Nem de Paulo, nem de Apolo: de Cristo!
terça-feira, 21 de abril de 2026
Rumo à Eternidade
quarta-feira, 8 de abril de 2026
Quebrando a Soberba
Às vezes, a gente pensa que Deus odeia a gente... Vai ver, odeia mesmo! Mas isso é impossível, porque ele é 100% amor! Não cabe qualquer sentimento ruim, pois TUDO em Deus é amor! Então, de onde vem esse nosso pensamento? Creio que vem da nossa fraqueza... Fraqueza para esperar o tempo de Deus se cumprir! Vem também de um sentimento de pena que temos por nós mesmos! Nossa soberba é confrontada e achamos que não merecemos a dificuldade, por sermos bons demais, por sermos especiais e por sermos filhos de Deus! E essa é uma questão fundamental: não é por merecimento, mas pela graça! E temos essa dificuldade enorme em entender que Deus açoita e disciplina a tantos quantos ama, exatamente por sermos filhos! Mas em que somos disciplinados? Na nossa soberba! Ela precisa ser quebrada! Precisamos ser quebrantados! Essa é a grande obra do Espírito de Deus em nós: ele luta contra a nossa "carne", para nos aperfeiçoar! E assim será até estarmos prontos para nos apresentar diante dele, cada um na sua própria perfeição, conforme ele nos vê!
Continue lendo >>quarta-feira, 25 de março de 2026
A Marca da Besta
Eis a marca da besta, número de homem: a estupidez! Estupidez não é um raciocínio lerdo, mas a desistência de pensar, em troca de "certeza", sensação de "pertencimento", propostos por um movimento político, religioso ou social, que leva a pessoa, por mais inteligente que seja, a abrir mão do pensamento próprio e seguir cegamente o que vem desse grupo! Fascismo, nazismo, bolsonarismo, além de diversas religiões se valem da tática de atração das pessoas através de um ideal comum qualquer, oferecendo "certezas" sobre ele e um acolhimento aos que dão ouvidos a esse discurso. Toda e qualquer dúvida ou discordância é logo refutada com energia e veemência, a ponto do ouvinte ser sempre levado a escolher "pertencer" a esse grupo de "bons e sábios" ou amargar um isolamento definitivo. E isso é feito com o uso escancarado de mentiras, com distorções da verdade repetidas à exaustão, até serem absorvidas com naturalidade. Alguns percebem a manobra e se afastam, mas outros acabam se submetendo ao controle da ideologia apresentada. A partir dessa submissão, as pessoas se negam a aceitar como verdade aquilo que não vier do grupo. Argumentar com tais pessoas torna-se impossível, porque, ainda que elas saibam que o que você diz é verdadeiro, não o aceitam, por não vir do seu grupo de confiança. Aceitar seria destruir tudo o que construíram por longo tempo como estilo de vida, como verdade de vida. Elas temem não mais pertencer a um grupo! Elas temem afirmar que andaram o tempo todo na mentira, pensando que era na verdade! Se envergonham de terem se enganado! Por isso, tornam-se até agressivas, para defender sua posição, sua convicção! Assim, mantêm sua aura de seres superiores, os capacitados a pertencerem a um grupo que se apresenta como o supra-sumo da sociedade! E essas pessoas são perigosas, porque sua agressividade não terá limites diante de um confronto onde se sintam perdedoras! Esse é o quadro do final dos tempos, onde uma liderança e seu "profeta"/articulador, com todo o poder da mentira, convencerão a muitos! E estes, pensando estar prestando culto a Deus, participarão de todo o tipo de atrocidade contra as pessoas que não se curvarem a eles! Temos tido muitos 'spoilers' desse tempo...
Continue lendo >>terça-feira, 17 de março de 2026
A Morte de Deus
"Deus está morto... E nós o matamos."
(Friedrich Nietzsche - A Gaia Ciência - 1882)
Há quase um século e meio que Nietzsche fez essa afirmação, que revoltou um mundo ainda agarrado a um lastro religioso, mas que já começava a desgarrar dessa situação, muito por conta do iluminismo que tinha se alastrado mundo afora. Foi quase que uma profecia para o que o mundo experimenta hoje.
E, ainda hoje, os religiosos "apedrejam" Nietzsche por isso. Contemplam o espelho, mas, como Narciso, só vêem a perfeição, em vez de seu verdadeiro afastamento de Deus. Não percebem a lenta e constante morte de Deus que provocam em si mesmos e em seus prosélitos.
