanecendo com a crença de que Ele era o Ser supremo (incredulidade). Passeando pela terra (Jó 1.7), o Diabo, que já havia convencido 1/3 dos anjos, investiu contra a nova criação de Deus, o homem, para que ele também não adorasse mais ao Deus Criador. O homem, que ainda não era conhecedor do bem e do mal, gostou da idéia de ser comparável a Deus (soberba), deixando de crer que Ele era o Ser supremo e inigualável (incredulidade). Levando esta idéia adiante, o homem feriu a perfeita e infinita justiça de Deus, que é baseada em Seu caráter perfeito, pois não é correto tentar comparar a criatura com seu Criador.

Definição: o pecado é ferir a justiça, o caráter de Deus, e ele sempre é motivado pela soberba (Tg 1.14-15), que gera incredulidade (estas duas sempre andam juntas). Ele pode ser deliberado (At 5.1-3), ou por ignorância (Gn 4.8).

Natureza pecaminosa: Assim como Adão, cada ser humano é formado por Deus (Is 45.10-12), com a mesma capacidade de reconhecer o que é belo, o que é perfeito e que existe um Deus Criador (Rm 1.20), e, como Adão, todos pecaram (Rm 5.12).

No cristão: todo aquele que com sua boca confessar a Jesus como Senhor e em seu coração crer que Deus O ressuscitou dentre os mortos, será salvo (Rm 10.9), porém, ainda assim, tem a possibilidade de pecar (1Jo 1.8-10).

Prevenção do pecado:

- para o não cristão: ouvir e concordar com a voz do Espírito Santo (Pv 20.24; Is 30.21), se arrepender de sua vida afastada de Deus (Mc 1.15) e crer em Jesus Cristo como Senhor de sua vida (At 16.31), sua santificação e redenção (1Co 1.30);

- para o cristão: buscar a santificação (Mt 5.48; Hb 12.14-16; 1Pe 1.15-16) que é proporcionada por Cristo (Ef 5.25-27), pelo Espírito Santo (2Ts 2.13) e pela Palavra de Deus (Jo 17.17), andar na Luz (1Jo 1.7) e, também pelo Espírito (Gl 5.17), dominar o desejo do pecado (Gn 4.7).

Penalidades para o pecado:

- para o não cristão: se continuar rebelde contra a voz do Espírito, blasfemando assim de Seu poder, o resultado é a morte eterna (Mc 3.29);

- para o cristão: disciplina (Hb 12.4-8).


Remédio para o pecado: negar-se a si mesmo, tomar sua própria cruz dia a dia e seguir a Jesus Cristo (Lc 9.23-24), para, nEle, ser feito justiça de Deus (2Co 5.21; 1Co 1.30).

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A Soberba e o Pecado Mortal

- por René Burkhardt | 24 de Novembro de 2010

“Disse a serpente à mulher: ‘Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecedores do bem e do mal’" (Gn 3.4-5)

E, então, “quando a mulher viu que a árvore parecia... desejável para dela se obter discernimento” e que, portanto, se tornaria igual a Deus, ela deixou de crer que Deus era o Pai Criador, passou a achar que ela se tornaria uma deusa, com poder sobre sua própria vida e sobre todas as coisas, e seu marido concordou com ela e pensou o mesmo sobre si.

A SOBERBA

A soberba do homem gera incredulidade, que, por sua vez, gera a morte do homem.

Muitos “apedrejam” Adão e Eva, por terem provocado a queda do homem e suas terríveis conseqüências, que observamos em nosso dia a dia, onde o mal parece prevalecer. No entanto, ao longo de nossas vidas, todos nós mostramos que faríamos o mesmo que eles. Afinal, antes de darmos permissão para que o Espírito Santo aja em nossa vida, moldando o nosso caráter, nos aperfeiçoando, sempre agimos com a mesma soberba do primeiro casal.

Desde cedo, queremos ser o centro das atenções, queremos ser adorados por nossas qualidades e capacidades. Queremos ser deuses! Da pessoa mais famosa à mais desconhecida, da mais poderosa à menos favorecida, todos agimos com soberba, senão em tudo, pelo menos, em alguma área de nossa vida.

Há muitos exemplos disso, em todas as esferas da vida: quando crianças, queremos que todos pensem que somos o melhor filho, o melhor aluno, o melhor esportista, a criança mais sábia, a mais espetacular! Por quê? Porque queremos ser adorados como deuses! É como se quiséssemos que todos se curvassem diante de nós, reconhecendo nossa grandeza. Mesmo crianças “quietinhas”, que não participam da folia das outras crianças, estão chamando atenção para si, querendo que todos reconheçam sua maturidade precoce, ou que são coitadinhas tratadas injustamente e que, na verdade, são merecedoras de um tratamento muito superior ao que têm, porque são muito superiores ao que parecem ser.

Ao longo dos anos, essa atitude vai sendo aperfeiçoada, mediante a experiência de vida, que mostra quais caminhos são mais eficientes para essa conquista. Então se chega à fase adulta com uma “personalidade” formada: alguns fingem humildade, sentindo pena de si mesmos, por não terem alcançado o patamar de vida que pensam merecer, afinal, são deuses! Estas pessoas tentam convergir para si a atenção e a adoração de todos, por parecerem frágeis e discriminadas, quando deveriam ser o centro do universo.

Outros se esforçaram de tal forma, que conseguiram se destacar na atividade que escolheram para serem superiores. Estes, não mediram esforços, ao longo de suas vidas, para atingirem seu objetivo de serem adorados como deuses! Afinal, o que leva alguém a querer ser o melhor em alguma coisa? É para o bem comum? É para benefício dos outros? Não, nunca! É para benefício próprio, para ser adorado, reconhecido como o superior!

Em todas essas coisas, o ser humano experimenta da sua própria árvore do conhecimento do bem e do mal. Em todas essas coisas, o ser humano crê que sua atitude, sua opção de vida, seu próprio esforço, o tornará semelhante ao Altíssimo. Em todas essas coisas, o ser humano deixa de crer na Palavra do Senhor: “Eu sou o Senhor, teu Deus Pai e Criador! Não há outro deus semelhante a Mim!”. E esta incredulidade gera a morte!

O PECADO MORTAL

João disse: “Há pecado que leva à morte” (1Jo 5.16). E é bem provável que, ao dizer isto, ele se reportava à palavra de Jesus: “Por esse motivo eu lhes digo: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas quem falar contra o Espírito Santo não será perdoado, nem nesta era nem na era que há de vir” (Mt 12.31-32).

Aqui, o Senhor está dizendo que existe um pecado que, inevitavelmente, levará à morte, quando cometido. Mas, se Jesus morreu por nossos pecados, se é Ele que nos purifica e lança para trás de Si toda a nossa iniqüidade, como pode haver, ainda, uma possibilidade de cometermos um erro que não permita que sejamos salvos?

Voltando no tempo, vemos o Espírito Santo afirmar através de Joel: “derramarei o meu Espírito sobre toda a carne... até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias” (2.28-29). Era uma profecia sobre o final dos tempos, mas Pedro, em seu primeiro discurso, afirmou que ela já começava a se cumprir naquele momento, naquele dia de Pentecostes.

Isto quer dizer que o Espírito do Senhor está junto de todas as pessoas, de todos os povos, do mundo inteiro. E sabemos da função do Espírito: “lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse”; “convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”; “ele os guiará a toda a verdade”; “lhes anunciará o que está por vir”; “receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês”, assim como a distribuição de dons para a Igreja. E Isaías esclarece como o Espírito fala com as pessoas: “Quer você se volte para a direita quer para a esquerda, uma voz atrás de você lhe dirá: ‘Este é o caminho; siga-o’" (30.21).

Em outras palavras, o Espírito Santo orienta a todas as pessoas, em todo o tempo. Em todas as opções que o ser humano está para fazer, o Espírito lhe diz qual o caminho certo a seguir. Ele sempre torna conhecida a vontade de Deus para a pessoa, a cada passo no caminho da vida. Podemos, até, tomar a ilustração dos desenhos animados e dos filmes, onde aparece um “anjinho” e um “diabinho” falando aos ouvidos da pessoa, como uma figura do que realmente acontece. Podemos tomar esse “anjinho” como figura do Espírito de Deus nos falando qual a Sua vontade diante da situação em que nos encontramos. A diferença é que Ele fala ao nosso coração, não aos nossos ouvidos.

