"Portanto, ninguém se glorie em homens; porque todas as coisas são de vocês, seja Paulo, seja Apolo, seja Pedro, seja o mundo, a vida, a morte, o presente, ou o futuro; tudo é de vocês, e vocês são de Cristo, e Cristo, de Deus."
PENSE NISTO: "O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego!" (Albert Einstein).

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Desinteligências

- por René Burkhardt | 07 de Outubro de 2010

A palavra ‘desinteligência’, longe de ser uma formação drummondiana, tem alguns significados: discrepância entre pontos de vista, desacordo, desentendimento, falta de amizade, hostilidade, falta de inteligência. Creio que estes significados são muito bem aplicáveis dentro do grupo mais dividido em si mesmo: o grupo dos cristãos!

Apesar de ter o mesmo Prumo para se balizar, o Senhor Jesus, e o mesmo manual de vida como orientação, a Bíblia (a Palavra de Deus), esse grupo não pára de se digladiar. Na Sua Palavra, Deus diz que a falta de conhecimento do Senhor mata o Seu povo. Sabedores disto, muitos, dentro desse grupo, procuram conhecer o máximo possível da Sua Palavra, imaginando, com isto, estarem adquirindo o conhecimento do Senhor. Porém, poucos, dentre esses que assim agem, chegam mais próximos desse conhecimento. Via de regra, dissecam-se os atributos de Deus, demonstrados através do que é dito, por meio do que está escrito, transformando a letra em lei, a despeito do aviso divino de que isto é caminho de morte e de que o Espírito é caminho de vida.

Em meio a inúmeros pontos de discordância, de desinteligência, escolho três, a fim de demonstrar essa discrepância. É evidente que nem entrarei em questões “teológicas”, pois estas, como coisas de homem que são, nem mesmo merecem consideração, além de serem incontáveis.

A questão do momento, aqui no Brasil, é a eleição. Este assunto, em todos os seus aspectos, teve um efeito infinitamente superior ao da bomba ‘H’, naquilo que deveria ser um Corpo, provocando uma pulverização de seus membros, lançando-os a uma distância indescritível, uns dos outros. Não só isto, como, também, deixou patente o ódio, o sectarismo, a ignorância, a cobiça, a intransigência e o individualismo presentes no coração de milhões de pessoas, que deveriam ser reconhecidas pelo amor que têm uns pelos outros.

“Pensem nas coisas lá do alto, pois vocês são cidadãos do céu”, diz a Palavra de Deus! “Vocês podem decidir o seu futuro, pois são cidadãos com poder em seu voto”, diz o marketing eleitoral! A partir desta “sinuca de bico”, muitas divisões começaram, pois a própria Palavra cobra obediência às autoridades. Como o voto, em nosso País, é obrigatório, passou-se a defender a necessidade de se votar e eleger pessoas que legislarão e executarão as leis, como cumprimento dessa ordem.

No afã de se criar respaldo para essa decisão, usou-se exemplos bíblicos de homens de Deus que participaram ativamente da política. Falou-se de José, governando o Egito. De Davi, reinando sobre Israel. De Daniel, nos reinados babilônico e Medo-Persa. Até de Moisés, liderando o êxodo do Egito. Por falha minha, creio, não consigo lembrar de algum exemplo na era da Igreja. Mas eles foram, realmente, indicadores de nossa participação na política, como tem sido apregoado hoje em dia?

José não fez campanha política, como alguns poderiam dizer que fez. Ao dizer para o chefe dos copeiros lembrar-se dele, quando estivesse junto a Faraó novamente, ele deixou claro que era para haver uma intervenção em favor de sua liberdade, já que sua prisão era injusta. E, por exclusiva vontade de Deus, José foi direto da prisão para o cargo de Governador Geral do Egito, não por seu interesse em que isto acontecesse. Provavelmente, ele nunca pensou em ter um cargo político. Muito menos em ser o “homem forte” do governo! Então, se é para termos José como exemplo, devemos nos espelhar em sua fidelidade ao Senhor, através da qual, Deus pode usá-lo como Seu instrumento, na hora e na situação em que Ele quis!