Ainda com Nietzsche, em "Assim Falou Zaratustra", eis que surge o "último homem" que, ao perder o sentido maior da vida, passa a se contentar com o mínimo. Já não sofre, mas também não vive. Evita qualquer coisa que exija esforço, profundidade, dor. Busca conforto acima de tudo. Despreza grandes ideais, sacrifícios, perigos. Acredita em segurança, algum prazer, vida longa e sem riscos.
Esse último homem somos nós hoje!
"E, por se multiplicar a maldade, o amor se esfriará de quase todos". Essa é a chave que mostra o que está acontecendo.
Hoje, os relacionamentos são trocados por solitudes. Sempre foi mais fácil perdoarmos a nós mesmos do que aos outros. A base dos relacionamentos, que é aprender a conviver e a respeitar as diferenças, passa a ser uma dificuldade intransponível, porque exige esforço, profundidade, dor, para se chegar à única forma de felicidade: o convívio harmonioso com os outros! A zona de conforto é invadida, o incômodo cobre a visão do prazer de estar acompanhado, seja qual for o tipo de relacionamento (conjugal, parental, amizade...).
É nisso que cada um está matando Deus dentro de si e isso está se tornando público, basta ver em que as sociedades do mundo inteiro têm se tornado! Não só a violência, como também a apologia a ela! Não só a violência, como também o descaso, a indiferença com o outro!
Sim, Deus está morto para a grande maioria e, infelizmente, para a maioria dos religiosos, de todas as religiões também!
Mas a boa notícia (que será péssima para muitos) é que Deus não morre, porque Ele É!
quinta-feira, 28 de abril de 2022
Difícil Ficar Quieto
'Tá difícil de ficar quieto...
Temos um governo de defensores de milicianos, de garimpeiros ilegais, de violência e massacre de indígenas, de desmatadores, de falsos pastores estelionatários, de gente que anda armada como num filme de faroeste e, a proteger tudo isso, a sombra das Forças Armadas.
E um povo que se diz cristão ou "de bem" aplaudindo, apoiando e torcendo pela continuidade de tudo isso...
Não percebem que se acumpliciam ao mal? Estarão mesmo dispostos a receberem um "Afastem-se de mim, pois nunca os conheci!" lá adiante? Ou acreditam que essas palavras serão para os "outros"?
Ser discípulo de Jesus começa por abominar toda forma de mal, se possível, buscando ter paz com todos e, sempre, querendo o bem para os outros!
'Tá na hora de acordar!
domingo, 10 de agosto de 2014
O Outro Lado da Moeda
Desesperamos da vida, desesperamos da morte; muitas pessoas, das mais chegadas, se afastam... Perdemos contato... Isso aumenta nossa dor! Por outro lado, outras poucas pessoas, às vezes distantes, às vezes desconhecidas, se aproximam e, como por milagre, ajudam a “afofar nossa cama”, a diminuir nosso sofrimento, ainda que não consigam resolver nosso problema.
Então, nos voltamos novamente a Deus, questionamos, discutimos, agradecemos (às vezes, sem saber ao certo o quê), choramos, nos animamos, nos desanimamos... Por que isso tudo, Pai? E, muito ao longe, além de todo o silêncio que percebemos da parte d’Ele, ouvimos um sussurro que tenta nos reanimar e que, pelo menos, nos conforta um pouco, mesmo sem compreendermos bem a profundidade do que nos é dito:
“Você é uma pessoa muito especial para Mim!”, diz a Voz. “Amo você profundamente, desde que formei você, uma substância ainda informe! Mas também amo a cada um de seus irmãos, todos formados por Mim. Cada um de vocês é especial para Mim, de uma forma diferente! E tudo o que faço é para o bem de cada um de vocês! Mesmo sendo diferentes, cada um de vocês está ligado ao outro nessa vida e na eternidade. Eu fiz isso e assim é! E tenho dito isso há muito tempo!”.