É aí que cometemos o pecado mortal, ao qual Jesus Se referiu: inúmeras vezes, blasfemamos contra o Espírito! Blasfemar é ultrajar, insultar a divindade. É isto que fazemos, quando não seguimos a orientação do Espírito de Cristo, porque preferimos comer do fruto da nossa árvore do conhecimento do bem e do mal, ao invés de concordarmos com o verdadeiro Conhecimento Infinito! Isto é nos fazermos Deus a nós mesmos! Isto é não crer na palavra de Jesus, é não crer que o Espírito Santo tenha o poder para nos ensinar todas as coisas, é não crer que Ele é o próprio Deus! E esta incredulidade gera a morte!

Como reconhecer a voz do Espírito? Jesus disse que o Espírito Santo receberia do que é dEle e o ensinaria a nós. Também disse que Ele convenceria o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Então, a cada passo que damos, no dia chamado ‘hoje’, o Espírito nos ensina como o Senhor agiria e nos indica o caminho a seguir: imitá-lO! E, sempre, de acordo com a Palavra de Deus, da mesma forma que Jesus o fez. Ele também nos convence do pecado que cometeríamos, ao termos, de nós mesmos, um conceito mais elevado do que deveríamos ter (Rm 12.3); nos convence do pecado que é a nossa soberba, a qual nos entrega à vã idolatria de nós mesmos. E “os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso” (Jn 2.8).

Esta é a forma de Jesus bater à nossa porta: através do Seu Espírito! Concordar com Ele, aplicar Seus ensinos à nossa vida e reconhecer que só Ele é Deus, nos leva à vida! Por outro lado, blasfemar contra o Espírito de Cristo, não aceitando Seus ensinos e não reconhecendo que Ele é o próprio Deus, nos leva à morte!

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Ap 3.20).

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Uma Perspectiva Cristã Sobre a Homossexualidade

Recebi este texto por email. Se você estiver sem tempo, não o leia, pois ele é longo e merece ser lido com atenção. Neste caso, volte quando estiver com mais tempo. E volte com a certeza de que será edificado.

Eu o considerei um dos textos mais coerentes, entre os que já tive oportunidade de ler. Por isto, resolvi publicá-lo aqui, a fim de que possa ser lido e ponderado por aqueles que, porventura, ainda não o leram.

Chamo atenção para o fato de que, apesar de ser sobre um assunto específico, tal tipo de raciocínio poderia e deveria ser aplicado a outros assuntos, na vida cristã. Principalmente, sua conclusão.

Boa leitura!

- por Dr. William Lane Craig

Uma das questões mais importantes e voláteis que a Igreja enfrenta hoje é a questão da homossexualidade como um estilo de vida alternativo. A Igreja não pode se esquivar dessa questão. Eventos como o brutal assassinato de Matthew Shepherd, o estudante homossexual de Wyoming, ou os recentes escândalos envolvendo padres pedófilos, que abalaram a Igreja Católica, servem para trazer essa questão para o centro da cultura Americana.

Cristãos que rejeitam a legitimidade do estilo de vida homossexual são geralmente taxados de homofóbicos, intolerantes e até odiosos. Há uma grande intimidação em relação a essa questão. Algumas igrejas inclusive têm aprovado o estilo de vida homossexual e aceitam aqueles que praticam a homossexualidade como ministros da igreja.

E não pense que isso só tem acontecido em igrejas liberais. Um grupo de evangélicos chamado Evangelicals Concerned é um grupo de pessoas que aparentam ser cristãos nascidos-de-novo, crentes na Bíblia, mas também homossexuais praticantes. Eles alegam que a Bíblia não proíbe a atividade homossexual, ou que seus mandamentos não são válidos para hoje, mas são apenas reflexo da cultura na qual eles foram escritos. Essas pessoas podem ser ortodoxas em relação à Jesus e todas as outras áreas de ensino; mas eles pensam que é correto ser um homossexual praticante. Eu lembro de ouvir um acadêmico do Novo Testamento numa conferência profissional relatar a história de que uma vez foi falar em um de seus encontros: "As pessoas estavam seriamente preocupadas sobre o que você iria dizer", seu anfitrião disse depois do encontro. "Por quê?", ele perguntou surpreso. "Você sabe que eu não sou homofóbico!". "Ah, não, não era essa a preocupação", seu anfitrião afirmou. "Eles temiam que fosse você ser muito histórico-crítico!".

Então quem somos nós para dizer que esses aparentes cristãos sinceros estão errados?

Essa é uma pergunta muito importante. Quem somos nós para dizer que eles estão errados? Mas essa pergunta levanta uma pergunta ainda mais profunda, que deve ser respondida primeiro: o certo e o errado realmente existem? Antes de determinar o quê é certo ou errado, você tem que saber se realmente há um certo e errado.

Bem, qual é a base para dizer que o certo e o errado existem, que realmente há uma diferença entre os dois? Tradicionalmente, a resposta tem sido que os valores morais se baseiam em Deus. Deus é, pela Sua própria natureza, perfeitamente santo e bom. Ele é justo, paciente, misericordioso, generoso - tudo que é bom vem dele e é um reflexo de Seu caráter. Agora, a natureza perfeitamente boa de Deus se traduz em mandamentos para nós, que se tornam nossos deveres morais, por exemplo: "Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, entendimento e força", "Amarás o teu próximo como a ti mesmo", "Não matarás, furtarás, ou cometerás adultério". Essas coisas são certas ou erradas baseadas nos mandamentos de Deus. E os mandamentos de Deus não são arbitrários, mas fluem necessariamente de Sua natureza perfeita.

Esse é o entendimento Cristão de certo ou errado. Existe realmente um ser como Deus, que criou o mundo e nos criou à Sua imagem. E ele, realmente, nos ordenou certas coisas. Somos, realmente, obrigados a fazer certas coisas (e a não fazer outras). Moralidade não está apenas em sua mente. Ela é real. Quando falhamos em cumprir os mandamentos de Deus, nós estamos culpados perante Ele e necessitamos de Seu perdão. O problema não é só que nos sentimos culpados; nós realmente somos culpados, não importando como nos sentimos. Eu posso não me sentir culpado, porque eu tenho uma consciência insensível, cauterizada pelo pecado; mas, se eu tiver quebrado um mandamento de Deus, eu sou culpado, não importando como eu me sinta.

Então, por exemplo, se os Nazistas tivessem vencido a Segunda Guerra e alcançassem o objetivo de lavar a mente, ou exterminar quem quer que discordasse deles, para que, então, todos pensassem que o Holocausto tivesse sido algo bom, ainda assim seria errado, porque Deus afirma que é errado, não importando a opinião humana. Moralidade é baseada em Deus, então o certo e o errado existem realmente e não são afetados pelas opiniões humanas.

Eu enfatizei esse ponto por ser tão estranho para muitas pessoas na nossa sociedade hoje. Hoje muitas pessoas pensam no certo e errado não como uma questão de fato, mas como uma questão de gosto. Por exemplo, não há nenhum fato objetivo em brócolis ser gostoso. É gostoso para alguns, mas ruim para outros. Pode ser ruim para você, mas é bom para mim! As pessoas pensam o mesmo em relação aos valores morais. Algo pode ser errado para você, mas certo para mim. Não há nenhum certo e errado na verdade. É apenas uma questão de opinião.

Agora, se não há nenhum Deus, então eu penso que essas pessoas estão absolutamente corretas. Na ausência de Deus, tudo se torna relativo. Certo e errado se tornam relativos de acordo com diferentes culturas e sociedades. Sem Deus, quem dirá que os valores de uma cultura são melhores do que os de outra? Richard Taylor, que é um proeminente filósofo americano - e não é cristão -, esclarece isso enfaticamente. Observe atentamente o que ele diz:

"A idéia de... obrigação moral é clara o bastante, estabelecida essa referência a algum legislador superior... mais do que à referência ao estado. Em outras palavras, nossas obrigações morais podem... ser entendidas como aquelas que são impostas por Deus... Mas e se esse legislador mais-alto-que-o-homem não for mais levado em consideração? O conceito de obrigação moral... ainda assim fará sentido?"

Ele diz que a resposta é "Não!". Eu cito: "O conceito de obrigação moral não é inteligível à parte da idéia de Deus. As palavras permanecem, mas o sentido se foi".

Ele continua e diz:

"A era moderna, repudiando a idéia de legislador divino, todavia, tem tentado manter as idéias de moralmente certo e errado, sem se dar conta que ao colocar Deus de lado eles também aboliram o sentido do certo e errado. Assim, até pessoas instruídas algumas vezes declaram que certas coisas como guerra, ou aborto, ou a violação de certos direitos humanos são moralmente erradas, e pensam que disseram alguma coisa verdadeira e com sentido. As pessoas instruídas não precisam ser lembradas, entretanto, que tais questões nunca foram respondidas à parte da religião".