Davi também não fez campanha política. Pelo contrário, mesmo diante de diversas oportunidades para assumir o governo, para o qual ele já havia sido designado (e sabia disso), ele escolheu esperar em Deus! Por cerca de 20 anos, apesar de toda perseguição, de toda opressão, Davi se lançou sobre a segurança de que Deus sabe todas as coisas e age no Seu tempo. Mais do que isto, ele sabia que aquela autoridade, que o oprimia e perseguia, havia sido instituída por Deus. E respeitava isto, apesar das circunstâncias. Ele também foi fiel a Deus!

Daniel, talvez, seja o exemplo mais importante a observarmos. Não como um homem de Deus envolvido na política, como querem alguns, mas como homem de Deus, fiel em qualquer situação na qual Deus o coloque. Ele e seus amigos eram prisioneiros do Império Babilônico. Pela sabedoria e educação que o Senhor lhes havia concedido, foram elevados à posição de conselheiros do Imperador. Em nenhum momento, eles se levantaram contra as leis promulgadas, que ofendiam a Deus. Tão-somente, não as cumpriram, a despeito de poderem ser perseguidos, presos e, até, mortos, por tal atitude. Ao invés de lutarem contra tais leis, colocaram suas vidas nas mãos do Senhor! Certamente, eles pensaram: “Se lutarmos contra essas leis, até poderemos criar outras leis, que as anulem. Mas, assim, não estaremos permitindo que o nosso Deus Pai e Criador manifeste Seu poder e Sua vontade, através de nós!”. Isto é fidelidade a Deus!

E o que dizer de Moisés? “Escolhe outro, Senhor, eu não sei nem falar!”, foram suas primeiras palavras, diante de seu chamado. E, para demonstrar que ele não era nem uma opção do povo, a primeira palavra que ele recebeu de um cidadão foi: “Quem elegeu você para nos liderar?”. Nada a ver com uma tentativa de tomarem sua vida como exemplo de envolvimento político. No entanto, ele foi fiel a Deus em todo o tempo que permaneceu na liderança do povo, conforme o desígnio de Deus.

Alguns, hoje, ainda alegam que fazemos parte de uma democracia e, por isto, a situação é diferente e devemos, sim, elegermos pessoas para o governo, ou, até mesmo, nos candidatarmos. Concordo que, tendo o voto à disposição, poderíamos, sim, eleger pessoas para legislarem sobre nós. No entanto, há algumas questões que deveriam ser consideradas: o Senhor levantou pessoas que possam legislar em favor do bem comum? Se o fez, preparou condições para que essas pessoas façam valer suas propostas? Ou Aquele que levanta reis, assim como os destrona, está levantando presidentes, sátrapas, ‘Hamãs’, ‘Corás’, para manifestar Seu poder e Sua vontade em ocasião própria?

“Não ficarei mais no mundo, mas eles ainda estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, protege-os em teu nome, o nome que me deste, para que sejam um, assim como somos um”, disse Jesus. Podemos confiar que Deus atende os pedidos de Jesus? Aquele que responde não, pode parar de ler este texto, parar de envolver-se com qualquer coisa que tenha ligação com Deus, porque não crê nEle. Ou, então, peça que Jesus lhe dê uma revelação da Cruz, no Calvário. Mas, os que crêem, devem confiar que Deus, o Pai, nos protege em Seu nome, em toda e qualquer circunstância. E esta proteção tem um fim em si mesma: sermos um!

Agora, nosso envolvimento na política tem sido um reflexo disto? Nós, que não podemos acrescentar nem quinze minutos à nossa vida, podemos realmente decidir nosso futuro? Todos os que nos vêem em meio à defesa de idéias, de indicações, de confiança em homens, de alegações, de vontades de decidirmos nosso futuro, têm podido saber que somos discípulos de Jesus? A guerra que se originou nas eleições, tem evidenciado nosso amor mútuo? Diante da possibilidade da aprovação de leis que podem ofender ao Senhor, que foi a bandeira erguida para o envolvimento de muitos na política, podemos dizer, com segurança, como Davi disse, “talvez o Senhor considere a minha aflição e me retribua com o bem a maldição que hoje recebo”? Temos sido fiéis ao Senhor?

