"Portanto, ninguém se glorie em homens; porque todas as coisas são de vocês, seja Paulo, seja Apolo, seja Pedro, seja o mundo, a vida, a morte, o presente, ou o futuro; tudo é de vocês, e vocês são de Cristo, e Cristo, de Deus."
PENSE NISTO: "O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego!" (Albert Einstein).

terça-feira, 22 de junho de 2010

A Ira de Deus e o Arrebatamento

- por Jesiel Rodrigues (Projeto Ômega)

A ira de Deus se aplica a nós, como servos Dele? A noiva de Cristo está sujeita às conseqüências da ira divina? Questionamentos como estes sempre nos são feitos. Neste artigo, tentaremos transmitir o que cremos a respeito da ira de Deus e sua relação com o arrebatamento e a vida cristã neste mundo e na eternidade. Tentaremos também mostrar a diferença entre as diversas manifestações da ira de Deus. Principalmente, esperamos que esse texto possa lhe trazer mais esclarecimentos.

A IRA HISTÓRICA

A ira de Deus, diante do pecado humano, tem se manifestado durante toda a história, inclusive na “era da Igreja”. Um exemplo dessa ira encontra-se na destruição de Jerusalém, em 70 d.C. Nas passagens de Daniel 9:26, Mateus 24:2, Marcos 13:2, Lucas 19:41-44 e Lucas 21:20-24, a Palavra é clara em profetizar a destruição de Jerusalém e tal profecia se concretizou em 70 d.C. As passagens de Lucas 19:41-44 e Lucas 21:20-24 mostram que o ocorrido em 70 d.C em Jerusalém foi fruto da ira de Deus sobre Israel. Então, inicialmente, percebemos que a ira divina se manifesta sem a necessidade da retirada da Igreja do planeta Terra. Naquela ocasião, o número de mortos entre os cristãos foi mínimo, pois nossos irmãos conheciam as profecias do Mestre e tomaram suas providências fugindo da cidade a tempo.

Tampouco encontramos bases históricas para afirmar que um cristão está necessariamente isento de qualquer dano físico oriundo da ira de Deus neste mundo. No aspecto histórico, o maior exemplo disso é a própria morte, surgida após o primeiro juízo do Senhor sobre a raça humana. Todos nós, salvos ou não salvos, nascidos de novo ou ímpios, morremos, como fruto desse juízo divino (Romanos 5:12). Levando esse princípio aos dias tribulacionais, não há maiores diferenças entre morrer do coração, de falência múltipla dos orgãos, ou abruptamente, vítima de um terremoto, maremoto ou guerra. Todos, excetuando aqueles que estiverem vivos no momento da volta gloriosa de Cristo, sofrerão a morte. Uns com a certeza gloriosa da ressurreição em Cristo. Outros com o sofrimento da incerteza e a expectativa de juízo eterno.

Conseqüentemente, não encontramos precedentes históricos que justifiquem o arrebatamento anterior à manifestação da ira de Deus com o objetivo de isentar o servo de Deus de morrer ou sofrer danos físicos resultantes de calamidades ou cataclismos.

A IRA TRIBULACIONAL

Talvez esse seja o principal ponto que nos motivou a elaborar este artigo. Todas as correntes escatológicas que falam sobre o arrebatamento, com exceção do pós-tribulacionismo, defendem, de alguma forma, que a Igreja deve ser retirada da Terra para não passar pela ira de Deus durante a tribulação. O pré-tribulacionismo sustenta que a ira de Deus compreende toda a tribulação de 7 anos. Então, de acordo com esse modelo, o arrebatamento se daria imediatamente antes da tribulação, para só então começar o derramamento da ira divina sobre a Terra. Já o midi-tribulacionismo e o modelo pré-ira defendem que a ira de Deus será derramada a partir da metade da tribulação. O midi-tribulacionismo coloca o arrebatamento como um evento que ocorrerá na metade do período tribulacional, vindo logo após a grande tribulação de 3 anos e meio. No modelo midi-tribulacionista, a ira do Senhor começará a ser derramada a partir desse momento e se estenderá por toda a grande tribulação de 3 anos e meio. Já o modelo pré-ira sustenta que a ira do Senhor será derramada já no final da grande tribulação, no sétimo selo, e que, pouco antes da vinda do Senhor, seremos arrebatados para não passarmos por essa ira. Também existem aqueles que pregam o “arrebatamento parcial” ou por etapas. Para estes, uns poucos escolhidos, chamados de “primícias”, serão arrebatados antes da ira e o resto da Igreja no momento da volta gloriosa de Cristo.