Você percebe o que esse filósofo não-Cristão está dizendo? Se não há Deus, se não há legislador divino, então não há nenhuma lei moral. Se não há lei moral, então não há nenhum certo e errado. Certo e errado são simples convenções humanas e leis variam de sociedade em sociedade. Mesmo se todas concordarem, continuariam sendo invenções humanas.

Então se Deus não existe, certo e errado não existem também. Qualquer coisa é válida, incluindo a homossexualidade. Então, uma das melhores maneiras de defender a legitimidade do estilo de vida homossexual é se tornar ateu. Mas o problema é que muitos defensores da homossexualidade não querem se tornar ateus. Em particular, eles querem afirmar que o certo e o errado existem. Então você os ouve fazendo julgamentos morais a todo tempo, por exemplo: "É errado discriminar os homossexuais". E esses julgamentos morais não são para serem entendidos como relativos a uma cultura ou sociedade. Eles condenariam uma sociedade como a Alemanha Nazista que lançou os homossexuais em campos de concentração, junto com os judeus e outros indesejáveis. Quando o Colorado formulou uma emenda proibindo certos direitos especiais para os homossexuais, Barbara Streisand convocou um boicote ao estado dizendo: "O clima moral no Colorado se tornou inaceitável".

Mas vimos que esses tipos de julgamentos morais não têm sentido a menos que Deus exista. Se Deus não existe, tudo é válido, incluindo a discriminação e perseguição aos homossexuais. Mas não pára por aí: homícidio, estupro, tortura, abuso infantil - nenhuma dessas coisas seriam erradas, pois sem Deus não existe certo e errado. Tudo é permitido.

Então se podemos fazer julgamentos morais sobre o que é certo ou errado, temos que afirmar que Deus existe. Mas, então, a mesma pergunta que nós começamos - "Quem é você para dizer que a homossexualidade é errada?" - pode ser devolvida aos ativistas homossexuais: "Quem é você para dizer que a homossexualidade é certa?". Se Deus existe, então não podemos ignorar o que Ele diz sobre o assunto. A resposta correta ao "Quem é você...?" é "Eu? Não sou ninguém! Deus determina o que é certo e errado, e eu só estou interessado em aprender e obedecer o que Ele diz."

Então deixe-me recapitular o que vimos até aqui. A questão da legitimidade do estilo de vida homossexual é uma pergunta sobre o que Deus tem a ver com isso. Se não há Deus, então não há certo e errado, e não faz diferença que estilo de vida você escolhe - o perseguidor dos homossexuais é moralmente equivalente ao defensor da homossexualidade. Mas se Deus existe, não podemos seguir nos baseando em nossas opiniões. Temos que descobrir o que Deus acha sobre o assunto.

Então como descobrir o que Deus pensa? O Cristão diz "veja na Bíblia". E a Bíblia nos diz que Deus abomina os atos homossexuais. Logo, eles estão errados.

Então, basicamente o raciocínio é o seguinte:

(1) Somos todos obrigados a fazer a vontade de Deus.

(2) A vontade de Deus é expressa na Bíblia.

(3) A Bíblia proíbe o comportamento homossexual.

(4) Logo, o comportamento homossexual é contrário à vontade de Deus, ou é errado.

Agora se alguém resistir a este raciocínio, ele deve negar ou (2) 'A Vontade de Deus é expressa na Bíblia', ou (3) 'A Bíblia proíbe o comportamento homossexual'.

Vamos ver o ponto (3) primeiro: A Bíblia, de fato, proíbe o comportamento homossexual? Agora, veja como eu coloco a questão. Eu não perguntei se a Bíblia proíbe a homossexualidade, mas, sim, se a Bíblia proíbe o comportamento homossexual! Essa é uma distinção importante. Ser homossexual é um estado ou uma orientação; uma pessoa que tem orientação homossexual pode jamais expressar essa orientação em ações. Por contraste, uma pessoa pode se envolver em atos homossexuais mesmo sendo de uma orientação heterossexual. O que a Bíblia condena são as ações e comportamento homossexual. A idéia de uma pessoa sendo homossexual por orientação é uma característica da psicologia moderna e pode ter sido desconhecida para as pessoas do mundo antigo. Eles estavam familiarizados com os atos homossexuais, e é isso que a Bíblia proíbe.

Isso tem implicações enormes. Significa que todo esse debate sobre a questão de se a homossexualidade é algo que já nasce com o individuo, ou é resultado de como você foi criado, na verdade, não importa no final. O que importa não é como você recebeu sua orientação, mas o que você faz com ela. Alguns defensores da homossexualidade anseiam em provar que seus genes, e não sua criação, é que determinam se você é homossexual, porque então o comportamento homossexual seria normal e correto. Mas essa conclusão não se segue de jeito algum. Só porque você é geneticamente pré-disposto a algum comportamento, não significa que tal comportamento é moralmente correto. Para exemplificar, alguns pesquisadores suspeitam que haja um gene que predispõe algumas pessoas ao alcoolismo. Isso significa que é correto para as pessoas com tal pré-disposição ir em frente e beber e se tornar um alcoólico? Óbvio que não! Se serve para qualquer coisa, serve para alertá-lo que deve se abster do álcool, para prevenir que isso aconteça. Agora, a verdade da questão é que nós não compreendemos completamente os papéis exercidos pela hereditariedade e a criação na produção da homossexualidade. Mas isso realmente não importa. Mesmo se a homossexualidade fosse completamente genética, esse fato ainda assim não seria nada distinto de um defeito de nascimento, como fissuras palatinas ou epilepsia. Não quer dizer que é normal e que não devamos tentar corrigir.

De qualquer forma, mesmo se a homossexualidade resultar da genética ou da criação, as pessoas geralmente não escolhem serem homossexuais. Muitos homossexuais testemunham o quão agonizante é se encontrar com esses desejos e lutar contra eles, e eles te dirão que nunca escolheram ser assim. E a Bíblia não condena uma pessoa por ter orientação homossexual. O que ela condena são os atos homossexuais. É perfeitamente possível ser homossexual e ainda assim ser um cristão cheio do Espírito e nascido de novo.

Assim como um alcoólico que está limpo se levanta num encontro dos AA e diz "Eu sou alcoólico", assim também um homossexual que está vivendo sem a prática e se mantendo puro deve estar pronto para se levantar em um encontro de oração e dizer "Eu sou um homossexual. Mas pela graça de Deus e pelo poder do Espírito Santo, eu tenho vivido separado para Cristo". E eu espero que tenhamos a coragem e o amor para recebê-lo como irmão ou irmã em Cristo.

Então, mais uma vez, a pergunta é: A Bíblia proíbe o comportamento homossexual? Bem, eu já disse que sim. A Bíblia é tão realista! Você pode esperar que ela não mencione um tópico como o comportamento homossexual, mas, de fato, existem seis lugares na Bíblia - três no Antigo Testamento e três no Novo Testamento - onde essa questão é abordada diretamente - para não mencionar todas as passagens que lidam com o casamento e a sexualidade, que tem implicações para essa questão. Em todas as seis passagens os atos homossexuais são inequivocamente condenados.

Em Levítico 18.22 diz que é abominação um homem se deitar com outro homem como se fosse mulher. Em Levítico 20.13 a pena de morte é prescrita em Israel para tal ato, junto com adultério, incesto e bestialidade. Agora, algumas vezes, os defensores da homossexualidade interpretam essas passagens à luz de outras proibições do Antigo Testamento contra o contato com animais impuros como porcos. Assim como os Cristãos não obedecem todas as leis cerimoniais do Antigo Testamento, assim também, eles dizem, não temos que obedecer as proibições em relação aos atos homossexuais. Mas o problema com esse argumento é que o Novo Testamento reafirma a validade das proibições do Antigo Testamento sobre o comportamento homossexual, como veremos abaixo. Isso mostra que essas passagens não eram somente parte das leis cerimoniais do Antigo Testamento, que já se passaram, mas sim parte da eterna lei moral de Deus. O comportamento homossexual é um pecado sério para Deus. O terceiro lugar onde os atos homossexuais são mencionados no Antigo Testamento é na terrível história de Gênesis 19, na tentativa de abuso aos visitantes de Ló pelos homens de Sodoma, de onde se deriva a palavra sodomia. Deus destruiu Sodoma por causa da perversidade deles.

Agora, se isso não é o bastante, o Novo Testamento também proíbe o comportamento homossexual. Em 1 Coríntios 6.9-10 Paulo escreve: "Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus". A palavra traduzida como "sodomita" se refere, na literatura Grega, ao intercurso sexual passivo ou ativo entre homens (Como eu disse, a Bíblia é muito realista!). Essa palavra também é citada em 1 Timóteo 1.10 junto com fornicadores, ladrões, mentirosos e assassinos, como "contrário à sã doutrina". O mais longo tratamento da atividade homossexual está em Romanos 1.24-28. Aqui Paulo fala sobre como as pessoas se desviaram do Deus Criador e passaram a adorar falsos deuses criados por si mesmos.

