"Portanto, ninguém se glorie em homens; porque todas as coisas são de vocês, seja Paulo, seja Apolo, seja Pedro, seja o mundo, a vida, a morte, o presente, ou o futuro; tudo é de vocês, e vocês são de Cristo, e Cristo, de Deus."
PENSE NISTO: "O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego!" (Albert Einstein).

terça-feira, 17 de março de 2026

A Morte de Deus

"Deus está morto... E nós o matamos." (Friedrich Nietzsche - A Gaia Ciência - 1882)

Há quase um século e meio que Nietzsche fez essa afirmação, que revoltou um mundo ainda agarrado a um lastro religioso, mas que já começava a desgarrar dessa situação, muito por conta do iluminismo que tinha se alastrado mundo afora. Foi quase que uma profecia para o que o mundo experimenta hoje.

E, ainda hoje, os religiosos "apedrejam" Nietzsche por isso. Contemplam o espelho, mas, como Narciso, só vêem a perfeição, em vez de seu verdadeiro afastamento de Deus. Não percebem a lenta e constante morte de Deus que provocam em si mesmos e em seus prosélitos.

Ainda com Nietzsche, em "Assim Falou Zaratustra", eis que surge o "último homem" que, ao perder o sentido maior da vida, passa a se contentar com o mínimo. Já não sofre, mas também não vive. Evita qualquer coisa que exija esforço, profundidade, dor. Busca conforto acima de tudo. Despreza grandes ideais, sacrifícios, perigos. Acredita em segurança, algum prazer, vida longa e sem riscos.

Esse último homem somos nós hoje! "E, por se multiplicar a maldade, o amor se esfriará de quase todos". Essa é a chave que mostra o que está acontecendo. Hoje, os relacionamentos são trocados por solitudes. Sempre foi mais fácil perdoarmos a nós mesmos do que aos outros. A base dos relacionamentos, que é aprender a conviver e a respeitar as diferenças, passa a ser uma dificuldade intransponível, porque exige esforço, profundidade, dor, para se chegar à única forma de felicidade: o convívio harmonioso com os outros! A zona de conforto é invadida, o incômodo cobre a visão do prazer de estar acompanhado, seja qual for o tipo de relacionamento (conjugal, parental, amizade...).

É nisso que cada um está matando Deus dentro de si e isso está se tornando público, basta ver em que as sociedades do mundo inteiro têm se tornado! Não só a violência, como também a apologia a ela! Não só a violência, como também o descaso, a indiferença com o outro!

Sim, Deus está morto para a grande maioria e, infelizmente, para a maioria dos religiosos, de todas as religiões também!

Mas a boa notícia (que será péssima para muitos) é que Deus não morre, porque Ele É!

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