Com esses detalhes, você já tem uma idéia resumida daquilo que essas correntes defendem. Aqui não vamos deter-nos para contra-argumentar uma por uma, pois seriam necessários vários artigos. Apesar de reconhecerem que a Igreja atravessará alguma parte da tribulação, o que já é uma postura positiva, pois prepara seus seguidores para enfrentarem esse período ou parte dele, esses três modelos negam que o arrebatamento ocorrerá nos padrões que foram mostrados por Cristo em Mateus 24:29-31. Ou seja, negam que o arrebatamento ocorrerá logo após a grande tribulação, pois, de acordo com seus postulados, a Igreja não passará pela ira de Deus, derramada na grande tribulação. Vamos concentrar-nos aqui em mostrar porque cremos que a ira de Deus derramada durante a tribulação não requer que a Igreja seja arrebatada.

Da mesma maneira que a ira de Deus tem se manifestado em determinados momentos da história, seja trazendo conseqüências gerais, como no Dilúvio, por exemplo, ou conseqüências locais, como as pragas no Egito, o juízo do Senhor virá sobre a Terra num período de intensa tribulação e maldade, denominado de “tribulação” (7 anos que antecedem o regresso de Jesus) ou “grande tribulação” (os últimos 3 anos e meio da tribulação). Porém, convém destacar que muitos juízos divinos durante a tribulação serão específicos e não gerais (Apocalipse 6:8, 9:1-4, 16:2, 16:10). Outros fenômenos devastadores ocorrerão por causa da própria interferência humana decaída na natureza.

Também, como já vimos, o fato de ser vítima de uma grande calamidade, como um terremoto, um maremoto ou um asteróide caindo do céu, pode incidir sobre um servo do Senhor, pois estamos à mercê disso todos os dias. Nossa esperança não é a de ficar ilesos fisicamente neste mundo para sempre, mas temos como esperança a glorificação corpórea na vinda do Senhor (I Corintios 15:23-52). O evangelho não nos promete isenção de danos físicos ou até mesmo da própria morte como conseqüência desses fenômenos. Nossa esperança é espiritual e eterna. É óbvio que o Senhor protege aqueles a quem Ele quer proteger e a Palavra nos mostra que haverá sobreviventes que permanecerão vivos até a gloriosa volta do Senhor (I Coríntios 15:51). É um desejo lícito querer permanecer vivo até o fim. Nós também temos esse desejo. Porém, como bons soldados, devemos estar preparados para morrer também.

Como veremos a seguir, o principal texto usado pelos modelos que defendem o arrebatamento anterior à volta gloriosa do Senhor, aponta para o Dia do Senhor e não para a tribulação. Cremos firmemente que o Dia do Senhor não pode ser confundido com o período tribulacional. São coisas distintas (para maiores esclarecimentos leia O DIA DO SENHOR). Por outro lado, a presença de santos durante o período tribulacional é inconteste, até mesmo para os modelos que pregam o arrebatamento anterior àquele ensinado em Mateus 24:31. Só que, para esses modelos, os santos na tribulação, descritos no Apocalipse, são cristãos desviados que “ficaram para trás”, mas que, usando sua imensa força de vontade e determinação, conseguem vencer a tribulação e santificar-se, sendo salvos por isso...

A IRA DE DEUS NO “DIA DO SENHOR”
É importante ter atenção neste ponto. O apóstolo Paulo, no contexto da passagem usada por muitos, para sustentarem que o arrebatamento ocorrerá antes da volta gloriosa de Cristo, diz assim:

“Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite...” (I Tessalonicenses 5:1-2).