Ele diz,

"Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.

Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro".

Acadêmicos liberais tem feito acrobacias para tentar dar outra explicação que não o sentido claro expresso nesses versículos. Alguns disseram que Paulo só está condenando a prática pagã do abuso de menores pelos homens. Mas tal interpretação é obviamente errada, visto que Paulo diz, nos versos 24 e 27, que esses atos homossexuais são cometidos "homens com homens" e no verso 26 ele fala de atos de lesbianismo também. Outros acadêmicos têm dito que Paulo só está condenando os heterossexuais que se envolvem em atos homossexuais, mas não os homossexuais que o fazem. Mas essa interpretação é inventada e anacrônica. Já dissemos que foi apenas nos tempos modernos que a idéia de homossexual com orientação heterossexual se desenvolveu. O que Paulo está condenando são os atos homossexuais, não importando a orientação. Dado o contexto dessa passagem do Antigo Testamento e do que diz Paulo em 1 Coríntios 6.9-10 e 1 Timóteo 1.10, é claro que Paulo está proibindo tais atos. Ele vê esse comportamento como evidência de uma mente corrompida que se afastou de Deus e foi entregue por Ele à degeneração moral.

Então a Bíblia é muito clara no que diz respeito ao comportamento homossexual. É contrário ao plano de Deus e é pecado. Mesmo que não existissem todas essas passagens explícitas que lidam com os atos homossexuais, tais atos ainda seriam proibidos sob o mandamento "Não adulterarás". O plano de Deus para a atividade sexual humana é reservado para o casamento: qualquer atividade sexual fora da segurança dos laços matrimoniais - seja sexo pré-matrimonial ou extraconjugal, homo ou heterossexual - é proibida. O sexo foi desenhado por Deus para o casamento.

Alguém pode dizer que, já que Deus fez o sexo para o casamento, então vamos permitir que os homossexuais se casem, para que não estejam cometendo adultério! Mas essa sugestão é uma interpretação completamente errada da intenção de Deus para o casamento. Na história da criação em Gênesis, nos é dito como Deus fez a mulher como uma auxiliadora ideal ao homem, o complemento perfeito dado por Deus. Então é dito: "Por essa razão, deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se ambos uma só carne". Esse é o padrão de Deus para o casamento e, no Novo Testamento, Paulo cita essa passagem e então diz: "Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja" (Ef. 5.32). Paulo diz que a união entre o homem e sua mulher é um símbolo vivo da unidade entre Cristo e seu povo, a Igreja. Quando pensamos nisso, podemos ver que terrível sacrilégio, que desprezo pelo plano de Deus, é a união homossexual. Isso ataca a intenção de Deus para a humanidade no momento da criação.

O que foi dito acima também demonstra o quão bobo é quando algum defensor da homossexualidade diz: "Jesus nunca condenou o comportamento homossexual, então por que deveríamos condenar?". Jesus não mencionou especificamente muitas coisas que sabemos que são erradas, tais como bestialidade ou tortura, mas isso não significa que ele as aprovou. O que Jesus faz é citar Gênesis para afirmar o padrão de Deus para o casamento como base de seu próprio ensinamento sobre o divórcio. Em Marcos 10.6-8, Ele diz: "Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne." Dois homens se tornando uma só carne no intercurso homossexual seria uma violação da ordem e intenção de Deus. Ele criou homem e mulher para serem indissoluvelmente unidos no casamento, não dois homens ou duas mulheres.

Para recapitular, então, a Bíblia clara e consistentemente proíbe a atividade homossexual. Então se a vontade de Deus é expressa na Bíblia, daí se segue que o comportamento homossexual é contrário à vontade de Deus.

Mas suponha que alguém negue o ponto (2) que a vontade de Deus é expressa na Bíblia. Suponha que ele diga que as proibições contra o comportamento homossexual eram válidas para aquele tempo e aquela cultura, mas não são mais válidas hoje. Afinal, a maioria de nós provavelmente concordaria que certos mandamentos na Bíblia são relativos à cultura. Por exemplo, a Bíblia diz que as mulheres cristãs não deveriam usar jóias e os homens não deveriam ter cabelos compridos. Mas a maioria de nós diria que apesar desses mandamentos terem uma essência atemporal - por exemplo, a regra de se vestir modestamente - esse príncipio pode ser expresso diferentemente em diferentes culturas. Da mesma forma, algumas pessoas estão dizendo que as proibições da Bíblia contra o comportamento homossexual não são mais válidas para nossos dias e Era.

Mas eu penso que essa objeção representa um sério erro de interpretação. Não há evidência de que o mandamento de Paulo em relação aos atos homossexuais sejam culturalmente relativos. Longe de ser um reflexo da cultura no qual ele escreveu, os mandamentos de Paulo eram totalmente contra-culturais! A atividade homossexual era difundida na Grécia antiga e na sociedade Romana, como é hoje nos Estados Unidos, e, ainda assim, Paulo se posicionou contra a cultura e se opôs a ela. Mais importante, temos visto que as proibições da Bíblia contra a atividade homossexual estão enraizadas, não na cultura, mas no padrão estabelecido por Deus para o casamento logo na criação. Você não pode negar que a proibição da Bíblia sobre as relações homossexuais expressam a vontade de Deus, a menos que rejeite também que o próprio casamento represente a vontade de Deus.

Bem, suponha que alguém diga: "Eu acredito em Deus, mas não no Deus da Bíblia. Por isso eu não acredito que a Bíblia expressa a vontade de Deus." O que você diria a essa pessoa?

Parece-me que existem duas formas de responder. Primeiro, você poderia tentar mostrar para ela que Deus se revelou na Bíblia. Essa é a tarefa da apologética cristã. Você pode falar sobre as evidências para a ressurreição de Jesus ou profecias cumpridas. As Escrituras nos ordenam a ter tal defesa pronta para compartilhar com qualquer um que nos perguntar por que acreditamos no que acreditamos (1Pe 3.15).

Ou segundo, você pode tentar mostrar que o comportamento homossexual é errado apelando para verdades morais aceitas pela maioria, que mesmo pessoas que não crêem na Bíblia aceitam. Enquanto essa abordagem é mais difícil, todavia, eu acredito ser crucial se nós, cristãos, quisermos impactar nossa cultura contemporânea. Vivemos em uma sociedade que é cada vez mais secular, cada vez mais pós-Cristã. Não podemos apenas apelar para a Bíblia se quisermos influenciar os legisladores, ou as escolas públicas, ou outras instituições, já que a maioria das pessoas não acredita mais na Bíblia. Devemos apresentar razões que tenham um apelo maior.

Por exemplo, eu acho que muitas pessoas concordariam com o princípio de que é errado se envolver em comportamento auto-destrutivo. Pois tal comportamento destrói o ser humano que é inerentemente valioso. Assim, muitas pessoas, eu acho, diriam que é errado se tornar alcoólico ou fumante viciado. Elas diriam que é bom comer bem e se exercitar. Além do mais, eu acho que quase todo mundo concordaria com o príncipio de que é errado se envolver em comportamento que prejudique uma outra pessoa. Por exemplo, nós restringimos os fumantes a certas áreas para que outras pessoas não inalem fumaça passivamente, e formulamos leis contra a embriaguez na direção para que pessoas inocentes não se machuquem. Quase todo mundo concorda que você não tem direito de se envolver em comportamento que seja destrutivo a outro ser humano.

Mas não é difícil demonstrar que o comportamento homossexual é um dos comportamentos mais auto-destrutivos e prejudiciais que uma pessoa pode se envolver. O fato não é publicamente divulgado. Hollywood e a mídia, inflexivelmente, tendem a colocar um ar de alegria sobre a homossexualidade, enquanto na verdade é um estilo de vida depressivo, perturbador e perigoso, tão viciante e destrutivo quanto o alcoolismo ou o fumo. Mas as estatísticas que eu vou compartilhar com você estão bem documentadas pelo Dr. Thomas Schmidt no seu memorável livro "Straight and Narrow?".