A segunda questão que abordo é a legalização da união civil para pessoas do mesmo sexo. Aliás, uma das questões que suscitou todo esse rebuliço eleitoral no meio “cristão”. Mais uma vez, vejo a Graça de Deus sendo transformada em lei. Pior do que isto: em porrete! Toda pessoa que se professa cristã sabe que o homossexualismo é abominação para Deus. Mas, pelo que tem acontecido, vemos que poucos sabem que Deus é amor, é misericórdia, é perdão, é transformação em nós, é nossa santificação, é nossa redenção, é nossa sabedoria, é nossa justificação! E, mais uma vez, podemos perceber o desconhecimento do Senhor, que leva à morte.

Veja as Palavras do Espírito Santo, em Eclesiastes: "Se um cair, O AMIGO pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se! E se dois dormirem juntos, vão manter-se aquecidos. Como, porém, manter-se aquecido sozinho?". Quando vemos esses dois que dormem juntos, apenas como um casal, estamos expressando o pecado que há em nosso coração, pecado de acusar, julgar e condenar, pois logo imaginamos que, no caso de serem duas pessoas do mesmo sexo, estariam cometendo pecado. Mas, então, como fica a história de Davi e Jônatas? A palavra é bastante clara em ressaltar a amizade entre os dois, baseada em um profundo amor verdadeiro, não promíscuo. Amor entre duas pessoas do mesmo sexo. Tenho certeza que o Pregador estava falando exatamente disso.

Agora, se, em havendo uma lei que defenda os direitos de tais pessoas diante do Estado, alguns quiserem utilizá-la de forma pecaminosa, a quem eles terão que prestar contas? Isto mesmo: ao Senhor! Nossa parte é ser luz, sal na medida certa, para que as pessoas se aproximem de Jesus, se entreguem a Ele, e sejam purificadas pelo Seu Espírito. O resultado disto seria a transformação da sociedade. Se existir a lei, mas não existir mais pessoas que dela se utilizem para o pecado, que valor ela terá? Que efeito ela provocará? Isto seria a institucionalização do pecado, realmente?

O que parece, na verdade, é que as pessoas estão misturando as coisas, tomando os seres humanos homossexuais como abominação a Deus. Paulo, o apóstolo odiado pelos homossexuais, não se atreve a promover juízo contra essas pessoas. Ele diz que, aqueles que não se entregam a Jesus, não são renovados pelo Espírito de Cristo, assim como nenhum de nós que não se entregue a Ele será, e, por isto, recebem o castigo devido em seus próprios corpos. Castigo vindo de Deus, não dos homens. Não somos chamados a sacrificar essas pessoas em “fogueiras” do nosso juízo. As palavras do Senhor continuam valendo: “desejo misericórdia, não sacrifícios, e conhecimento de Deus em vez de holocaustos”.

Creio que os pecados de Davi, adultério e assassinato, estes, sim, foram a institucionalização de ofensas contra nosso Criador! Veja você, que o arrependimento de Davi se deu cerca de um ano depois dos pecados cometidos. Nesse meio tempo, ele viveu como se nada tivesse acontecido e, por ser o rei, imagino que muitos, no meio do povo, se acharam no direito de agir da mesma forma, afinal, não poderiam ser condenados pelo rei, que julgava todas as causas.

Assim, não vejo essa lei como um risco para o Reino de Deus. O Senhor está acima de todos os governos. E a lei não nos obriga a agirmos em desacordo com a vontade do Senhor. Ainda que obrigasse, temos os exemplos de Daniel e seus amigos: melhor morrer do que ofender ao nosso Deus Pai e Criador! Será que é essa possibilidade que a “cristandade” brasileira está temendo? A de chegar a um ponto em que seja necessário perder tudo, inclusive a vida, em nome do Senhor? Temos sido fiéis ao Senhor?

O último ponto a considerar é a fé. Sem ela é impossível agradar a Deus. No entanto, muitos têm esquecido disso e têm colocado sua fé em pessoas. Maldito o homem que confia no homem. Por conta desta “lei” de maldição, usa-se o argumento de que tais pessoas podem ter sido levantadas por Deus, para serem nossas representantes. E por que podemos afirmar que esta possibilidade não existe? Pela fé. A fé na participação pessoal de Deus, através do Seu Espírito, junto a todas as pessoas, ensinando, lembrando Sua Palavra, indicando o caminho por onde andar.