Logo após, seguindo a mensagem, ele escreve:

“Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo” (I Tessalonicenses 5:9).

Como já falamos, neste site (Projeto Ômega) há diversos estudos que abordam a questão do Dia do Senhor. Inclusive, há um estudo específico sobre o tema (O DIA DO SENHOR) e convém que você o leia atenciosamente para ter uma melhor compreensão sobre o tema. Se você observar atentamente as passagens relacionadas ao Dia do Senhor, verá que esse dia é o glorioso dia da volta de Jesus Cristo, em poder e majestade. Tal regresso ocorrerá logo após a grande tribulação (Mateus 24:29-31). Portanto, nos parece um erro chamar a tribulação de “Dia do Senhor” como o faz o pré-tribulacionismo.

Assim, o texto utilizado pelo modelo pré-tribulacionista e por qualquer outro modelo que use I Tessalonicenses 5:9 para sustentar que seremos arrebatados antes da tribulação, na metade da tribulação ou, até mesmo, antes da gloriosa volta do Senhor, logo após a grande tribulação, não fala da tribulação, mas da ira do Senhor que será derramada no Dia do Senhor (leia Apocalipse 6:12-17, Mateus 24:29-31, Joel 2:31, Apocalipse 19:11-21). Veja o que o Senhor mostra que ocorrerá no dia em que Ele regressar:

“Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar” (Lucas 17:29-30).

Os ímpios serão destruídos repentinamente nesse dia, assim como os sodomitas o foram no dia que Ló e família foram retirados. Essa é a razão porque as nações, que entregarão seu poder e domínio à besta (Apocalipse 17:16-17), ao perceberem o engano de ter adorado ao anticristo e blasfemado do Senhor durante a tribulação, se lamentarão quando virem o glorioso sinal de Jesus nos céus (Mateus 24:30).

Então, se formos coerentes com o contexto de I Tessalonicenses 5:9, veremos que Paulo ensina aos irmãos em Tessalônica que estaremos livres da ira do Senhor que será derramada no dia em que Ele se manifestar em glória. Ira essa que será o começo do juízo eterno de Deus sobre os homens. O texto de Apocalipse 19:11-21 descreve esse momento, relacionado ao Armagedom. Momentos antes, seremos arrebatados para presenciar Sua vitória sobre o anticristo, descer com Cristo à Terra e reinar com Ele para sempre.

Podemos ver que, além da inexistência de precedentes históricos, escrituristicamente não há suficiente base para afirmar que a Igreja será arrebatada antes do arrebatamento descrito em Mateus 24:31.

OS EFEITOS ETERNOS DA IRA DE DEUS

Quando falamos em “ira” nossa tendência natural é relacionar a ira de Deus à ira humana, como se os sentimentos divinos estivessem limitados a nossas concepções e como se tais sentimentos devessem ser entendidos de acordo com nossa natureza emocional deturpada pela queda. Porém, a ira de Deus é muito diferente da ira humana. Não é um sentimento descontrolado, fruto de instabilidade emocional, como ocorre entre nós. É necessário compreender que a Palavra, objetivando nosso maior entendimento sobre Deus, traz paralelismos entre as características divinas e humanas. Termos como “a mão de Deus”, descrevendo o agir Dele ou “a boca de Deus”, descrevendo Sua Palavra, procuram trazer esse entendimento eterno a nossas mentes limitadas.

Nesse contexto, devemos entender a ira divina. Ela faz parte dos atributos perfeitos do Senhor e traz desdobramentos eternos. Faz parte de Sua justiça. O Criador, em Sua infinita sabedoria e soberania, possui elementos que não possuímos para julgar retamente.

Note que Paulo, na passagem de I Tessalonicenses 5:9, contrapõe o termo “ira” ao termo “salvação”. Cremos que a passagem de I Tessalonicenses 5:9 deve ser entendida com a clareza que o texto expõe. Não fomos destinados à ira, mas à salvação em Cristo Jesus. Já vimos que não há bases históricas, lógicas e escriturísticas para dizer que “salvação” em I Tessalonicenses 5:9 não é “salvação” e sim “arrebatamento”, nem para afirmar que “ira” não é “ira” e sim “tribulação”. Veja o que Paulo escreve em Romanos 5:9-10 e compare com I Tessalonicenses 5:9:

“Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida”.

