"Portanto, ninguém se glorie em homens; porque todas as coisas são de vocês, seja Paulo, seja Apolo, seja Pedro, seja o mundo, a vida, a morte, o presente, ou o futuro; tudo é de vocês, e vocês são de Cristo, e Cristo, de Deus."
PENSE NISTO: "O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego!" (Albert Einstein).

domingo, 8 de maio de 2011

Jesus da Religião

- por Jessé Borges* | 07 de Maio de 2011

A daninha estratégia da religião é “anunciar” o Jesus da Bíblia apenas como uma “marca” do cristianismo, usando o Seu nome para atrair pessoas para um círculo de religiosidade que nada tem a ver com o Jesus Rei e Senhor. Já antevendo tal realidade, Jesus disse:Nem todo o que me diz: 'Senhor, Senhor!', entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: 'Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas?'. E então lhes direi abertamente: 'Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade'” (Mateus 7:21-23).

Por que “nunca vos conheci”? Porque conhecer Jesus é um processo de libertação que se manifesta no dia a dia da realidade humana, suas aflições e necessidades, em conformidade ao senhorio e à palavra do Senhor. Conhecer Jesus é intervir na maneira humana de agir e experimentar a vida, a partir dos princípios Dele, e isto por ato explícito de fé! Por isso, as parábolas nos ensinos do Mestre mostravam a vida comum das pessoas e como deveria ser a ação de seus seguidores. Como exemplo, no trato com o dinheiro Ele disse: “Ninguém pode servir a dois senhores... Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mateus 6:24), para tristeza do moço religioso que era dono de grande fortuna; a religião faz o caminho inverso: ela enquadra a fé às suas hermenêuticas (interpretações), atribuindo maior poder à tradição e às práticas religiosas, ainda que “em teu nome”: “diga-me como ages e eu te direi a quem tu serves”.

Limitado por natureza, o homem estabeleceu a religiosidade como a maneira palpável e concreta para superar seu desespero existencial de conviver com o divino. Lugar sagrado, dia sagrado, coisas sagradas, foram criados para sustentar a crença no intangível. E é exatamente nesses lugares especiais, onde coisas sagradas acontecem, tipo: “não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas?”, que Jesus diz estar Seu nome sendo usado para dar valor às “coisas religiosas”, sem, entretanto, conhecê-Lo, pois Ele se manifesta aos que O conhecem em todo tempo, em qualquer lugar e para o louvor de Sua Majestade e Domínio.

Quando Cristo vem da parte de Deus e estabelece a Si mesmo como a ponte, choca a religião das “coisas”. Ele cria o Caminho, estabelece a Verdade e dá a Vida para todo aquele que Nele crer, desprezando todos os artifícios religiosos que enganaram ao moço rico e continuam a enganar a muitos. Por isto, nenhuma instituição, tradição ou poder humano, pode substituir o que Jesus estabeleceu da parte de Deus entre os homens. Na Sua morte e ressurreição, Seu Reino é implantado na terra. Retornando à glória de Deus, Ele governa todas as coisas e, continuamente, convence e transporta sobrenaturalmente pessoas para vivê-lo já aqui, na esperança da restauração de todas as coisas.

Os discípulos conheceram muitos que desejaram isso para suas vidas e logo um “novo estilo de vida” passou a subverter a ordem social e religiosa, a partir daqueles simples pescadores. A cartilha da Igreja que surge é o Reino e seus princípios de amor! Daí saborearem a vida com prazer, a alegria de dividir, o gosto por compartilhar a vida.

Os que insistem em afirmar que as instituições religiosas romanizadas, com práticas contra as quais Jesus profetizou, são a continuidade da Igreja dos primeiros cristãos, que fielmente representavam o reino de Deus, devem ouvir o que Jesus disse aos religiosos que o interpelavam: “dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:30-32).

Extraído de http://jesse.borges.zip.net/arch2011-05-01_2011-05-07.html#2011_05-07_18_07_36-140041004-0

* Jessé Borges, com quem hoje tenho a felicidade de congregar, foi pastor de instituições religiosas por muitos anos. Visite seu blog!

16 comentários:

Wendel Bernardes disse...

Esse 'jesus' mercadológico e completamente adaptável ao modus vivendis do cristianismo impermeável de hoje, em nada se parece com o Jesus puro, amável e completo que descrevem os Evangelhos.

Diante desse Jesus, que é o Yeshua Hamashia descrito pelos profétas messiânicos, o jesus mercantilístico somo, dado a sua falta de conteúdo!

Quem sabe esse 'jesus', seja filho dum 'deus' que um conhecido meu postou nesse ótimo texto que te indico, que postei (mesmo sem ter esse costume) por causa da verdade contida no mesmo!

http://wendelbernardes.blogspot.com/2010/06/adoradores-do-miojo-profetico.html

Grande abraço!

René disse...

Então, Wendel,

Com certeza esse jesus mercantilístico é filho daquele deus do texto que você postou (fui conferir e o texto é ótimo). E também é certo que ele desaparece diante do verdadeiro Jesus, Filho de verdadeiro Deus Pai e Criador.

Valeu, amigão!!!

Forte abraço e continue na Paz!

Conexão da Graça disse...

René meu querido, contextualizando o Marx: "A religião é o OXI do povo", um produto falsificado que tem o poder de transformar seus usários em dependentes psíquicos.