Como? Onde estão essas palavras? Jesus é essa Palavra! Ele sempre (desde a eternidade) nos falou sobre o amor, sobre amar! E para amar são necessárias, no mínimo, duas pessoas. Mas nós, no nosso amor próprio, sempre nos imaginamos na posição do ser perfeito, que faz o que pode pelos outros e que, por isto, merece ser o centro, o objeto, de todo amor que existe! Sempre nos colocamos no lugar daquele que supre a necessidade dos outros e, portanto, o ser humano bom e digno de ser amado por todos. Pensando assim, um homem perguntou a Jesus “quem é meu próximo?”. Tudo o que ele (e todos nós) queria ouvir era que seu próximo seria qualquer pessoa que ele pudesse ajudar ou amar. Mas Jesus lhe contou a parábola do “Bom Samaritano” e, de certa forma, mostrou isso a ele. Porém, muito mais do que isso, Jesus inverteu a situação daquele homem, tirando-o da posição de “ajudador” e colocando-o na posição de “ajudado”. Ele não diz ao homem que o samaritano, ao socorrer o moribundo, estava ajudando ao seu próximo ou que ele havia encontrado o seu próximo. Pelo contrário! Ele pergunta ao homem “quem é o próximo daquele que foi socorrido?”! Com isto, Jesus demonstra que o próximo é cada uma das partes envolvidas em qualquer ato de amor! Ele ensina a lei natural (tão natural quanto a lei da gravidade) de que o amor é feito, no mínimo, de duas partes: aquela que ama e aquela que recebe esse amor. E isto gera o ciclo inverso, automaticamente.
Deus prepara de antemão as boas obras para que o homem de bem ande nelas. Por isto, sempre nos colocamos na posição de “ajudadores” e, até, ficamos felizes com isto. Mas precisamos entender que, muitas vezes, nós mesmos podemos ser essas boas obras preparadas de antemão por Deus, para que alguém ande nelas. Pode ser que seja temporário, pode ser definitivo, mas, de uma forma ou de outra, o melhor a fazer é nos apropriarmos das palavras de Jó, que têm ecoado através dos séculos: “Temos recebido o bem de Deus, não receberíamos, porventura, também o mal?”. Esse mal é somente aparência, por mais que nos doa, porque, na verdade, ele é um bem eterno: é o amor de Deus, o nosso Pai Criador, por cada um de nós! Continue lendo >>
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Pensando...
Vergonha = Sentimento de desgosto que excita em nós a ideia ou o receio da desonra.
Sentimento provocado pela queda de uma máscara na vida de uma pessoa. Por conta do mesmo pecado de Eva, a soberba, todos criam máscaras para diversas situações em suas vidas, formando, por trás delas, o que é chamado de intimidade ou individualidade. Assim que uma dessas intimidades é exposta publicamente (para uma ou mais pessoas), a pessoa fica envergonhada em um grau que varia de acordo com o quanto tal fato estava escondido.
Senão, vejamos: alguém tira uma nota baixa em uma prova e isto vem a público. Imediatamente, a pessoa fica envergonhada. Por quê? Por tentar passar a imagem de ser mais inteligente do que a nota demonstrou.
Alguém tem sua roupa arrancada por uma onda na praia... Normalmente, a pessoa fica envergonhada. Por quê? Porque outros têm a possibilidade de ver suas “imperfeições” físicas que somente a própria pessoa “conhece” e que passou a vida se esmerando em cobrir. Ou porque os outros podem pensar que a pessoa foi relapsa a ponto de perder suas roupas e agir com falta de decoro. Em ambos os casos, o que envergonha é o fato de os outros pensarem “menos” da pessoa do que ela própria pensa de si; é o fato de os outros constatarem que a pessoa não é tão perfeita quanto ela se considera e tenta demonstrar.
Assim, aplicando-se esse princípio a cada situação de vergonha, constata-se que ela nada mais é do que um ferimento na soberba.
Humildade = Demonstração de respeito, de submissão; modéstia.
É não pensar de si mais do que convém, sendo, portanto, o oposto da soberba. Humilde é aquele que não projeta em si mais do que realmente existe, que se satisfaz com o que é e tem, de forma que nunca será envergonhado. Não é ausência de aspirações, mas a consciência de que não se é menos ou menor, quando elas não se concretizam.
Deus não envergonha Seus filhos, mas permite que todos passem por situações de vergonha, exatamente para quebrantar, esmiuçar, acabar com a soberba de cada um, pois esta leva todos a se sentirem como o “sinete da perfeição” e “iguais a Deus”. Por isto Ele requer humildade em cada um, assim como Ele próprio demonstrou na Pessoa de Jesus.