Agora veja o que Paulo ensina aos mesmos tessalonicenses que haviam recebido a primeira epístola:

“E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder, quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em todos os que crêem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós)" (II Tessalonicenses 1:7-10).

Neste texto fica claro que o nosso encontro com o Senhor se dará em Sua volta gloriosa (como labareda de fogo), trazendo sobre aqueles que nos atribulam o castigo eterno (não a grande tribulação!).

Então, vemos que estaremos livres da ira de Deus que se manifestará no Dia do Senhor e que essa ira trará conseqüências eternas sobre aqueles que rejeitarem o amor de Deus. É o que Paulo chama de “castigo eterno”. Estar longe de Deus, sabendo que não há mais esperança é o maior de todos os castigos. Ali, de acordo com o Senhor Jesus, haverá “choro e ranger de dentes”. Graças ao Senhor estamos livres desse juízo e dessa ira, pois Ele, pela Sua Graça, nos salvou. E ele quer salvar a todos. Basta crer em Jesus, obedecendo à Sua Vontade e Sua Palavra. Quem crer e for batizado estará isento e livre da ira eterna do Senhor. Esta é a Graça de Deus.

A IGREJA PERMANECERÁ NA TERRA DURANTE A TRIBULAÇÃO

Um dos principais argumentos usados por aqueles que defendem o arrebatamento da Igreja antes da ira, é o amor de Jesus pela Igreja. Tal argumento apela para nossa área sentimental e emotiva. Como poderia o noivo amoroso deixar sua preciosa noiva sofrer os horrores tribulacionais?

Esse argumento torna-se lógico para cristãos acostumados ao conforto que a moderna sociedade ocidental oferece e que nunca sofreram uma perseguição mortal nem nunca passaram grandes necessidades e sofrimentos físicos e emocionais como resultado da pregação do evangelho. Tais irmãos tendem a esquecer que o propósito central de nosso encontro com o Senhor (arrebatamento) é o de estarmos glorificados Nele para começar a reinar com Ele! Não deve ser nossa esperança principal com relação ao arrebatamento a preservação de nossa integridade física em função dos sofrimentos tribulacionais. Pelo contrário, a Palavra revela que seremos perseguidos (Lucas 21:12-19, João 16:1-4, II Timóteo 3:12). A Palavra também revela que os santos estarão na Terra durante a tribulação (Apocalipse 7:14, Apocalipse 12:11, Apocalipse 20:4) e que o número de mártires só será completado na tribulação (Apocalipse 6:9-11).

A certeza que temos é que o Senhor estará conosco durante a perseguição e destruirá aqueles que nos perseguem (Mateus 28:20, II Tessalonicenses 1:7-10). Sem dúvidas, a grande tribulação será um período horripilante. Jesus revelou que nunca antes houve, nem depois haverá, um período semelhante (Mateus 24:21). Porém, será que os irmãos em Tessalônica, ao receberem a missiva de Paulo, tiveram a mesma concepção de muitos modernos irmãos ocidentais sobre o que seja a “preservação da ira”? Começaram eles a pular de alegria, pelo fato de lhes ser prometido que não sofreriam danos físicos durante a tribulação? Cremos que não.

Em primeiro lugar, não podemos esquecer que aqueles irmãos estavam sendo impiedosamente perseguidos, causando, inclusive, muitas mortes (I Tessalonicenses 2:14, II Tessalonicenses 1:4-10). Conseqüentemente, vemos que Paulo não estava prometendo que eles não sofreriam danos físicos ou até mesmo a morte, pois tais conseqüências já eram uma realidade no dia a dia daqueles irmãos. Paulo os ensina, através de suas cartas aos tessalonicenses, a esperar a justiça divina, a qual traria castigo definitivo sobre aqueles que os perseguiam. Em segundo lugar, Paulo lhes escreve sobre o Dia do Senhor, que será o dia da gloriosa vinda de Jesus, logo após a grande tribulação.