Para começar, existe uma quase compulsiva promiscuidade associada com o comportamento homossexual. 75% dos homens homossexuais têm mais de 100 parceiros durante toda a vida. Mais da metade desses parceiros são estranhos. Apenas 8% dos homens homossexuais e 7% das mulheres homossexuais têm relacionamentos que duram mais de três anos. Ninguém sabe a razão dessa promiscuidade estranha e obsessiva. Pode ser que os homossexuais estejam tentando satisfazer uma profunda necessidade psicológica através das relações sexuais, necessidade que nunca é satisfeita. Homens homossexuais têm em média 20 parceiros por ano. De acordo com o Dr. Schmidt:

"O número de homens homossexuais que experimenta algo como fidelidade vitalícia se torna, falando estatisticamente, quase sem sentido. A promiscuidade entre homens homossexuais não é um simples estereótipo, e não é simplesmente a experiência majoritária - é praticamente a única experiência. Fidelidade vitalícia é quase não-existente na experiência homossexual".

Aliada à promiscuidade compulsiva, o uso de drogas é difundido entre os homossexuais para aprofundar suas experiências sexuais. Os homossexuais de um modo geral são três vezes mais propensos a terem problemas com bebidas do que a população média. Estudos revelam que 47% dos homens homossexuais têm um histórico de abuso de álcool e 51% têm um histórico de abuso de drogas. Há uma correlação direta entre o número de parceiros e o nível de drogas consumidas.

Além do mais, de acordo com Schmidt, "Existem enormes evidências de que algumas desordens mentais ocorrem com muito mais frequência entre homossexuais". Por exemplo, 40% dos homens homossexuais tem um histórico de depressão profunda. Os homens de um modo geral apresentam um histórico de depressão de apenas 3%. De forma similar, 37% das mulheres homossexuais têm um histórico de depressão. Isso leva a um alto índice de suícidio. Os homossexuais são três vezes mais propensos a tentativas de suícidio do que a população média. De fato, homens homossexuais tem um índice de tentativa de suícidio seis vezes maior do que dos homens heterossexuais, e as mulheres homossexuais tentam se suicidar duas vezes mais do que mulheres heterossexuais. Nem a depressão nem o suícidio são os únicos problemas. Os estudos revelam que os homossexuais são mais propensos à prática de pedofilia do que os homens heterossexuais. Qualquer que seja a causa dessas desordens, o fato é que qualquer um que considere a possibilidade de se envolver num estilo de vida homossexual não pode se iludir sobre onde ele está entrando.

Outro segredo bem guardado é quão fisicamente perigoso o comportamento homossexual é. Não vou descrever o tipo de atividade sexual praticada pelos homossexuais, mas deixe-me dizer que nossos corpos, macho e fêmea, foram desenhados para o intercurso sexual de uma forma que os corpos de dois homens não foram. Como resultado, a atividade homossexual (80% é de homens) é muito destrutiva, resultando em problemas como danos à prostáta, úlceras e rupturas, incontinência crônica e diarréia.

Além desses problemas físicos, as doenças sexualmente transmissiveís são muito disseminadas entre a população homossexual. 75% dos homens homossexuais têm uma ou mais doenças sexualmente transmissíveis, não incluindo a AIDS. Isso inclui todo o tipo de infecções não-virais como gonorréia, sífilis, infecções bacterianas e parasitas. Também é comum entre os homossexuais doenças virais como herpes e hepatite B (que afeta 65% dos homens homossexuais), ambas sendo incuráveis, bem como a hepatite A e verrugas anais, que afetam 40% dos homens homossexuais. E eu sequer incluí a AIDS. Talvez a mais chocante e terrível estatística é que, deixando de lado aqueles que morrem devido a AIDS, a expectativa de vida do homem homossexual é de 45 anos, aproximadamente. E a do homem comum é de 70 anos.Se você incluir aqueles que morrem de AIDS, que agora afeta 30% dos homens homossexuais, a expectativa de vida cai para 39 anos de idade.

Então, eu acredito que se pode fazer uma boa defesa de que o comportamento homossexual é errado, apenas baseando-se em príncipios morais aceitos universalmente. Assim, totalmente à parte da proibição Bíblica, existem boas razões para considerar a atividade homossexual como errada.

Isso tem importantes implicações para a política pública em relação ao comportamento homossexual. Pois políticas e leis públicas são baseadas em princípios morais aceitos por todos. É por causa disso, por exemplo, que temos leis que regulam a venda de bebidas alcoólicas de várias formas, ou leis proibindo o jogo, ou restringindo o fumo. Essas restrições sobre a liberdade individual são impostas para o bem comum. Da mesma forma, alguns estados, como nosso estado da Geórgia, têm leis proibindo a sodomia, e a Suprema Corte afirmou que tais leis são constitucionais. Embora essas leis não sejam obrigatórias, elas são legais à luz do risco apresentado por tal comportamento.

Agora, em outros casos, leis obrigatórias em relação à homossexualidade podem ser propostas e os Cristãos tem que pensar bem sobre isso em relação aos indivíduos. Por exemplo, um Cristão pode não ver nenhuma razão para que não seja dada oportunidade igual de compra e aluguel de imóveis para pessoas que são homossexuais. Mas eu posso imaginar que um Cristão pode apresentar um projeto de lei contra as oportunidades de trabalho iguais para homossexuais. Pois alguns empregos podem ser inapropriados para tais pessoas. Por exemplo, você gostaria que uma lésbica praticante fosse a professora de educação física da sua filha na escola? Você gostaria de que o técnico do seu filho fosse um homossexual que entrasse no vestiário junto com os garotos? Eu não apoiaria uma lei que forçasse as escolas públicas a contratar essas pessoas.

Ou, novamente, as aulas de saúde das escolas públicas deveriam ensinar que a homossexualidade é um estilo de vida legítimo, ou será que os estudantes deveriam ler "Heather has Two Mommies" (Heather tem duas mamães)? As uniões homossexuais devem ser reconhecidas como sendo tão legais quanto os casamentos homossexuais? Deveria se permitir que os homossexuais adotassem crianças? Em todos esses casos, se pode argumentar a favor de restrições às liberdades homossexuais, se baseando no bem público e na saúde pública geral. Não é uma questão de impor os valores pessoais de alguém sobre outro alguém, visto que isso se baseia nos mesmos príncipios morais que são usados, por exemplo, para banir o uso de drogas ou restringir o uso de armas. A liberdade não significa licença para se envolver em ações que possam prejudicar aos outros.

Recapitulando, vimos que, primeiro, o certo e errado existem porque se baseiam em Deus. Então se quisermos saber o que é certo ou errado, devemos ver o que Deus diz sobre isso. Segundo, vimos que a Bíblia consistentemente e claramente proíbe os atos homossexuais, assim como proíbe todo o ato sexual fora do matrimônio. Terceiro, vimos que as proibições bíblicas em relação a tais comportamentos não podem ser explicadas à luz do contexto cultural nas quais foram escritas, porque tais proibições estão pautadas no plano divino para o casamento homem-mulher. Além do mais, mesmo à parte da Bíblia, existem príncipios morais universalmente aceitos que indicam que o comportamento homossexual é errado.

Agora, que aplicações práticas isso tem para todos nós como indivíduos?

Primeiro, se você é um homossexual ou tenha essa inclinação, se mantenha puro. Se você não é casado, deve praticar abstinência de toda atividade sexual. Eu sei que isso é difícil, mas o que Deus está pedindo que você faça é simplesmente o mesmo que ele requer de todas as pessoas solteiras. Isso significa não só manter seu corpo puro, mas especialmente sua mente. Assim como o homem heterossexual deve evitar a pornografia e a imaginação, você, também, precisa manter sua vida e pensamento limpos. Resista à tentação de racionalizar o pecado dizendo "Deus me fez assim". Deus deixou muito claro que ele não quer que você ceda aos seus pecados, mas sim que você O honre mantendo o corpo e a mente puros. Finalmente, procure aconselhamento profissional cristão. Com tempo e esforço, você pode vir a usufruir de relações normais e heterossexuais com sua esposa. Há esperança.

Segundo, para aqueles que são heterossexuais, precisamos nos lembrar que ser homossexual não é nenhum pecado. A maioria dos homossexuais não escolheu tal orientação e gostaria de mudar, se pudesse. Precisamos aceitar e apoiar carinhosamente irmãos e irmãs que lutam com esse problema. E, em geral, precisamos estender o amor de Deus a essas pessoas. Palavras vulgares e piadas sobre homossexuais jamais devem passar pelos lábios de um cristão. Se você se encontrar tendo prazer quando alguma aflição cai sobre um homossexual, ou se tem sentimentos de ódio aos homossexuais, então você precisa refletir bastante e com afinco nas palavras de Jesus relatadas em Mateus: "Em verdade vos digo que, no dia do juízo, haverá menos rigor para Sodoma e Gomorra do que para você" (Mt. 10.15; 11.42).