Se temos fé nesse agir de Deus, e Ele nos cobra isto, não precisamos levantar bandeira em favor de ninguém! Se a forma atual de “levantar reis” é através de eleições, certamente o Senhor encherá o coração de todos os que Ele precisar, para votarem no rei que Ele quer levantar! Se Ele quer levantar um Acabe, Ele encherá o coração das pessoas para votarem em Acabe! Se Ele quer levantar um Ezequias, acontecerá o mesmo! Os dEle saberão que foi Ele quem instituiu a autoridade que Ele quis. Os outros pensarão que eles mesmos escolheram o seu destino, decidiram o seu futuro.

Portanto, não adianta levantarmos bandeira por ninguém. Não adianta tentarmos convencer ninguém a mudar sua opinião. E isto não é fatalismo! Isto é ter a consciência de que Deus está no comando. É ter fé na providência de Deus para todas as nossas necessidades. O máximo que poderíamos fazer, seria perguntarmos, uns aos outros, em quem votaremos. Mas até isso seria um erro de nossa parte, já que o voto é secreto. Ferimos a lei, quando o declaramos! Assim, não importa se os outros votarão em ‘A’, em ‘B’, ou em ‘C’. Entrar nessas questões só nos leva à divisão! Com a divisão, à falta de amor! E, se não temos amor por aqueles a quem vemos, como ter amor a Deus, a Quem não vemos? Onde estaria a nossa fé de que o Senhor instrui a cada um, como Ele quer?

Na época em que Jesus esteve aqui na terra, o povo judeu tinha cerca de 2000 anos de história. E Jesus disse a eles: “vocês têm negligenciado os preceitos mais importantes da palavra de Deus: a justiça, a misericórdia e a fé”. Hoje, a Igreja tem cerca de 2000 anos. Será que Ele terá que repetir essas palavras para nós? Temos sido fiéis ao Senhor?

Essas questões são práticas, são relativas à nossa vida. A forma como as analisamos tem sido, sim, nossas desinteligências! E não adianta eu achar que tenho razão na minha forma de ver as coisas. Tampouco adianta você achar que a sua forma de pensar é que seja a correta. O que importa, mesmo, é que cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente, sem tentar definir a opinião dos outros. Mas isto passa por meditarmos intensamente, sobre qual seria a atitude de nosso Senhor Jesus em tais circunstâncias, a fim de que possamos imitá-lO. Precisamos parar de criar desinteligências, para passarmos a exercer fé, justiça e misericórdia, para que todos possam olhar para nós e dizer: “Esses são discípulos de Jesus! Eles se amam mutuamente!”.

7 comentários:

disse...

As palavras do Senhor continuam valendo: “desejo misericórdia, não sacrifícios, e conhecimento de Deus em vez de holocaustos”.

Melhor obedecer do que sacrificar.

Bom meu amado, eu não creio que muitos colocam sua confiança no homem, todos sabem que não há um justo se quer, mas sim procuram fazer uma escolha não tão ruim.
Me chamou atenção também como vc disse: Usaram nomes de de pessoas da Bíblia, mas não usam a fidelidade destas pessoa no Senhor para consigo. Meu querido adorei seu texto. Os cristão são muito divididos sim, eu nunca vi um povo tão dividido como estes. Me incluindo é claro. Bjs

Rita disse...

A Paz amado irmão René!!
Que coisa hein!!
Por essas mesmas razões,por pensar assim e principalmente por temor ao Senhor, não me envolvo,nem costumo defender ou praticar a politica, tão pouco cristãos que fazem dela um meio de vida alegando ser um dever lutar pelo bem comum...na minha opinião e com respeito aos que pensam diferente, eu fico com a palavra que diz:
Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.2 Tm 2:4
e também com essa:
Mas o justo viverá da fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. Hebreus 10:38
e mais essa:
Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Colossenses 3:1
Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Colossenses 3:2
Pessoalmente não me preocupa quem governará, afinal o governo do homem não interfere na vida do justo,uma vez que não somos cidadãos daqui apenas estrangeiros, temos que nos comportar dignamente, até que venha o Senhor....
não precisamos tentar salvar o planeta,nem as cidades dos possíveis maus elementos,mas temos que apresentar aquele que salva...e certamente não é com a desinteligência...mas com a sabedoria que dEle recebemos...
Sou cidadã e como tal cumpro meu dever,mas desde que sou cristã,não voto,odeio o pecado,não o pecador,mas não posso evitar a palavra que diz que o justo vive da fé,logo não importa o que aconteça, nenhuma lei imposta por homens farão com que eu recue...então que o Senhor nos ajude,porque todo o governo está decidido ...nada acontece sem a presciência do Altíssimo...
E se os crentes resolverem tomar as rédeas da situação,teremos um estado de absoluta desinteligência mesmo....
Somos sal e luz...e que concórdia há entre a luz e as trevas??
Jesus e a política não parece uma boa combinação..e creio não ser...
como disse o irmão também não lembro de ver a igreja envolvida nessas questões,eles viviam com ordem e decência...coisa que não vemos na política, tão pouco em políticos,e, o que é pior temos que engolir os que se dizem crentes fiéis trocando o "CHAMADO"(??) por uma revelação de Deus...
Que pensar de tanto movimento, barulho e contenda??
Aí está o Espírito do Senhor??
A liberdade que temos em Cristo é limitada a inteligência e a sabedoria, se fizermos mal uso nos colocamos em uma posição duvidosa...o crente é diferente, se está parecendo com os demais...deve rever e refletir seus conceitos de fé e prática da palavra..
desculpe se me alonguei irmão René..mas com menos que isso seria impossível pra mim(rsrsrsrs)
Deus o abençoe,amei essa postagem!!