A PROTEÇÃO DIVINA DURANTE A TRIBULAÇÃO

Cremos firmemente que muito serão protegidos pelas poderosas mãos de Deus durante a tribulação. Há vários precedentes bíblicos que nos mostram isso. No Egito, o Senhor protegeu Seu povo escolhido enquanto castigava o Egito com severas pragas que, por sinal, são idênticas em parte às pragas apocalípticas. O povo de Israel não precisou ser transportado do Egito, mas recebeu a sobrenatural proteção de Deus no Egito. Em outros casos, como os de Noé, Ló e dos irmãos de Jerusalém em 70 d.C, o Senhor providenciou meios, revelações e ajuda a Seus servos para que pudessem se proteger da ira.

Paulo nos ensina que haverá irmãos vivos no momento da volta gloriosa do Senhor (I Coríntios 15:51, I Tessalonicenses 4:15). Isso só será possível com a poderosa proteção do Senhor durante a grande tribulação, pois cremos que humanamente não será possível sobreviver a ela, sobretudo na qualidade de cristão perseguido pelo sistema da besta. Ao mesmo tempo em que muitos serão martirizados pela besta (Apocalipse 6:9-11, Apocalipse 7:14, Apocalipse 14:12-13, Apocalipse 20:4), outros serão protegidos (Apocalipse 3:10, Mateus 24:22). Porém, ambos os grupos, mortos ou vivos, receberão a glorificação quando soar a última trombeta, na volta gloriosa de nosso Senhor (I Coríntios 15:50-42, Mateus 24:31). Quer morramos ou quer vivamos, somos do Senhor! (Romanos 14:8).

UM SÓ ENCONTRO

É interessante notar que os sinais detalhados pelo Senhor em Mateus 24:29, os quais são relembrados em Apocalipse 6:12-17 e que já haviam sido profetizados em Joel 2:31 e em outras passagens das Escrituras, apontam para o Dia do Senhor, que será o Dia da manifestação gloriosa do Senhor Jesus e ocorrerão LOGO APÓS a grande tribulação. Então, esperar o nosso encontro com o Senhor logo após a grande tribulação parece ser a postura mais coerente.

O derramamento dos juízos divinos durante a tribulação será concretizado durante todo o período e será incrementado até o final. Porém, mesmo em meio às 7 últimas pragas, que poderão ocorrer em semanas ou dias e que cairão, se formos coerentes com a comparação de Mateus 24:29-31, Apocalipse 6:12-17 e Joel 2:31, logo após o período tribulacional, há um alerta para a vigilância e perseverança dos santos em Apocalipse 16:15, inserida entre a sexta e a sétima taça, que é a taça final, quando é dito: "Está feito". Ou seja, a Palavra nos diz que nos encontraremos com o Senhor logo após a grande tribulação (Mateus 24:29), logo após os sinais que antecedem o Dia do Senhor (Mateus 24:30-31, Apocalipse 6:12-17, Joel 2:31) e que devemos vigiar até os momentos da última taça da ira (Apocalipse 16:15).

Não há nenhuma direção bíblica clara que nos revele um arrebatamento anterior ao ajuntamento dos escolhidos descrito pelo Senhor em Mateus 24:29-31. Os irmãos primitivos, aos quais foram originalmente dirigidos os evangelhos e as epístolas, não tinham qualquer noção sobre uma ou diversas manifestações do Senhor antes daquela que Ele mesmo havia prometido no sermão profético. O apóstolo Paulo escreve aos Coríntios e mostra a ordem em que ocorre a ressurreição dentro do plano de Deus:

“Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda” (I Coríntios 15:23).

Cristo, que é as primícias de Deus, ressuscitou há aproximadamente 2.000 anos. Nós, os que somos Dele, ressuscitaremos em Sua vinda, a única vinda conhecida e ensinada pelos irmãos primitivos: logo após a grande tribulação.

Maranata,

Jesiel Rodrigues

Texto extraído de http://www.projetoomega.com/home.htm

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