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Uma Revelação do Amor

- por David Wilkerson | 29 de Novembro de 2010

Os irmãos de José não sabiam o quanto eles eram verdadeiramente amados, até Deus usar uma crise para revelar isto a eles. “Quando a fome já se havia espalhado por toda a terra, José mandou abrir os locais de armazenamento... Quando Jacó soube que no Egito havia trigo, disse a seus filhos... Desçam até lá e comprem trigo para nós... Assim dez dos irmãos de José desceram ao Egito para comprar trigo” (Gn 41.56; 42.1-3).

Vinte anos haviam passado, desde seu crime de vender José à escravidão, e, agora, ele era o Primeiro Ministro do Egito. Por sete anos ele estocou grãos, em preparação para o período de fome. Os filhos de Jacó achavam que iam ao Egito apenas para comprar milho, mas Deus tinha planos maiores e melhores. Ele os enviou para lá, para terem uma revelação de amor! Eles estavam indo experimentar misericórdia, perdão, restauração e aprender sobre tudo o que era a graça de Deus. Sem merecerem nada, além de juízo, eles estavam indo para receber pura graça!

Tendo em mente que José é um tipo de Cristo, foi-me impossível ler essa parte da história sem lágrimas. Ela é como uma bela imagem da graça e do amor do nosso Senhor Jesus Cristo, para todos que falharam com Ele.

Vinte anos de pecados e subterfúgios mantiveram os irmãos sem contato com José. Provavelmente eles assumiram que ele estava morto, a esta altura. Quando eles chegaram à corte de Faraó e ficaram diante de José, eles não o reconheceram, mas ele os reconheceu imediatamente (Gn 42.8). Lá estavam eles, se curvando diante dele, exatamente como ele tinha sonhado. José estava furioso e querendo vingança? Nunca! Seu coração estava cheio de compaixão, ao ver os irmãos que ele amava tão sinceramente.

Por que, então, ele falou severamente com eles e os acusou de serem espiões (Gn 42.7)? Já cheguei a pensar que José estava experimentando um pouquinho de vingança, mas, afinal, esse não foi o motivo dele. Ele estava, simplesmente, seguindo o direcionamento de Deus. Aqueles homens orgulhosos ainda não estavam prontos para uma revelação da graça e da misericórdia. Primeiro, eles precisavam ver a maldade excessiva de seus pecados e encarar sua culpa e vergonha. Eles precisavam chegar ao fim de si mesmos, de forma que nada além da misericórdia pudesse ajudá-los. Esta é a mensagem da cruz de Cristo: amor e perdão incondicionais para todos que chegaram ao fim de si mesmos!

Deus mostrou essa verdade para José e ele colocou seus irmãos na prisão por três dias – não para puni-los, mas para dar a eles uma chance de encarar a verdade sobre seu pecado. Isto era a lei trabalhando, mostrando a eles sua natureza má. E funcionou! “E disseram uns aos outros: ‘Certamente estamos sendo punidos pelo que fizemos a nosso irmão. Vimos como ele estava angustiado, quando nos implorava por sua vida, mas não lhe demos ouvidos; por isso nos sobreveio esta angústia’" (Gn 42.21).

É impossível entender a graça de Deus, até que cheguemos ao fim de nossa própria capacidade e experimentemos Sua misericórdia! Essa graça liberta de toda vergonha e culpa!


Extraído de http://www.worldchallenge.org/en/node/10692
Traduzido por René Burkhardt

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sábado, 13 de novembro de 2010

Tanto Faz! É Indiferente!

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Questões de um homossexual

René,

Recebi este e-mail da mãe de um rapaz que trabalhou comigo [...]. Este rapaz se converteu ao Evangelho, pois ele viveu nos Centros de Espiritismo, se converteu e foi qdo eu o conheci. E ele foi um rapaz q ajudou muito ao meu filho, qdo adolescente e cheio de rejeição. Caramba, depois q deixamos de ter contato, ele voltou pro homossexualismo e faz parte daquela Igreja q tem na Lapa, que se diz Evangélica, onde os Pastores são homossexuais. Este texto abaixo é dele. Ele manda um monte de coisas pela Internet pra eu ler [...], mas estou sem dar algum retorno. Agora sua mãe pede q oremos pelo seu filho. Esse rapaz era uma benção!

Bjs.


É, minha amada... é muito triste a gente constatar o mal que a religião faz às pessoas. Essa pobre alma está sendo esmagada por conceitos muito mais letais que os preconceitos.

Esse rapaz reconheceu "os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade... por meio das coisas que foram criadas" (Rm 1.20), acreditou na pregação, que veio pela Palavra, e amou ao seu Criador. Mas, aí, ao invés de ser convencido do pecado pelo Espírito Santo, teve seus pecados apontados pelo homem, pela religião. O fardo da religião é insuportável, para qualquer pessoa, e Jesus já havia denunciado isto (Mt 23.4). No entanto, o fardo de Jesus é leve e Ele mesmo nos ajuda a suportar o jugo, tornando-o suave (Mt 11.30).

Influenciado pela religião, esse jovem se "armou" contra tudo e contra todos, e resolveu seguir o caminho que ele considerou o mais correto, porque ele foi levado a uma encruzilhada espiritual, onde, de um lado, ele vê o Deus Pai e Criador; de outro, pessoas que não têm o Espírito, mas estão cheias de pedras nas mãos, prontas para executarem um juízo que não lhes pertence; acima, ele vê o Evangelho que lhe foi pregado; abaixo, vê uma cruz e uma coroa de espinhos prontas para ele, exigindo dele um esforço impossível para sua auto-santificação, como se o Senhor Jesus não tivesse sofrido isso por ele, e por todos nós, em Seu próprio corpo, e como se o Senhor Jesus não fosse nossa sabedoria, e justificação, e santificação, e redenção (1Co 1.30).


Ele ainda não recebeu em si mesmo a Verdade que liberta, por ter recebido todas essas coisas da mesma fonte: a religião. Esta fonte jorra águas que são doces ao chegarem aos nossos lábios, mas são amargas ao entrarem em nós.

Gostaria de analisar o texto dele com você (comento em negrito, logo após cada trecho):


Liberdade...
O que significa esta palavra?
Existe liberdade?
Sou livre para matar?
Sou livre para não ser morto?
Sou livre para não aceitar um homossexual em minha religião?
Sou livre para ser um homossexual e estar em uma religião?
Sou livre para ofender um homossexual?
Sou livre para ser um homossexual e não ser ofendido?



"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas" (1Co 6.12) e "Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam" (1Co 10.23). Então, existe liberdade? Claro! Sou livre para matar? Sim, mas em que isto traz edificação para mim ou para meu próximo? Sou livre para não ser morto? Evidente, mas minha vida pertence a Deus e está a Seus cuidados. Se vou morrer de acidente, de morte natural, ou de assassinato, será de acordo com o propósito de Deus e, tenho certeza, minha morte, assim como minha vida, será para Sua honra e para Sua glória. Sou livre para não aceitar um homossexual em minha religião? Sim, se a religião é minha, faço dela o que eu quiser. Mas, em se tratando do Reino de Deus, isto é impossível, já que todos nós somos doentes em estado terminal e carecemos da Graça do Senhor, seja qual for o pecado que esteja latente em nossa vida. Sou livre para ser um homossexual e estar em uma religião? Não, porque religião é invenção do diabo, que criou um deus para os homens soberbos e egoístas seguirem. E estes, "santos" que são, não permitem "pecadores" em seu meio, em sua religião. Sou livre para ofender um homossexual? Certo que não! E nem a qualquer outro ser humano. Sou livre para ser um homossexual e não ser ofendido? Com certeza, mas sempre tendo a convicção "de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo" (1Pe 5.9). Outras pessoas, que amam ao Senhor, também têm sido ofendidas por conta de seus pecados, pelo mundo afora.

A grande questão aqui é: "onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade" (2Co 3.17). Não é o Espírito que nos convence do pecado (Jo 16.8)? Não é o Espírito que milita contra a nossa própria carne, a fim de que não façamos o que, porventura, seja do nosso querer (Gl 5.17)? E o Pai Celestial não nos dá (a nós que somos maus e, mesmo assim, fazemos coisas boas para nossos filhos) o Seu Espírito, quando O pedimos (Lc 11.13)? Então, viver a liberdade significa pedir o Espírito Santo ao Pai, crer que o Pai cumpre Suas promessas (inclusive esta), crer que o Espírito nos mostra os nossos pecados e nos purifica deles, quando, arrependidos de pecarmos contra Deus, permitirmos que o Espírito aja em nós. Enquanto isto, ainda que se julgue que a promessa é demorada, perseveramos na fé de que o Senhor nos amou e vai virar o mundo do avesso, para nos apresentar puros e sem mácula diante Dele mesmo.