Cláudio Nunes Horácio disse...

NOSSA! René, eu concordo com você, se eu olhar pra Jesus não vou conseguir achar nEle relação alguma com a política..."mas por enquanto o meu Reino não é deste mundo" é o que sempre vem a minha mente quando penso na política relacionada a Jesus.
Sei que você está certo, sei que é meu espírito de gueto que me faz ser a favor de algum candidato. Sei que todos os exemplos bíblicos que citou são verdadeiros, mas aqui vai minha confissão: não consigo ficar fora dessa briga que não é de Deus.
No momento este é o meu pecado mais praticado, mais saboreado, mas sei que Deus não é ídolo e não precisa de defesa, Ele é o Senhor Todo Poderoso e Soberano e no final sempre é Ele quem decide TUDO.
Obrigado pela exortação. Estarei orando e pensando a respeito. Forte abraço.

René disse...

Acho que vamos ficar com essa divergência entre nós, Rô: entendo que muitos, sim, mas não todos, colocam sua confiança no homem, enquanto você crê que não é assim. Sem problemas!

Só quero esclarecer, que a maioria das pessoas que assim age, o faz por não ser orientada corretamente na fé. Muitos pensam que ter fé é apenas saber que Deus existe e que Jesus veio em carne, aqui na terra. Não sabem que fé é ter total confiança nos cuidados de Deus por nós, em todas as coisas, em todos os momentos. Por isto, pensam que devem confiar em homens também.

Também me incluo nessa divisão que há na Igreja, minha amada, afinal, se o Senhor me deu esse entendimento, ele é primeiramente pra mim!

Bjs e Paz!

René disse...

Rita,

Agradeço por, mais uma vez, você complementar tão bem um texto, com o que o nosso Senhor diz.

Não há o que desculpar! Seus comentários são sempre muito bem vindos e não importa a extensão deles.

Grande abraço e continue na Paz!

René disse...

Cláudio, meu amigão,

Não tive a intenção de exortar a você, ou a quem quer que seja! Como foi dito, é importante que todos tenhamos consciência de que Deus Se utiliza de nós, conforme Sua vontade, sem nos forçar a nada. O Espírito Santo pode "falar" claramente ao nosso coração determinada coisa, mas, ainda assim, podemos nos negar a seguir o caminho que Ele indica. Sabendo disto e sabendo qual será, afinal, nossa reação, Ele coordena as coisas, pra que Sua vontade prevaleça. É meio complicado, mas assim é!

Por isto, quando você diz que não consegue ficar fora dessa briga, entendo que o Senhor esteja conduzindo a situação, para que a Sua vontade se cumpra. Você não precisa ficar sem jeito, por causa disto. Deus nos usa como Ele quer, mas isto não quer dizer que Ele vá fazer a mesma coisa com você e comigo, ou com outras pessoas.

É sobre essas diferenças no modo de agir de Deus em cada um, que falo neste texto. E aceitar isso como verdade é uma questão de fé. Por isto não poderia haver toda a divisão que há na Igreja!

Abração e Paz!

disse...

Cláudio, vamos deixar este espirito de gueto fora de nossas vidas vamos? bjs