É difícil para quem radicalizou com o sistema e ousou sair dele, ter de encarar a crise de abstinência.

Falo com conhecimento de causa tanto da religião como do narcótico!

Mas o bom é que existe a possibilidade em Cristo de se ver livre dessas cadeias (a da religiosidade e do narcótico).

Fazendo uso de uma frase que ouvi do Caio a muitos anos: "O protestantismo é uma dieta católica".

Só muda a embalagem o conteúdo não não diferencia quase nada.

A religiosidade é cômoda, porque faz política de boa vizinhança com nossa falta de atitude de dar a cara pra bater, e assumir convicções.

A zona de conforto está em alta, e como dizia um auxiliar meu na Igreja institucionalizada: "O povo é como gato, gosta e acostumou com a casa, por isso rotineiramente voltam para vasculhar.

Um ABRAÇÃO amigão,

Franklin

Cláudio Nunes Horácio disse...

Uauuu! Abraços reverentes.

René disse...

O engraçado, Cláudio, é que eu tive a mesma reação, quando li o texto pela primeira vez!!!

Abração, querido amigo!!!

René disse...

Franklin, meu amigão,

Em primeiro lugar, gostaria de dizer que há algum problema com o meu blog, porque esta é a segunda vez que seu comentário não veio para a minha caixa de emails. Achei no moderador de comentários, que nem sempre eu abro. Me desculpe mais uma vez, por favor!

Pra vergonha nossa, vemos uma pessoa (Marx), tida como inimiga da Cruz, constatando aquilo que o próprio Senhor Jesus disse tantas vezes: "Vocês pensam que suas atitudes, suas religiosidades, podem levar vocês a Deus. Isto é impossível! Arrependam-se!".

Quanto mais as pessoas se 'afundam' na religiosidade, mais difícil é sair dela. Como você disse, ela é muito cômoda e, de certa forma, protecionista, já que evita a nossa própria exposição à vida, como ela deveria ser vivida.

Valeu por seu comentário/testemunho, Franklin! Ele ajuda muito a trazer o texto à uma situação prática, ao traçar o paralelo entre a religiosidade e a dependência química!

Forte abraço, meu amigo, e continue na Paz!

Regina Farias disse...

R.

Conversando certa ocasião com um irmão meu que passou anos enfiado no meio eclesiástico católico, achei interessante o que ele me disse acerca dessa coisa tangível, paupável, pegável, visível rss; que os "fiéis" são estimulados pelos próprios "gurus espirituais" nessa coisa toda de adorar santo e cultuar imagem, porque eles precisam ver e pegar em alguma coisa que lhes estimule a "fé".

E sabe,

Não vejo muita diferença entre os evangélicos. Só mudam os parâmetros. É "meu pastor", "minha igreja", "minha comunidade", "meu grupo", "meu ministério", sempre algo MEU, (de minha propriedade) a que me agarrar porque estou vendo, participando, trabalhando na "obra de Deus".

E, parafraseando-o, afundar nessa religiosidade protege de forma perigosamente ilusória, pois é uma verdadeira "viagem". Aliás, é uma droga, literalmente.

abs ( sem freio)

R.

Regina Farias disse...

oops! "palpável" com "l" fica mais certinho rsss

:P

René disse...

Eu sabia que você ia corrigir... rsssssssss

Regina Farias disse...

É no que dá escrever às pressas.
Antes era o teclado analfa...
O bom é ter sempre uma justificativa he he

René disse...

É como dizia a Eva: "A culpa não foi minha!". rsssssssssssssssssssss

Regina Farias disse...

Na verdade, euzinha fui criada em ambiente rigoroso onde era terminantemente proibido falar e escrever de forma gramatical incorreta. Era lei severa, tínhamos que dar o exemplo rss
Deve ser por isso que tenho aversão ao erudito, uso um linguajar bem irreverente e, vez por outra, escrevo algumas expressões ao meu modo. Tipo: peraí, escrevaí, digaí, foi mauzzz, mazenfim, dicunforça...

René disse...

Também fui criado assim (apesar do resultado não ter sido tão bom) e a grande diferença é que não consigo me livrar disso ao escrever. Já, ao falar... vou à forra de tudo!!!

René disse...

É bem por aí, Rê,

Essencialmente não há diferença entre as religiosidades, porque todas elas, tenham o nome que tiverem, são resultado da soberba humana, que não consegue admitir algo funcionar sem sua participação direta, que sempre declara que algo pertence a si e, por isto, 'funciona'.

Abração, querida amiga, e Paz!

Alan Capriles disse...

Querido amigo

Ontem mesmo preguei sobre isso. Com base em Mt11:28, no qual Jesus nos convida a uma libertação do jugo da religiosidade humana, especifiquei qual a diferença:

"Enquanto a religião é uma tentativa de o homem fazer algo para Deus a fim de ser salvo por seus méritos, o evangelho é o que Deus fez por nós em Jesus, nos salvando sem nada merecermos."

Precisamos sempre estar alertando sobre isso.

Abração, amigo, na paz do Senhor Jesus.

René disse...

Meu querido amigo Alan,

Sua pregação deve ter sido muito boa, como outras que já ouvi, ainda mais usando a premissa que você citou. É uma definição simples, direta e corretíssima!!

Alerta necessário, sem dúvida!

Forte abraço e continue na Paz!