- “Eu não posso ensinar o que está na Bíblia a alguém de minha igreja? Serei proibido? O texto diz que o homossexualismo é uma abominação, mas estarei incitando o ódio se fizer tal menção?” – indagou Senador Marcelo Crivella.

Estamos falando da mesma bíblia que diz que a mulher deve estar calada na igreja e não é permitido o casamento após o divórcio? Não tem uma proibição também para carnes suínas, peixes, uvas, sábados, períodos menstruais e corte de cabelos?

A mesma que diz que é abominação a idolatria? Sou abominável por ter como ídolo o precursor do iluminismo, Bento de Espinosa?



Aqui, nós temos estampada a grande arma da religião: a escritura! Como coisa de homem, vale o escrito, não importando se o que está escrito contradiz o que está sendo dito. É verdade! Está escrito: "olho por olho, dente por dente" (Êx 21.24). Mas o que é dito, não é "amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem" (Mt 5.44)? E como se explica isto? Ora, não só está escrito, como também é dito, que "A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor" (tanto no NT, Rm 12.9, como no VT, Dt 32.35). Assim, o "olho por olho" é verdadeiro, mas pertence ao Senhor!

Isto quer dizer que a Bíblia é a mesma, sim, mas está sendo lida de inúmeras formas diferentes. A maioria das pessoas esquece o "Está consumado!" (Jo 19.30) e, por isto, não recebe a obra da Cruz em sua própria vida e não a ensina para as outras pessoas, aquelas que estão chegando, prontas para deixarem o pecado. O efeito disto é que os novos "convertidos" passam a agir como os seus mestres, usando a Bíblia como um porrete, ao invés de a usar como fonte de Vida. E seguem adiante, passando para os outros a violência que recebem, em vez de passarem a Paz que deveriam ter recebido.

Veja: este jovem está usando a escritura como uma arma, a mesma arma que o apunhalou pelas costas. Em algum momento, o Espírito o convenceu de algum pecado e alguém jogou sobre ele o fardo de ter que cumprir a Lei, ao invés de lhe mostrar a regeneração que há em Cristo Jesus, operada pelo Espírito de Cristo. Assim, ele não só ficou sem a purificação do pecado que o Espírito queria fazer nele, como ainda perverteu o Evangelho já pervertido que recebeu.



Você leu isso no original grego? Você tem certeza que está escrito na bíblia que amar um ser do mesmo sexo é pecado, depois das dezenas de traduções que a bíblia sofreu?


Esta é uma declaração por falta de conhecimento de Deus. E não é só um erro deste jovem. É, infelizmente, um erro cometido por milhões de pessoas que se consideram cristãs. Deus é poderoso para inspirar a escrita original da Bíblia, para orientar quais os livros que Ele quer fazendo parte dela, e para cuidar que cada tradução seja feita conforme a Sua vontade, fiel aos originais. Se duvidamos disto, ficamos perdidos, à mercê do diabo e de homens maus. E anulamos totalmente o poder de Deus e os motivos para O seguirmos. Ou seja, se fosse possível que a Bíblia tivesse erros, teríamos que duvidar de toda e qualquer coisa escrita nela, tornando impossível a nossa reconciliação com Deus em Jesus Cristo.


O meu Jesus me ensinou que pecado é tudo aquilo que faz mal para mim ou para outra pessoa. Que mal eu lhe faço sendo homossexual? Adotar os filhos dos heterossexuais é fazer mal?


Tendo esta consciência, voltamos à questão de que é o Espírito que nos convence de pecado. Posso não estar fazendo mal aos outros, mas estou fazendo mal a mim mesmo. Um prazer que eu sinta, não significa que esteja me fazendo feliz. Um assassino psicopata sente prazer ao matar, mas isto vai trazer felicidade a ele? Um fumante sente prazer em cada tragada, assim como o alcoólatra sente prazer em cada gole, mas isto traz felicidade a eles? E Deus quer a nossa felicidade, tanto que nos deu a receita para a alcançarmos: amar a Deus e ao próximo. Não o amor da carne, mas o amor que vem do Espírito. É assim que fazemos mal a nós mesmos: não cumprindo a vontade de Deus para as nossas vidas.

Quanto a adotar filhos, sendo homossexual, eu estaria fazendo mal, sim, a esses filhos, no tocante ao conhecimento de Deus. Porque assim que eles tivessem consciência da verdade de Deus, de que Ele formou homem e mulher para que enchessem a terra, eles olhariam para seus pais adotivos, ambos do mesmo sexo, e considerariam Deus um mentiroso. E se afastariam Dele, caminhando para a morte, em vez de se aproximarem Dele e alcançarem a vida.



Já parou para imaginar se a igreja tivesse inventado que homossexualismo fosse pecado para transformarem em padres os homossexuais que amassem a Deus?


Esta é uma declaração a respeito da religião de Roma (fala em padres), que, como já vimos sobre a religião, nada tem em Jesus Cristo. O pecado do homossexualismo não foi inventado por uma religião. Deus diz, de diversas formas e vezes, que esta prática é abominável para Ele. Mas Ele mesmo diz que purifica a Sua Igreja (todos nós, não instituições) de todo e qualquer pecado, quando temos fé em Seu Filho, Jesus, e em tudo que está escrito a Seu respeito. O nosso pecado verdadeiro não é o homossexualismo, o tabagismo, o alcoolismo, ou qualquer outro "ismo". O nosso grande pecado é, por nos considerarmos superiores a tudo e a todos (deuses), rejeitarmos a Palavra de Deus, a atuação do Espírito Santo em nossas vidas e a santificação em Cristo Jesus. Blasfemar contra o Espírito, ou seja, achar e declarar que Ele não tem poder para nos santificar, é pecado de morte! E é Ele Quem nos ensina que a Palavra de Deus é verdadeira, não tem erros, e que Jesus é nossa sabedoria, justificação, santificação e redenção.


Como um heterossexual pode afirmar categoricamente que ninguém nasce homossexual? Ele já foi homossexual para ter tanta certeza?


Deus afirma: "Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea" (Gn 2.18) e: "Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou" (Gn 1.27). Deus queria que o homem povoasse toda a terra, se reproduzindo. Pessoas de um sexo não se reproduzem com outras do mesmo sexo. E é Deus que forma todas as pessoas. E Deus não muda! Ele continua querendo que a sua criação se reproduza! Mesmo assim, o próprio Senhor disse que há pessoas que nascem sem a condição de ter relação sexual. Mas isto não é o mesmo que homossexual.


O que Jesus quis dizer quando falou sobre os eunucos que nasceram do ventre de suas mães? Será apenas coincidência que ambos, eunucos e homossexuais, têm dons para moda, beleza, arte e decoração?


"Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto para o admitir admita" (Mt 19.12). Esta é a declaração de Jesus a respeito dos eunucos. Veja que Ele está respondendo a uma afirmação dos discípulos de que "não convém casar" (v.10). Então, no versículo 11, Ele diz que "Nem todos são aptos para receber este conceito". E é sobre esta declaração que ele cita os eunucos, no verso 12.


Jesus estava falando sobre o divórcio, sobre a dureza do coração do homem na questão do relacionamento matrimonial, e manifestou como Ele via o assunto. Mas o ápice de Seu discurso recai justamente sobre o ser eunuco. Aí, Ele diz que Deus já fez algumas pessoas assim. Maldade? Claro que não! É porque Deus tinha um propósito específico para tais pessoas, que não buscariam casamento e, assim, poderiam servir integralmente ao Senhor! É como disse Paulo: "O que realmente eu quero é que estejais livres de preocupações. Quem não é casado cuida das coisas do Senhor, de como agradar ao Senhor, mas o que se casou cuida das coisas do mundo, de como agradar à esposa" (1Co 7.32-33). Se eu não gosto de mulher, não tenho interesse nisto, então eu vou cuidar das coisas do Senhor, não procurar satisfazer meu corpo com uma pessoa do mesmo sexo que eu. "Quem é apto para o admitir, admita".


Esses eunucos, mencionados por Jesus em Mateus 19.12, foram formados com uma diferença da maioria dos outros, assim como os cegos, mudos, etc. Mas, por formar o homem dessa maneira, Deus não está dando uma autorização especial para que eles se sodomizem. Se fizerem isto, estarão indo contra a vontade de Deus. Agora, veja o que diz o Espírito de Cristo, em Isaías 56.4-5: "Aos eunucos... que escolherem o que me agrada e se apegarem à minha aliança, a eles darei, dentro de meu templo e dos seus muros, um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas, um nome eterno, que não será eliminado".



Que promessa, hein? Basta escolher o que agrada ao Senhor, não o que expressamente O desagrada, para receber um nome melhor do que filhos e filhas. Diante disto, podemos questionar o propósito de Deus em formar pessoas assim? É um propósito de engrandecê-las, colocá-las em um patamar superior ao dos outros!



Sobre os dons para "moda, beleza, arte e decoração", é evidente que não são dons distribuídos por Deus aos que não são homens. O eunuco é homem, quer ele queira, quer não. O homossexual masculino é homem, quer ele queira, quer não. O que acontece é que a própria sociedade, com seu moralismo incoerente, taxou tais profissões como sendo afeminadas. Mas isto não é verdade. Trabalho é trabalho. Há diversos homossexuais que têm o dom do futebol. Por isto, teríamos que afirmar que o futebol é um trabalho para afeminados? Absurdo! E muitos que não são eunucos, nem homossexuais, são destaques nas profissões aqui citadas. O diabo nos ataca em nossas fraquezas. Assim, ele diz para os eunucos e para as pessoas que não conseguem ser atraídas pelo sexo oposto, que eles são homossexuais e devem buscar o seu prazer com pessoas do mesmo sexo deles. Ele conta a mentira de que este é um direito deles e que eles não podem abrir mão disto. Infelizmente, muitos acreditam e deixam de fazer a vontade do Senhor, para fazer a sua própria vontade.



Você já leu a PLC 122/06? Pode me citar em que momento ela lhe proíbe de dizer que o homossexualismo é pecado?


No exato momento em que ela toma como discriminação (passível de penalidades) toda e qualquer palavra dita contra essa prática. Na verdade, qualquer homossexual que se sentir ofendido por ouvir o que diz a Palavra de Deus sobre o homossexualismo, sem ter o conhecimento de toda a Verdade, poderá processar a pessoa que tiver lido a Palavra, ou a instituição na qual ela foi lida. Isto é proibir por constrangimento legal.


Agora imagine só seu filho ou filha sé homossexual, ele ou ela foi assassinado brutalmente como os 122 homossexuais assassinados este ano no Brasil. Investigar pra quê? Vai dizer o delegado, é uma bichinha ou um sapatão a menos.


Realmente seria terrível! Agora, imagine se um de meus filhos é assassinado por ser judeu. Seria só um judeu a menos, diriam os neo-nazistas. Imagine se ele fosse assassinado por ser negro. É um negão a menos, diriam os que insistem em que a raça humana não é uma só. E por ser pobre. É um a menos para pedir favores, diriam os políticos que só se interessam por si mesmos. E por ser cristão. É menos um para tentar nos mostrar a Verdade, dizem todos os egoístas.


Em qualquer desses casos, seria terrível. Mas, repito, tanto minha vida, como minha morte, são para a honra e glória do Senhor. Se alguém morre ou sofre por causa da injustiça, o Senhor retribuirá, ao carrasco e à vitima, com a Sua Justiça.



“Querem proibir nosso direito de livre expressão” Frase utilizada pelo Senador Magno Malta.
Com certeza sua mãe lhe ensinou que seu direito termina quando o meu começa!
Sou cristão, sou protestante, sou salvo por Cristo Jesus, sou filho de Deus igual a você.



Quando declaro isto, devo cumprir diariamente a Palavra, que diz: "Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados" (2Co 13.5). Porque: "Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? E eu, porventura, tomaria os membros de Cristo e os faria membros de meretriz? Absolutamente, não" (1Co 6.15).

Então, devo ouvir o Espírito, para que Ele me dê a convicção de que SOU pecador (não somente que estou pecando), devo me arrepender disto (também pelo Espírito) e confiar minha vida ao Senhor, para que Ele a regenere.



Misericórdia, graça, paz,
sabedoria, verdade, justiça,
fé, esperança e amor,
mas dentre todos estes o principal é o AMOR
Seu irmão,
Embaixador do Reino de Deus


Imagine o que aconteceria se o Lula mandasse um de seus embaixadores dizer ao Obama, que está ansioso para os dois se sentarem à mesa para fazerem uma parceria poderosa, mas, ao invés disto, o embaixador dissesse que o Lula o estava chamando para uma guerra, com a intenção de matá-lo. Qual seria o resultado disso? Ausência de paz, mortes... Este seria o resultado da mentira. Mas, e se o Obama resolvesse falar diretamente com o Lula, para saber de suas reais intenções, o que aconteceria? A verdade prevaleceria, haveria paz e vida.

Com isto, quero dizer que os embaixadores precisam ser fiéis àqueles que eles representam, não se desviando da verdade, nem para um lado, nem para o outro, certos de que estão recebendo instrução correta diretamente da fonte.

A verdade é uma só. De um lado e de outro, está a mentira, a morte.



Que a Paz do Senhor Jesus esteja com você, minha amada, e que as palavras acima possam, de alguma forma, ajudar essa alma tão amada pelo Senhor a sair da cilada em que se encontra e possa, assim, desfrutar da Verdade com Liberdade, não a do corpo, mas a do Espírito, que, afinal, se manifestará também no corpo.

Beijão,


René

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Melhor Sabe da Graça, Quem Melhor Sabe da Queda!

- por Caio Fábio

Paulo disse que onde abundou o pecado superabundou a Graça.
Jesus disse que a pecadora que invadira o jantar que lhe fora oferecido por Simão, o fariseu, e que se jogara diante Dele... beijando-lhe os pés e enxugando-os com seus próprios cabelos... amava mais porque muito mais se sabia perdoada que a maioria naquele lugar — na casa de Simão o fariseu.

A mulher conhecia o pecado como prática observável no comportamento externo e suas conseqüências interiores... no ser.

Paulo, todavia, sentia igual ou maior gratidão, sem ter jamais feito nada que aos sentidos exteriores pudesse ser reprovado.

“Eu sou o principal pecador”—disse ele.

É neste ponto que o entendimento cristão das coisas se confunde.
Tem gente que pensa que conhece o pecado porque odeia os pecadores.
Há pessoas que pensam que conhecem o pecado porque já pecaram muito os pecados que são odiados pelos que julgam saberem o que é pecado.
Paulo sabia o que era pecado sem poder ser acusado de nenhum ato ignominioso.
Por quê?
Leia Romanos 7 e veja como ele se enxergava.
Ao final daquele exercício de autopercepção o grito dele é terrível:

Desventurado homem que sou!

Romanos 7 é a versão existencial do livro de Eclesiastes; só que concluindo sempre com a esperança da glória de Deus.

Assim como o Eclesiastes tira Deus da vida para que se possa enxergar a vacuidade da existência, assim também Paulo retira a Deus do ser, para que se possa enxergar a doença essencial do pecado que habita em mim — para então afirmar a esperança da glória de Deus.

Hoje um amigo que já está casado há mais de trinta anos me disse que casou virgem e que nunca jamais conheceu outra mulher...mas somente a sua esposa.
Fiquei olhando para ele e pensando nisto que agora escrevo.
Por quê?
Porque ele é um homem cheio de Graça e misericórdia... apesar de não ter jamais tido que sentir externamente o seu próprio pecar como conduta ou agravo exterior...ou como juízo ou julgamento.

Eu conheço o meu pecado como a pecadora que beijava os pés de Jesus, e também como Paulo, que se sabia o “principal”.
Entretanto, fico mais que feliz sempre que encontro gente que não precisou se arrebentar do lado de fora a fim de se enxergar do lado de dentro.
Afinal, se pecar trouxesse auto-revelação, nós, cristãos, estaríamos iluminados... pois não fazemos outra coisa... especialmente quando julgamos os demais.

Consciência de pecado é revelação!

Sem essa revelação você não discerne quem é... e sem tal percepção você jamais saberá o significado da Graça para você.
O melhor de tudo é que isto prescinde de ter que quebrar a cara... Basta quebrar e quebrantar o coração.
Assim, todo santo tem que se saber profundamente pecador... E todo pecador alcançado pela Graça se saberá cada vez mais pecador.
E isto tudo acontece sem culpose e sem neurose.

A revelação não adoece a alma!

Paulo podia saber do pecado sem ter que pecar como exercício cotidiano de anti-vida.
Mas quem não se enche de misericórdia, freqüentemente tem que quebrar a cara para se enxergar... Não que sempre que assim seja [...] o seja porque assim é.... Posto que haja outras razões boas para que o ser se entenda vitimado pela dor de sua própria transgressão.

O que importa é que a Graça jamais seja vã em nossa vida.
E que esse entendimento nos torne misericordiosos.
Assim como Deus em Cristo vos perdoou, assim também perdoai vós.
Era assim que Paulo via as coisas.

Nele,

Caio
08/07/03

Copacabana/RJ

<1º ano do site www.caiofabio.net Extraído de http://www.caiofabio.net/2009/conteudo.asp?codigo=00180

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